domingo, 12 de janeiro de 2020

Guia de Leitura: Lanterna Verde - Encadernados Pré-Novos 52


Olá amigos... Há pouco tempo a editora Panini Comics finalizou aqui no Brasil uma grande fase de histórias envolvendo o Lanterna Verde Hall Jordan e toda mitologia que o segue. São histórias que precederam o Reboot da DC de 2012 Os Novos 52. Esta longa narrativa teve lugar sobretudo após os anos 2000, e teve como grande orquestrador o conhecido Geoff Johns. Roteirista que expandiu a mitologia do herói ao descortinar toda uma gama de outras tropas que não apenas a Tropa dos Lanternas Verdes. Este post visa fornecer a você um guia de leitura para se situar dentro dos inúmeros encadernados que saíram não apenas pela editora Panini, mas que também estiveram presentes em outra coleção muito popular no Brasil, A Coleção de Graphic Novels da DC Comics da Editora Eaglemoss. Abaixo você encontrará uma linha do tempo dentro da qual poderá identificar cada encadernado e assim determinar a ordem de leitura conforme as histórias foram originalmente concebidas.

Para facilitar, coloquei links para compra na Amazon de praticamente todos estes volumes. Caso decida comprar, seria muito bom para o Blog você fazê-lo usando nossos links. Isso ajuda bastante a manutenção deste espaço.


Nº 0 - Lanterna Verde Origem Secreta:

Nº 1 - Lanterna Verde - Crepúsculo Esmeralda/Novo Amanhecer

Nº 2 - Lanterna Verde - Sem Medo

Nº 3 - Lanterna Verde - A Vingança dos Lanternas Verdes - Edição Panini (Contém mais Material)

Nº 3 - Lanterna Verde - A Vingança dos Lanternas Verdes - Edição Eaglemoss

Nº 4 - Lanterna Verde - Hall Jordan: Procurado


Nº 05 - Lanterna Verde - Tropa dos Lanternas Verdes - O Lado Escuro do Verde

Nº 06 - Lanterna Verde - A Guerra dos Anéis - Parte 1 de 2


Nº 07 - Lanterna Verde - A Guerra dos Anéis - Parte 2 de 2

Nº 08 - Lanterna Verde - A Ira dos Lanternas Vermelhos


Nº 09 - Lanterna Verde - Agente Laranja

Nº 10 - Lanterna Verde - A Noite Mais Densa

Nº 11 - O Dia Mais Claro

Bem amigos... É isso aí! Um grande abraço à todos!

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

O 100º Aniversário de Isaac Asimov. O que temos no Brasil hoje?


No dia 02 de Janeiro de 1920 nacia em Petrovichi, Rússia, Isaak Yudavich Azimov, o nosso Isaac Asimov. Escritor prolífico, Asimov ajudou a moldar a face da Ficção Científica no século XX escrevendo livros que viriam a figurar entre as maiores obras de ficção e fantasia de todos os tempos. O autor escreveu ou editou aproximadamente 500 livros durante sua vida e, embora eu não conheça todos (obviamente), posso dizer que sou seu fã. No Brasil, atualmente, Asimov está nas competentes mãos da Editora Aleph, que vem lançando obras importantes (em uma velocidade que poderia ser maior pensando como fã). Em comemoração ao seu 100º aniversário de nascimento, este post visa trazer o que temos hoje do autor no Brasil em se tratando de livros impressos em circulação em português, excluindo e-books ou livros já publicados há muito tempo e que estão hoje fora de catálogo.

Deixarei links para compra na Amazon (caso você tenha interesse). Comprando pelo link você ajudará o Blog a manter sua periodicidade e qualidade. 

Começarei pela obra mais importante de Asimov (em minha opinião) atualmente em circulação no Brasil: A Saga Fundação. Nas imagens abaixo você verá os livros e a sequência de leitura que recomendo para a obra.

