segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Miniatura DC Nº 20 - Donna Troy

Miniatura DC Nº 20 - Donna Troy

Com uma vida de grande sofrimento emocional, Donna Troy vem triunfando não apenas sobre o mal no mundo físico, mas também em suas batalhas interiores. Conhecida por diversos pseudônimos ao longo de sua carreira (Moça-Maravilha, Tróia, Darkstar, Mulher-Maravilha ou simplesmente Donna Troy), esta heroína possui um rico histórico ao lado dos principais heróis adolescentes da DC, ao lado dos quais cresceu em grandeza e heroísmo. Hoje investigaremos os detalhes de sua peça dentro da Coleção de Miniaturas DC e veremos também os principais eventos que marcaram sua sofrida e heroica vida. 

Miniatura DC Nº 20 - Donna Troy

A miniatura de Donna Troy a apresenta em sua indumentária mais famosa, embora não a mais clássica. Eu diria que a mais clássica é sem dúvida nenhuma seu traje todo vermelho com apenas algumas estrelas com o qual ficou conhecida em seus primeiros anos de heroísmo ao lado do grupo de heróis adolescente conhecido como "Titãs". Confesso que gosto mais do uniforme clássico, no entanto este uniforme com o qual ela foi modelada nesta peça traduz mais sua personalidade atual. Não há grandes adereços no traje, ficando mais evidente a constituição "ESTELAR" do tecido da roupa. Presente dos Titãs da Mitologia (seres divinos adorados em tempos antigos), este traje foi constituído a partir de um tecido estelar que brilha com a luz das estrelas e também encerra dentro de si um mapa para Nova Cronos (lar dos Titãs), ou seja, é como uma janela para as estrelas.

Miniatura DC Nº 20 - Donna Troy

A ausência de adereços na peça acaba por chamar atenção para outros pontos e, obviamente não há como não perceber os atributos físicos da heroína amazona, sua compleição forte, curvas e robustez corporal. O cabelo também está bem modelado, embora em algumas peças que pude examinar há pequenos defeitos de pintura entre o término do cabelo e o início do rosto. Achei curioso a postura de Donna nesta peça. Se observarmos a miniatura de frente ou de costas perceberemos que ela encontra-se em ligeira inclinação lateral da pelve. O que nos passa um postura curiosa de feminilidade e sensualidade, porém de difícil descrição. Achei interessante e bem sacado esse detalhe, o que tira a peça de uma posição simplesmente estática em pé.

Miniatura DC Nº 20 - Donna Troy

A história de Donna está intimamente entrelaçada com a de outra grande heroína do universo DC, a Mulher-Maravilha. Em sua infância na Ilha de Themyscira, a princesa Diana (a futura Mulher-Maravilha) vivia sozinha enquanto única criança da Ilha Amazona. Isso a fazia brincar sempre diante do espelho, simulando estar com uma "coleguinha". Ao perceber a alegria de Diana, uma feiticeira chamada Magala usou sua magia para trazer à vida a amiguinha "imaginária" de Diana a partir de uma parcela de sua alma. Nascia assim Donna, em tudo parecida com sua irmã, desde aparência até na grandeza de alma. Donna seria portanto a 2ª Princesa de Themyscira. No entanto, um ser maligno chamado "Anjo Negro" raptaria a pequena Donna forçando-a a viver um eterno ciclo de vida-morte e ressurreição em diferentes realidades nas quais apenas uma coisa era certa, sua morte ainda jovem e o sofrimento. Após diversas vidas de sofrimento, Reia (uma das Titãs da Mitologia) salva Donna e a leva para Nova Cronos onde, ao lado de diversas outras crianças resgatadas de diversos mundos, passa a receber treinamento e, definitivamente, um lar.

