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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Coleção de Graphic Novels DC Comics Eaglemoss - O que Já Saiu? - Lista de Lançamentos - Encerrada.


Nº 01 - Batman: Silêncio - Parte 1; Nº 02 - Batman: Silêncio - Parte 2; Nº 03 - Superman: O Último Filho; Nº 04 - Liga da Justiça: Torre de BabelNº 05 - Superman - Batman: Inimigos Públicos; Nº 06 - Batman: O Longo Dia das Bruxas - Parte 1; 07 - Batman: O Longo Dia das Bruxas - Parte 2; 08 - Superman: O Homem de Aço.

Bem amigos... Depois de um tempo relativamente longo de espera, eis que uma das coleções mais esperadas de Graphic Novels chega definitivamente às bancas e livrarias de nosso país. Completando o time ao lado de outras duas coleções da Editora Salvat, a Coleção de Graphic Novels - Os Heróis Mais Poderosos da Marvel - 2015 (Capa Vermelha) e a Coleção Oficial de Graphic Novels Salvat - 2013 (Capa Preta), esta coleção da Eaglemoss vem trazer à todos nós sagas e arcos considerados importantes na mitologia dos grandes heróis e super-grupos da DC. Lançada a partir de um possível acordo com a PANINI (Editora que detém os direitos de publicação destes personagens no Brasil) esta coleção possui alguns atrativos que, embora sejam parecidos com aqueles vistos nas suas duas contra-partes da Salvat, estão aqui aprimorados em minha opinião.

Nº 09 - Liga da Justiça da América: Ano Um - Parte 1Nº 10 - Liga da Justiça da América: Ano Um - Parte 2; Nº 11 - Batman: Morte em Família; Nº 12 - Lex Luthor: O Homem de Aço; Nº 13 - Liga da Justiça da América: Terra 2Nº 14 - Superman/Batman: SupergirlNº 15 - Batman: O Nascimento do Demônio - Parte 1; Nº 16 - Batman: O Nascimento do Demônio - Parte 2.

Diferentemente das coleções da Salvat, a da Eaglemoss conta com um sistema de assinatura, o que não podemos deixar de reconhecer que é um diferencial. Outro ponto que me pareceu digno de menção positiva é o acabamento de cada encadernado que conta com uma capa brilhante e não fosca como os da Salvat. A estrutura de cada volume obedece uma apresentação interessante e já adotada pelos encadernados das coleções da Marvel/Salvat, porém aqui pareceu-me melhorada. Além de contar com a aventura principal do personagem/grupo, a aventura extra do volume traz quadrinhos clássicos da Era de Ouro ou Prata que incluem: 1) a 1ª aparição de personagens emblemáticos como Batman e Superman; 2) origens de determinados personagens (sejam eles heróis ou vilões); 3) as primeiras parcerias entre heróis; e 4) alguns momentos importantes de suas vidas. Ou seja, em minha opinião a reapresentação da trajetória clássica dos personagens foi expandida dentro desta coleção, trazendo material histórico mais amplo e raro da editora.

Nº 17 - Mulher-Maravilha: O Círculo; Nº 18 - Superman: Brainiac; Nº 19 - Liga da Justiça da América: O Prego; Nº 20 - Os Novos Titãs: O Contrato de Judas;  Nº 21 - Mulher-Maravilha, Batman e Superman: Trindade; Nº 22 - Mulher-Gato: Um Crime Perfeito; Nº 23 - Mulher-Gato: A Trilha da Mulher-Gato; Nº 24 - Superman: A Morte do Superman.

Além disso, cada história, seja ela a história-título ou a extra, são precedidas de uma explicação que a situa dentro de um contexto, permitindo uma maior compreensão para o leitor jovem e mesmo para aquele mais experiente. Por fim, outro atrativo ímpar é a arte da lombada de ninguém menos que Alex Ross. A decisão de lançar os volumes já com a arte da lombada coincidente e na sequencia (algo já adotado também na coleção de capa vermelha da Salvat) é a mais acertada, pois permite ao fã a apreciação do painel já em seus volumes iniciais. Soma-se a isso a possibilidade de se detectar qualquer problema relacionado à justaposição de cada lombada já de início, evitando ter que se esperar os números vindouros para se ter uma ideia se a arte está ou não coincidindo entre cada edição. Erros ortográficos precisam ser evitados a todo custo, já que o fã se sente extremamente ofendido ao comprar um material tão belo com erros ortográficos grosseiros tal qual ocorreu com alguns números da Coleção de Capa Vermelha da Salvat.

Nº 25 - Lobo: Sem LimitesNº 26 - Mulher-Maravilha: Paraíso Perdido; Nº 27 - Liga da Justiça: Justiça - Parte 1Nº 28 - Liga da Justiça: Justiça - Parte 2; Nº 29 - Superman e Batman: Poder Absoluto; Nº 30 - Lanterna Verde: Crepúsculo Esmeralda/Novo Amanhecer; Nº 31 - Arlequina - Prelúdios e Trocadilhos; Nº 32 - Arqueiro Verde: O Espírito da Flecha - Parte 1.