Links para Compra:

Livro 1 - Fundação: https://amzn.to/2FlnhaV

Livro 2 - Fundação e Impériohttps://amzn.to/35oTZCF

Livro 3 - Segunda Fundaçãohttps://amzn.to/2ZTi9nC

Box Trilogia Fundação: https://amzn.to/37Ci4HN

Trilogia Fundação Volume Único: https://amzn.to/2QOJIKS

Links para Compra:

Livro 4 - Limites da Fundaçãohttps://amzn.to/2ZSz6Ph

Livro 5 - Fundação e Terrahttps://amzn.to/2tCJOwZ

Livro 6 - Prelúdio à Fundaçãohttps://amzn.to/2QtS7UV

Livro 7 - Origens da Fundação: https://amzn.to/2sFDGnT

Box Fundação - Declínio e Ascenção: https://amzn.to/39KxawP

Além da Saga da Fundação, outra importante série do autor trata de um de seus temas mais frequentes, Robôs. A Série dos Robôs é constituída de 04 livros, As Cavernas de Aço, O Sol Desvelado, Os Robôs da Alvorada e Robôs e Império, dos quais apenas os 3 primeiros possuem edição atual no Brasil pela Aleph. Porém, acredito que o 4º livro (Robôs e Império) deva estar nos planos da editora.

Links para Compra:

Livro 1 - As Cavernas de Aço: https://amzn.to/2ujSKrv

Livro 2 - O Sol Desvelado: https://amzn.to/37BVTBi

Livro 3 - Os Robôs da Alvorada: https://amzn.to/2ZT1ZLa

Os livros abaixo são independentes e, embora Asimov tenha, mais para o fim de sua vida, vinculado todas as tramas que escreveu à um mesmo Universo coeso, ou seja, todas suas histórias se passariam no mesmo universo ficcional em momentos distintos, os livros abaixo podem ser lidos sem qualquer preocupação cronológica. É muito interessante, no entanto, o leitor tentar descobrir em que momento determinada história do autor se passa no vasto período de tempo do Universo Asimoviano.

Links para Compra:

Pedra no Céu: https://amzn.to/2tvPtoT

Eu, Robô: https://amzn.to/2uoEUEt

O Fim da Eternidade: https://amzn.to/2uoF8LP

Os Próprios Deuseshttps://amzn.to/2ZUtuny

Bem amigos, isto é o que temos de Asimov atualmente no Brasil pela Editora Aleph. Existem outras edições do autor (disponíveis em sebos) lançadas no passado por outras editoras circulando em nosso país. No entanto, no que se refere à edições recentes e modernas, é isso. Que a Editora Aleph tenha vida longa e traga muito mais do autor. Este é meu desejo para a editora em tempos de reinvenção do mercado editorial brasileiro.

Gde. Abc.

sábado, 4 de janeiro de 2020

Pílulas Fílmicas #4: O Homem do Oste (1958)


O que parecia ser apenas um Western tradicional no que se refere à sua narrativa, revelou-se um filme totalmente diferente. Denso, violento e restrito à um microcosmo de angústia e lembranças. O Homem do Oeste (Man of the West) de Anthony Mann traz os elementos que foram característicos ao diretor em sua fase Noir: paranoia, violência, ameaça, coação, resistência física e um mundo onde ninguém é digno de confiança, e um é prejudicial ao outro. Apesar de tudo isso, Mann consegue idealizar neste caos a harmonização de pessoas. Gary Cooper interpreta Link Jones, homem que fugiu de seu passado de crime e violência, mas que se vê novamente envolvido em uma situação que o força a retornar àquilo que ele mais teme, a saber, ser novamente criminoso. Gary Cooper, ao lado de James Stewart (outro ator conhecido dos Westerns de Mann) evoca o herói clássico do diretor, um herói com rosto atormentado, mergulhado em odisseias movidas por vingança, determinado, resistente, instintivo, conquistador, digno e que consegue transferir e compartilhar seu sofrimento com o expectador. Um homem que aspira uma vida normal e percebe que a liberdade só pode ser ganha a forte preço emocional. Destaque também às paisagens no filme, que se comportam como personagens mudos, contrapondo sua serenidade à violência. Não conhecia a atriz Julie London (Billie Ellis no filme), que aqui faz uma personagem doce mas desiludida, há uma excelente cena de "quase" nudez não-consentida que angustia o expectador. Uma linda atriz já em sua maturidade de beleza.

