domingo, 9 de novembro de 2014

Miniatura DC Nº 14 - Charada

Miniatura DC Nº 14 - Charada

Muito associado à fase non-sense do Homem-Morcego, o Charada luta há muito tempo para aumentar seu poder e letalidade no submundo de Gotham City. Portador de um talento especial para criar e solucionar enigmas, o vilão tentou por diversas vezes ascender na hierarquia de crimes, porém sem o sucesso pretendido. Ao lado de vilões como o Coringa, o Charada traz consigo um conjunto de características que o coloca no limite entre a realidade e a obsessão. Sua miniatura na Coleção de Miniaturas de Metal da DC agradou há muitos, inclusive à mim. Repassaremos agora algumas características da peça, bem como alguns elementos-chave de sua mitologia.

Miniatura DC Nº 14 - Charada

A peça apresenta o vilão em uma postura que nos arremete, em muito, à interpretação de Jim Carey em "Batman Forever" de 1995. Uma leitura caricata e extravagante do personagem. Embora o Charada apresente uma tendência teatral inata, no filme de Joel Schumacher isso ficou exageradamente exacerbado, retirando a letalidade e credibilidade do personagem. Infelizmente isso já acontecia desde a época em que fora interpretado de forma bem cartunesca pelo ator Frank Gorshin no Seriado do Homem-Morcego de 1966. Apesar disso, a peça merece respeito e atenção ao representar o vilão em seu terno verde bem alinhado (o que já o afasta um pouco da ideia de amadorismo), sapatos de fivela, luvas, bengala customizada e chapéu coco.

Miniatura DC Nº 14 - Charada

O chapéu aliás trás toda uma aura já conquistada de inteligência e loucura ao lembrarmos do personagem Alex DeLarge, brilhantemente interpretado pelo ator Malcolm  McDowell em Laranja Mecânica, filme de Stanley Kubrick de 1971. Os colecionadores ficaram felizes ao notar que a bengala pode ser retirada e inserida na mão esquerda do vilão, constituindo-se em um detalhe interessante. As dobras do tecido do terno (casaco e calças) acompanham a postura adotada. Sua face pode ser vista apenas de alguns ângulos, fornecendo a ideia de se estar diante de um trapaceiro que ri com a incapacidade do adversário em resolver seus enigmas. O detalhe da gravata de mesma cor das luvas e sapatos é interessante e a modelagem do casaco traz em relevo o formato dos bolsos e abas. Acredito que a peça merecerá destaque futuramente nas postagens das melhores peças da coleção.

Miniatura DC Nº 14 - Charada

O Charada apareceu pela 1ª vez em 1948 na revista Detective Comics 140. Seu nome é Edward Nashton. O vilão cresceu percebendo-se com uma inteligência acima da média para lidar com enigmas, charadas e quebra-cabeças. Edward não teve uma infância cheia de abusos físicos e mentais tal qual alguns oponentes do Homem-Morcego, por exemplo o Espantalho. O pequeno Edward apenas percebeu que poderia trapacear e resolver mais rápido algumas questões do que os colegas, e que isso poderia ser uma forma de se dar bem na vida. Durante um período de sua juventude, já tendo abandonado a escola por se sentir superior em intelecto aos professores e colegas, ele fez um bom dinheiro ao trabalhar junto à um Festival Popular onde vendia suas charadas e enigmas àqueles que gostavam desse tipo de jogo. No entanto, logo ele percebeu que queria mais.

Miniatura DC Nº 14 - Charada

Tal qual acontecera antes com os professores, Edward percebeu que era mais inteligente que a maioria dos vilões de Gotham e que poderia empreender uma grande carreira de crimes e assaltos. Determinado a ascender na vida como criminoso, Edward mudou o nome para Edward Nigma, trocadilho com a palavra "Enigma" (E.Nigma). Porém, ele não contava com dois aspectos, um extrínseco e outro intrínseco à sua personalidade. O 1º deles era a figura do justiceiro Batman, tão intelectualmente apto quanto Edward, porém superior fisicamente ao criminoso. O outro aspecto que determinaria suas derrotas constantes ao longo dos anos era sua compulsão por deixar pistas e enigmas a respeito dos crimes que cometia e que iria cometer. Isso fez com que sua credibilidade criminosa se exaurisse aos poucos, visto que deixar pistas para o Maior Detetive do Mundo não é uma atitude muito sábia para um contraventor. Possivelmente isso, e uma inclinação para crimes menos selvagens e violentos (se o compararmos com o Coringa, por exemplo) o transformou em um vilão menor na mitologia do Cruzado Encapuzado.

