domingo, 26 de novembro de 2017

Miniatura Marvel Série Especial Nº 12 - Manto e Adaga

Miniatura Marvel Especial Nº 12 - Manto e Adaga

Manto e Adaga apareceram pela 1ª vez na Revista Spetacular Spider-Man Nº 64 de Março de 1982. Criado por um dos grandes nomes dos quadrinhos (Bill Mantlo), Tyrone Johnson (Manto) e Tandy Bowen (Adaga) apareceram desde o início como uma dupla de heróis urbanos com um passado obscuro aparentemente ligado ao mundo das drogas. Somente em 1984 a origem da dupla seria revelada e descobriríamos como eles ganharam seus poderes. Manto e Adaga nasceram com a premissa do aparente paradoxo entre Luz e Trevas. Hoje trataremos da miniatura dupla que os representa dentro da Coleção de Miniaturas Marvel da Eaglemoss. Além disso, discutiremos a origem dos dois e sua estreita relação com outros heróis urbanos da Casa das Ideias. Sejam bem vindos à mais uma matéria que, desta vez, desfraldará a intrincada mitologia de Manto e Adaga.

Miniatura Marvel Especial Nº 12 - Manto e Adaga

Os dois jovens heróis foram representados dentro da Coleção no segmento que ficou conhecido lá fora como Double Pack, ou seja, personagens que vinham em dupla. Neste segmento temos, por exemplo, Prof. Xavier e Lilandra, Kazar e Zabu, Sasquatch e Pigmeu, Estrela Polar e Aurora... Particularmente achei bem interessante a peça de Manto e Adaga. A simbiose subentendida entre os dois foi respeitada ao colocarem parte do braço e perna direita de Adaga dentro da escuridão que é o corpo de Manto. Aliás, Tyrone basicamente não tem um corpo, já que é constituído de sombras e faz parte da dimensão negra para a qual qualquer um que adentrar seu manto é lançado. Para conseguirem este efeito na peça, tiveram que deixar tudo que está envolvido pelo manto azul escuro de Tyrone como um bloco negro.

Miniatura Marvel Especial Nº 12 - Manto e Adaga

Adaga aparece em sua figura, aparentemente, mais frágil e delicada que Manto. Sua roupa possui uma fenda frontal que expõe parte de seu abdômen e o espaço entre os seios, que se abre em outra fenda horizontal evocando uma cruz, ou melhor, uma adaga cuja ponta está voltada para baixo. As feições da personagem poderiam estar melhor esculpidas, mas este problema não é exclusividade desta peça, já que outras heroínas sofreram com isso na coleção, por exemplo Elektra, Lince Negra, Emma Frost, Mulher-Hulk entre outras. Gostei da robustez e ao mesmo tempo leveza que foi dada à capa de Manto. Pode-se distinguir muito bem as ondulações no tecido, presentes inclusive nas bordas inferiores, que se ondulam como se estivessem sendo sopradas por um vento interno de cima para baixo. Não podemos deixar de notar também, o fato da imponente figura de Manto evocar aquelas lendárias figuras Haitianas ligadas ao Vudu.

Miniatura Marvel Especial Nº 12 - Manto e Adaga

Tyrone Johnson era um adolescente tímido de Boston que convivia com um sério problema de dicção, ou seja, não conseguia se comunicar direito por ser gago. Seu melhor amigo era outro adolescente chamado Billy. Tyrone e Billy presenciaram um assalto e, após os bandidos fugirem, a polícia chegou e logo achou que a culpa era de Billy. Tyrone infelizmente ficou nervoso e não conseguiu explicar aos policiais, por causa de sua gagueira, que seu amigo era inocente, o que acabou levando Billy à morte por reagir aos policiais. Amargurado e sentindo-se culpado pela morte do amigo, Tyrone (Ty) foi para Nova York, onde presenciou (logo que chegou) à uma moça rica praticar um furto. Esta moça era Tandy Bowen que fazia aquilo por estar revoltada com sua a mãe, uma mulher fútil, supermodelo e multimilionária, e por se sentir desprezada pelo padrasto, que pouco ligava para ela. Ty e Tandy logo se afeiçoaram e uma forte amizade nasceu entre os dois adolescentes. O jovem casal, talvez por ingenuidade, deixaram-se aliciar por dois tipos estranhos que os levaram ao criminoso chamado Simon Marshall. O facínora estava desenvolvendo um novo tipo de narcótico para substituir a heroína e usava jovens frustrados e perdidos como cobaias.