Nº 33 Arqueiro Verde: O Espírito da Flecha - Parte 2; Nº 34 Batman: O Homem que Ri & Asilo Arkham; Nº 35 - DC - A Nova Fronteira - Parte 1; Nº 36 - DC - A Nova Fronteira - Parte 2; Nº 37 - Superman e Batman: Vingança Máxima!; Nº 38 - Mulher-Maravilha: Deuses e Mortais; Nº 39 Batman: Estranhas Aparições; Nº 40 - Superman e Batman: Inimigos Entre Nós.

Nº 41 - Arqueiro Verde - Ano Um; Nº 42 Batman - Sina Macabra; Nº 43 Batman - Descanse em Paz; Nº 44 - Flash - Nascido para Correr; Nº 45 - Robin - Ano Um; Nº 46 - Superman e Batman: Tormento; Nº 47 - Mulher-Maravilha: Os Olhos da Górgona; Nº 48 - Batgirl - Ano Um. 

Nº 49 - Justiça Jovem - Uma Nova liga; Nº 50 - Flash - O Retorno de Barry Allen; Nº 51 - Batman - Amantes e Loucos; Nº 52 - Arqueiro Verde - Os Caçadores; Nº 53 - O Bravo e o Audaz - Os Donos da Sorte; Nº 54 - Homem-Borracha - Uma Caçada Muito Louca; Nº 55 - Liga da Justiça - Nova Ordem Mundial; Nº 56 - Flash - Guerra de Gangues.

Nº 57 - Superman - O Legado das Estrelas - Parte 1; Nº 58 - Superman - O Legado das Estrelas - Parte 2; Nº 59 - Lanterna Verde & Arqueiro Verde - Na Estrada; Nº 60 - Flash - Ponto de Ignição; Nº 61 - Batman/Caçadora - Sede de Sangue; Nº 62 - Liga da Justiça da América: Desígnios Divinos; Nº 63 - Superman - O Que Aconteceu ao Homem de Aço?; Nº 64 - LJA/SJA: Vícios e Virtudes.

Nº 65 - Batman: A Luva Negra; Nº 66 - Monstro do Pântano - Parte 01; Nº 67 - Monstro do Pântano - Parte 02; Nº 68 - Os Melhores do Mundo - Pesadelos Infernais; Nº 69 - Lanterna Verde - A Vingança dos Lanternas Verdes; Nº 70 - Superman & Shazam - O Primeiro Trovão; Nº 71 - Liga da Justiça - Ascenção e Queda; Nº 72 - Liga da Justiça Internacional - Parte 01.

Nº 73 - Liga da Justiça Internacional - Parte 02; Nº 74 - Lanterna Verde - Hal Jordan: Procurado; Nº 75 - Superman e a Legião dos Super-heróis; Nº 76 - Os Novos Titãs - O Futuro Começa Agora; Nº 77 - Batman - Dinastia Cavaleiro das Trevas; Nº 78 - Flash - Rápido como um Raio; Nº 79 - Superman - A Ameaça da Kryptonita Vermelha; Nº 80 - Gavião Negro - De Volta aos Céus.

Nº 81 - Superman e Batman: Gerações; Nº 82 - Os Novos Deuses - Parte 1; Nº 83 - Os Novos Deuses - Parte 2; Nº 84 - Novos Titãs - O Nascimento dos Titãs; Nº 85 - Superman: Pânico nos Céus; Nº 86 - Legião dos Super-Heróis: A Saga das Trevas Eternas; Nº 87 - SJA: Justiça Seja Feita; Nº 88 - Reino do Amanhã - Parte 1.

Nº 89 - Reino do Amanhã - Parte 2; Nº 90 - Batman - Odisseia - Parte 1; Nº 91 - Batman - Odisseia - Parte 2; Nº 92 - Lendas - Darkseid; Nº 93 - Arqueiro Verde - Lua de Caçador; Nº 94 - Flash - Velocidade Terminal; Nº 95 - Novos Titãs - O Retorno de Donna TroyNº 96 - Batman e Os Renegados.

Nº 97 - Sociedade da Justiça da América - A Era de Ouro; Nº 98 - Mestres do Tempo - A Busca por Batman; Nº 99 - Os Novos Titãs - Brincadeira de Criança; Nº 100 - LJA - Monstros Horrendos; Nº 101 - Mulher-Maravilha - O Ataque das Amazonas - Parte 1; Nº 102 - Mulher-Maravilha - O Ataque das Amazonas - Parte 2; Nº 103 - Tropa dos Lanternas Verdes - O Vermelho e o Verde; Nº 104 - Supergirl - Poder.

Nº 105 - Batman - O Monge Louco; Nº 106 - Flash - Busca Veloz; Nº 107 - Gladiador Dourado - Azul e Dourado; Nº 108 - Flash - Saque Expresso; Nº 109 - Arqueiro Verde e Canário Negro - Álbum de Casamento; Nº 110 - Mulher-Maravilha - A Ascenção dos Olimpianos; Nº 111 - Liga da Justiça - Já Fomos a Liga da Justiça; Nº 112 - Batman - Jekyll & Hide.

