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domingo, 17 de maio de 2020

Pílulas Fílmicas #8: Fúria Selvagem (1971)


Muito antes de Leonardo DiCaprio interpretar Hugh Bass em O Regresso (2015), homem atacado e praticamente morto por um Urso em 1820 durante uma expedição à remotos territórios indígenas norte-americanos, outro ator enfrentou esse desafio, o veterano e já saudoso Richard Harris. Fúria Selvagem (Man in the Wilderness) de 1971 apresenta a epopeia de sobrevivência de um homem que se negava a morrer. Diferente da versão de DiCaprio, Fúria Selvagem traz outras camadas ao homem que, mesmo estraçalhado pelo Urso e deixado para morrer, apega-se à vida. Uma destas camadas é sua dificuldade em entender o papel da fé em Deus frente à realidade de guerra e morte à sua volta. A partir disso, o expectador assiste a uma mudança silenciosa no personagem que Richard Harris interpreta. O diretor Richard C. Sarafian não cede a sentimentalismos ou melodramas e, com isso, mantem um filme duro e selvagem do início ao fim, apesar das questões filosófico-existenciais presentes no sub-texto. Em seu minimalismo o filme cresce e se expande para dentro da alma do expectador ao captar as descobertas existenciais do personagem central. O grande Diretor John Huston atua no filme interpretando o Capitão Andrew Henry à frente da estranha expedição à qual Hugh Bass fazia parte. A natureza selvagem que rodeia Bass é outro personagem no filme, e atinge seu clímax em uma cena que, em sua simplicidade, se torna antológica: o parto de uma criança indígena em meio aos silêncios da floresta. A cena recria a solidão da mulher que dá à luz mesmo rodeada por alguns chefes indígenas, a relação do recém-nascido com seu pai e o impacto que isso gera em Bass. À semelhança de filmes e livros que buscaram o retorno do homem à sua origem e simbiose com a natureza em seu estado bruto, Fúria Selvagem deveria, com certeza, fazer parte deste panteão.





John Huston como o Capitão Andrew Henry

sábado, 16 de maio de 2020

Guia de Cards: Revista Mundo dos Super-heróis - 2ª Série - Atualizado Maio 2020

Minicards: Evolução visual do Batman  - 1939 à 2018. Supercards: 89 - Quadrinhos: Batman contra o Monge Louco - Parte 1 (Detective Comics #31 - Setembro de 1939); 90 - Filme: Batman - O Retorno (1992).

A Revista Mundo dos Super-heróis é a publicação jornalística acerca do mundo dos gibis, super-heróis e afins mais longeva da história do Brasil. Em 2018 alcançou a marca de inimagináveis 100 edições. Um feito para qualquer nerd, em especial o aficionado por quadrinhos, comemorar. A partir da edição 101, o time editorial resolveu presentear os fãs com uma coleção de Supercards. Estes Supercards foram alvo de uma matéria aqui no Blog na qual comentei acerca da riqueza do material. Não apenas por trazer momentos emblemáticos da 9ª Arte nos quadrinhos, filmes e séries, mas por inserir no verso de cada supercard um texto que contextualiza aquele momento. Das edições 101 à 111 foram lançados 88 Supercards que podem ser apreciados na minha matéria anterior. Quando chegou à edição de Nº 112 percebi que a coleção havia se modificado um pouco. Agora, além de dois Supercards por edição o fã passou a receber 27 minicards com a evolução visual de determinado personagem ao longo de sua existência.

Minicards: Evolução visual da Mulher-Maravilha - 1941 à 2016. Supercards: 91 - Animações: Batman Ninja (2018); 92 - Animações: Batman: O Mistério da Mulher-Morcego (2003).

A mudança veio presentear o fã não apenas com o aspecto artístico evolutivo do super-herói/super-heroína, mas no verso de cada minicard o leitor tem um pequeno texto que contextualiza o uniforme e acessórios ali apresentados. Quando lidos na sequencia, cada série de minicards se torna quase que uma pequena enciclopédia com informações extremamente interessantes acerca da evolução do personagem. Além das óbvias curiosidades que se pode encontrar nos textos, o fã consegue muito bem situar a evolução artística do personagem em paralelo ao espírito do tempo vigente em sua época. Há, portanto, uma insinuação muito bem feita entre imagem, concepção artística e o conjunto do clima intelectual e cultural do mundo da época (Zeitgeist). Assim, o que à princípio pode parecer apenas um elemento atrativo na hora da compra da revista, se torna na verdade um rica fonte de consulta e análise.