Miniatura DC Nº 14 - Charada

Durante muito tempo a existência do Charada obedeceu ao mesmo princípio daquele visto no Coringa. Uma interdependência bizarra entre seus provocativos atos e o efeito que eles acarretavam em Batman. Algo que podemos chamar de codependência. Uma atitude comum em viciados em determinados comportamentos e em substâncias ilícitas. O codependente acredita que a sua felicidade depende estritamente de outra pessoa. Uma outra pessoa que o codependente elege como seu alvo emocional e, portanto responsável por seu bem estar. Algo muito comum em relações familiares inclusive. De todo modo boa parte da vida do Charada foi voltada para o desenrolar de um jogo entre ele e o Defensor de Gotham, algo que ao mesmo tempo possuía um caráter destrutivo e prazeroso. Mecanismo parecido acontece entre o Palhaço do Crime (O Coringa) e Batman.

Miniatura DC Nº 14 - Charada

Em minha opinião, uma das mais interessante leituras do Charada, por incrível que pareça, não está nos quadrinhos (que sempre teve a tendência de caricaturar o vilão), mas sim na TV. No fantástico seriado "Batman: O Desenho em Série" produzido na década de 90, Edward Nigma é mostrado como um jovem extremamente inteligente, expert não apenas em jogos e enigmas, mas sobretudo em tecnologia. Algo análogo aos nossos Hackers modernos. Em dois episódios que pude assistir ele foi um oponente superior ao Coringa em letalidade de desejo de morte, pois diferentemente do Coringa do seriado que desejava na maioria das vezes apenas ver o circo pegar fogo, o Charada realmente possuía uma ira incontida manifesta através de seus destrutivos brinquedos eletrônicos e jogos mortais. Uma interpretação que me fez lembrar muito do vilão Arcade da Marvel.

Miniatura DC Nº 14 - Charada

O Charada é um dos vilões indissociáveis da mitologia do Homem-Morcego. Um personagem que, apesar de ter características parecidas com as do Coringa no que se refere à teatralidade e fixação em Batman, é também um personagem distinto do Palhaço do Crime. Personagens como o Charada tornam-se críveis em mundos em que a realidade é tão estranha e bizarra quanto nos quadrinhos, e que por isso acaba comportando tipos como ele. Uma realidade que, por incrível que pareça, está cada vez mais presente em nossa sociedade.

Bom amigos... Um grande abraço à todos!!

22 comentários:

  1. Marcelo, Marcelão!! Você agora lê pensamentos?

    Eu estava justamente pensando ontem, ao ver novamente o filme do Batman com o Val Kilmer, Nicole Kidman, Jim Carrey e Tommy Lee Jones, que talvez um dia desses eu ia ver uma miniatura do Charada aqui.

    Eu li numa revista, uma vez, falando sobre a descrição do personagem, que ele chegou a descobrir a identidade do Batman e, quando ele ia revelar para toda Gotham, alguns acontecimentos ocorreram que o fizeram "perder" essa parte da memória. Porém, a própria descrição da revista deixa no ar se ele "perdeu" mesmo a memória ou se não era só uma estratégia para sobrevivência.

    Na época em que vi ao filme pela primeira vez, achei que o Jim Carrey tinha carregado muito no vilão. Tipo... exagerado muito no lado palhaço dele. Mas ontem, vendo novamente, sabe que até gostei do que vi. Curiosamente o Charada dele me lembrou do Coringa do seriado que você citou. Não por ser igual, mas essa coisa espontânea e meio inocente dele, mas ao mesmo tempo perigosa e destrutiva. Achei aquele filme de ontem uma boa produção. Bem diferente daquela coisa estranha que fizeram depois, com Uma Thurma e Arnold Schwarsnegger, onde havia um potencial enorme dos atores, mas um monte de coisas ruins no filme, nas situações, na evolução da história, nos acontecimentos. Foi uma porcaria!

    Foi muito bom encontrar essa postagem aqui. Acho que o vilão anda em alta por aí. Está rolando um comercial com ele, ontem passou aquele filme, agora vejo essa postagem sobre a miniatura dele que chegou até você.... o que será está por vir?