Nº 113 - Superman - Superman versus Lobo; Nº 114 - Crise Final - A Legião dos 3 Mundos; Nº  115 - Supergirl - Caminhos do Mundo; Nº 116 - Batwoman - Elegia; Nº 117 - Mulher-Maravilha - Confins da Terra; Nº 118 - Supergirl - Morte e a Família; Nº 119 - Mulher-Maravilha - Quem é a Mulher-Maravilha?; Nº - 120 - Mulher-Maravilha - Odisseia - Parte 1.

Nº 121 - Mulher-Maravilha - Odisseia - Parte 2; Nº 122 - Superman - Kryptonita Nunca Mais; Nº 123 - Batman e Os Renegados; Nº 124 - Superman/Supergirl - Turbilhão; Nº 125 - SJA - Reino Sombrio; Nº 126 - Mulher-Gato - Fogo Contra Fogo - Parte 1; Nº 127 - Mulher-Gato - Fogo Contra Fogo - Parte 2; Nº 128 - Superboy - O Garoto de Aço.

Nº129 - LJA - Ômega; Nº 130 - Batman - Pretérito Futuro; Nº131 - Superman - Origem Secreta; Nº 132 - O Bravo e o Audaz - O Livro do Destino; Nº 133 - LJA - Guardião; Nº 134 - Batman e os Foragidos; Nº 135 - Superman - O Fim dos Deuses; Nº 136 - Asa Noturna - O Grande Salto.

Nº 137 - LJA - Dois Mil; Nº 138 - Superman - Pelo Amanhã - Parte 1; Nº 139 -  Superman - Pelo Amanhã - Parte 2; Nº 140 - LJA - Outro Prego; Nº 141 - LJA - Um Clamor por Justiça; Nº 142 - LJA - III Guerra Mundial; Nº 143 -  Flash - No País das Maravilhas; Nº 144 -  Aquaman - O Tempo e Maré.


Nº 145 - Mulher-Maravilha - O Chamado do Destino; Nº 146 - Esquadrão Suicida - Prova de Fogo;  Nº 147 - Odisseia Cósmica; Nº 148 - Arqueiro Verde - A Busca; Nº 149 - Batman - Superpoderes; Nº 150 - Superman - Identidade Secreta.

Bem amigos... Manterei os lançamentos atualizados aqui para que possam servir de consulta a todos nós! Sem dúvida nenhuma vivemos uma época ímpar para qualquer colecionador de quadrinhos, com tantas sagas Marvel e DC lançadas em coleções incríveis. É isso aí! Grande abraço à todos!!

sábado, 17 de outubro de 2015

Miniatura DC Nº 19 - Ravena

Miniatura DC Nº 19 - Ravena

Princesa, bruxa, benigna, maligna, sensível, selvagem, linda e ao mesmo tempo terrível... Todos estes adjetivos antagônicos fazem parte desta complexa personagem fundadora de uma das equipes mais conhecidas do Universo DC: Os Novos Titãs. Por ser portadora de luz e de caos, Ravena é uma anti-heroína que preenche todos os pré-requisitos contemporâneos de um personagem relevante nos quadrinhos hoje. Por isso é atual e cheia de potencial para viver grandes histórias. Por ter sua mitologia totalmente ligada aos Novos Titãs, Ravena ainda não conseguiu alçar uma carreira solo independente dentro da editora, porém tem toda prerrogativa dramática para isso. Hoje veremos um pouco das características de sua peça dentro da Coleção de Miniaturas de Metal da DC, bem como um pouco de sua sombria história.

Miniatura DC Nº 19 - Ravena

A peça seria apenas mais uma representação de uma das heroínas da DC dentro da coleção não fosse a forma como conceberam a pequena estatueta. Dois elementos chamam atenção logo de cara, sua grossa e esvoaçante capa, bem como seu escultural corpo. Talvez a mais tradicional imagem de Ravena seja aquela em que a personagem aparece de pé, com o capuz escondendo sua face e seu manto em repouso escondendo completamente seu corpo. Embora mais assustadora, esta não foi a postura escolhida para retrata-la dentro da coleção. O que acho que foi bom, pois assim a personagem é mostrada em toda sua exuberância, aproximando-se da lendária figura de uma princesa/bruxa de um contro de fadas.

Miniatura DC Nº 19 - Ravena

Como o próprio nome "RAVENA" propõe (Raven = Corvo em inglês), toda indumentária da personagem emula o aspecto do temível e agourento pássaro tão conhecido de contos e de histórias de terror. O capuz da personagem nos lembra de forma contundente este fato, imprimindo no subconsciente do fã a ideia de alguém que traz consigo uma sina ou maldição. É por isso que a criação de um personagem não é algo tão simples, pois exige a percepção do imaginário coletivo a respeito de alguma coisa. E é por isso também que devemos dar todo o crédito aos criadores de personagens emblemáticos de sucesso dentro da 9ª Arte. O criador deve conseguir catalisar e ideia original por trás do conceito que está criando. Nesse sentido Ravena converge totalmente em seu visual para a pessoa que ela é. Outro ponto que não posso deixar de salientar é a adequada modelagem da face da personagem. Um quesito que muitas vezes deixou a desejar, sobretudo na Coleção de Miniaturas da Marvel.