Minicards: Evolução visual do Coringa - 1940 à 2018. Supercards: 93 - Filme: Capitão América: O Filme (1991); 94 - Animações: Liga da Justiça - A Nova Fronteira (2008).

Os textos no verso de cada minicard são de Clayton Godinho, o mesmo que já assinava e continua assinando os textos no verso dos Supercards. São textos curtos, objetivos e bem escritos. As ilustrações dos personagens em cada fase é de Débora Caritá. Nesta matéria apresento à vocês esta segunda série desta que é uma grande iniciativa dos Editores da Revista. Como o lançamento desta série ainda está em curso, teremos atualizações sempre que um novo número da revista chegar às bancas. Assim, você poderá acompanhar o que está saindo.

Minicards: Evolução visual da Viúva Negra - 1964 à 2018. Supercards: 95 - Quadrinhos: E Agora, Tudo Começa (Nick Fury, Agents of Shield #4 - Setembro de 1968); 96 - Quadrinhos: Superman Liberto (Superman #233 - Janeiro de 1971).

Eu penso que iniciativas como esta não podem deixar de ser noticiadas e acompanhadas. Digo isto porque vivi uma época (anos 80 e 90) em que pouco, ou nada se tinha aqui no Brasil que pudesse auxiliar o fã a conhecer melhor seus personagens e artistas preferidos, e muito menos conseguir entender de forma mais precisa a evolução cronológica de heróis e vilões da 9ª Arte. É por isso que abro espaço aqui no Blog para noticiar a apresentar esse tipo de iniciativa, além de tentar auxiliar a todos aqueles que estão fazendo a coleção ou simplesmente não a conheciam.

Minicards: Evolução visual do Arqueiro Verde - 1941 à 2018. Supercards: 97 - Nostalgia (Série): O Arqueiro Verde (1940); 98 - Séries: Arrow 5ª Temporada (2016).

Não deixem de acompanhar esta grande e histórica coleção que, à semelhança da incrível Coleção de Cards do Festival Guia dos Quadrinhos (lançada nas edições do festival de mesmo nome aqui em São Paulo nos últimos anos) veio para satisfazer até mesmo o leitor mais exigente.

Minicards: Evolução visual da Arlequina (1993 à 2016), Canário Negro (1947 à 2016) e Caçadora (1977 à 2016). Supercards: 99 - Quadrinhos: Batman: O Cavaleiro das Trevas #4 (Batman: The Dark Knight Returns #4 - Junho de 1986); 100 - Quadrinhos: The Dark Knights Returns: The Golden Childs #1 - Dezembro de 2019.

Minicards: Evolução visual do Thor - 1962 à 2020. Supercards: 101 - Animações: Thor - O Filho de Asgard (2011); 102 - Quadrinhos: O Bom, O Mau e O Misterioso (The Silver Surfer #4 - Fevereiro de 1969).

Minicards: Evolução visual do Superman - 1933 à 1990. Supercards: 103 - Quadrinhos: Superman (Action Comics #1 - Junho de 1938; 104 - Nostalgia (Série): Superman (1948); 105 - Animações: Superman Contra a Elite (2012); 106 - Quadrinhos: Apocalypse!! (Superman #75 - Janeiro de 1993).

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Face Oculta - Um Épico a ser Descoberto


Dizer que há uma fórmula para se fazer uma boa obra é, sem dúvida nenhuma, uma grande bobagem. Mas talvez pudéssemos teorizar a respeito de elementos que possivelmente contribuem. Por exemplo: 1) personagens críveis que nos trazem (aos poucos) uma identificação profunda com eles; 2) um pano de fundo, seja ele épico ou não, que respeite o "espírito do tempo" (contexto) da época ali retratada; 3) um enredo dentro do qual os dramas humanos crescem a transbordam, deixando apenas a violência e outras "pirotecnias" narrativas como moldura para as pessoas de carne e osso... entre outras. FACE OCULTA é um quadrinho da Editora Italiana Sergio Bonelli lançado pela Panini aqui no Brasil entre setembro de 2016 e maio de 2018 em 3 volumes. Posso antecipar que a obra já figura entre minhas melhores leituras de 2020 e, possivelmente, passe a integrar meu panteão de HQs favoritas. Escrita pelo roteirista, cantor e compositor italiano Gianfranco Manfredi, FACE OCULTA narra a vida de Ugo Pastore, um jovem pacifista que se vê lançado dentro de uma Guerra já esquecida empreendida pela Itália no final do século 19. Na época o país europeu voltou sua atenção colonialista para a África, mais especificamente para Etiópia, um importante local que serviria de base para as intenções comerciais e territoriais Italianas. A isso se sucedeu a 1ª Guerra Ítalo-Etíope 1895-1896.


