Translate

domingo, 27 de setembro de 2015

Miniatura DC Série Especial Nº 04 - Anti-Monitor

Miniatura DC Especial Nº 04 - Anti-Monitor

Representante de uma vilania que ultrapassa qualquer entendimento do ser humano comum (a vilania cósmica), o Anti-Monitor é um gigante soberano do Universo da Anti-matéria. Criado no contexto do bem sucedido Reboot dos anos 80 da DC (Crise nas Infinitas Terras) o Anti-Monitor é uma força destrutiva pior e mais letal que até mesmo sua contra-parte no Universo Marvel, Galactus (o Devorador de Mundos). Isso porque, diferentemente de Galactus, o Anti-Monitor foi concebido dentro de um Universo Paralelo de Anti-Matéria, com poder suficiente para aniquilar não apenas planetas ou Sistemas Solares, mas Universos inteiros. Conheçamos sua peça na Coleção de Miniaturas de Metal da DC, bem como alguns detalhes aterradores de sua criação e motivação.

Miniatura DC Especial Nº 04 - Anti-Monitor

Diferentemente do último Reboot da DC em 2011, o Reboot de 1985-1986, intitulado Crise nas Infinitas Terras, tinha um motivo mais elevado, justificável e menos comercial, ou seja, a tentativa de simplificar, unificar e arejar o Universo DC. Foi nesse contexto que surgiu esta grande nêmese de todas as coisas vivas, o Anti-Monitor. Sua peça me surpreendeu pelos detalhes que se "remontam" em camadas. O sistema de "mangueiras" que se intercomunica por todo o traje foi bem modelado em minha opinião. Dando a impressão de um ser mantido vivo por meio de algum fluido vital.

Miniatura DC Especial Nº 04 - Anti-Monitor

A anatomia da figura está bem demonstrada, com músculos que se destacam sob algo que lembra uma pele metálica. O rosto da estranha criatura é estranho e lembra algo semelhante à uma caveira dentro de um escafandro, conferindo ao personagem seu ar sombrio e vilanesco. Gostei também das botas, ombreiras e braceletes. A única coisa que não haveria necessidade na concepção do personagem (em minha opinião) seria a presença da sunga azul. De qualquer forma entendo sua existência para que a indumentária do vilão espacial ficasse familiar à todos nós, terráqueos.

Miniatura DC Especial Nº 04 - Anti-Monitor

Sua postura é de tirania, soberba e até militar. Portanto me pareceu adequada à um ser cujo poder é tamanho que prescinde de gestos ou mesmo de posturas humanas e pueris. Aqueles colecionadores que conseguiram a peça em metal devem ter se surpreendido com seu peso. O Anti-monitor foi lançado ainda numa fase da coleção em que as peças Especiais da DC chegavam em liga metálica. Por isso não é incomum encontrarmos fãs que conseguiram essa miniatura em metal (como é o meu caso). O que dá uma diferença significativa à manipulação, embora ao olhar não haja diferenças entre a de resina e a de metal.

Miniatura DC Especial Nº 04 - Anti-Monitor

Falar do Anti-monitor é falar de Crise nas Infinitas Terras. Não há como separá-lo deste evento, uma vez que sua criação foi específica para esta saga. A concepção geral de sua existência relaciona-se ao fato de que existem diversos Universos, incontáveis dimensões (o Multiverso), separados entre si por leves frequências vibracionais. Essa ideia é inclusive apoiada pela física moderna que concebe essa ideia no que chamamos de Teoria das Cordas, referência ao fato de cada realidade vibrar em uma frequência diferente. Outro conceito também aceito pela física moderna é a ideia da existência da anti-matéria, um conjunto de partículas totalmente opostas à matéria constituinte de nosso Universo visível. Em nosso Universo os átomos são formados por um núcleo com carga positiva orbitados por elétrons de carga negativa. No Universo de Anti-matéria os átomos teriam constituição inversa, núcleo negativo e elétrons positivos. Por isso que quando expostas no mesmo espaço, matéria e anti-matéria se aniquilariam mutuamente gerando uma liberação de energia colossal.