Miniatura DC Nº 19 - Ravena

Ravena possui uma sombria história pessoal. Ângela Roth, mãe de Ravena foi envolvida inadvertidamente em um culto satânico e, enganada por todos, acabou por servir de concubina ao demônio Trigon (ao melhor estilo de "O Bebê de Rosemary" de Roman Polansky). Após descobrir o terrível destino que lhe estava destinado, Ângela quase enlouqueceu e, como se não bastasse, descobriu que estava grávida do Trigon. Seu destino só não foi pior em função da intervenção de um benevolente grupo de sacerdotisas do Mundo de Azurath. Assim, Ravena nasceu no ambiente interdimensional de Azurath e Ângela, agora renomeada de Arella (para que Trigon não pudesse encontra-la), passou a viver naquele local com a filha. A relação entre Ravena e a mãe foi mínima, uma vez que sua educação e crescimento foi delegado totalmente à Azur, sacerdotisa líder daquele local, sendo que Arella (mãe de Ravena) a via apenas esporadicamente.

Miniatura DC Nº 19 - Ravena

Ravena viveu em Azurath sem conseguir desenvolver suas emoções como acontece com toda garota normal. Por isso, quando ela veio ao plano terrestre este fato traria grandes dificuldades para a moça. O evento que exigiu a vinda de Ravena para nosso plano foi a tentativa de invasão de Trigon ao nosso mundo. Detentora de incríveis poderes místicos, Ravena buscou inicialmente o auxílio da Liga da Justiça da América (LJA) para lidar com o pai. Sem sucesso, ela se dirigiu à equipe formada por ajudantes dos heróis seniores da LJA. Infiltrando-se nos sonhos de Robin (Asa-Noturna), Kid-Flash e Moça-Maravilha, Ravena sugestionou os heróis a se juntarem a ela para deter o pai. Assim, não tardou para que outros heróis adolescentes, à procura de auto-afirmação, se juntassem a equipe, dentre eles Mutano, Estelar e Cyborg. Com a derrota de Trigon, a equipe Titã, agora Novos Titãs, estaria pronta para buscar seu destino em meio às demais equipes de Super-heróis.

Miniatura DC Nº 19 - Ravena

E foi isso que aconteceu quando os Novos Titãs ganharam histórias escritas e desenhadas por Marv Wolfman e George Pérez, respectivamente, na década de 80. De repente uma equipe de heróis mirins ganhava status de equipe adulta vivendo aventuras difíceis até mesmo para a LJA. Ravena sofreria muito ao longo de todas estas histórias, chegando inclusive a perder a batalha para o seu lado demoníaco, transformando-se em um verdadeiro arauto para seu pai, servindo-o em seu propósitos malignos. Isso inclusive resultaria em sua morte, libertando-a definitivamente de seu lado obscuro, tendo agora seu espírito livre dos laços de sangue herdados de seu pai. Porém, como sempre acontece nos quadrinhos, Ravena seria descoberta ainda viva, vivendo na Louisina. A partir daí Ravena protagonizaria uma grande saga envolvendo o personagem Irmão-Sangue, um vilão cujo maior objetivo era se utilizar dos poderes de Ravena para dominar o Mundo.

Miniatura DC Nº 19 - Ravena

Usada e ludibriada em várias fases de sua vida, Ravena nunca conseguiu desenvolver-se totalmente sua personalidade humana, mesmo após conflituosos relacionamentos com Wally West (na época o Kid-Flash) e posteriormente com Mutano. A tortura emocional, a angústia e a sensação de inadequação está no DNA da personagem desde sua concepção, e os roteiristas parecem não querer afasta-la deste mundo de tormento pessoal, pois é justamente esta característica que a torna obscura, sensível, brutal e ao mesmo tempo terna. Mesmo nas animações da DC em que ela é retratada, seja para um público mais adulto ou mais infantil, Ravena está sempre ali como uma pessoa diferente, estranha e que exerce fascínio e repulsa nas pessoas ao seu redor.

Miniatura DC Nº 19 - Ravena

Ravena é uma personagem enigmática e que para mim traz dentro de si os aspectos mais terríveis e sedutores que podemos encontrar. Alguém que desperta desejo e medo em intensidades iguais. E não são destas duas coisas que o gênero do Terror é construído? 

Bom amigos... É isso aí. Um grande abraço à todos!!!

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Batman: Noel



De vez em quando nos deparamos com determinadas obras em quadrinhos que nos fazem lembrar o porque um dia nos apaixonamos pela 9ª Arte. De uma hora para outra somos transportados para um limbo artístico dentro do qual nos perdemos e tudo a nossa volta, toda aquela ficção, parece realmente ser real, dando significado à nossas vidas. Muitas destas obras nascem clássicas, no entanto acabam precisando passar pelo teste do tempo para que esta alcunha seja reconhecida por todos. Batman: Noel, de Lee Bermejo é um destes exemplos. Adaptando para a vida do Homem-Morcego o clássico conto de Charles Dickens, A Christmas Carol. Nele, um dos mais famosos personagens da literatura se fez conhecido, Ebenezer Scrooge.