Mas o que parece ser um episódio longínquo e obscuro da história Italiana ganha proporções gigantescas dentro de FACE OCULTA. Percebe-se o quão sofrido, violento e marcante pode ser um conflito. Além de como determinados momentos da história de um país podem rapidamente serem esquecidos ainda que tenha custado milhares de vidas. A Etiópia é apresentada como um país que, apesar de pobre, possui um povo incrível, sofrido e apto a lutar. A Itália em sua arrogância experimenta uma das suas mais estrondosas derrotas (e isso não é "spoiler" já que está nos livros de história).


Lançado no Brasil em 3 volumes, FACE OCULTA tem como outra figura central o guerreiro Etíope conhecido como Face Oculta, que dá nome à obra. Um homem que nunca mostrou seu rosto a ninguém e é dono de uma coragem e virtude sem igual, o que passa a lhe render a fama de um homem quase santo. Apesar de fictício, Face Oculta se baseia em vários personagens da época. Junta-se ao núcleo central de personagens o Tenente Vitorio de Cesari e a jovem dama Matilde Sereni. Apesar deste núcleo (Ugo, Face Oculta, Vitorio e Matilde serem fictícios), os demais personagens da série não o são. Por exemplo o Monarca da Etiópia o Rei Menelik II, sua Rainha extremamente influente e estrategista Taitú, além dos vários militares Italianos que aparecem ao longo do combate.


Se você está esperando uma aventura romanesca posso dizer que você até a encontrará, no entanto o diferencial da obra é apresentar a vida "nua e crua" próximo à virada do século. A maioria das obras, filmes e relatos históricos a que fomos apresentados sobre a época, nos passaram uma violência e uma crueza já filtradas, o que nos distancia do drama e do pouco valor que se dava a vida humana. Isso até parece destoar da pompa e circunstância do período, mas é o que acontecia abaixo dos salões dos palácios. O autor conseguiu criar personagens que são realmente humanos. Mesmo o herói de guerra, o jovem Tenente Vitorio de Cesari, encarna uma pessoa que se torna viciado na violência, na guerrilha e, portanto, nada parece com um herói.


Já a dama Matilde personifica a mulher da alta sociedade na virada do século 19 para o 20. Insegura, apaixonada, rica e com forte inclinação para a loucura, Matilde lembra muito o papel de Ingrid Bergman no famoso filme de 1944 Gaslight (À Meia Luz), no qual interpreta uma jovem herdeira que sofre abusos psíco-emocionais. Mas a grande promessa é Ugo Pastore. Exímio atirador, Ugo tem um problema na visão esquerda que em nada o impede de ter uma pontaria incrível. Apesar disso nega-se a matar. Não quero dar "spoiler", mas só posso dizer que Manfredi conseguiu construir um herói sombrio, íntegro, amável, mas ao mesmo tempo seguro e firme, e que ao final de FACE OCULTA terá sido provado e se transformado em alguém digno de ser um verdadeiro e sombrio herói. Qualquer semelhança de personalidade com um certo Bruce Wayne acredito não ser mera coincidência, só que no caso de Ugo é melhor, porque o leitor consegue submergir no drama pessoal do personagem e assim realmente se torna próximo dele. Algo que, em relação à Bruce Wayne nunca tivemos muita chance de fazer, já que sua história sempre nos foi narrada em flashes.


FACE OCULTA entrega uma história épica como há muito tempo não via. Não é exagero compara-la a outras obras épicas que tiveram como pano de fundo Guerras e sofirmento como é o caso de "...E O Vento Levou" de Margaret Mitchell e "Dr. Jivago" de Boris Pasternak. No início de cada capítulo de FACE OCULTA, Gianfranco Manfredi escreve excelentes textos introdutórios que contextualizam e dimensionam muito bem o desenrolar da trama. Uma novidade (para minha alegria) que fiquei sabendo assim que terminei de ler FACE OCULTA, é que a história tem continuação com Ugo Pastore à frente, e já está em financiamento coletivo na Plataforma Catarse. Intitulada Shangai Devil, o leitor continuará acompanhando a trama tendo agora um outro pano de fundo histórico, A Rebelião dos Boxers na China entre 1899 e 1901. Minha sugestão à você seria ler FACE OCULTA e apoiar o projeto de Shangai Devil. Valerá a pena!