    ???????

    Acho que só o Batman pode dizer.

    E ponha essa miniatura no seguro também, para que não "robin"

    Ah Ah Ah Ah

    Abraços. Tudo de bom!

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    1. Olá Grande Amigo Fabiano!!

      Que coisa, hein!! Transmissão de pensamento!! ah ah ah ah

      A vida tem dessas coisas e realmente parece algo estranho.

      Vi o filme com o Val Kilmer e Jim Carey há muito tempo. Foi antes da Era Christopher Nolan, ou seja, antes do Batman voltar a ter sua tradicional abordagem mais sombria nas telonas. Na época lembro que fiquei preocupado com o rumo que o Homem-Morcego estava tomando nos cinemas com esse filme do Val Kilmer. Você comenta uma coisa interessante mais abaixo quando fala do filme com a Uma Thurma e Arnold Schwarsnegger, ou seja, um elenco perfeito, o orçamento perfeito, a expectativa perfeita, mas o filme é um exemplo de como a visão de um diretor pode colocar tudo a perder. Possivelmente o Joel Schumacher mantinha a visão "non-sense" do personagem naquele longa. O erro dele foi não ter percebido que o mundo já era outro, que a plateia queria algo que representasse seus medos e foi ai o golpe de sorte do Nolan. Ter entendido e capturado esse desejo, e não só isso, ter traduzido esse desejo numa trilogia interessante e contemporânea.

      Essa história que você faz menção (em que o Charada descobre o segredo Batman) existiu mesmo. Não li a HQ mas li "sobre" ela. Foi uma história em que o Charada é diagnosticado com câncer e o médico do Arkham que trata dele havia sido amigo de infância do Bruce Wayne e tinha umas contas a ajustar com ele. Na história Charada e o médico (que viria a se tornar o vilão Silêncio) descobrem a identidade secreta de Bruce e iniciam um plano para destrui-lo. Nesse ínterim o Charada se banha no poço de Lázaro sem Ra´s al Ghul saber e tem sua saúde restaurada. No fim o Batman vence Silêncio e diz que se o Charada contar o segredo dele, ele contará ao Ra´s al Ghul sobre o que o Charada fez (banhar-se no poço de Lázaro sem autorização), o que fará com que ele tenha que enfrentar a Liga dos Assassinos de al Ghul. Numa HQ posterior o Charada realmente sofre um traumatismo na cabeça e tem a memória apagada para algumas coisas, tornando-se um homem relativamente regenerado, passando a viver como detetive particular. Essas, no entanto são histórias pré-Reboot dos Novos 52.

      Voltando ao filme do Jim Carey, confesso que quando assisti tive a mesma impressão que você. Pode ser que ao assisti-lo novamente eu contextualize a interpretação do ator de forma diferente, mas não sei. Teria que vê-lo novamente.

      Estou curioso é para assistir Gotham. Disseram-me que o Charada, bem como diversos outros vilões aparecem!!

      Quanto aos sinais que você recebeu meu amigo.... Realmente teríamos que decodifica-los !! rs rs rs

      Muito legal revê-lo por aqui meu amigo!! Valeu mesmo!!

      Abc!!

      Marcelo.

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    2. Olá pessoal.

      Quando você mencionou a história em que o Charada descobre o segredo do Batman e que o morcego ameaça contar a Ras al Ghul sobre o uso do poço de lazarus, me lembrei que teve outro detalhe que impediu do Charada contar p/ todo mundo e que Batman usou: o fato de que após revelada a identidade do Batman, isto não ser mais um segredo. De que vale uma "charada" em que todos sabem a resposta.

      Esta parte da história - na saga "hush" - foi um dos pontos altos, em que Batman usa as próprias obsessões do seu adversário para virar o jogo e demonstra o aspecto marcante do Charada: sua obsessão com enigmas em que só ele (e Batman) conhece a resposta.

      O Batman usou artimanha semelhante em uma história da serie animada quando o Charada finge se regenerar e Batman desconfia que ele ainda comete crimes, então o Charada elabora uma armadilha "infalível", mas Batman consegue escapar e usa sua obsessão em obter respostas para enigmas e faz com que ele confesse seus crimes. O episódio termina com o Charada totalmente "alucinado" por não descobrir como Batman escapou de sua armadilha.

      No mais, ótima análise sobre a Miniatura.

      Grande abraço!