Recomendo muito o filme e deixo abaixo o link do box Cinema Faroeste 4 da Versátil Homem Vídeo. Um excelente box dentro do qual esta impressionante obra está, ao lado de outros 5 outros grandes filmes. Caso tenha interesse compre pelo link do blog que me ajudará muito.

Forte abraço!









segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Viagem Literária - 2019


Olá amigos, este ano iniciei minha viajem literária me aprofundando no interior da rede mundial de raízes. Isso mesmo, em A Vida Secreta das Árvores pude me aprofundar em uma consciência abrangente, viva, verde e pulsante! Continuei minha viagem ao lado do personagem Ragle Gumm no livro O Tempo Desconjuntado de Philip K. Dick, investigando a possibilidade da realidade em que vivemos ser apenas um simulacro. Depois, mergulhei em uma jornada lisérgica ao ler As Portas da Percepção de Aldous Huxley, livro que instigou uma geração inteira a expandir sua consciência por meio de experiências com alucinógenos. Com a aproximação do lançamento da continuação cinematográfica de O Iluminado, li Doutor Sono do Mestre Stephen King. Logo depois, acompanhei um experimento para expandir a inteligência de alguém com um QI muito baixo no livro Flores para Algernon. O filme Interestelar me tocou profundamente quando foi lançado por enxergar o tempo de uma forma que eu sempre achei possível, por isso quando a adaptação literária do roteiro saiu no Brasil não pude deixar de ler Interestelar - O Livro. Por fim, mergulhei fundo em uma aterradora casa mal assombrada em A Maldição da Casa da Colina, viajei para fora da Terra em uma estranha experiência cósmica em Além do Planeta Silencioso e terminei o ano ao lado dos delírios da brilhante mente de Philip K. Dick na biografia Eu Estou Vivo e Vocês Estão Mortos. Refaçam comigo agora esta viagem! Caso se interessem por alguma destas obras deixarei o link para compra na Amazon. Se comprarem pelo link estarão ajudando o Blog em sua jornada!


Instigado pela estranha visão do escritor Alan Moore em sua passagem pelas histórias em quadrinhos do Monstro do Pântano, sempre tive vontade de investigar mais a fundo o que a ciência diz a respeito das árvores como seres vivos. Teriam elas uma consciência coletiva? Viveriam sob uma outra perspectiva do tempo-espaço e por isso mesmo inacessíveis à nós? Se comunicariam? O livro A Vida Secreta das Árvores do Engenheiro Florestal Peter Wohlleben responde praticamente a todas essas perguntas e para nosso espanto a resposta é "SIM" para todas elas. O livro nos dá uma perspectiva totalmente diferente da botânica e nos envergonha pelo fato de tratarmos de forma tão displicente estes seres que dividem conosco esta grande nave espacial que é nosso planeta.



Um dos temas mais recorrentes na obra de Philip K. Dick é a natureza da realidade. Viveríamos em uma Matrix? Estaríamos apenas sonhando uma realidade? O Tempo Desconjuntado é uma obra ainda do início da carreira de Dick que traz a experiência de um homem (Ragle Gumm) que vive em uma pequena e pacata cidade norte-americana nos anos 50. No entanto, detalhes muito sutis vão preenchendo a mente de Gumm com a ideia cada vez mais clara de que tudo não passa de um simulacro, ou seja, tudo é "fake". O próprio autor, Philip K. Dick, vivia sob esta ideia e, neste livro, acompanhamos seu personagem (que poderia muito bem ser apenas um alter ego do autor) em um grande esforço para descobrir o que há por trás da cortina.



Aldous Huxley, autor de Admirável Mundo Novo escreveu As Portas de Percepção para contar suas experiências com drogas alucinógenas. O livro influenciou uma legião de pessoas nos anos 60 ao validar o uso controlado de substâncias como indutoras de uma percepção maior e melhor da realidade à nossa volta. Bandas como The Doors, por exemplo, tinham esse livro como grande obra de inspiração. Huxley parte do princípio que nosso cérebro evoluiu de maneira a funcionar como um filtro para nos proteger de uma maior percepção da realidade, algo que poderia até nos esmagar tendo em vista tudo que nos cerca. Determinadas substâncias (usadas inclusive em rituais místicos) seriam uma forma (mas não a única) de minimizar o efeito limitador de nosso cérebro, nos libertando para uma maior percepção. Gostei muito do livro que traz um 2º ensaio complementar do autor acerca deste tema chamado Céu e Inferno. Uma obra para ser lida e contextualizada.



