domingo, 27 de abril de 2014

Miniatura Marvel Nº 36 - Namor

Miniatura Marvel Nº 36 - Namor

Enérgico, irascível, arrogante, altivo, audaz, orgulhoso... Todos esses são atributos muito bem aplicados ao Rei dos Sete Mares, sua Alteza Real, Supremo Comandante das Legiões Aquáticas e Príncipe Coroado da Atlântida, o Imperador Namor. Como um dos heróis mais antigos da Marvel (sua 1ª aparição data de 1939), Namor tornou-se um dos personagens mais interessantes, em minha opinião, dentro do Panteão da Marvel. Hora atuando como herói, hora deixando sua raiva e personalidade difícil se voltarem contra os habitantes da superfície, Namor construiu um interessante histórico de batalhas que demonstram a dualidade presente em sua alma. Uma dualidade totalmente ligada à sua origem. Nessa matéria veremos detalhes de sua vida, ao mesmo tempo que discutiremos alguns detalhes da peça de Nº 36 da Coleção de Miniaturas Marvel, que retrata muito bem  personagem.

Miniatura Marvel Nº 36 - Namor

Namor é representado com seu traje escuro que envolve seu corpo inteiro. Embora para muitos esse pareça um uniforme recente, ele já foi usado pelo Príncipe Submarino em uma 1º releitura visual do personagem em 1973. Nas primeiras histórias que li do Namor ele estava sempre com seu clássico visual (apenas com uma sunga verde com escamas), assim a representação mental que sempre tive do personagem foi essa. Por isso confesso que preferia tê-lo na coleção com a indumentária clássica, e não a vista nas fotos. No entanto, a peça tem características muito boas, a começar pela presença do Tridente que Namor segura, representando seu poderio imperial e aproximando-o do mito de Poseidon.

Miniatura Marvel Nº 36 - Namor

Os detalhes das ombreiras, braceletes, cinto, escamas sob as axilas e Tridente em ouro reafirmam a realeza do personagem. Embora discreto, outro detalhe que qualquer fã no mundo perceberia, caso não estivesse presente, são as pequenas asas nos tornozelos do famoso soberano. Apesar do mecanismo que envolve a habilidade de voo do personagem não ser elucidado até os dias de hoje, muitos atribuem esse poder à presença destas pequenas asas que para mim sempre foram detalhes marcantes e imprescindíveis em qualquer representação. As famosas sobrancelhas angulosas e orelhas pontudas também estão presentes e, embora sejam particularidades que possam passar despercebidas em uma rápida inspeção, são elas que ajudam, e muito, a identificação de Namor como sendo um tipo atrevido e cheio de soberba.

Miniatura Marvel Nº 36 - Namor

Algo que me intrigou e motivou-me a buscar outras peças para saber se isso era uma característica da minha estatueta ou se estava presente nas demais, foi a cor da pele usada para representar o personagem. Achei o tom da pele ligeiramente escurecido, deixando-o um pouco bronzeado. Como estou acostumado com os clássicos desenhos do personagem, em que é representado com uma tez totalmente clara, isso me incomodou um pouco. Achei que, embora seja apenas um detalhe, afastou um pouco esse Namor (da coleção) do costumeiro Príncipe Submarino presente nas páginas e nos desenhos da Era de Prata dos Quadrinhos.

Miniatura Marvel Nº 36 - Namor

O Príncipe Namor é fruto de uma singular união. Seu pai foi o Capitão Leonard Mckenzie, um explorador que se apaixonou pela Princesa Atlante Fen. Os Atlantes são um povo que evoluiu a partir do mesmo ramo evolucionário do Homo sapiens, porém que decidiu, ainda na aurora dos tempos, retornar para os oceanos. Assim, evoluíram como a espécie conhecida como Homo mermanus, que vagou pelos mares durante milênios até estabelecer sua civilização nas ruínas de uma cidade submersa anteriormente abandonada por um povo ainda mais antigo, os Lemurianos. Esse foi o início do Reino Moderno de Atlântida. Namor nasceu na década de 1920 da união do Capitão McKenzie com a Princesa Fen. Tragicamente, o pai de Namor logo morreria, e Fen colocaria a culpa sobre os ombros da humanidade. Assim, o pequeno príncipe submarino seria, desde a tenra idade, insuflado contra os humano da superfície pela própria mãe.