Miniatura DC Nº 20 - Donna Troy 

Donna recebe não apenas treinamento, mas também um sobrenome "Troy" (Tróia em português), em homenagem à uma cidade que outrora havia adorado os Titãs. Com 13 anos Donna é enviada à Terra para lutar pela verdade e justiça, enquanto seus outros amigos retornam também aos seus respectivos mundos com função semelhante. Na Terra, e com as memórias apagadas do tempo em que viveu em Nova Cronos, Donna torna-se a Moça-Maravilha e passa a lutar ao lado dos jovens heróis adolescentes chamados "Titãs" (Dick Grayson (Robin), Wally West (Kid Flash) e Roy Harper (Ricardito). O 1º confronto de Donna com seu passado foi o embate contra "Esparta", uma das crianças treinadas em Nova Cronos ao lado de Donna que enlouquece e tenta destruir os Míticos Titãs. Com a ajuda dos amigos heróis, Donna derrota Esparta e, após este combate, seu uniforme é alterado pela primeira vez (um presente dos Titãs de Nova Cronos), ganhando uma indumentária semelhante à de um gladiador já com o tecido estrelado embutido nele.

Miniatura DC Nº 20 - Donna Troy 

Após este período, uma Donna mais madura, fazia parte dos Novos Titãs (Asa Noturna, Ciborgue, Mutano, Ravena e Estelar) e conheceria o professor universitário Terry Long, com o qual se casaria e teria um filho (Robert). Com uma vida conjugal tumultuada em função do constante perigo a que submetia sua família, Terry acaba por deixar Donna, levando seu filho Robert com ele. Donna amava sua família, tanto que neste processo ela inclusive abre mão de seus poderes para proteger sua família, o que não adiantou muito em relação às ameaças que sofriam. Após o rompimento do casamento, e sem poderes, Donna se refugia na Tropa intergaláctica conhecida como Darkstars (guerreiros pela paz universal semelhantes à Tropa dos Lanternas Verdes). Nesse ponto a tragédia bate à porta de Donna novamente quando seu ex-marido e filho morrem em um acidente de carro. Esse fato a leva de volta às sua origens na Ilha Themyscira. Lá Donna cura parte de suas feridas, tem seus poderes restaurados pela Rainha Hipólita e resgata sua amizade com Diana, com a qual passa viver em um apartamento em Nova York. 

Miniatura DC Nº 20 - Donna Troy 

Após este período Donna continuaria lutando ao lado dos Novos Titãs e acabaria por morrer nas mãos de um robô corrompido construído pelo Superman. Por obra dos Titãs de Nova Cronos Donna seria ressuscitada para protegê-los. No entanto, o plano das divindades era provocar uma imensa guerra entre mundos para que eles voltassem a ser alvo de adoração pelos povos. Os Novos Titãs (heróis amigos de Donna) e os heróis do grupo Renegados salvam Donna e restauram suas memórias derrotando por fim os Titãs de Nova Cronos. Neste processo Donna descobre a existência do Multiverso e que as vidas que vivera quando era criança em várias realidades era, na verdade, a existência de cada Donna pertencente a cada Universo paralelo. Inclusive sua Nêmese original (Anjo Negro) era uma "Donna" de uma realidade paralela que almejava destruir todas as outras de cada realidade. Assim, Donna Troy descobriu que, em função das várias vidas que vivera, ela era na verdade todas as "Donnas" do Multiverso. Este conhecimento deu a ela a possibilidade de ser uma peça chave na Saga "Crise Infinita" de Geoff Johns e George Perez (2005-2006). Após "Crise Infinita" Donna chegou a a ser ungida "Guardiã do Multiverso" e até a assumir o manto de Mulher-Maravilha, enquanto Diana se recolhia para um descanso sabático.

Miniatura DC Nº 20 - Donna Troy 

Toda esta história ocorreu antes do Reboot da DC conhecido como "Novos 52". Sendo que, antes deste evento, Donna atuava em uma nova versão da equipe de heróis Titãs. Como guerreira Donna não tem igual, rivalizando inclusive com sua "irmã" a Mulher-Maravilha. Detentora de força, resistência e velocidade fenomenais, ela possui ainda inteligência ampliada, capacidade de voar e grande facilidade de aprender novas línguas. Soma-se a isso a possibilidade de imitar a voz ou som de qualquer criatura viva. Como podemos ver aqui, esta é uma personagem com um longo histórico dentro do Universo DC. Esta é Donna Troy!! Para mim a eterna Moça-Maravilha!!

