domingo, 22 de março de 2015

Neuromancer


Ácido, vertiginoso, digital, surreal e complexo em sua narrativa e vocabulário, Neuromancer pode ser considerado o romance que evolui o livro "Androides Sonham com Ovelhas Elétricas" de Philip K. Dick e antecipa em muito o que Matrix traria mais de uma década depois dele. Um romance que tem em seu centro a possibilidade da viagem pelo cyberespaço descrita de forma contundente, real e sob uma incrível e perfeita estética cyberpunk! Escrito por William Gibson e lançado em 1984, o romance faz parte da trilogia conhecida como "Trilogia do Sprawl", ao lado de "Count Zero" e "Mona Lisa Overdrive". Considerado a obra que deu origem ao gênero Cyberpunk, Neuromancer é sem dúvida seu maior representante.


Num mundo em que a tecnologia praticamente se fundiu à base orgânica do homem, implantes digitais são comuns e a existência é norteada a partir do mercado de softwares e drogas. Case é o personagem principal do livro e um dia foi um excelente "Cowboy", um hacker do Cyberespaço. Sonhando com algo mais, ou simplesmente querendo surfar na onda do desconhecido e proibido, Case cai na armadilha do ego e rouba seus empregadores. Ao ser pego em sua própria armadilha, Case é mantido vivo, porém sem seu bem mais precioso, a habilidade de navegar pelo Cyberespaço após lesarem seu sistema nervoso. A história começa bem aqui, com um Cowboy disposto a qualquer coisa já que seu vício em drogas já lhe roubara seu fígado e pâncreas.


Case pode ser comparado à um outro personagem conhecido da cultura pop e que possui o mesmo senso de autodestruição, o mesmo padrão de vida marginal e degradante: John Constantine (conhecido personagem dos quadrinhos da série Hellblazer). Sob essa perspectiva ele conhece Molly, a estranha e violenta oriental alterada digitalmente ao receber implantes nos olhos, bem como outras habilidades que suas economias pôde comprar no passado. Assim, Case se vê novamente no perigoso jogo das megacorporações.


Gibson conduz a narrativa numa direção em que o próprio leitor parece fazer uma alucinógena viagem. E aí está a eventual complexidade do livro. No entanto, não há como não admitir o poder da linguagem usada pelo autor. Em meio à rastafáris rebeldes, violência e muita viagem no Cyberespaço (ou Matrix) tudo se transforma no que a humanidade pode um dia se tornar. Ilhas de prosperidade ao redor da total desagregação social.


Neuromancer é um livro seminal, e por isso sua estética ainda é inovadora em nosso tempo. Para lê-lo você precisa se sentar numa poltrona, apertar o sinto e se deixar levar pela catarse da vida no Sprawl!

4 comentários:

  1. Olá Marcelo!

    Passando só pra avisar que a estatua centenária do Super Man entrou em pré venda.

    http://lojaeaglemossbrasil.com.br/eaglemoss/produto/DC-Comics-Edicao-Mega-Especial-Golden-Superman.aspx?Site_txt=EMAIL&Origem_txt=PC&Formato_txt=GOLDENSUPERMAN&Banner_txt=PC&__dtracking=13784.87.25551.83dcd

    Já reservei uma.

    Abraço!

    Esnaider

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    Respostas
    1. Poxa Esnaider...

      Valeu mesmo pelo toque amigo!!

      Garanti a minha ontem. Gostei muito da peça. Parece imponente e marcante!!

      O duro é esperar a entrega só a partir de 20/04. : (

      Mas vamos lá.

      Abração!

      Marcelo.

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    2. Verdade, a espera realmente mata. Comprei a miniatura do Hulk no dia 17/02 e até hoje pela manhã não chegou!

      Mas o importante é ter garantido,né?!

      E desculpa por ter postado: estatua centenária do superman, quando seria estatua do superman no parque centenário. Só depois que postei percebi o que havia escrito.

      Parque Centenário: O "Central Park de Metrópolis", o Parque Centenário é o maior parque público da cidade. Muitas pessoas passeiam por ele todos os dias, sejam os trabalhadores da região que vão ao parque na hora do almoço para comer, ou famílias nos fins de semana. Nele estão localizados uma estátua em homenagem ao Superman (erguida depois da "morte" do herói durante uma épica luta contra o Apocalypse), no centro do parque, e outra do Superboy. (Fonte: Wikipédia)

      Abraço!!

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    3. Imagina Esnaider! Eu também sempre troco o nome dessa peça! rs rs rs

      Que legal que garantiu o Hulk. Taí uma peça que sempre terá pessoas indo atrás!

      Valeu pela informação sobre a origem da estátua. Nunca li essa história sobre a morte do Superman. Na época achei que era um caça-níquel e depois acabei que não li não sei porque. Lembro dessa estátua também da HQ do Alan Moore "O Que Aconteceu ao Homem de Aço". Excelente! Nela essa estátua aparece. Você já leu?

      Gostei tanto que até fiz uma postagem sobre ela aqui no Blog certa vez. Postei o link abaixo para você, caso não tenha visto.

      http://marcelo-antologias.blogspot.com.br/2013/07/o-que-aconteceu-ao-homem-de-aco.html

      Valeu amigo!

      Marcelo.

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