Miniatura Marvel Nº 36 - Namor

A participação de Namor ao lado do grupo de heróis Os Invasores nos anos 40 permitiu que ele ganhasse fama mundial. Lutando contra as Forças do Eixo em plena 2ª Grande Guerra, Namor firmou uma importante amizade com o Capitão América e consolidou sua imagem como um grande herói da Era de Ouro dos Quadrinhos. Nos anos 60, durante a Era de Prata dos Quadrinhos, o personagem voltaria com tudo ao entrelaçar suas histórias com as do Quarteto Fantástico, que por vezes impediu que Namor destruísse, em seu ódio, a humanidade. Esse contato próximo com os membros da família fantástica da Marvel fez com que ele se apaixonasse por Sue Richards (Mulher-Invisível) esposa de Reed Richards, o Sr. Fantástico. Esse triângulo amoroso é por vezes explorado nos quadrinhos, sendo que uma das últimas ótimas incursões sobre o tema foi a excelente história Quarteto Fantástico 1234.

Miniatura Marvel Nº 36 - Namor

Ainda no tema boas histórias não posso deixar de mencionar a mais recente Namor: As Profundezas, de Peter Milligan e Esad Ribic. Uma claustrofóbica história que consegue colocar o Príncipe Submarino em uma atmosfera mítica de tensão, medo e angústia ao assombrar a tripulação de um submarino em busca da Atlântida. Voltando ao histórico do personagem, outro dado muito relevante é que Namor foi se tornando ao longo dos anos alguém cada vez instável em seu humor, apresentando características maníaco-depressivas cada vez mais frequentes. Pois foi o rival Reed Richards que o ajudou nessa questão. Richards descobriu que a fúria e o descontrole de Namor estavam ligados às mudanças de pressão a que o corpo de Namor estava frequentemente submetido cada vez que saia do oceano profundo e vinha à superfície. Assim, Richards desenvolveu um aparelho que, acoplado ao traje de Namor, permite reduzir os drásticos efeitos fisiológicos que as abruptas mudanças pressóricas causavam na fisiologia e, por conseguinte, no humor do Príncipe.

Miniatura Marvel Nº 36 - Namor

Recentemente Namor teve sua trajetória associada intimamente aos Mutantes da Marvel. Talvez por eu me considerar um leitor das antigas, não aprovei muito essa aproximação. Confesso que gostava mais quando o nome "Namor" era diretamente associado ao Quarteto Fantástico ou aos Vingadores. Essa recente mudança na linha dramática do herói ainda precisa provar-me a que veio!

Namor é para mim um excelente personagem, com um imenso potencial para boas histórias. Sua personalidade dividida (meio Homo sapiens, meio Homo mermanus), hora atuando com ímpeto selvagem, hora atuando ao lado do bom senso pela justiça é seu grande trunfo dramático!

Ok amigos... Abraço à todos!

sábado, 26 de abril de 2014

If On a Winter´s Night - Sting - 2009


Imagine que você está em uma floresta antiga em uma fria noite de inverno ao redor de uma fogueira. Ao compartilhar esse fogo com amigos, de repente começam a surgir antigas histórias e, com elas, antigas canções há muito tempo esquecidas, que trazem consigo milenares histórias sobre a humanidade e a promessa dela se tornar algo mais do que um simples aglomerado de pessoas. Bem... É provável que você não esteja em uma floresta assim, ou mesmo ao redor de uma fogueira com amigos, porém tais canções existem.


Em outubro de 2009 o talentoso Sting lançava If On a Winter´s Night, um disco em que, com grande delicadeza e talento, o antigo líder do The Police costura canções cristãs de Natal que conseguem criar uma atmosfera sublime e cheia de um profundo respeito. A voz de Sting é mais grave e profunda nas canções e o ouvinte entende que no fundo ele está contando segredos preciosos e antigos.