Miniatura DC Especial Nº 04 - Anti-Monitor

O Anti-monitor é ninguém menos que o Senhor Absoluto do Universo de anti-matéria, ou seja, um Universo que se fosse colocado em contato com o nosso o aniquilaria totalmente. É claro que este contato também levaria à destruição da anti-matéria envolvida neste processo. Pois este era exatamente o objetivo do vilão cósmico, a aniquilação dos dois Universos, ou seja, do Multiverso de matéria e do  Universo de Anti-matéria. O Anti-monitor seria então o único ser sobrevivente desta aniquilação mútua e, portanto teria a possibilidade de recriar e moldar um novo Universo à sua imagem e semelhança. Com esta premissa a DC conseguiu criar uma epopeia de proporções gigantescas e assim se utilizou da história para acabar com o conceito de Multiversos na editora, que permitia a existência de personagens diferentes habitando Terras distintas. A partir de Crise nas infintas Terras a DC passaria a possuir uma única Terra habitada por um único conjunto de super-heróis e vilões.

Miniatura DC Especial Nº 04 - Anti-Monitor

A Saga foi um sucesso de público e crítica, e o Anti-monitor passaria a gozar a fama de um dos mais poderosos e letais vilões cósmicos já criados. Interessante é notar que passados praticamente 30 anos da Saga original, a editora hoje procura (acertadamente) realizar um caminho inverso, ou seja, de retornar ao conceito do Multiverso. Eu particularmente apoio essa decisão, sobretudo pela liberdade criativa que ela traz consigo, permitindo a roteiristas e desenhistas ousarem em conceitos e ideias diversas daquelas tradicionalmente trabalhados. O Anti-monitor foi outras vezes mencionado em outras sagas da editora, dentre elas Crise Infinita

Miniatura DC Especial Nº 04 - Anti-Monitor

Bem amigos... É isso aí! Eis o grande Anti-monitor, inimigo de todas as coisas vivas.
Grande abraço à todos!

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Capitão Britânia - Alan Moore e Alan Davis


Qualquer história que traga em seus créditos o nome de Alan Moore já chama atenção por si só. Há algum tempo temos visto algumas obras do Mago das Histórias aportarem nas bancas brasileiras pela PANINI (A Saga do Monstro do Pântano). Na esteira destes lançamentos recebemos também a fase do Capitão Britânia pelas mãos de Alan Moore e Alan Davis. Logo que vi o lançamento fiquei extremamente feliz, primeiro por gostar do conceito por trás do personagem e em segundo lugar por ver mais uma obra do grande roteirista britânico sendo lançada. Mas afinal, o encadernado é bom? A resposta é "sim". No entanto, acho que algumas reflexões poderiam ser feitas a seu respeito.


Em 1º lugar talvez fosse importante dizer que a história apresenta uma abordagem totalmente insólita ao personagem. E talvez tenha sido isso que logo de início tenha me causado estranheza. Sempre esperei encontrar histórias do Capitão Britânia como se ele fosse a contra-parte Britânica do Capitão América. Sendo então correto esperar histórias com temas heroicos, políticos e, portanto mais sérios. Demorei um pouco para me localizar e me acostumar ao universo concebido para o Herói da Terra da Rainha. Vale ressaltar que o roteiro é dividido entre Moore e Davis, o que em minha opinião não traz prejuízo à trama. 


Confesso que foi difícil para mim me adaptar e mudar minhas expectativas a respeito da história. O mundo em que Moore e Davis situam o personagem é totalmente diferente daquele esperado pelo leitor que procura ler uma história convencional como as do Capitão América. Aqui, magia, universos paralelos, personagens insólitos e situações caricatas são comuns e permeiam totalmente a narrativa. Porém, quando o leitor decide mudar o "chip" de sua mente e se deixa levar pela narrativa surreal dos escritores o encadernado torna-se interessante e cheio de surpresas.


Talvez a comparação mais fiel que me vem à mente seja com "Alice no País das Maravilhas". Assim como na história de Lewis Caroll, a fase de Moore e Davis trabalha com um universo que demoramos para nos acostumar porque ela subverte a realidade e o que esperamos dela. Sempre esperei do Capitão Britânia (como sendo o herói máximo de um povo) uma postura militar com enredos militares e políticos para suas histórias. Enquanto não abri mão desta minha expectativa a história não funcionou para mim. De certa forma isso mostra como às vezes precisamos mudar o foco de nossas expectativas, bem como nossa concepções internas a respeito de determinado personagem, sob a pena de condenarmos a obra de determinado escritor, quadrinista, roteirista ao "lugar comum". Algo que pode acabar sendo muito injusto.