O Rei Menelik II e sua poderosa consorte, a Rainha Taitú.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Guia de Leitura: Liga da Justiça no Brasil


A relevância de uma obra aumenta significativamente quando dimensionada nos contextos dentro dos quais foi concebida. Sua dimensão social, histórica e filosófica passa a transcender o simples entretenimento, enchendo de significados sua mitologia. Tenho me esforçado em dimensionar minha coleção dentro desta ótica e não apenas isso, tenho me esforçado em compartilhar aqui no Blog este estudo que tenho feito. Nesta perspectiva, trago mais uma matéria localizando, cronologicamente, os lançamentos da Liga da Justiça (LJ) aqui no Brasil. Pode ser que você sinta falta de determinada história da LJ, mas isso ocorre por dois motivos: 1) cataloguei apenas o que tenho em minha coleção ou 2) não interpretei determinada história como sendo focada na Liga, portanto não julguei que fazia parte de sua cronologia. Tais critérios podem não ser consenso entre os leitores aqui do Blog, mas eu precisava nortear a matéria dentro de determinados parâmetros. Decidi também excluir histórias da Sociedade da Justiça da América, um grupo com importante relação com LJ mas que, de certa forma, tem brilho próprio e merecerá um post semelhante no futuro. Assim, sem mais delongas convido a todos a mergulhar nesse Universo da LJA no Brasil!


1955 - Novembro - Detective Comics Vol. 01 - #225.
Presente em Coleção de Graphic Novels DC Comics Eaglemoss #10.

1960 - Março - The Brave and The Bold Vol. 01 - #28.
Presente em Coleção de Graphic Novels DC Comics Eaglemoss #04.

1960 - Julho - The Brave and the Bold Vol. 1 - #30.
Presente em Coleção de Graphic Novels DC Comics Eaglemoss #62.

1960 - Novembro - Justice League of America Vol. 1 - #1.
Presente em Coleção de Graphic Novels DC Comics Eaglemoss #40.

1962 - Fevereiro - Justice League of America Vol. 01 - #9.
Presente em Coleção de Graphic Novels DC Comics Eaglemoss #09.

1963 - Maio - Justice League of America Vol.1 - #19.
Presente em Coleção DC 70 Anos #5 - As Maiores Histórias da Liga da Justica (Editora Panini).

1963 - Agosto - Justice League of America Vol.1 - #21.
Presente em Coleção de Graphic Novels DC Comics Eaglemoss #64, em Crise nas Múltiplas Terras Vol. 01 (Editora Panini) e em Coleção DC 75 Anos #2 - A Era de Prata (Editora Panini).

1963 - Setembro - Justice League of America Vol.1 - #22.
Presente em Coleção de Graphic Novels DC Comics Eaglemoss #97, e em Crise nas Múltiplas Terras Vol. 01 (Editora Panini).
    1964 - Agosto - Justice League of America Vol.1 - #29.
    Presente em Crise nas Múltiplas Terras Vol. 01 (Editora Panini).


    1964 - Setembro - Justice League of America Vol.1 - #30.
    Presente em Crise nas Múltiplas Terras Vol. 01 (Editora Panini).

    1965 - Agosto - Justice League of America Vol.1 - #37.
    Presente em Crise nas Múltiplas Terras Vol. 01 (Editora Panini).

    1965 - Setembro - Justice League of America Vol.1 - #38.
    Presente em Crise nas Múltiplas Terras Vol. 01 (Editora Panini).

    1966 - Fevereiro - Justice League of America Vol.1 - #42.

    1966 - Agosto - Justice League of America Vol.1 - #46.
    Presente em Crise nas Múltiplas Terras Vol. 01 (Editora Panini).

    1966 - Setembro - Justice League of America Vol.1 - #47.
    Presente em Crise nas Múltiplas Terras Vol. 01 (Editora Panini).

    1969 - Novembro - Justice League of America Vol. 01 - #75.
    Presente em Coleção de Graphic Novels DC Comics Eaglemoss #109.

    1969 - Dezembro - Justice League of America Vol.1 - #77.
    Presente em Coleção DC 70 Anos #5 -  As Maiores Histórias da Liga da Justiça (Editora Panini).

    1975 - Setembro - Justice League of America Vol.1 - #122.
    Presente em Coleção DC 70 Anos #5 - As Maiores Histórias da Liga da Justiça (Editora Panini) .

    1979 - Maio - Justice League of America Vol.1 - #166.
    Presente em Coleção DC 70 Anos #5 - As Maiores Histórias da Liga da Justiça (Editora Panini).

    1979 - Junho - Justice League of America Vol.1 - #167.
    Presente em Coleção DC 70 Anos 5# - As Maiores Histórias da Liga da Justiça (Editora Panini).


    1982 - Março - Justice League of America Vol.1 - #200.
    Presente em Coleção DC 70 Anos #5 - As Maiores Histórias da Liga da Justiça (Editora Panini).