Miniatura Marvel Especial Nº 12 - Manto e Adaga

Ty e Tandy foram injetados pela nova droga e, diferentemente das outras jovens cobaias que morreram, reagiram de forma inusitada ao desenvolverem estranhas habilidades. Ty teve seu corpo alterado e transformou-se em um ser constituído de sombras, sobre as quais jogou um manto. Tandy, em contrapartida passou a disparar projéteis de luz sólida, com os quais podia ferir qualquer um. Com o tempo Ty percebeu que podia absorver atacantes para dentro de si, jogando-os para dentro de uma dimensão negra. Era como se ele fosse um portal para um local frio, vazio e cheio de trevas. Mas não apenas isso, pois Ty podia teleportar qualquer um para qualquer lugar usando como atalho esta dimensão. Os poderes de Adaga também mostraram-se mais complexos com o tempo. A luz emitida por ela não apenas podia ferir as pessoas, mas revelava a elas o que teria acontecido caso elas tivessem feito boas escolhas em seu passado, caso tivessem optado pelo caminho do bem. Esta característica do poder de Adaga quase que funcionava como um poder "redentor", pois fazia com que as pessoas mudassem sua forma de pensar e de agir a partir do contato com sua vida "alternativa".

Miniatura Marvel Especial Nº 12 - Manto e Adaga

A verdade é que, no fundo, Ty e Tandy eram mutantes que tiveram seus poderes despertados pela droga de Simon Marshall. As primeiras histórias da dupla sempre os apresentava como adolescentes em busca de criminosos ligados ao mundo do tráfico, como se fossem dois sobreviventes que não quisessem que outros jovens sofressem ou enveredassem pelo caminho das drogas. As coisas complicaram-se um pouco quando Manto percebeu que possuía uma fome, ou seja, uma fome que precisava se aplacada com a absorção de pessoas para dentro de si. O que muitas vezes aconteceu com criminosos. Adaga conseguia aplacar parte desta fome ao fornecer sua luz para as trevas de Manto. Infelizmente, descobriu-se depois que estas trevas vorazes de Manto tinha um nome: a entidade maligna chamada de Predador. Foi, no entanto o Doutor Estranho que teve importante papel de mentoria junto à Manto e Adaga para que conseguissem continuar a trilhar um caminho adequado. Foi também a amizade da dupla com Stephen Strange que fez com que Adaga se aproximasse de outros heróis (caso de Natasha Romanov, a Viúva Negra) e integrasse uma versão dos X-Men, os X-Men Sombrios.

Miniatura Marvel Especial Nº 12 - Manto e Adaga

Outro herói profundamente ligado à cronologia de Manto e Adaga é o Homem-Aranha, que chegou inclusive a ser mentor dos dois jovens certa época. Um aspecto extremamente relevante revelado muitos anos depois, sobre o passado de Ty e Tandy foi o envolvimento do demônio Desespero na origem da dupla. A verdade é que os poderes dos dois teriam se manifestado espontaneamente, mesmo sem a droga que ingeriram. Mas Desespero acelerou este processo através da droga de Simon Marshall. O objetivo do demônio era que Ty e Tandy agissem como depósitos de dor e sofrimento, já que ele se alimenta de infelicidade. Foram a resistência e o caráter de Manto e Adaga que frustraram os planos de Desespero. Atualmente a dupla desfruta certa fama ao protagonizarem uma Série da Marvel que estreará em 2018. Espero que mantenham a mesma "pegada" marginal existente na origem da dupla e os afastem dos clichês presentes em séries de adolescentes.

Miniatura Marvel Especial Nº 12 - Manto e Adaga

Bom amigos... É isso aí! Um forte abraço à todos!

domingo, 12 de novembro de 2017

Coleção Salvat - Tex Gold - O que Já Saiu!? - Lista de Lançamentos - Atualizada - Junho/2019!!

Nº 01 - O Profeta IndígenaNº 02 - O Cavaleiro Solitário; Nº 03 - Patagônia; Nº 04 - O Último Rebelde; Nº 05 - Sangue no Colorado; Nº 06 - Os Predadores do Deserto; Nº 07 - Mercadores de Escravos; Nº 08 - Sombras na Noite.