Stephen King revela no prefácio de Doutor Sono que sempre quis saber o que teria acontecido com o pequeno Danny Torrance, o iluminado de seu livro de 1976. Em Doutor Sono o autor finalmente resolve dar vazão à sua criatividade e encontra o destino de Danny. Gostei do livro e consegui enxergar o bom e velho King nesta continuação. As primeiras páginas conseguem dar uma ideia do que aconteceu com Danny logo após os eventos no Overlook Hotel para logo nos apresentar um Danny já crescido, por volta de seus 40 anos. Alguém sofrido e sem destino por não conseguir lidar com seu dom e com fantasmas que o acediam. King se aprimorou no uso de metáforas para descrever sentimentos e emoções, e como saldo final Doutor Sono é uma continuação à altura do original, embora, obviamente não o suplante. Mas isso é natural em sequências de grandes obras como foi O Iluminado.



Flores para Algernon é um delicado e pungente relato da vida de Charlie, um homem com um intelecto muito abaixo da média e que viveu sua vida servindo de chacota para os outros. Alguém que, em sua ignorância infantil, nunca percebeu isso. O sonho de Charlie é se tornar inteligente e para isso acaba servindo de voluntário para uma experiência que conjuga uma avançada técnica cirúrgica e psicoterapia. O resultado é um incremento absurdo em seus níveis de inteligência. Um aumento tão gigantesco que até mesmo os cientistas que o trataram passam a ser limitados diante de Charlie. O autor do livro, Daniel Keyes, adota a estratégia de narrar a história pela perspectiva de Charlie, revelando a montanha russa de emoções a que o personagem é submetido ao reinterpretar tudo o que fizeram com ele desde que era criança. É um livro muito bom e que foi adaptado para o cinema em 1969 com o título de CHARLIE, rendendo Oscar de melhor ator para Cliff Robertson (sim ele mesmo, o Tio Ben do 1º filme do Homem-Aranha do Diretor Sam Raimi). Flores para Algernon também ganhou o aclamado prêmio Nebula Awards em 1967, ou seja, uma obra realmente singular.



Sei que não foi para todos que o filme Interestelar foi bom, mas no meu caso houve uma conexão muito profunda com a obra, sobretudo em função da forma com que pude ver, pela primeira vez, algumas ideias que eu tinha acerca das dimensões do universo e sua relação com o tempo serem narradas. A história mostra que há coisas que transcendem o tempo, e mais, apresentam a deformidade do tempo, espaço e seus efeitos na frágil espécie humana. Talvez o ponto mais importante para mim foi a experiência do astronauta Cooper dentro do Buraco Negro Gargântua, de onde pôde observa seu próprio passado. A trilha sonora de Hans Zimmer emoldurou e potencializou perfeitamente a experiência que tive no cinema. Por isso foi natural que quando a adaptação do roteiro saiu em livro (Interestelar - Editora Gryphus) eu me interessasse. Se você foi tocado pelo filme como eu, sugiro fortemente a leitura do livro, pois por meio dele pude me aprofundar em cada nuance da história.




Quando vi que o livro A Assombração da Casa da Colina de Shirley Jackson seria adaptado para a TV em formato de série pela NetFlix, decidi que era hora de ler o livro antes de ver a série. Prática esta que acho sempre conveniente, já que gosto de ter a minha opinião acerca de uma obra, e não ser influenciado pela visão do diretor. O livro conta a história de um experimento psicológico conduzido por um cientista no qual algumas pessoas são convidadas a passarem um tempo em uma casa sabidamente assombrada. A obra foi adaptada outras duas vezes para o cinema, uma em 1963 no filme Desafio do Além e outra em 1999 com o nome A Casa Amaldiçoada. O livro termina de uma forma estranha e confesso que fiquei com certa dúvidas acerca de algumas coisas. Mas talvez seja esta a intenção da autora, ou seja, deixar o leitor com dúvidas acerca da natureza da casa. De qualquer é um livro celebrado por grandes mestres do gênero, inclusive Stephen King, que classifica o livro como a melhor obra de casa mal assobrada que ele já leu. Vale a pena conferir.