    1987 - Maio - Justice League - Vol. 1 - #1.
    Presente em Coleção DC 70 Anos #5 - As Maiores Histórias da Liga da Justiça (Editora Panini), em Coleção de Graphic Novels DC Comics Eaglemoss #72 e em Lendas do Universo DC - Liga da Justiça Vol.01.

    1987 - Junho - Justice League - Vol. 1 - #2; Julho - Justice League - Vol. 1 - #3; Agosto - Justice League - Vol. 1 - #4; Setembro - Justice League - Vol. 1 - #5; Outubro - Justice League - Vol. 1 - #6; Novembro - Justice League International - Vol. 1 - #7.



    1987 -  Dezembro - Justice League International - Vol. 1 - #8; 1988 - Janeiro - Justice League International - Vol. 1 - #9; Fevereiro - Justice League International - Vol. 1 - #10; Março - Justice League International - Vol. 1 - #11; Abril - Justice League International - Vol. 1 - #12. 

    1987 - Setembro - Justice League International Annual - Vol. 1 - #1.

    1988 - Maio - Justice League International - Vol. 1 - #13; Maio - Suicide Squad - Vol. 1 - #13; Junho - Justice League International - Vol. 1 - #14; Julho - Justice League International Annual - Vol. 1- #2; Julho - Justice League International - Vol. 1 - #15; Agosto - Justice League International - Vol. 1 - #16.

    1988 - Setembro - Justice League International - Vol. 01 - #17; Outubro - Justice League International - Vol. 01 - #18; Novembro - Justice League International - Vol. 01 - #19; Dezembro - Justice League International - Vol. 01 - #20 e #21; 1989 - Janeiro - Justice League International - Vol. 01 - #22 e #23.
    Presentes em Lendas do Universo DC Comics - Liga da Justiça Vol. 04.


    1996 - Maio - Kindom Come - Vol. 1 - #1; Junho - Kindom Come - Vol. 1 - #2.
    Presentes em Coleção de Graphic Novels DC Comics Eaglemoss #88 e em Reino do Amanhã - (Editora Panini - Capa Cartonada) e em Reino do Amanhã Edição Definitiva - Editora Panini.

    1996 - Julho - Kindom Come - Vol. 1 - #3; Agosto - Kindom Come - Vol. 1 - #4.
    Presentes em Coleção de Graphic Novels DC Comics Eaglemoss #89 e em Reino do Amanhã - (Editora Panini - Capa Cartonada) e em Reino do Amanhã Edição Definitiva - Editora Panini.

    1997 - Maio - Kingdom Come Trade Paperback - Um Ano Depois.
    Presente em Reino do Amanhã (Editora Panini - Capa Cartonada) e em Reino do Amanhã Edição Definitiva (Editora Panini).

    1997 - Janeiro - JLA - Vol. 1 - #1; Fevereiro - JLA - Vol. 1 - #2; Março - JLA - Vol. 1 - #3; Abril - JLA - Vol. 1 - #4.

    1997 - 9 - Justice League of America - Secret Files and Origins- Vol. 1 - #1.
    Presente em Coleção DC 70 Anos #5 - As Maiores Histórias da Liga da Justiça (Editora Panini) e em Coleção de Graphic Novels DC Comics Eaglemos #55.


    1998 - Janeiro - JLA Year One - Vol. 1 - #1; Fevereiro - JLA Year One - Vol. 1 - #2; Março - JLA Year One - Vol. 1 - #3; Abril - JLA Year One - Vol. 1 - #4; Maio - JLA Year One - Vol. 1 - #5; Junho - JLA Year One - Vol. 1 - #6.

    1998 - Julho - JLA Year One - Vol. 1 - #7; Agosto - JLA Year One - Vol. 1 - #8; Setembro - JLA Year One - Vol. 1 - #9; Outubro - JLA Year One - Vol. 1 - #10; Novembro - JLA Year One - Vol. 1 - #11; Dezembro - JLA Year One - Vol. 1 - #12.

    1998 - Agosto - Justice League - The Nail - Vol. 1 - #1; Setembro - Justice League - The Nail - Vol. 1 - #2; Outubro - Justice League - The Nail - Vol. 1 - #3.
    Presentes em Coleção de Graphic Novels DC Comics Eaglemoss #19 e em Liga da Justiça - The Nail (Ediora Mythos).


    2000 - Janeiro - JLA - Earth 2. 