Canções como por exemplo Gabriel´s Message conta o encontro entre Maria e o anjo Gabriel, que vinha para anunciar-lhe a vinda do Messias através da humilde jovem. Através da canção é possível se perceber o quão sublime e cheio de mistério deve ter sido essa visita divina à Maria, ainda incapaz de acreditar que seria instrumento para trazer ao mundo o precioso e pequeno bebê.

 
O disco avança e traz canções que transportam o ouvinte para uma outra realidade de reverência e veneração. Acompanhado de músicos particularmente talentosos, é possível ser conduzido à lugares secretos dentro de si onde, não raro, é possível deparar-se com o sagrado. Sempre gostei do Sting,  porém quando entrei em contato com esse trabalho do músico inglês no Natal de 2009 surpreendi-me com tal atmosfera de sensibilidade envolvendo temas cristãos, temas aliás tão banalizados atualmente pela enxurrada de artistas vazios e sem a ideia real do sagrado.


Para ser ouvido não apenas em noites frias e sob uma atmosfera intimista, o disco na verdade fornece um ambiente propicio para se entrar no ambiente secreto da própria alma e meditar sobre verdades que percebo (hoje, mais do que nunca) que ainda não foram compreendidas por ninguém, nem mesmo por aqueles que se apregoam oráculos do reino.


Para mim um dos meus discos favoritos e que, a cada vez que o ouço, me mostra recônditos escondidos da minha alma que precisam ser iluminados.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

A Saga Fundação - Parte III: SEGUNDA FUNDAÇÃO


 Alerta: 
Sugiro a leitura deste post apenas se você já leu os livros Fundação e Fundação e Império.

Nas duas primeiras partes desta série de matérias sobre a incrível Saga da Fundação de Isaac Asimov, escrevi resenhas sobre os livros Fundação e Fundação e Império. Nesta 3ª parte veremos um pouco (sem spoilers) do terceiro livro que encerra o que conhecemos como "Trilogia da Fundação". Esses 03 primeiros livros foram escritos durante a década de 40 e lançados no início dos anos 50. Mais de 30 anos depois, no início da década de 80, é que Isaac Asimov escreveria a continuação da história, lançando mais 04 livros: 02 continuando a história logo após o terceiro livro (Segunda Fundação) e outros 02 mostrando eventos que antecederam ao 1º livro (Fundação).

Isaac Asimov

Em Segunda Fundação temos dois momentos distintos, na 1ª parte do livro vemos o poder de um único homem crescer à ponto de ameaçar o Plano inicial de Hari Seldon. O plano que restabeleceria em apenas um milênio o já destruído Império Humano Galáctico. Nesse livro, a 1ª colônia humana fundada por Hari Seldon em um planeta distante na periferia da Galáxia chamado Terminus, já possui 03 séculos de existência e abrigou o surgimento do que ficamos conhecendo como 1ª Fundação. Assim, a 1ª Fundação se desenvolvera como um sólido embrião para o futuro florescimento do 2º Império Humano Galáctico. Porém, esse homem misterioso que ameaça o Plano de Seldon, torna-se um poderoso inimigo e consegue subjugar toda a 1ª Fundação. Isso faz com que a segunda e misteriosa colônia estabelecida por Seldon (conhecida em lendas apenas como Segunda Fundação) precise sair das sombras para fazer frente ao inigualável e inesperado inimigo. Com isso descobrimos que toda uma raça de homens conseguiram desenvolver poderes mentais inimagináveis dentro desta misteriosa colônia. Serão eles que sairão das sombras antes do tempo e terão que defender a 1ª Fundação, ao mesmo tempo que tentarão a todo custo preservar o Plano inicial de Hari Seldon.

O Mulo no Planeta Kalgan

De seu palácio no Planeta Kalgan esse poderoso homem, conhecido apenas como "O Mulo" tentará aniquilar a Segunda Fundação. Jogos de poder, perigos e, sobretudo deduções científicas e analíticas marcam esse incrível embate pela sobrevivência da 1ª Fundação e de todo o futuro da Galáxia previsto pelo Plano Seldon inicial.