Desde muito jovem eu ouvira falar de uma certa obra de C.S. Lewis envolvendo ficção científica. Assim, sempre tive o desejo de um dia ver esta obra ser lançada no Brasil. Há algum tempo fiquei sabendo que a Trilogia Cósmica, da qual Além do Planeta Silencioso é o primeiro livro, foi uma obra fruto de uma aposta entre C.S. Lewis e seu amigo J.R.R. Tolkien (sim, ele mesmo, o autor de O Senhor dos Anéis). Na aposta um escreveria sobre viagem no tempo e o outro sobre ficção científica. Para Lewis caiu este último tema. Além do Planeta Silencioso consegue associar temas espirituais de forma muito sutil à uma trama envolvente acerca de uma viagem à um Planeta que depois ficamos sabendo se tratar de Marte, ou Malacandra, na língua local. Mas o Planeta Silencioso do título não é Malacandra, mas sim o Planeta Terra, que o leitor será levado a entender porque. Para quem tem o mínimo de experiência espiritual ou alguma referência cristã, a obra é simplesmente excelente. Caso esse não seja seu caso, ela funciona tão bem quanto obras como a de Edgar Rice Burroughs, Uma Princesa de Marte, em que são narradas as aventuras de John Carter. Recomendo muito Além do Planeta Silencioso para entendermos qual era a visão de Lewis (da qual eu partilho) acerca do plano cósmico.



O que filmes emblemáticos como Blade Runner - O Caçador de Androides, O Vingador do Futuro, Minority Report e séries como O Homem do Castelo Alto e Sonhos Elétricos teriam em comum? Na verdade todas estas histórias saíram da mente inquieta, delirante, brilhante e paranoica de Philip K. Dick. Escritor prolífico de ficção científica que passou a vida em busca do significado da realidade e do papel do ser humano em meio à tudo. Philip, morto em 1982, passou por uma experiência mística em 1974 a partir da qual formulou uma grande teoria apresentada na França em 1976 em um congresso de escritores de ficção científica. Em seu discurso, para uma plateia boquiaberta, o autor dava como certo a ideia que vivemos em uma Matrix, em um simulacro da realidade. Em Eu Estou Vivo Você Estão Mortos, o francês Emmanuel Carrè nos traz uma biografia excelente, uma tentativa de esquadrinhar a mente ao mesmo tempo paranoica, atormentada e brilhante de Dick. Um livro imprescindível para todo fã do autor ou de sua obra!


Bem amigos, caso desejem informações mais específicas (mas sem spoilers) acerca de cada livro acima, fiz posts específicos de quase todos. Para acessa-los basta clicar sobre o nome dos livros (em vermelho). E você? Qual foi a sua viagem literária em 2019? Deixe aqui nos comentários! Desejo à todos um feliz ano novo e um excelente 2020, ano em que o Blog Marcelo - Antologias fará 10 anos de existência.

Abraços à todos!!

domingo, 29 de dezembro de 2019

Destaques 2019 - Quadrinhos


Nesta matéria apresentarei as HQs que li em 2019 e que me chamaram atenção. Como vocês poderão ver, são obras que não necessariamente saíram em 2019, mas sim que li em 2019. Algumas delas inclusive são antigas, porém passaram por um relançamento recente. Neste ano, um dos grandes destaques foi a manutenção da publicação de HQs clássicas, sobretudo dentro de linhas como Coleção Histórica Marvel e Lendas do Universo DC, duas linhas que infelizmente possuem futuro incerto, uma vez que a Panini foi relativamente ambígua ao falar sobre sua continuidade na última CCXP 2019. A grande justificativa seriam as vendas. De qualquer forma vamos às minhas leituras. Os destaques estão em ordem de leitura ao longo do ano e deixei abaixo de cada dica um link da Amazon para caso você se interesse por alguma HQ. Você pode adquiri-la usando um dos links que deixei, o que ajudará muito o Blog. Caso você tenha interesse em saber mais a respeito de cada obra abaixo (sem spoilers), você poderá ler posts específicos que fiz para quase todas, é só clicar nos nomes das obras (em vermelho) que você será direcionado aos posts.