    2000 - Julho - JLA - Vol. 1 - #43; Agosto - JLA - Vol. 1 - #44; Setembro - JLA - Vol. 1 - #45; Outubro - JLA - Vol. 1 - #46; Dezembro - JLA Secret Files and Origins - Vol. 01 - #3.

    2000 - Novembro - JLA - Act of God - Vol. 1 - #1; Dezembro - JLA - Act of God - Vol. 1 - #2; 2001 - Janeiro - JLA - Act of God - Vol. 1 - #3.


    2002 - Fevereiro - JLA- Vol. 1 - #61.
    Presente em Coleção DC 70 Anos #5 - As Maiores Histórias da Liga da Justiça (Editora Panini).

    2003 - Fevereiro - JLA-JSA - Virtue and Vice - Vol.1 -  #1.

    2003 - Maio -  JLA - Scary Monsters - Vol. 1 - #1; Junho -  JLA - Scary Monsters - Vol. 1 - #2; Julho -  JLA - Scary Monsters - Vol. 1 - #3; Agosto -  JLA - Scary Monsters - Vol. 1 - #4; Setembro -  JLA - Scary Monsters - Vol. 1 - #5; Outubro -  JLA - Scary Monsters - Vol. 1 - #6.

    2004 - Março - DC - The New Frontier - Vol. 1 - #1; Abril - DC - The New Frontier - Vol. 1 - #2; Maio - DC - The New Frontier - Vol. 1 - #3.
    Presente em Coleção de Graphic Novels DC Comics Eaglemoss #35, em DC: A Nova Fronteira - Volume Um (Capa Cartonada - Editora Panini) e em DC: A Nova Fronteira - Edição Definitiva (Editora Panini).

    2004 - Julho - DC - The New Frontier - Vol. 1 - #4; Setembro - DC - The New Frontier - Vol. 1 - #5; Novembro - DC - The New Frontier - Vol. 1 - #6.
    Presente em Coleção de Graphic Novels DC Comics Eaglemoss #36, em DC: A Nova Fronteira - Volume Dois (Capa Cartonada - Editora Panini) e em DC: A Nova Fronteira - Edição Definitiva (Editora Panini). 

    2008 - Maio - Justice League New Frontier Special - Vol. 01 - #1.
    Presente em DC: A Nova Fronteira - Edição Definitiva (Editora Panini).


    2004 - Maio - Justice League - Another Nail - Vol. 1 - #1; Agosto - Justice League - Another Nail - Vol. 1 - #2; Setembro - Justice League - Another Nail - Vol. 1 - #3.
    Presente em Liga da Justiça - Outro Prego (Capa Cartonada - Editora Panini).

    2004 - Agosto - Identity Crisis - Vol. 1 - #1; Setembro - Identity Crisis - Vol. 1 - #2; Novembro - Identity Crisis - Vol. 1 - #4; 2005 - Janeiro - Identity Crisis - Vol. 1 - #6; Fevereiro - Identity Crisis - Vol. 1 - #7.
    Presente em Crise de Identidade (Editora Panini) e em Coleção de Graphic Novels - Sagas Definitivas Eaglemoss #4.


    2005 - Outubro - Justice - Vol. 1 - #1; Dezembro - Justice - Vol. 1 - #2; 2006 - Fevereiro - Justice - Vol. 1 - #3; Abril - Justice - Vol. 1 - #4; Junho - Justice - Vol. 1 - #5; Agosto - Justice - Vol. 1 - #6.
    Presente em Coleção de Graphic Novels DC Comics Eaglemoss #27 e em Justice - Edição Definitiva (Editora Panini).

    2006 - Outubro - Justice - Vol. 1 - #7; Dezembro - Justice - Vol. 1 - #8; 2007 - Fevereiro - Justice - Vol. 1 - #9; Abril - Justice - Vol. 1 - #10; Junho - Justice - Vol. 1 - #11; Agosto - Justice - Vol. 1 - #12.
    Presente em Coleção de Graphic Novels DC Comics Eaglemoss #28 e em Justice - Edição Definitiva (Editora Panini).


    2010 - Maio - Green Arrow and Black Canary - Vol. 1 - #31; Maio - Justice League - Rise and Fall Special - Vol. 01 - #1; Maio - Justice League - The Rise of Arsenal - Vol. 01 - #1; Junho - Green Arrow and Black Canary - Vol. 1 - #32; Junho - Justice League - The Rise of Arsenal - Vol. 01 - #2; Julho - Justice League - 7a - The Rise of Arsenal - Vol. 01 - #3; Agosto - Justice League - The Rise of Arsenal - Vol. 01 - #4.