Olá amigos! O mercado de HQs encadernadas de luxo definitivamente se firma no Brasil. O que antes eram apenas tentativas tímidas de algumas editoras em lançar certas coleções capa dura (como foi há muitos anos o caso da Panini com a Biblioteca Histórica Marvel), hoje é uma realidade plena. Haja vista as várias coleções no Mercado: 1) Coleção Oficial Salvat de Graphic Novels (Capa Preta); 2) Coleção Salvat Os Heróis Mais Poderosos da Marvel (Capa Vermelha); 3) Coleção de Graphic Novels DC Comics da Eaglemoss; a 4) Coleção Salvat Definitiva do Homem-Aranha. Embora pudéssemos pensar em um mercado já saturado, incrivelmente parece que a força Nerd está mais ativa que nunca. Prova disso é que chegou às livrarias e bancas uma nova e robusta coleção de encadernados capa dura tendo como foco um Gigante Italiano dos Quadrinhos: O Ranger Tex Willer!!

Nº 09 - O Preço da Vingança; Nº 10 - O Desfiladeiro da Cobiça; Nº 11 - Seminoles!; Nº 12 - Os Rebeldes de Cuba; Nº 13 - Na Trilha do Oregon; Nº 14 - As Hienas de Lamont; Nº 15 - A Cavalgada do Morto; Nº 16 - Os Pioneiros.

Acredito que muitos devam pensar, erroneamente, como eu pensava, que Tex fosse um personagem criado e popularizado a partir dos Westerns Italianos dos anos 60. Estes Westerns são derivado dos Westerns americanos e, seu sucesso na Itália foi tanto que, ganhou o carinhoso nome de Westerns Spaghettis. Só que não, Tex é muito maior que os Westerns Spaguettis. Criado em 1948 (!!) pelo italiano Gianluigi Bonelli em parceria com o ilustrador Aurelio Galleppini, o herói tem raízes mais profundas e sólidas. O Ranger Texano é um dos poucos heróis que conseguiu ser publicado por décadas e décadas de forma ininterrupta, possuindo uma mitologia focada num dos períodos mais interessantes da história norte-americana, a 2ª metade do Século 19, período que compreende a Guerra Civil Americana (1861 - 1865). As histórias de Tex ainda jovem se passam por volta do ano de 1860, enquanto as histórias de um Tex mais velho e quarentão, acompanhado de seu filho Kit Willer, envolvem o período de 1880 - 1890.

Nº 17 - A Hora do Crepúsculo; Nº 18 - Tex, O Grande; Nº 19 - Terra Sem Lei; Nº 20 - A Marca da Serpente; Nº 21 - Chumbo Ardente; Nº 22 - Arizona em Chamas; Nº 23 - O Grande Roubo; Nº 24 - Pueblo Perdido. 

Confesso que, embora sempre tenha tido vontade, eu nunca entrei em contato de fato (como leitor) com o Universo Bonelliano, que compreende aliás, muitos outros personagens além de Tex. Assim, resolvi me envolver definitivamente com este importante segmento que sempre esteve fora do circuito das grandes editoras norte-americanas de quadrinhos. E a porta de entrada para mim está sendo estes lançamentos da Editora Salvat. A Coleção Tex Gold compreenderá 60 volumes (pelo menos até decidirem por uma expansão futura), e as lombadas de cada volume, quando juntas na estante, formarão um belo painel ilustrado. A promessa é que cada número traga textos de especialistas que ajudarão os leitores a se familiarizarem com a mitologia do personagem.

Nº 25 - O Soldado Comanche; Nº 26 - O Vale do Terror; Nº 27 - O Homem de Atlanta; Nº 28 - A Última Fronteira; Nº 29 - Os Assassinos; Nº 30 - A Balada de Zeke Colter & A Caravana do Medo; Nº 31 - O Matador de Índios & Rio Selvagem; Nº 32 - A Planície da Traição & O Mistério da Cabana Assombrada.

Nº 33 - A Lei do Deserto & Missão em Sierra Vista; Nº 34 - O Último Esquadrão & Herói por Acaso; Nº 34 - Na Terra dos Klamaths & O Fugitivo.