A 1ª coisa que quero ressaltar nesta HQ é a soberba arte de Bermejo. Vivendo na Era Pós Alex Ross, dificilmente conseguimos nos surpreender com novos caminhos artísticos na 9ª Arte. Nas últimas década alguns ilustres desenhistas têm conseguido isso em minha opinião, caso de Alex Maleev, Adi Granov e Esad Ribic, por exemplo. Em Batman: Noel, no entanto Bermejo consegue um efeito que vivenciei poucas vezes até então enquanto admirador da arte quadrinística: uma sensação de cenas e personagens desenhados em camadas e em texturas. Estilo assim pode ser visto também em artes como as de J.J. Muth (Drácula - Graphic Album (Ed. Abril - 1990)) e Kent Willliams (Wolverine & Destrutor - Fusão (Ed. Abril - 1989)). Uma arte que se alinhou perfeitamente ao clima frio, melancólico e desolador da obra de Dickens.


Porém, como se não bastasse a arte, Bermejo reconstrói o conto de Dickens se utilizando da mitologia do Cruzado Encapuzado de forma elegante e sem deixar-se levar por soluções e desfechos comuns para cada sequencia. Uma grande prazer e surpresa para o leitor é ir, aos poucos, descobrindo quem é quem do Conto original, a saber Ebenezer Scrooge e os Fantasmas dos Natais passado, presente e futuro. Todas as premissas por meio das quais o grande Dickens construiu seu conto imortal são aqui trabalhadas: a finitude humana; a falsa sensação de segurança sobre a qual todos nós nos apegamos; a inutilidade de determinadas coisa que insistimos em valorizar; e a sensação de se descobrir algo já conhecido, só que agora visto em sua real essência.


Ilustres convidados aparecem na história, todos desenhados sob a perspectiva clássica e profunda de Bermejo. Em dias em que HQs se utilizam muito do expediente da violência desmedida e temas polêmicos para ganharem espaço no mercado, é muito bom encontrar histórias que se voltam para temas clássicos transpostos para personagens mitológicos modernos.


Ao ler Batman: Noel tive a agradável sensação de revisitar aqueles livros ou antigas enciclopédias que haviam em minha casa em minha infância. Como por exemplo a Enciclopédia Trópico que trazia desenhos que me trasportavam para outros lugares. Lee Bermejo possui um traço nostálgico e vintage, totalmente alinhado com antigas ilustrações. Essa sensação vintage e noir vem aliada, no entanto à uma narrativa gráfica muito moderna. Bermejo se utiliza muito bem de um recurso que confere ao leitor a percepção quase real de sentir cheiros, ouvir sons e tocar coisas junto com os personagens, ou seja, o recurso de transformar os quadrinhos da história (as transições de uma cena para outra), em ferramentas narrativas. Sem dúvida nenhuma um desenhista altamente em sintonia com o roteiro e que consegue domar a difícil arte de alinhar as duas coisas, desenhos e roteiro.


Bem amigos, seguindo a linha editorial aqui do Blog, de sempre comentar sobre inúmeras obras sem dar quaisquer tipos de "spoilers", deixo aqui minha recomendação à uma obra que para mim já poderia ser colocada no verbete "clássico". Mas deixemos o tempo conferir a ela este selo.


Um grande abraço à todos! o/

domingo, 4 de outubro de 2015

Deuses e Monstros


Olá amigos... Que a DC está muito, mas muito à frente da Marvel no Universo da animação isso todos nós já sabíamos. O que surpreende à todos é o quão longe ela está. Bruce Timm e companhia já atingiram um grau de requinte e seriedade em suas animações que nos deixa (surpreendentemente) sem palavras. Deuses e Monstros é uma das mais recentes animações da DC a chegar no Brasil em DVD e é tudo e mais um pouco do que eu já havia ouvido a respeito dela. Ousada, subversiva, adulta, cheia de surpresas e com vários segredos escondidos (Easter Eggs) ao longo da trama. Qualquer fã da DC se deliciará com o simples fato de ir descobrindo as diferenças existentes entre o Universo em que se passa Deuses e Monstros e o Universo tradicional da Editora.



A história é enxuta e traz uma Liga da Justiça com apenas 03 integrantes: Superman, Mulher-Maravilha e Batman. Porém, uma trindade bem diferente da tradicional, não apenas em suas personalidades, mas sobretudo em suas origens que são contadas em forma de Flash backs sem, no entanto tornar a narrativa cansativa. Aliás, um dos pontos altos da trama é justamente ir descobrindo quem são estes 03 integrantes da Liga. O expectador com certeza terá grandes surpresas ao descobrir quem é quem. Histórias como esta revelam o quanto a DC tomou a decisão certa nos quadrinhos ao, recentemente, optar pela volta de histórias mais diversificadas e sem muito compromisso entre elas. Ou seja, um retorno (de certa forma) às realidades alternativas ou ao conceito de Multiverso, onde roteiristas e desenhistas possuem muito mais liberdade para ousar com os tradicionais personagens da editora.