    Muito bem amigos... Espero que este post auxilie muitos colecionadores que, como eu, querem dimensionar sua coleção dentro do escopo cronológico e, com isso, contextualiza-la melhor em termos pessoais, culturais e  sociais. Abcs à todos!

    sábado, 11 de abril de 2020

    Pílulas Fílmicas #7: Westworld (1973)


    Provavelmente, a maioria das pessoas tem como grande referência do ator Yul Brynner seu papel no antológico filme 7 Homens e Um Destino de 1960 - The Magnificent Seven (na verdade uma adaptação de Os Sete Samurais de 1954 de Akira Kurosawa). Mas Yul Brynner é muito maior que seu Cowboy de 7 Homens e Um Destino. Exemplo disso é sua gélida, lacônica e assustadora intepretação do androide chamado Gunslinger em Westworld, filme de 1973 escrito e dirigido por ninguém menos que Michael Crichton (sim, ele mesmo, o famoso romancista e roteirista). Em Westworld está implícito o questionamento acerca do que é realmente a vida, o ser "humano" e o desejo de transcender esta situação. Yul Brynner traz toda sua força dramática nos momentos em que aparece e confere ao androide que interpreta uma humanidade que fica muito patente (apesar de sua violência), sobretudo nos momentos finais do filme ao começar a entender as maravilhas da natureza que lhe cerca e ao mesmo tempo lhe escapa (detalhe para a cena em que contempla a magia implícita no fogo que arde em uma tocha). Os seres humanos do filme são mostrados em toda sua glória estúpida e superficial, concentrando esta estupidez nos dois visitantes principais do grande parque de diversões chamado DELOS. Um parque com três grandes áreas temáticas que simulam o Velho Oeste, O Mundo Medieval e o Mundo Romano. Tudo infestado de autômatos criados simplesmente para satisfazer os desejos mais baixos de homens e mulheres. Aquele que gostou da Série Westworld do Canal HBO, deveria assistir ao seu conceito original em Westworld de 1973 que, embora datado, é tão bom quanto. E de "quebra" você ainda verá Yul Brynner revivendo, ainda que de forma diferente, seu grande papel como o violento e "sem destino" pistoleiro.

    quarta-feira, 8 de abril de 2020

    Brad Barron - Mais um Excelente Lançamento Bonelliano no Brasil


    Mesmo que você não tenha crescido entre os anos 70 e 80 como eu, e não tenha ficado exposto à intensa criatividade artística dos anos 50 em suas mais variadas formas, ainda sim você deve reconhecer a explosão de histórias desta época do pós-Guerra, na qual seriados, quadrinhos, filmes e livros encontraram meio fértil para tornarem-se clássicos. Séries como Twlight Zone,  do lendário Rod Serling, são provas incontestes de um movimento que reverberou ao longo das décadas seguintes e ainda continua a reverberar. Construir, portanto, uma narrativa tendo por base os medos, sonhos e delírios desta época é um deleite para qualquer leitor. Brad Barron é exatamente isto. Um quadrinho que, por meio de financiamento coletivo na Plataforma Catarse, aportou em Terras Brazucas por iniciativa da Editora Graphite tendo o Editor Wagner Macedo à frente. Fui apoiador do projeto e quando o recebi fiquei surpreso com o carinho e dedicação que os colegas da Editora o trataram. Além da história, este primeiro volume traz várias Chaves-de-Ouro que emolduram de forma perfeita a obra. As duas principais seriam o texto de abertura e fechamento da Obra. O 1º de autoria do Doutor em Literatura Inglesa com ênfase no Romance Gótico, o amigo Fernando Brito, curador da Versátil Home Vídeo, e o último pelo Filósofo e Doutor em Ciências Sociais Edgar Smaniotto.


    Fernando Brito abre a obra com um texto que descortina algumas referências incríveis que estão presentes dentro de Brad Barron, deixando tantas outras a serem descobertas. O fato é que, quando se percebe o Universo ficcional dentro do qual a obra está inserida, e em que nichos culturais e arquétipos ela se ancora, tudo ganha nova e maior dimensão. E são esses caminhos que o Fernando auxilia o leitor a descobrir. Mesmo que você não seja familiarizado com clássicos dos anos 50 e 60, sua curiosidade será estimulada a descobrir as obras citadas no texto. Tomo até a liberdade de citar algumas das referências que o texto do Fernando levanta e que são bem aparentes para o fã veterano, mas que vale a pena citar para conhecimento do leitor um pouco mais desatento: O Planeta dos Macacos (tanto do livro de Pierre Boulle quanto o filme de 1968 estrelado por Charlton Heston); o filme Spartacus de Stanley Kubrick e o livro Eu Sou a Lenda de Richard Matheson). O texto de Fernando Brito é seguido por uma lista imperdível de indicações de filmes e livros que expressam muito bem a temática.