      Daniel

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    3. E aí Daniel!! Poxa valeu mesmo pelo detalhe.

      Legal vc comentar isso. Não li a história, mas li sobre a história. Por isso nada melhor do que alguém que leu a HQ na íntegra. Valeu mesmo!

      Sacada de mestre essa do Batman ao usar a própria obsessão do vilão contra ele mesmo.

      Interessante esse episódio da Série Animada que vc menciona. Estou assistindo aos poucos essa série e atualmente estou na 2ª Temporada. Por isso acho que ainda não cheguei nesse episódio. Mas com certeza parece bem legal!!

      Valeu Daniel!!

      Um grande abraço amigo!

      Marcelo.

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  2. Bom dia meu amigo Marcelo!!
    Parece que estamos todos em sintonia, eu também vi o filme que o Fabiano mencionou acima neste fim de semana.

    Quero dizer que gosto muito deste personagem, porém, fico sempre um pouco confuso sobre qual sua real personalidade..
    Se nos filmes ele é retratado de maneira exagerada, no vídeo game Arkham City o charada continua com a mesma compulsão em deixar pista.. mas com uma tendência mais macabra.
    Os produtores do jogo o transformaram em algo parecido com o filme "jogos mortais".
    Ainda não li nos quadrinhos alguma história que marcasse e ajudasse um pouco mais para definir o personagem...
    Não me lembro em que história.. mas comentam que o Charada deixa essas pistas por que o pai dele sempre o espancava dizendo que não era pra ele mentir... neste caso o seu psicológico acredita que deixar pistas é praticamente o mesmo que não mentir

    Muito bom o post!

    Abraços

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    1. Olá Denis!! Blz!?!?!?

      Que coisa engraçada hein!! Todos pensando a mesma coisa! rs rs

      Interessante vc ter visto o mesmo filme que o Fabiano!! Vai explicar!!

      Você tem toda razão Denis. Talvez falte uma história definitiva que traga o DNA do personagem.Ou seja, a sua essência a partir da qual todas as histórias se balizam. Não vi a abordagem dele no game que vc menciona, mas pelo jeito que vc conta, eu penso que é a mesma "pegada" que vi no desenho "Batman: A Série Animada" da década de 1990. Claro que guardada as devidas proporções. No desenho ele é retratado como um jovem extremamente inteligente e muito habilidoso com tecnologia. Um amante de jogos, charadas e labirintos virtuais. Penso que essa poderia ser uma ótima leitura para o personagem.

      Sobre essa questão do pai do Charada vc tem razão. Há uma HQ na qual é revelado esse passado familiar do personagem. O que explicaria mesmo sua compulsão. Ainda não vi qual a pegada que deram ao personagem nos Novos 52.

      Valeu amigo!!

      Um grande abraço pra vc!!!

      Marcelo.

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  3. Então, Marcelo... é essa história mesma que me contou agora -sobre o destino do Charada - que fiquei sabendo. Então ela realmente procede, já que você sabe dela com ricos detalhes.

    Eu me embrenhei pela leitura de Batman já muito tarde, já nessas revistas novas da Panini, que não me agradam porque não sei bem quando termina a aventura e quando começa a outra, pois comprar arcos com buracos é ruim, mas ficar seguindo e de repente dar-se conta de que já está numa outra trama que pode nem ser muito boa, também não é legal. Por isso, quando leio algo, procuro ver se a história está completa ou pelo menos saber em quantas partes ela está.

    Na verdade, eu não curti muito a trilogia Nolan. O segundo filme dele é realmente IMPECÁVEL e merecia muitos e muitos prêmios. Porém, o primeiro enrolou muito na história da preparação com o Bruce Wayne. Cheguei a dormir nesse ínterim e acordar já depois que surgiu de fato o Batman. rsrsrs.... Aí, sim, eu acompanhei com gosto a trama, que até então eu não conhecia aquele vilão. Mas, por eu ter pego no sono praticamente 40 minutos do filme, não posso dizer que é uma obra prima do Nolan. Ah, ah, ah... O segundo, como disse, foi PERFEITO e merecia MUITOS PREMIOS. Mas, o terceiro, eu já não gostei muito. Batman teve a coluna fraturada e depois simplesmente um suposto médico ou terapeuta (não me lembro bem) que estava preso com ele naquele local sombrio e imundo, magicamente consertou tudo e Bruce ainda ficou dando pulos e mais pulos com aquela corda amarrada na cintura. Ahhhhhhhhhh... Mas era o Bruce ou o MacGyver, hein?? Houve mais coisas que não gostei naquele terceiro filme, mas prefiro não especificar. Pra mim, Nolan só acertou mesmo no segundo. Mas os outros dois não são ruins. Eu até assisto de vez em quando...rsrsrs....