Quaisquer coisas que eu venha a falar poderá revelar determinada parte da trama e assim constituir-se em spoiler. Portanto, me restringirei a comentar que os personagens aqui apresentados serão (para muitos) a atualização dos tradicionais heróis da editora. Todo aquele fã que sempre quis gostar do Superman, porém nunca conseguiu engolir seu "ar" de bom moço, terá aqui uma grande surpresa, pois verá um personagem que congrega a complexa personalidade de alguém que é bom, no entanto traz a Guerra em seu DNA. Com certeza este é o Superman que muitos gostariam de ver. Eu, particularmente gosto da personalidade do Homem de Aço tradicional, por mais que às vezes ela pareça piegas. Porém, entendo perfeitamente aqueles que gostariam de ver o último sobrevivente de Krypton agindo à altura de seus Super-poderes. 



Batman possui uma outra personalidade também. Um temperamento diverso daquele tão tradicionalmente apresentado nos quadrinhos. Uma índole que o coloca mais perto da humanidade, por mais paradoxal que esta minha afirmação seja em relação à imagem acima. Seguindo esta mesma premissa, a Mulher-Maravilha também apresenta-se como alguém diferente em sua concepção e origem. Bruce Timm e Alan Burnet conseguiram subverter os conceitos mais pétreos e imutáveis do Universo DC de uma forma elegante e competente.



As diferenças não são apenas para chocar o expectador, mas trazem consigo uma certa crítica à sociedade e até mesmo à própria indústria dos quadrinhos. Personagens periféricos à mitologia da Liga da Justiça e de seus 03 principais heróis são apresentados na animação de forma que relações antes tidas como imexíveis na editora são aqui desconstruídas. E o que poderia ser um ponto negativo para a animação (já que muitos iriam reclamar de ver determinados fatos do cânon modificados) funcionam muito bem. O fã acaba terminando de assistir o DVD e ficando com a vontade de ver o desenrolar deste estranho universo.



Particularmente confesso que não gostei muito quando vi pela 1ª vez a proposta desta animação. Achei que seria uma animação tentando surfar na onda da mudança de personagens clássicos apenas para tentar chocar o público e assim ganhar novos leitores ou expectadores. Tal qual foi o caso, por exemplo, de converterem o Lanterna Verde da Era de Ouro em homossexual. Uma mudança totalmente desnecessária para um herói que já possuía toda uma mitologia bem fundamentada e consolidada. Eu não tenho contra personagens com orientações sexuais diferentes, pelo contrário. Apenas acho que para inseri-los não há necessidade de mexer com ícones já estabelecidos. Mas enfim... Isto não acontece com Deuses e Monstros, já que a subversão dos conceitos ao redor dos personagens não está a serviço apenas do mercado ($$), mas sim da possibilidade de atualização e aeração de antigos conceitos.



Bom amigos... Como disse no início da matéria, mais um ponto para a equipe de Bruce Timm e para a DC. É isso aí!!

domingo, 27 de setembro de 2015

Miniatura DC Série Especial Nº 04 - Anti-Monitor

Miniatura DC Especial Nº 04 - Anti-Monitor

Representante de uma vilania que ultrapassa qualquer entendimento do ser humano comum (a vilania cósmica), o Anti-Monitor é um gigante soberano do Universo da Anti-matéria. Criado no contexto do bem sucedido Reboot dos anos 80 da DC (Crise nas Infinitas Terras) o Anti-Monitor é uma força destrutiva pior e mais letal que até mesmo sua contra-parte no Universo Marvel, Galactus (o Devorador de Mundos). Isso porque, diferentemente de Galactus, o Anti-Monitor foi concebido dentro de um Universo Paralelo de Anti-Matéria, com poder suficiente para aniquilar não apenas planetas ou Sistemas Solares, mas Universos inteiros. Conheçamos sua peça na Coleção de Miniaturas de Metal da DC, bem como alguns detalhes aterradores de sua criação e motivação.

Miniatura DC Especial Nº 04 - Anti-Monitor

Diferentemente do último Reboot da DC em 2011, o Reboot de 1985-1986, intitulado Crise nas Infinitas Terras, tinha um motivo mais elevado, justificável e menos comercial, ou seja, a tentativa de simplificar, unificar e arejar o Universo DC. Foi nesse contexto que surgiu esta grande nêmese de todas as coisas vivas, o Anti-Monitor. Sua peça me surpreendeu pelos detalhes que se "remontam" em camadas. O sistema de "mangueiras" que se intercomunica por todo o traje foi bem modelado em minha opinião. Dando a impressão de um ser mantido vivo por meio de algum fluido vital.

Miniatura DC Especial Nº 04 - Anti-Monitor

A anatomia da figura está bem demonstrada, com músculos que se destacam sob algo que lembra uma pele metálica. O rosto da estranha criatura é estranho e lembra algo semelhante à uma caveira dentro de um escafandro, conferindo ao personagem seu ar sombrio e vilanesco. Gostei também das botas, ombreiras e braceletes. A única coisa que não haveria necessidade na concepção do personagem (em minha opinião) seria a presença da sunga azul. De qualquer forma entendo sua existência para que a indumentária do vilão espacial ficasse familiar à todos nós, terráqueos.

