domingo, 18 de julho de 2010

Coisas Pequenas

Na casa de meus pais tem uma "Primavera". O vermelho de suas pequenas flores é muito vivo e bonito. Certa vez surpreendi essa pequena borboleta que, distraida e tranquilamente, estava desfrutando dessa amável amiga. Ela ficou pouco tempo ali, não quis ficar posando para mim. Logo voou e foi embora, queria privacidade.
As pequenas flores, no entanto, me pareceram mais orgulhosas de serem admiradas. Fiquei observando-as... Parecia que elas gostavam de serem despenteadas pelo vento... O sol não deixava por menos, fazia sua cor se acentuar ainda mais.
Quando fui embora, porém, não pude deixar de olhar para trás e perceber que seu brilho, sua cor e sua vivaz alegria não mudaram, não se alteraram em nada com minha ausência.... Fiquei pensando que enfim não estavam posando para mim, nem preocupadas comigo... Simplesmente existiam, independente de minha admiração, ficavam apenas contentes de brilhar em sua simplicidade... Simplesmente felizes de fazerem parte da criação.

2 comentários:

  1. Parabéns !!!
    Você é um poeta...
    Olho para a primavera, lembro de você.
    Abraços.

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  2. Olá Marcelo,

    Lendo seu texto, pude entender que existem coisas incríveis, lindas e grandiosas... mas de dimensões pequenas, diminutas, e que talvez, por isso, muitos de nós não as enxerguemos ( o que é uma pena ).

    Elas não cobram para serem vistas, não mudam com a nossa chegada, e estão lá, ou ali, o tempo todo, e bem perto de nós...concordo com sua mãe, acho que tem um "quê" de poesia em suas veias, e não deve deixar isso morrer, pois elas trazem sopros de vida para alma...

    Um forte abraço,e que o Deus de toda esta criação te sustente e te inspire,

    Rogério

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