    Mas aquela outra franquia, com o filme do Dr. Freeze e da Era Venenosa, realmente não me agradou nenhum pouco. Os dois primeiros filmes do Tim Burton podem fugir bastante do original dos quadrinhos (suponho), mas para mim são duas produções de ouro. Até hoje ainda não houve Mulher Gato que superasse a performance de MIchelle Pfeiffer.

    Sabe o que eu queria? Algo tipo um seriado, mas que tivesse uma roupagem mais descompromissada.

    Ainda não vi Gotham. Simplesmente não encontro a série nos meus canais pagos. Eu estou vendo Drácula (gostando), mas não vi ainda Gotham. Sequer consigo encontrar no meu guia de programação. Coisas de alguém que não tem muito controle com o controle da TV. rsrsrs...

    Abraços. Tudo de bom!

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    1. Pois é Fabiano...

      Também parei de acompanhar as mensais. E um dos motivos, além da baixa qualidade na média das revistas, foi esse que vc comentou sobre uma falta de cuidado com a finalização das tramas. Por isso que tenho investido cada vez mais em Encadernados e Volumes fechados.

      Essa crítica que vc faz ao 1º filme do Nolan eu já vi mesmo muitos fazerem também. Eu particularmente não me importei com a preparação do Batman. Talvez porque eu já tinha uma grande curiosidade para ver como seria abordar os anos iniciais do personagem, ou seja, a construção do Guerreiro no qual ele se tornaria.

      O 2º filme é unanimidade. Não tem o que discutir, foi excelente mesmo. O 3º eu acho que ficou bem abaixo do segundo, porém o coloco como um bom filme. No contexto da trilogia ele funciona bem. Acho que o Bane cataliza todo medo que temos hoje de terroristas que realmente acreditam em uma causa e são capazes de se sacrificar por ela. Essa questão da coluna do Bruce Wayne realmente poderia ter sido abordada de forma diferente. Com ele se recuperando da forma que qualquer um de nós se recuperaria, ou seja, em uma clínica normal com médicos e fisioterapeutas. Isso até traria mais credibilidade e senso de superação para ele.

      Os dois filmes do Tim Burton eu acho que marcaram tanto o imaginário das pessoas porque ele resgatava o personagem daquela série dos anos 60 que havia convertido o Batman em um personagem engraçado de circense. Claro que para época cheia de psicodelismos isso tinha valor. Porém, quando o Tim Burton resgata o DNA do personagem no final da década de 90 todos ficamos atônitos com o potencial do Cruzado Encapuzado. Isso fez até que algumas coisas não muito legais dos filmes ficasse em segundo plano. Bom... Michelle Pfeiffer dispensa comentários.

      Sobre o seriado, quem sabe Gotham não vira um novo marco. Qual Drácula você está vendo? É um seriado ou filme??

      Abc!!

      Marcelo.

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  4. Olá Marcelo, tudo bem?
    Tenho acompanhado Gotham na Warner ás segundas feiras. A série tem altos e baixos mas no geral tenho gostado das histórias. O Bruce e a Selina são crianças, o Gordon (o protagonista) é detetive novato, o Coblepott (um dos principais personagens até agora) é novo e tenta galgar posições no crime organizado. E o Nigma trabalha na delegacia (polícia científica) ajudando nos casos do Gordon - curiosa a abordagem para o Charada, não? Ele não aparece muito, mas por enquanto não houve nenhum indício de que um dia ele poderia se tornar um vilão. Outros personagens dão as caras: Alfred, Bullock, Montoya, Falconi e ontem apareceu o Szass.
    Abs., Carlos - São Paulo.

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    1. Olá Carlos!!

      Legal!! Estou ansioso para começar a ver. No início quando me falaram da premissa da série eu achei estranho fazer uma série sobre o universo do Batman, sem o Batman como o conhecemos, ou seja, mais adulto. Porém, agora parece que está ficando legal. Pelo que ouvi os atores estão ótimos. A abordagem do Charada realmente é interessante. Vamos ver o que o tirará dos trilhos!!