Abraço à todos!

6 comentários:

  1. Olá Marcelo,

    Esta é mais uma peça que adquiri pela beleza e não pela história, cara não sei se é porque eu sou fã da Marvel, mas não consigo entender estes personagens da DC, é muita história misturada muito mundos paralelos, li a revista do Gavião Negro e agora li esta sua da Troy e minha cabeça não consegue entender tanta morte e ressurreição (pô nem a Jean Grey tem tantas assim), rsrsr mas as miniaturas da DC esta infinitamente superiores as da Marvel principalmente as femininas. Sim adoro a silhueta das personagens poposudas e esta ai não deixa nada a desejar neste quesito, pelo menos assim cura um pouco da minha frustração em ver Gata Negra e Emma Frost tão mirradinhas e despeitadas. Acho que já falei aqui que a DC sacaneou a Mulher Maravilha ela ta até parecendo miniatura da Marvel, rsrsr

    Pelo menos destas ai minha mulher não tem ciúmes, kkkkkkk

    Abraços

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    1. Olá Wellington!

      Blz!?

      Realmente Donna Troy é uma personagem que, apesar de ter um longo histórico na DC nas três últimas décadas, suas histórias são muito delimitadas pelos Novos Titãs.

      Quanto as reviravoltas eu concordo com vc. São tantas reviravoltas (muitas inverossímeis demais) que dificultam a credibilidade do personagem. Há tanta dramaticidade nestes personagens que poderiam ser trabalhadas e, no entanto, muitas HQs caem em um saco sem fundo. Por isso que em minha opinião nada supera um roteiro bem feito. Nada!

      Vc tem razão também ao comentar sobre a superioridade das peças da DC. E isso fica mais patente ao observarmos as heroínas! A única da DC que acho que não não foi valorizada foi a Mulher-Maravilha mesmo. Eles a fizeram bem mirradinha também.

      ah ah ah ah ... Que bom que nossas mulheres não se importam muito com as estatuetas das heroínas!! rs rs rs

      Valeu amigo!

      Marcelo.

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  2. Achei muito legal sua análise sobre a postura da miniatura. Não tinha me ligado nisso.
    Tenho dó de personagens como esse que parecem que foram criados para sofrer.

    Abç

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    1. Pois é amigo!

      Sobre esse quesito "sofrimento" eu penso que eles deviam deixa-los passarem por período de felicidade mais longos. Não vejo motivo para toda história ser montada sobre o sofrimento!

      Que bom que gostou da matéria!!

      Um grande abraço!!

      Marcelo.

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  3. Donna Troy é uma de minhas personagens favoritas, um dos grandes exemplos da evolução dos personagens que iniciaram a 'carreira' como sidekicks ou versões mirins de outros heróis e que crescem ao longo dos anos, levando adiante um legado. E a Donna, em particular, sempre foi muito marcada por seu lado bondoso e ponderado, sem deixar de ser uma grande guerreira. Gosto até mais dela do que da Mulher-Maravilha, para dizer a verdade ;D

    Abraços, Marcelo!

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    1. Oi Laís!

      Que legal ver seu comentário aqui. Se não me enganos falamos sobre isso em outro post aqui no Blog (acho que do Asa Noturna), sobre personagens que iniciam sua trajetória ligados à heróis mais antigos mas que ao longo dos anos acabam por conseguirem brilharem com sua própria luz! Donna Troy tem essa característica sim. Aliás, acho que os Novos Titãs foram um celeiro deste tipo de personagem, pois Ciborgue é outro que também alcançou fama e destaque na DC.

      Enquanto eu escrevia a matéria eu fiquei mesmo pensando sobre a grandeza da personagem e o quanto ela teria até maior grandeza que a MM.

      Valeu pelo comentário e presença! Grande abraço!!

      Marcelo.

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