Em janeiro de 2019, iniciei meu ano com uma boa surpresa: O Que Aconteceu ao Capitão Stone?. Lançada no Brasil pela Editora Mythos, a história traz uma arte que emula e homenageia o grande Bill Sienkiewicz, além disso, é inteligente, violenta e uma excelente crítica ao nosso tempo, à atual superficialidade e inconsequência. A história envolve mistério, dimensões paralelas e questões envolvendo o espaço-tempo. Sua linha narrativa lembra muito a obra Batman - O Cavaleiro das Trevas de Frank Miller. Há referências à Guerra do Golfo, Saddam Husseim, Arnold Schwarzenegger, Al Pacino e seu Scarface, Led Zepelin, Conan - O Filme... O final da HQ deixa uma grande interrogação. Em contato com o editor da Mythos, perguntei acerca da continuação da série no Brasil e ele me respondeu que mesmo nos EUA ainda não havia saído a continuação. Outro ponto que pode influenciar sua continuidade por aqui seria o comportamento das vendas deste 1º volume, o que acredito que não tenha sido tão boa. Infelizmente.


Amor e Guerra é uma Graphic Novel do Demolidor lançada no Brasil em 1988 e relançada em capa dura em 2018 por aqui. Proveniente de uma época de ebulição criativa de Frank Miller e de maturidade do traço de Bill Sienkiewicz, a HQ traz à tona a ambiguidade da personalidade de Wilson Fisk, O Rei do Crime, ao ser confrontado com o adoecimento de Vanessa, sua amada. Fisk é forçado pelo "amor" que sente por Vanessa a fazer o que nunca pensou, ou seja, se submeter à situação que lhe é imposta. Sienkiewicz  desenha a partir das emoções e sentimentos envolvidos em cada cena. Por exemplo, quando quer informar sobre o poder de Fisk, o artista o desenha com proporções gigantescas. O leitor sabe que ele não é tão grande assim fisicamente, no entanto percebe as intenções artísticas de  Sienkiewicze, e funciona muito bem!



Lançado no apagar das luzes de 2018, O Relatório de Brodeck é um verdadeiro bólido dramático. Tanto roteiro quanto arte estão 100% à serviço de um objetivo: mergulhar o leitor no interior de corações humanos submetidos à um estresse emocional enorme, a saber, a 2ª Guerra Mundial. A HQ se passa em um microcosmo, ou seja, em uma pequena cidade perdida nas montanhas Europeias. Em uma leitura mais superficial podemos ficar tentados a tomar partido do guarda florestal Brodeck, mas há coisas mais complexas como pano de fundo. O desafio proposto ao leitor é compreender o que pessoas acabam por fazer para manter íntegra suas famílias, comunidade e pessoas que amam. Caso o leitor alcance esse sub texto proposto na obra, verá que O Relatório Brodeck é uma obra que nos coloca em xeque enquanto seres humanos.




Talessa Kuguimiya é uma artista brasileira extremamente versátil. Seu traço camaleônico tanto pode assumir de forma brilhante a tradição do mangá quanto navegar por outras paragens gráficas facilmente, como por exemplo na obscura HQ Olho Verde ou em Minsk, uma obra com todo o frescor da infância. Em Cinco Vermelhos, obra financiada na Plataforma Catarse, Talessa nos apresenta uma história que casa de forma excepcional a arte gráfica com a sonora. O leitor pode acessar uma plataforma para ter acesso, via QR Code, a vídeos complementares nos quais a arte de Talessa se funde à música da violonista e compositora Karla Dallmann. Essa experiência expande completamente a perspectiva do leitor. Esta fusão de arte gráfica e música já esteve presente em outros trabalhos da autora como na supracitada Minsk e na recente Sobre Trilhos. Especificamente em Cinco Vermelhos temos uma história de vingança em pleno Japão feudal. A história nos transporta para uma época em que a paz e a guerra, a quietude e a violência, a honra e a desonra estão em estreito equilíbrio. Grande destaque de 2019.