      Seu comentário me deixou mais curioso!! rs rs

      Abcs!!

      Marcelo.

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    2. A série está muito boa. A meu ver, começou meio "morna", mas com o passar dos capítulos foi melhorando. Estou acompanhando na Warner brasileira mesmo, às segundas à noite. Teoricamente o protagonista é o Gordon, mas o Pinguim vem roubando demais a cena. O ator e sua interpretação são muito bons mesmo, com o auge no 7º episódio (o da semana passada, que leva o nome do personagem), vale acompanhar.

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    3. Legal Alexandre...

      Quero começar a ver sim!

      Valeu mesmo pelas dicas!

      Abcs!!

      Marcelo.

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  5. Marcelo, o Drácula que venho acompanhando e a serie nova. Não sei exatamente em que pé está a série, já que ela se repete muito nos horários. Eu consegui ver, por en quanto, os cinco primeiros episódios. Tenho gostado. Quero ver Gotham. Só preciso achar uma forma de encontrar os horários quando estou disponível em frente a TV.

    Uma pena que a DC não vê pequenos detalhes que estão fazendo toda a diferença em suas revistas do Batman. Espero que isso mude.

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    1. Legal Fabiano...

      Não sabia dessa série do Drácula! Puxa... Que gafe a minha!!

      Vamos ver que abordagem vão dar a ele. Se é a mesma que deram na saga Crepúsculo aos vampiros adolescentes ou se ele será o grande SENHOR DAS TREVAS que tanto assistimos nos filmes antigos!!

      Gotham também está na minha mira!!

      Abcs!!

      Marcelo.

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  6. Olá Marcelo! Esta peça parece realmente traduzir bem o que é o Charada. Muito boa mesmo. Concordo com você, o personagem recebeu seu melhor tratamento no desenho do Batman dos anos 90. Destaco também a interpretação do Jim Carrey no filme da mesma época e a versão do seriado dos anos 60. Um abraço!

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    1. Olá Marcelo!

      Como vai, amigo!?

      Gostei muito dessa abordagem do Charada no Desenho do Batman dos anos 90. Ainda sinto falta de uma HQ que traga o personagem em sua essência, e que definisse seu DNA a partir do qual ele seria melhor desenvolvido.

      Quem sabe mais pra frente e até na Série Gotham não encontremos isso.

      Valeu amigo!!

      Marcelo.

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  7. Oi Marcelo!
    Viu isso: http://www.planetadeagostini.com.br/colecionavel/xadrez-marvel.html
    Abraço

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    1. Puxa Alexandre...

      Não tinha visto ainda.

      Fui conferir no link que vc colocou acima. Mas eu estava esperando que fosse aquela coleção OFICIAL de xadrez Marvel. Lembra? Aquela que um monte de gente importou lá de fora.

      São peças mais robustas.

      Não conhecia essa coleção. Me pareceu um pouco pequenas.

      O que vc achou!?

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  8. Pré venda na Comic Con deste final de semana em São Paulo!

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    1. Vou conferir lá amanhã!! Valeu Alexandre!!

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    2. Muito difícil saber pelas fotinhos do site deles. Mas, de fato, parecem pequenas.
      Vi várias na internet. Cada uma que dá água na boca! hehehe
      vamos ficar esperando um post sobre a comic con! Espero que tu tenha aproveitado bastante. Pelo pouco que vi tava boa. E muito cheia, claro.
      Grande abraço

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    3. Então Alexandre... Estive lá e pude ver de perto as peças.

      Realmente elas são inferiores à Coleção Oficial de Xadrez Marvel da Eaglemoss. Aliás, quando vc falou eu até achei que fosse essa.

      Com a perspectiva de lançamento da OFICIAL é possível que essa não faça tanto sucesso. Eu com certeza compraria se não houvesse a possibilidade de lançamento da Oficial.

      Puxa Alexandre... Quanto ao evento foi ótimo. Até o tempo de espera na fila para entrar foi legal. Um clima super gostoso e expectativa no ar, a galera sorridente, brincando, se divertindo... Puxa... Uma experiência muito legal!!!

      Com certeza um evento para se consolidar aqui em São Paulo e que vai atrair gente do país inteiro!!

      Depois confira as fotos que postei no meu Facebook!!

      Abcs!!

      Marcelo.

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