Na história o Capitão Britânia é jogado em uma grande confusão envolvendo universos paralelos e, me causou particular estranheza, Moore e Davis terem colocado o grande defensor do Reino Unido em situações vexatórias e pouco heroicas. Principalmente se pensarmos que sua versão americana (Capitão América) é tratado quase que como um patrimônio americano intocável em sua moral e princípios. Brian Badrock (alter ego do herói Britânico) é mostrado como alguém algumas vezes frágil e até manipulável por outros.


Estimulo a leitura do encadernado e tenho certeza que se você o ler sob o prisma correto, conforme comentei acima, será uma boa HQ. Nela podemos ver com todas as cores a subversão que Moore confere ao mundo dos quadrinhos. Penso que a Marvel lhe deu muito mais liberdade que a DC para trabalhar com seu Universo. Fica aqui minha dica e análise! 


Um grande abraço à todos! o/

sábado, 19 de setembro de 2015

Coleção Táxis do Mundo




Olá amigos... Depois de comentar sobre duas recentes e importantes coleções ligadas ao mundo automotivo no Brasil (a Coleção Caminhões Brasileiros de Outros Tempos (CBOT)e a Coleção Veículos de Serviço do Brasil (VSB)), gostaria agora de trazer informações sobre uma outra coleção (limitada) que está em fase de lançamento: Táxis do Mundo. Disponibilizada para assinatura, inicialmente, apenas aos assinantes das outras coleções da Planeta DeAgostini, Taxis do Mundo traz peças na mesma escala das coleções anteriores (1:43) cobrindo várias décadas com modelos de Táxis de diversas cidades do mundo. Com apenas 37 peças ao todo, esta coleção promete um verdadeiro tour por épocas, modelos e localidades diferentes.


Lançada em fase de teste em algumas localidades do Brasil já há algum tempo, agora teremos seu lançamento oficial. Diferentemente das outras coleções de veículos da Planeta DeAgostini, que focavam na história automotiva Brasileira, Taxis do Mundo, como o próprio nome diz, tem uma proposta mais ampla, trazendo modelos que fizeram história no mundo como um todo. Qualquer amante de veículos, cinema e literatura tenderá a se identificar com a coleção, uma vez que não é difícil reconhecer diversos destes modelos usados em filmes e livros.


Um ponto positivo (em minha opinião rs rs) é o tamanho da coleção. Seria difícil iniciar uma coleção que novamente fosse grande. Haja vista a proporção das outras coleções da empresa CBOT (60 peças), VSB (50 peças) e a Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil (100 peças!!). Trinta e sete (37) peças parece-me algo mais razoável. Confesso que sempre tive como desejo pessoal, ver o lançamento de uma coleção que trouxesse modelos do Mundo, mas que tivessem relação com uma determinada época ou acontecimento. Por exemplo: Carros Noir; Carros dos Anos 70; Carros dos Anos 20; Carros da Grande Depressão! No caso de Táxis do Mundo, não veremos exatamente esta ideia, mas de certa um pouco dela estará ali, já que teremos peças que existiram em períodos específicos de tempo.


À semelhança das demais coleções citadas esta também virá com Brindes aos assinantes (ver abaixo). Também teremos fascículos trazendo informações genéricas a respeito das cidades e seus Táxis, bem como a análise de aspectos específicos do modelo em questão. Ao que tudo indica os modelos virão novamente em uma base de acrílico com a identificação do veículo e seu ano. 


Bom amigos... Está aqui mais uma prova de que as empresas continuam apostando na robustez de nosso mercado. Conforme disse antes, acredito que a maioria dos colecionadores já internalizou a ideia de ter sempre um dinheirinho separado todo mês para comprar uma determinada coleção. Com isso as empresas continuam apostando na diversidade de pessoas e gostos ao lançarem tantas coleções simultaneamente. 