Mudando completamente de gênero, outro destaque é a HQ N., lançamento primoroso da Editora Darkside de um conto expandido de Stephen King. A adaptação ficou por conta do escritor Marc Guggenheim e do aclamado artista Alex Maleev. N. (referência à primeira letra do nome do protagonista) é uma história Lovecraftiana no qual o leitor realmente se depara com algo assustador. Perdido na zona rural de uma pequena cidade norte-americana, um monumento milenar é alvo da atenção de um fotógrafo amador (o N. do título). Ao fotografar o monumento algo estranho parece passar a influenciar de forma aterradora ao vida de N. Tudo poderia ser apenas mais um conto de terror, mas a forma como Guggenheim adapta a história e a atmosfera que Maleev impõe às cenas e às expressões do personagens, transformaram N. em um conto realmente assustador. Outro grande destaque de minhas leituras.





Um dos pontos altos de 2019 foi o lançamento da Coleção Príncipe Valente pela Editora Planeta DeAgostini. Eu sempre ouvira falar da qualidade desta longeva obra que atravessou o Século XX (de 1937 até hoje), mas nunca havia lido nada. Com o lançamento da coleção resolvi finalmente lê-la. Realmente tudo que ouvira falar é verdade, a obra é excepcional não apenas por conta da maravilhosa e acadêmica arte de Hall Foster, mas a história envolvendo Valente (o protagonista) é realmente envolvente e cheia de reviravoltas. A ambientação é algo que eu nunca havia visto, Foster se preocupou em retratar não apenas os Cavaleiros Arturianos, mas também as vestimentas, armas, mobiliário e até utensílios domésticos. Hall Foster entrou rapidamente para meu Top 5 de melhores desenhistas de todos os tempos. Cada volume trás as tiras referentes a 01 ano, em que cada página refere-se à uma tira semanal. Este modelo de narrativa pode parecer ultrapassado, mas funciona muito bem, inclusive a opção do autor de não narrar a história por meio de balões, mas sim por meio de pequenos textos sobre sobre cada cena, é extremamente adequado à história e flui muito bem. Realmente grande destaque de 2019!





Batman - O Messias é outro relançamento dos ano 80 em capa dura e volume único que apresenta uma das melhores HQs do Batman depois das aclamadas e imbatíveis Batman - O Cavaleiro das Trevas e Batman - Ano Um ambas de Frank Miller. Na HQ Batman é visto pela primeira vez sendo quebrado em seu ponto mais forte, sua mente. A obra é violenta e alcança níveis de barbárie insanas, com uma Gotham City sitiada por fanáticos seguidores de um estranho líder espiritual. O mesmo líder que consegue subverter a psiquê de Batman, transformando-o em alguém inseguro de si mesmo. Duro e difícil é o caminho que Bruce Wayne precisa percorrer para resgatar a si mesmo. É Jim Starlin (o Criador de Thanos e responsável pelas consagradas Sagas do Infinito da Marvel e por personagens como Dreadstar) em seu melhor estilo.



O 4º Mundo de Jack Kirby foi uma epopeia cósmica lançada nos anos 70 na DC. Uma época em que Kirby estava afastado de sua casa original, a Marvel. Foi nesta saga que o autor trouxe à luz uma mitologia inteira envolvendo dois Mundos, Apokolips, lar de Darkseid e Nova Gênese, lar do Pai Celestial. Esta rica mitologia trouxe também personagens incríveis, como é o caso do Sr. Milagre. O badalado autor Tom King faz aqui uma leitura do personagem no qual trabalha seu relacionamento com a Grande Barda, outra personagem do 4º Mundo e com a qual é casado. A HQ, além de focar no dia a dia doméstico do casal, tem um grande fundo dramático ao remexer no passado de Scott Free (alter-ego do Sr. Milagre). Um passado de dor, mágoa e angústia ao ter sido trocado por seu pai (O Pai Celestial de Nova Gênese) pelo filho do tirânico Darkseid de Apokolips, Órion. Tom King já anunciou que a história terá uma continuação. Gostei muito da HQ e fiquei com uma grande impressão de que a história tem um fundo alternativo, ou seja, fora da cronologia oficial (mas isso é impressão minha dado os grande eventos que ocorrem ao longo da história).