Miniatura DC Especial Nº 04 - Anti-Monitor

Sua postura é de tirania, soberba e até militar. Portanto me pareceu adequada à um ser cujo poder é tamanho que prescinde de gestos ou mesmo de posturas humanas e pueris. Aqueles colecionadores que conseguiram a peça em metal devem ter se surpreendido com seu peso. O Anti-monitor foi lançado ainda numa fase da coleção em que as peças Especiais da DC chegavam em liga metálica. Por isso não é incomum encontrarmos fãs que conseguiram essa miniatura em metal (como é o meu caso). O que dá uma diferença significativa à manipulação, embora ao olhar não haja diferenças entre a de resina e a de metal.

Miniatura DC Especial Nº 04 - Anti-Monitor

Falar do Anti-monitor é falar de Crise nas Infinitas Terras. Não há como separá-lo deste evento, uma vez que sua criação foi específica para esta saga. A concepção geral de sua existência relaciona-se ao fato de que existem diversos Universos, incontáveis dimensões (o Multiverso), separados entre si por leves frequências vibracionais. Essa ideia é inclusive apoiada pela física moderna que concebe essa ideia no que chamamos de Teoria das Cordas, referência ao fato de cada realidade vibrar em uma frequência diferente. Outro conceito também aceito pela física moderna é a ideia da existência da anti-matéria, um conjunto de partículas totalmente opostas à matéria constituinte de nosso Universo visível. Em nosso Universo os átomos são formados por um núcleo com carga positiva orbitados por elétrons de carga negativa. No Universo de Anti-matéria os átomos teriam constituição inversa, núcleo negativo e elétrons positivos. Por isso que quando expostas no mesmo espaço, matéria e anti-matéria se aniquilariam mutuamente gerando uma liberação de energia colossal.

Miniatura DC Especial Nº 04 - Anti-Monitor

O Anti-monitor é ninguém menos que o Senhor Absoluto do Universo de anti-matéria, ou seja, um Universo que se fosse colocado em contato com o nosso o aniquilaria totalmente. É claro que este contato também levaria à destruição da anti-matéria envolvida neste processo. Pois este era exatamente o objetivo do vilão cósmico, a aniquilação dos dois Universos, ou seja, do Multiverso de matéria e do  Universo de Anti-matéria. O Anti-monitor seria então o único ser sobrevivente desta aniquilação mútua e, portanto teria a possibilidade de recriar e moldar um novo Universo à sua imagem e semelhança. Com esta premissa a DC conseguiu criar uma epopeia de proporções gigantescas e assim se utilizou da história para acabar com o conceito de Multiversos na editora, que permitia a existência de personagens diferentes habitando Terras distintas. A partir de Crise nas infintas Terras a DC passaria a possuir uma única Terra habitada por um único conjunto de super-heróis e vilões.

Miniatura DC Especial Nº 04 - Anti-Monitor

A Saga foi um sucesso de público e crítica, e o Anti-monitor passaria a gozar a fama de um dos mais poderosos e letais vilões cósmicos já criados. Interessante é notar que passados praticamente 30 anos da Saga original, a editora hoje procura (acertadamente) realizar um caminho inverso, ou seja, de retornar ao conceito do Multiverso. Eu particularmente apoio essa decisão, sobretudo pela liberdade criativa que ela traz consigo, permitindo a roteiristas e desenhistas ousarem em conceitos e ideias diversas daquelas tradicionalmente trabalhados. O Anti-monitor foi outras vezes mencionado em outras sagas da editora, dentre elas Crise Infinita

Miniatura DC Especial Nº 04 - Anti-Monitor

Bem amigos... É isso aí! Eis o grande Anti-monitor, inimigo de todas as coisas vivas.
Grande abraço à todos!

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Capitão Britânia - Alan Moore e Alan Davis


Qualquer história que traga em seus créditos o nome de Alan Moore já chama atenção por si só. Há algum tempo temos visto algumas obras do Mago das Histórias aportarem nas bancas brasileiras pela PANINI (A Saga do Monstro do Pântano). Na esteira destes lançamentos recebemos também a fase do Capitão Britânia pelas mãos de Alan Moore e Alan Davis. Logo que vi o lançamento fiquei extremamente feliz, primeiro por gostar do conceito por trás do personagem e em segundo lugar por ver mais uma obra do grande roteirista britânico sendo lançada. Mas afinal, o encadernado é bom? A resposta é "sim". No entanto, acho que algumas reflexões poderiam ser feitas a seu respeito.


Em 1º lugar talvez fosse importante dizer que a história apresenta uma abordagem totalmente insólita ao personagem. E talvez tenha sido isso que logo de início tenha me causado estranheza. Sempre esperei encontrar histórias do Capitão Britânia como se ele fosse a contra-parte Britânica do Capitão América. Sendo então correto esperar histórias com temas heroicos, políticos e, portanto mais sérios. Demorei um pouco para me localizar e me acostumar ao universo concebido para o Herói da Terra da Rainha. Vale ressaltar que o roteiro é dividido entre Moore e Davis, o que em minha opinião não traz prejuízo à trama. 