Arkady Darell em Trantor

Na segunda parte do livro os eletrizantes acontecimentos que marcaram o embate entre o Mulo e os integrantes da Segunda Fundação ficaram para trás. Mas não tanto tempo se passara a ponto da curiosidade dos habitantes da 1ª Fundação sobre a misteriosa Segunda Fundação se desvanecer. Assim, uma grande aventura tem início tendo Akady Darell, uma jovem adolescente, como pivô. Arkady inicia uma viagem em busca da Segunda Fundação e viaja ao Planeta Kalgan, antigo lar do Mulo, e depois vai ao misterioso Planeta Trantor, antiga capital do já distante Império Humano. Essa trama final encerraria por cerca de 30 anos a Saga da Fundação, e os fãs de Asimov teriam que esperar até os anos 80 para vê-la continuar. Hoje, no entanto temos o prazer de tê-la publicada na íntegra aqui no Brasil pela Editora Aleph. À todos os fãs de ficção científica eis um clássico fantástico que não pode faltar em nenhuma estante!!

Na próxima matéria sobre esse tema falarei sobre o tão esperado 1º livro que, no início dos anos 80, deu continuidade à essa grande saga: "Limites da Fundação".

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Miniatura DC Nº 07 - Arqueiro Verde

Miniatura DC Nº 07 - Arqueiro Verde

Oliver Queen é um homem comum. Não possui super habilidades como seus amigos, tais como: supervelocidade, superforça, ou mesmo poderes energéticos, porém sua coragem, seu senso de justiça, moral inabalável e uma incrível habilidade com o arco e flecha o transformaram em um famoso personagem da DC. O Nº 07 da Coleção de Miniaturas de Metal da DC traz ninguém menos que o Arqueiro Verde. Hoje veremos algumas características desta peça e, como de costume, alguns detalhes importantes da vida do herói.

Miniatura DC Nº 07 - Arqueiro Verde

Quando foi lançada, essa estatueta me chamou muito atenção, sobretudo em função da riqueza de detalhes e da ousadia dos artistas ao moldarem o herói retirando uma flecha de seu alforje, igualmente rico em detalhes. A liga metálica utilizada na coleção, como já deve ter sido notado pelos colecionadores, é maleável. Isso torna essa peça ao mesmo tempo robusta e delicada, ao trazer a flecha em uma das mãos do personagem e um interessante arco na outra.

Miniatura DC Nº 07 - Arqueiro Verde

Os protetores para a superfície interna dos braços, tão utilizado pelos praticantes de arquearia, também estão presentes. A bolsa, ou alforje, às costas está bem moldada e repleta de flechas. A opção de representar o herói com seu visual clássico é também super acertada, com seu chapéu verde com uma delicada pena ao melhor estilo "Robin Hood". Outro detalhe a ser apontado é o colete com fios pretos trançados à frente do peito, lembrando as clássicas roupas medievais usadas na época em que o arco e flecha foram muito populares como arma.

Miniatura DC Nº 07 - Arqueiro Verde

O cavanhaque e o bigode de Oliver Queen também estão presentes, consolidando o efeito "Robin Hood" de seu visual. Como pode-se notar a face do personagem está muito bem moldada e é possível reconhecer facilmente suas feições. Como já observado anteriormente aqui no Blog, várias peças que trazem personagens com o rosto desnudo não conseguem expressar adequadamente o rosto do herói ou vilão. Sei que o espaço para a modelagem é pequeno e requer grande habilidade, porém essa peça revela que é possível moldar uma face nessa escala, e em metal, sem perder a qualidade dos traços.

Miniatura DC Nº 07 - Arqueiro Verde

Oliver Queen possui uma história de redescoberta pessoal e reclassificação de objetivos existenciais. Herdeiro de um império corporativo e órfão após a morte dos pais, Queen cresceu sem se preocupar com nada e com uma certa rebeldia. Com um estilo de vida edonista e despreocupado, tudo mudaria diante do naufrágio ao qual Oliver se tornou vítima. Precisando sobreviver sozinho em uma ilha deserta do pacífico, ele repensaria sua vida e desenvolveria habilidades que lhe ajudariam a sobreviver naquele ambiente exótico. Uma dessas habilidades incluía o arco e flecha. Retornando completamente mudado dessa experiência o jovem magnata não tardaria a usar suas capacidades em prol da justiça sob a alcunha de "Arqueiro Verde"!