Outro relançamento excepcional foi Shamballa, HQ assinada por J.M. DeMatteis e com a maravilhosa e lisérgica arte de Dan Green. Lançada nos anos 80, a obra traz o Dr. Estranho em uma história que conseguiu captar o DNA do personagem. Cada personagem, seja ele da Marvel ou da DC, sempre possui uma ou outra história em que o autor consegue destilar a essência do herói ou vilão. Shamballa cumpre este papel no caso do Dr. Estranho. Não apenas pela beleza da arte, mas por um roteiro que, se lido com os silêncios sugeridos em várias páginas sem diálogos, leva o leitor à uma catarse típica dos processos meditacionais profundos ou experiências sobrenaturais. Uma obra imprescindível na coleção de qualquer amante da 9ª Arte!


Guerras Secretas de Jonathan Hickman é o clímax de uma saga que ficou conhecida como A Saga do Infinito de Jonathan Hickman, e se iniciou com o lançamento da iniciativa Nova Marvel, ainda no início desta década. Foram inúmeros encadernados dos Vingadores, Novos Vingadores e Especiais lançados por aqui narrando o fenômeno multiversal conhecido como As Incursões. A fase foi aclamada lá fora e teve uma publicação complexa aqui no Brasil, sendo necessário até um guia para sua leitura, pois para uma melhor compreensão o leitor precisava ir e vir entre os encadernados. Cheguei inclusive a fazer um post aqui no Blog explicando como lê-la. Este encadernado acima finaliza a Saga e homenageia as Guerras Secretas de 1984, ou seja, heróis e vilões lutando entre si em um Mundo. Gostei da finalização da saga, os diálogos são bons e o único ponto negativo no encadernado foi que o grand finale ficou reservado apenas para as últimas páginas. O leitor fica com a vontade do clímax se estender um pouco mais tendo em vista o longo desenrolar da saga.



Por ocasião do lançamento no Brasil, este ano, da continuação do Universo de Sandman, tendo Neil Gaiman como consultor, resolvi reler Os Livros da Magia. Estou comprando os novos encadernados desta retomada do Universo do Sonhar e entre eles quem retorna é Tim Hunter, o personagem central de Os Livros da Magia. Lançada originalmente em 1990 nos EUA, e em 1991 por aqui, a história continua originalíssima e não apenas manteve seu brilho, mas até o consolidou, uma vez que verificamos que as coisas tratadas em suas páginas realmente são atemporais. A arte dos 4 desenhistas continua vigorosa e emoldura perfeitamente cada parte. Uma HQ que também não pode faltar para aquele que é colecionador.




Já que estava imerso no Universo de Sandman, resolvi ler uma obra que estava em minha pilha mas que por "n" motivos ainda aguardava minha atenção: As Fúrias. Proveniente também dos anos 90 na fase pós encerramento de Sandman por Neil Gaiman, As Fúrias, embora não seja escrita por Gaiman é como se fosse. É lírica, violenta, melancólica, mágica... E a arte do incrível John Bolton está simplesmente incrível. As expressões que Bolton conseguiu dar aos personagens os faz saltar das páginas. Tive uma experiência realmente incrível com esta HQ. Ela não é apenas relevante cronologicamente dentro da Mitologia do Sonhar, é também um incrível mergulho no mundo de deuses e semideuses, mitos, tradições e história. Recomendo fortemente!!

Bem amigos estes são meus destaques no que se refere à quadrinhos lidos em 2019! E os seus? Escreva nos comentários para debatermos! Um grande abraço e já deixo aqui meu Feliz 2020 para todos vocês. Na sequencia trarei meus destaques de 2019 no que se refere à livros que li este ano. Não deixem de acessar.
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