Confesso que foi difícil para mim me adaptar e mudar minhas expectativas a respeito da história. O mundo em que Moore e Davis situam o personagem é totalmente diferente daquele esperado pelo leitor que procura ler uma história convencional como as do Capitão América. Aqui, magia, universos paralelos, personagens insólitos e situações caricatas são comuns e permeiam totalmente a narrativa. Porém, quando o leitor decide mudar o "chip" de sua mente e se deixa levar pela narrativa surreal dos escritores o encadernado torna-se interessante e cheio de surpresas.


Talvez a comparação mais fiel que me vem à mente seja com "Alice no País das Maravilhas". Assim como na história de Lewis Caroll, a fase de Moore e Davis trabalha com um universo que demoramos para nos acostumar porque ela subverte a realidade e o que esperamos dela. Sempre esperei do Capitão Britânia (como sendo o herói máximo de um povo) uma postura militar com enredos militares e políticos para suas histórias. Enquanto não abri mão desta minha expectativa a história não funcionou para mim. De certa forma isso mostra como às vezes precisamos mudar o foco de nossas expectativas, bem como nossa concepções internas a respeito de determinado personagem, sob a pena de condenarmos a obra de determinado escritor, quadrinista, roteirista ao "lugar comum". Algo que pode acabar sendo muito injusto.


Na história o Capitão Britânia é jogado em uma grande confusão envolvendo universos paralelos e, me causou particular estranheza, Moore e Davis terem colocado o grande defensor do Reino Unido em situações vexatórias e pouco heroicas. Principalmente se pensarmos que sua versão americana (Capitão América) é tratado quase que como um patrimônio americano intocável em sua moral e princípios. Brian Badrock (alter ego do herói Britânico) é mostrado como alguém algumas vezes frágil e até manipulável por outros.


Estimulo a leitura do encadernado e tenho certeza que se você o ler sob o prisma correto, conforme comentei acima, será uma boa HQ. Nela podemos ver com todas as cores a subversão que Moore confere ao mundo dos quadrinhos. Penso que a Marvel lhe deu muito mais liberdade que a DC para trabalhar com seu Universo. Fica aqui minha dica e análise! 


Um grande abraço à todos! o/

sábado, 19 de setembro de 2015

Coleção Táxis do Mundo




Olá amigos... Depois de comentar sobre duas recentes e importantes coleções ligadas ao mundo automotivo no Brasil (a Coleção Caminhões Brasileiros de Outros Tempos (CBOT)e a Coleção Veículos de Serviço do Brasil (VSB)), gostaria agora de trazer informações sobre uma outra coleção (limitada) que está em fase de lançamento: Táxis do Mundo. Disponibilizada para assinatura, inicialmente, apenas aos assinantes das outras coleções da Planeta DeAgostini, Taxis do Mundo traz peças na mesma escala das coleções anteriores (1:43) cobrindo várias décadas com modelos de Táxis de diversas cidades do mundo. Com apenas 37 peças ao todo, esta coleção promete um verdadeiro tour por épocas, modelos e localidades diferentes.


Lançada em fase de teste em algumas localidades do Brasil já há algum tempo, agora teremos seu lançamento oficial. Diferentemente das outras coleções de veículos da Planeta DeAgostini, que focavam na história automotiva Brasileira, Taxis do Mundo, como o próprio nome diz, tem uma proposta mais ampla, trazendo modelos que fizeram história no mundo como um todo. Qualquer amante de veículos, cinema e literatura tenderá a se identificar com a coleção, uma vez que não é difícil reconhecer diversos destes modelos usados em filmes e livros.


Um ponto positivo (em minha opinião rs rs) é o tamanho da coleção. Seria difícil iniciar uma coleção que novamente fosse grande. Haja vista a proporção das outras coleções da empresa CBOT (60 peças), VSB (50 peças) e a Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil (100 peças!!). Trinta e sete (37) peças parece-me algo mais razoável. Confesso que sempre tive como desejo pessoal, ver o lançamento de uma coleção que trouxesse modelos do Mundo, mas que tivessem relação com uma determinada época ou acontecimento. Por exemplo: Carros Noir; Carros dos Anos 70; Carros dos Anos 20; Carros da Grande Depressão! No caso de Táxis do Mundo, não veremos exatamente esta ideia, mas de certa um pouco dela estará ali, já que teremos peças que existiram em períodos específicos de tempo.


À semelhança das demais coleções citadas esta também virá com Brindes aos assinantes (ver abaixo). Também teremos fascículos trazendo informações genéricas a respeito das cidades e seus Táxis, bem como a análise de aspectos específicos do modelo em questão. Ao que tudo indica os modelos virão novamente em uma base de acrílico com a identificação do veículo e seu ano. 


Bom amigos... Está aqui mais uma prova de que as empresas continuam apostando na robustez de nosso mercado. Conforme disse antes, acredito que a maioria dos colecionadores já internalizou a ideia de ter sempre um dinheirinho separado todo mês para comprar uma determinada coleção. Com isso as empresas continuam apostando na diversidade de pessoas e gostos ao lançarem tantas coleções simultaneamente. 

Um abraço à todos!!
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