Miniatura DC Nº 07 - Arqueiro Verde

Como Arqueiro Verde, Oliver Queen empreenderia uma cruzada pelo bem ao lidar com os problemas do homem comum. E foi justamente lutando em prol de questões ordinárias que o Arqueiro desenvolveria uma das suas mais bem sucedidas parcerias ao lado do Lanterna Verde. Essa fase foi publicada na década de 70 sob a batuta dos lendários Neal Adams e Denny O´Neil. Como dois cruzados sociais, Oliver Queen e Hall Jordan lutaram por questões envolvendo racismo, abuso de drogas, falta de moradia, pobreza e corrupção governamental. Foi a partir dessa premiada fase que todos notaram o potencial do personagem.

Miniatura DC Nº 07 - Arqueiro Verde

Outra grande história que catapultou o Arqueiro para novos níveis dramáticos foi a minissérie Os Caçadores. Lançada no final dos anos 80, na esteira de sucessos como "Batman: O Cavaleiro das Trevas" de Frank Miller, Os Caçadores trazia um Arqueiro Verde com um visual diferente. Usando um capuz que lhe trazia uma aparência mais sombria, o herói mudara-se para a Seattle, e ali se envolveria em uma cruzada contra um assassino que sequestrara seu grande amor, Dinah Lance, a Canário Negro. A história foi um marco e trabalhou bem o universo pessoal do Arqueiro, que acabou tendo um filho com a misteriosa assassina Shado, uma anti-heroina que buscava fazer justiça com as próprias mãos. Ainda na quesito "vida pessoal", não se pode deixar de mencionar a relação de Oliver Queen com seus protegidos, Roy Harper (O Ricardito), um garoto órfão admirador das façanhas do Arqueiro Verde, e Connor Hawke, outro misterioso filho de Queen criado em um mosteiro. Connor substituiria o pai como Arqueiro Verde durante um arco de histórias em que Oliver fora morto e posteriormente ressuscitado pelos grandes poderes de um Hall Jordan agora transformado no Espectro.

Miniatura DC Nº 07 - Arqueiro Verde

O Arqueiro Verde marcou também a Liga da Justiça, sendo um membro importante e presente em várias aventuras, escrevendo sua história na galeria dos grandes da DC. Sem dúvida nenhuma um personagem que vale a pena conhecer, sobretudo pelo destaque que vem ganhando atualmente na elogiada série de TV "Green Arrow".

Valeu amigos!

Aproveito o momento para informar que, recentemente, a Eaglemoss enviou e-mail aos assinantes da coleção da Marvel disponibilizando novamente a renovação para o 3º Ano de assinaturas. Isso revela o sucesso da coleção e a disposição da empresa em continuar lançando as peças!

domingo, 13 de abril de 2014

Projeto - "A Era de Ouro dos Quadrinhos" - Uma Iniciativa que deu certo


Há alguns meses atrás divulguei aqui no Blog uma iniciativa dos amigos Marcelo e Alice Feldmann intitulado: Projeto "A Era de Ouro dos Quadrinhos". O projeto possuía como base o Portal Catarse, um site que alberga projetos dos mais variados artistas e que aproxima o publico de diversas iniciativas e os faz coparticipantes auxiliando e viabilizando financeiramente tais ideias. No caso dos amigos Marcelo e Alice o desejo era trazer, em formato de "Biblioteca Histórica Marvel", um conjunto de histórias (já em domínio público) da Era de Ouro dos Quadrinhos à uma nova legião de leitores. Tive a honra de participar do projeto e contribuir com essa grande ideia que se concretizou na forma do encadernado acima e que recebi recentemente.


O encadernado veio acompanhado dos brindes prometidos, um despertador no estilo retrô e uma caneca com uma cena de quadrinhos da Era de Ouro. O valor histórico de uma material desses é incontestável e a seleção de histórias apresentadas traz consigo um pequeno histórico de cada personagem, bem como a reprodução de cada capa das revistas originais. Foram 18 histórias que abrangem um período curioso e mítico das histórias em quadrinhos. Mesmo pelas capas o leitor observará o forte conteúdo panfletário necessário durante o período de Guerra. Abaixo podemos ver as capas e perceber a excelente seleção e trabalho.



