Lombada em Formação

A ideia desta matéria, assim como de outras deste tipo aqui no Blog, é que possamos acompanhar os lançamentos de maneira a conseguirmos um controle mais preciso e adequado do que sairá. A novidade desta matéria é que postarei, à cada atualização, a imagem da lombada em formação, o que permitirá que todos acompanhem também a imagem que se forma.

É isso aí amigos! Agora vamos acompanhando a evolução e atualização desta Coleção aqui pelo Blog. Forte abraço!

sábado, 4 de novembro de 2017

Distrito: Top 10 de Alan Moore


O que você esperaria de uma HQ que tivesse um cachorro falante e inteligente de verdade, e que todos os dias vestisse uma armadura ciborgue que o colocasse em posição vertical bípede (o Kemlo "Hiper-Cão" César)... Nesta mesma HQ você teria também seres humanos barrigudos e comuns, só que com super poderes... Misture as esses conceitos super-heróis com nomes do tipo "Rei Pavão", Pete "Peter Chocante" Cheney, Sinestesia Jackson, Duane "Demônio da Poeira"... Bem, você não daria um tostão furado por uma HQ assim, cheia de conceitos absurdos e até infantis, certo? Pois é... Eu também não daria 1 real por ela. Exceto por um pequeno detalhe que me chamou atenção quando comprei estas duas HQs (Top 10 - Contra o CrimeTop 10 - Assuntos Internos) da Editora Devir lançadas no Brasil em 2005 e 2006, respectivamente: este detalhe chama-se Alan Moore. E uma coisa eu digo, Top 10 é talvez uma das HQs mais inventivas que já li. Esta matéria tratará do universo de Top 10 e, como sempre, sem spoilers.


Eis a premissa: Na década de 40 diversos combatentes da liberdade (chamados de Heróis da Ciência) pipocaram em vários lugares para combaterem as Forças do Eixo. Bastava um garoto vestir um colant e realizar alguns feitos heroicos para começar a contaminar sua vizinhança com o "vírus" do heroísmo. Soma-se a isso o fato de alguns meteoritos ou acidentes radioativos terem conferido superpoderes à diversas pessoas. Isto posto, depois de algum tempo já tínhamos uma considerável febre pró-heroísmo instalada. Com o final da 2ª Guerra Mundial, o contingente super-heroístico ficou razoavelmente ocioso e, além disso, não podemos esquecer dos inúmeros autômatos, robôs, e vilões que continuaram a aparecer inspirados nos vilões nazistas dos anos 40 que também não tinham muito o que fazer. Todo este contingente tinha, é claro, uma certa dificuldade em se ajustar a uma vida comum que constava de ir para o trabalho todos os dias com fins de semana comuns com churrasco na casa dos amigos e trabalhos de jardinagem. Como era de se esperar começaram a nascer os filhos dos casais super-heróicos formados nas frentes de batalha mundo afora e, com isso acontecendo, pronto (!!), estava armada uma "panela de pressão" de super-seres com seus diversos superpoderes precisando ser regulamentada e colocada na linha.


Por conta de todo o cenário acima, pareceu plausível a construção de uma cidade na qual todos estes super-seres bons e maus pudessem ser alocados e assim vivessem a vida que gostariam de viver com trabalhos e expectativas mais voltadas para sua natureza. Os grande vilões do nazismo foram convocados e desenvolveram a planta e gerenciaram a construção da cidade que foi chamada de NEÓPOLIS. Tudo ia muito bem, porém ninguém previu o "boom" populacional dos anos 60, de maneira que nos anos 80 a "panela de pressão" novamente parecia que iria explodir. Assim, em julho de 1985 um plano proposto pela Alter-Terra (uma das centenas de Terras Alternativas que começavam a fazer fronteira dimensional com nosso Mundo)  foi aceito de bom grado pelas centenas de Neópolis espalhadas pelas inúmeras Terras do Multiverso. Este plano previa a criação de uma força policial que teria um distrito em cada Neópolis de cada uma das Terras alternativas, obedecendo ao distrito central sediado na Terra 54, a Central-Mor. O Top 10 do título é nada mais nada menos que um dos postos avançados desta força policial, presente em uma das Terras.