    O texto final de Smaniotto situa a ficção (mais especificamente a "científica") a partir do seu nascedouro, ainda no século XIX. A partir dali ele nos conduz à uma viagem passando por obras seminais como as de Júlio Verne e H.G. Wells. Sendo este último apresentado em uma das suas obras mais importantes para a ficção científica (FC), A Guerra dos Mundos (outra grande influência em Brad Barron). Smaniotto consegue dimensionar o Espírito do Tempo que reinava nas primeiras décadas do Século XX e viria influenciar filmes, livros e toda uma gama de seres que iriam, a partir dali, habitar nosso imaginário em relação à alienígenas, de E.T. O Extraterrestre aos Xenoformos da Série Alien de Ridley Scott. Smaniotto introduz o leitor à paranoia que existia nos anos 50 acerca de Invasões do Espaço e cita um dos acontecimentos mais marcantes que contribuiu sobremaneira para a consolidação desta histeria latente: a transmissão radiofônica feita por Orson Welles de A Guerra dos Mundos em 1938. Uma transmissão que levou boa parte de uma nação ao desespero por não conseguir discernir se o que ouviam era ou não verdade.


    Mas e a obra em si? O que podemos dizer dela? Brad Barron contempla diversos gêneros do cinema: FC, faroeste, drama, terror, horror, romance, roddtrip... Dessa amálgama emerge uma obra que traz em seu eixo central uma invasão alienígena à Terra em plenos anos 50. Brad Barron é um professor de Biologia e ex-veterano da 2ª Guerra Mundial que participou do desembarque dos Aliados na Normandia (evento decisivo para virar a maré da Guerra em favor das nações livres representadas pelos Aliados). Brad é uma mistura de personagens, durão, às vezes violento, sensível, marido, pai e com uma boa dose de traumas vividos em suas experiências na Guerra. De qualquer forma Brad surge como um terráqueo que chama a atenção dos invasores ao conseguir contaminar com sua coragem outros à sua volta. Os alienígenas possuem forma insetóide e trouxeram consigo uma fauna e flora para modificar a superfície de nosso Planeta de forma a atender seus objetivos futuros de colonização. Isso implica que monstruosidades inimagináveis pululam e espreitam à cada esquina. Brad Barron é uma obra que procura resgatar a essência dos quadrinhos, sem deixar de dialogar com o público mais jovem e com temas mais profundos, tais como "solidão", "justiça", "amizade", "humanismo" entre outros.


    Este 1º volume de Brad Barron traz os 3 primeiros capítulos da Saga: Não Humano, Fuga de Manhattan e Terra Perdida. A Editora Graphite pretende lançar todos os 18 capítulos em 6 volumes. Dentro em breve acredito que começará a campanha para o 2º no Catarse. Além dos dois textos que abre e fecha esta edição de Brad Barron, não posso deixar de mencionar as pequenas introduções que antecedem cada um dos 3 capítulos do encadernado. São preâmbulos originais de quando a série foi lançada em 2005 lá fora. São textos pequenos mas incrivelmente bem escritos que situam o capítulo que se inicia, dimensionando-o dentro de um contexto maior. Algo que faz toda diferença na leitura.


    Só posso parabenizar os idealizadores do Projeto na pessoa do Wagner Macedo e desejar vida longa à Brad Barron e à Editora Graphite, que já sinaliza para a Campanha no Catarse de outro expoente Bonelliano, Nathan Never. Abcs!

    domingo, 5 de abril de 2020

    Pílulas Fílmicas #6: No Mundo de 2020 (1973)


    Quando criança tentei algumas vezes assistir ao filme de 1973 "NO MUNDO DE 2020" (Soylent Green) com Charlton Heston e Direção de Richard Fleischer, mas sempre ficava com muito medo do que o futuro poderia reservar à todos nós. O filme era frequentemente exibido nas madrugadas na TV do início dos anos 80 na Sessão de Gala ou na Sessão Coruja. Somente há alguns anos consegui assisti-lo na íntegra. Quando Janeiro de 2020 chegou, uma das primeiras coisas que pensei (aliviado) foi que, afinal, "NO MUNDO DE 2020" havia sido apenas um exercício profético sobre nossa atual década e nada mais. Guardadas as devidas proporções, no entanto, o filme é uma notável metáfora acerca dos nossos dias, e se constitui em um importante exercício sociológico, político e sanitário.

    No Soylent Green os idosos recebem uma maravilhosa experiência de morte para beneficiar a sociedade

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