Um abraço à todos!!

sábado, 12 de setembro de 2015

Coleção Veículos de Serviço do Brasil


Olá amigos... A 2ª Coleção que gostaria de comentar, além daquela informada na última matéria (Coleção Caminhões Brasileiros de Outros Tempos - CBOT) é agora Veículos de Serviço do Brasil. Lançada praticamente simultaneamente à CBOT, Veículos de Serviço do Brasil tem como proposta um verdadeiro desfile de modelos de veículos que serviram à diversas empresas comerciais e estatais. A Planeta DeAgostini volta aqui a contar com uma das características marcantes do consumidor (colecionador) Brasileiro, sua capacidade de recordar e se apegar afetivamente à épocas, veículos e momentos. As peças contemplam modelos de veículos de serviço desde de 1950 e é um festival de marcas comerciais, logos, cores e lembranças. Associado a cada peça há um fascículo que conta a história da empresa e o emprego do veículo em determinada função.


A Coleção dispõe de um Site Oficial da Coleção de divulgação onde é possível assistir um vídeo promocional. As miniaturas vem posicionadas sobre uma base expositora na qual está impresso o nome e modelo do veículo. Além disso, a peça fica protegida dentro de uma caixa de acrílico com uma foto de fundo compondo assim um diorama. 


A forma primordial para aquisição das peças é pela assinatura diretamente na Planeta DeAsgostini. A empresa possui um serviço de assinaturas com o qual nunca tive problemas, no entanto muitos gostariam de adquirir peças avulsas, o que infelizmente não é possível. Esta opção é possível somente àqueles que vivem em cidades nas quais a coleção está sendo lançada em banca, do contrário a opção é a assinatura ou então a aquisição através de terceiros. Outra grande luta dos colecionadores que assinam coleções entregues por nosso Serviço de Correios e Telégrafos é receberem as peças em condições adequadas. Caixas entregues machucadas, amassadas e estrupiadas são comuns em nosso país, haja vista as entregas que recebemos das Coleções de Miniaturas de Metal da Marvel e DC. No caso da Planeta DeAgostini, inacreditavelmente as caixas me tem sido entregues íntegras, possivelmente porque são caixas mais robustas e de folha dupla de papelão.


A assinatura possui algumas vantagens. Além da óbvia comodidade de se receber as peças em casa, o assinante recebe também brindes conforme pode ser conferido abaixo. A desvantagem é, portanto o interessado não conseguir adquirir itens avulsos.

Volkswagen Brasília - Polícia Rodoviária Federal

Sava Austin

Arquivador

A coleção Veículos de Serviço do Brasil é um pouco menos extensa (50 peças) do que suas irmãs, a Coleção Caminhões Brasileiros de Outros Tempos (60 peças) e a Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil (100 peças!!). De qualquer forma o conjunto total destas 03 coleções será uma infinidade de miniaturas. O mais interessante é serem todas na mesma escala 1:43. 


Como já relatei anteriormente, meu interesse nestas coleções é mais afetivo, emocional e passional do que técnico. Antes destas coleções se iniciarem no Brasil eu já havia percorrido alguns caminhos e descoberto que existe um colecionismo de alto nível ($$$$) envolvendo miniaturas de carros, soldados, barcos, aviões e correlatos. Um ramo altamente especializado em que as peças são numeradas, únicas e atendem à demanda de um segmento extremamente elevado da sociedade (e estou falando de classe alta). Este segmento de alto nível do colecionismo é totalmente alheio aos desejos das pessoas comuns e é aí que que coleções como estas entram. Apesar do preço de cada peça (R$ 50,32 para esta coleção Veículos de Serviço do Brasil) não ser barato, ainda assim é mais acessível do que este segmento de alto nível.


Bom amigos... Como já comentamos aqui algumas vezes, o Brasil vive (apesar da crise) um momento ainda favorável ao colecionismo. A maioria dos colecionadores já internalizou a ideia de ter sempre um dinheirinho separado todo mês para comprar uma determinada coleção. Infelizmente, dado o número de opções no mercado hoje, nós temos que optar por esta ou aquela, para que assim caiba dentro deste orçamento já sagrado e separado todo mês para o colecionismo.