O encadernado abrange histórias de um longo período e é um material raro, sobretudo em função do trabalho de tradução, letreiramento e restauração das histórias. Os responsáveis pelo projeto tem dado continuidade ao excelente trabalho em um blog específico sobre a Era de Ouro: O Golden Age - A Era de Ouro dos Quadrinhos. Vale muito a pena segui-lo.

Encadernado e Brindes Recebidos

Deixo meus parabéns ao Marcelo e à Alice, principalmente pela persistência ao tocar um projeto como esse. Ao ler o relato do Marcelo percebemos que o que não faltam são os incansáveis "malas-sem-alça" pelo caminho que sempre criticam e tentam corromper boas ideias. Espero que venham outras iniciativas como essa.

Abraço à todos!

sexta-feira, 11 de abril de 2014

A Saga Fundação - Parte II: FUNDAÇÃO E IMPÉRIO


Alerta: 
Sugiro a leitura deste post apenas se você já leu o livro Fundação.

Nessa série de matérias tenho abordado a incrível epopeia Galáctica concebida por Isaac Asimov chamada de "Saga da Fundação". Na 1ª Parte comentei sobre o 1º Livro: Fundação. Nele a narrativa inicial lança as bases para se compreender o que viria posteriormente. Em Fundação o Psico-Historiador Hari Seldon previu a derrocada do imenso Império Galáctico humano com seus 12 mil anos de idade e em vigor na época. Essa queda lançaria os homens ao caos ao longo dos 30 mil anos seguintes, para só então, um Novo Império surgir das cinzas. Seldon, por meio de suas equações matemáticas, conseguiu prever o movimento social humano e assim elaborou um plano que encurtaria os 30 mil anos de caos para apenas 1.000 anos. Tempo durante o qual duas comunidades humanas fundadas por ele (As Fundações) em extremos opostos da Galáxia crescessem e fossem os embriões para o renascimento antecipado de um novo Império Humano. 


No 2º Livro da Saga da Fundação "Fundação e Império", lançado em 1952, o Império Galáctico encontra-se quase que plenamente esfacelado. Um governo central a partir do Planeta Trantor continua a se revolver em meio às intrigas pelos restos mortais de um reino outrora poderoso e dominador. Esquecido no espaço profundo, na periferia da Galáxia, encontra-se o Planeta Terminus, lar de uma das Fundações, a que viria a ser conhecida apenas como 1ª Fundação. O embrião do Novo Império. Seldon, há muito falecido, gravou imagens holográficas a serem visualizadas a intervalos de tempos seculares dando orientações à Fundação sobre como sobreviver aos ataques de uma Galáxia hostil e à beira da barbárie.


O livro Fundação e Império divide-se em duas partes. Na 1ª vemos um dos últimos grandes Generais do antigo império (Bel Riose) tentando encontrar Terminus para adquirir o conhecimento que supostamente os lendários e míticos habitantes da Fundação possuem para usa-lo para manter o atual Império moribundo. Ao longo das páginas o leitor se deparará com arranjos políticos, suposições perigosas, e sobretudo com estratagemas que nossa própria sociedade se utilizou para se manter como espécie dominante em nosso mundo ao longo das Eras.

Magnífico e seu "Visi-Sonor"

Na 2ª parte do livro o Plano estabelecido por Hari Seldon para conduzir a humanidade ao seu novo Império sofre um grande viés. Pelas leis da Psico-História apenas o movimento de massas humanas poderia ser previsto, uma vez que o comportamento de indivíduos em separado é por demais incerto e arbitrário. Pois algo singular acontece. Algo que Seldon não conseguiu prever, o aparecimento de um indivíduo que iria mudar todo o curso da história. A variação singular dos atos de um único indivíduo. Uma sequencia de eventos que aparentemente tem tudo a ver com a existência de um estranho ser: o improvável Palhaço Magnífico.


Poderá o Plano de Hari Seldon sobreviver aos eventos aleatórios característicos da existência humana? O quanto o comportamento humano pode ser previsto e inserido em raciocínios cartesianos, matemáticos, estatísticos? Bem... Eis uma pergunta digna de Isaac Asimov.

Abraço. à todos!
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