Tudo isso que descrevi acima é o que você precisa saber para começar a ler Top 10. Embora tudo pareça "meio" maluco, a realidade é que Alan Moore deu, com esta base narrativa, plausibilidade à existência de Super-heróis de verdade, ou seja, acredito que algo muito parecido teria acontecido com nosso mundo caso eles realmente tivessem nascido nos anos 40 em nossa Terra real. O 10º Distrito é formado por uma equipe que patrulha uma Neópolis que, para um bom leitor, é cheia de "easter eggs" sobre o Mundo dos quadrinhos. Se você for atento poderá ver ao fundo da maioria dos quadros referências incríveis acerca de personagens e acontecimentos importantes da Marvel e da DC. A história é inteligente e cheia de pontas interligadas em cada caso investigado pelos heróis do 10º Distrito. Inicialmente você não vê muita ligação entre os acontecimentos, mas como uma colcha de retalhos tudo vai se encaixando para revelar algo muito, muito maior.

Toy Box ao centro

A história começa com a chegada de uma recruta ao batalhão do 10º Distrito, a Sargento Slynger, codinome Toy Box. A partir daí casos e investigações se sucedem apresentando personagens extremamente críveis, dramáticos e reais ao leitor. Mesmo o Sargento Kemlo "Hiper-Cão" César é extremamente crível e passa a figurar como um personagem integrado e relevante durante toda história. Isso sem falar nos diversos outros policiais. É perceptível a nostalgia presente em cada página ao verificarmos heróis que perderam o rumo ao longo da vida e hoje fazem parte do grande contingente de mendigos nas ruas de Neópolis. Isso fora os super-heróis mutilados em Guerras e confrontos que hoje não possuem uma pensão decente por parte do governo. Problemas existentes em nosso Mundo real são todos espelhados em Top 10. E se você pensa que "perda de emprego" e "pensão social" são os únicos assuntos debatidos por Alan Moore na história, está redondamente enganado. Para surpresa minha e, acredito que sua, aqui vai uma lista de assuntos que permeiam Top 10: 1) Prostituição; 2) Suicídio; 3) Pedofilia; 4) Existencialismo; 5) Satanismo; 6) Cristianismo; 7) Homossexualismo; 8) Intolerância Étnica... E aí: Está bom ou quer mais!? Não é a toa que a obra é recomendada apenas para leitores adultos.

Da esquerda para a direita: Capitão "Jetman" Traynor; Slynger "Toy Box" e Jeff Smax

Todos esses assuntos são incorporados à trama e apresentados completamente inseridos no dia a dia dos personagens. Isto faz com que o conteúdo não seja "panfletário" ou "proselitista". Em momento nenhum você se sentirá pressionado a seguir uma determinada crença ou tendência do autor. Há passagens incríveis como a que trata de uma infestação de Super-ratos no apartamento da mãe do policial Duane "Demônio da Poeira". Um dedetizador (parecendo o Bane da DC) é contratado e leva Super-gatos para lidar com a situação. Quando o leitor retorna ao problema, páginas à frente, a questão já possui proporções Cósmicas nos cômodos do apartamento, com a presença de um Galactus do Mundo felino e de ninguém menos que o personagem Eternidade do Mundo dos Ratos que pela silhueta parece ser Mickey Mouse. Veja na imagem abaixo (!!).


O leitor "Nerd" ficará positivamente surpreso com a forma com que Moore apresenta estas homenagens sem ferir em nada a seriedade das histórias originais. Tudo fica realmente com um ar de respeitosa homenagem. Todas estas referências, é claro, podem eventualmente passarem despercebidas pelo leitor iniciante, mas em nada compromete o andamento da história, ou seja, você não precisa ser um expert em quadrinhos para gostar da obra. Os desenhos ficam por conta do desconhecido (pelo menos para mim) Gene Ha. De início achei o traço dele um pouco carregado, mas nas primeiras páginas eu senti que sua narrativa gráfica se ajustava perfeitamente à trama.


Os dois encadernados acima se completam e fecham todas as tramas iniciadas no 1º volume. Aparentemente Alan Moore parece ter criado Top 10 para acabar nestes dois encadernados. No entanto, fiquei sabendo que lá fora saíram algumas continuações. Infelizmente no Brasil só temos estes dois volumes iniciais publicados pela Devir e acredito que talvez possa ser difícil de achar estas publicações. De qualquer forma seria uma boa pedida para republicação!

Sargento Kemlo "Hiper-Cão" César

Bom amigos... É isso aí! Um forte abraço à todos!!
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