É isso aí! o/

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Coleção Caminhões Brasileiros de Outros Tempos


Olá amigos... O início desta década viu nascer um novo movimento no colecionismo Brasileiro. Algumas emblemáticas coleções foram as responsáveis por pavimentar esta história de sucesso. Dentre elas eu destacaria 04: A Coleção de Miniaturas de Metal Marvel (2012); A Coleção de Miniaturas de Metal da DC (2013); A Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil (2012) e a Coleção de Graphic Novels da Salvat (2013) (capa preta). Um verdadeiro Tsunami que chegou em nosso país impulsionado ainda mais pela onda "nerd" que varreu e ainda varre o mundo por meio dos filmes de super-heróis, séries de TV e literatura ficcional. Esse ano tivemos mais coleções dignas de nota, dentre elas a Coleção de Graphic Novel da Salvat "Os Heróis Mais Poderosos da Marvel" (capa vermelha) e a promessa de ainda este ano chegar a versão da DC para a coleção de Graphic Novel. Nessa esteira de grandes coleções a Planeta DeAgostini, grande empresa neste setor não fica de fora e lança outras duas coleções que ao meu modo de ver merecem destaque: a 1ª Caminhões Brasileiros de Outros Tempos e a 2ª Veículos de Serviço do Brasil. Nesta matéria comentarei um pouco sobre a 1ª.



Caminhões Brasileiros de Outros Tempos é uma coleção que lida com o sentimento que alguns adultos trazem consigo e que também está presente na Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil, o sentimento de saudade/saudosismo que é tão caro àquele que viveu ao lado de veículos que são verdadeiros patrimônios nacionais. O que move o colecionador é a ideia de se ter em casa pequenos pedaços de memórias que podem ser acessados todas as vezes que se olha para a estante e se vê estes pequenos fragmentos de lembranças. Fragmentos que nos lembram de nossa história e de nossa experiência pessoal.



No meu caso, confesso que não sou entendido de automobilismo ou mesmo mecânica. Por isso, o que explicaria meu fascínio por estas peças? Creio que encontro resposta para esta pergunta dentro da minha história. Aos 44 anos de idade contemplo estas peças e percebo como esses veículos faziam parte de um cenário comum do meu dia a dia no passado.



Confesso que achei esta coleção cara, cada peça sai por R$ 89,99. Acabei assinando-a, tendo que me adequar em meu orçamento para que isso acontecesse. As peças realmente possuem um bom acabamento e trazem os caminhões na mesma escala que os veículos da Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil, 1:43. O que permitirá ao colecionador que possui peças destas duas coleções compor cenários compatíveis com os veículos.



A Coleção também traz fascículos com informações técnicas e históricas a respeito de cada caminhão. O assinante tem direito à alguns brindes bem interessantes que apresento abaixo. Ao final, o conjunto completo desta coleção será bem robusto, uma vez que possui 60 miniaturas. Este fato faz com que se tenha em mente outro grande problema na vida de todo amante do colecionismo: o espaç, afinal serão 60 miniaturas + 04 peças de brinde. Confira tais brindes abaixo:

Caminhão Esso Articulado


Caminhão FNM Cegonha Articulado

Caminhão Citroën U55-60 - Transporte de Gado


Barreiros Azor

Fichário

A política da Planeta deAgostini para esta coleção é a mesma das demais da empresa, debitar o valor mensal no cartão de crédito conforme as entregas são liberadas para envio. Infelizmente o momento econômico do país não é favorável, o que faz com que não se possa adquirir todos os modelos. Essa opção de aquisição avulsa só é possível de ser implementada por aqueles que vivem em cidades nas quais a coleção está saindo em bancas, já que a Planeta não possui sistema de vendas avulsas pelo seu site.



Bem amigos...  De qualquer forma não há como negar a imponência e arrojo das miniaturas. Se você possui interesse nesta coleção é possível checar maiores informações em dois locais: 1) na própria Página da Planeta DeAgostini dedicado à coleção e 2) em um Site Exclusivo onde é possível assistir à um vídeo e ter acesso à conteúdo promocional exclusivo. Há também um vídeo no Youtube que também pode ser acessado neste link.

É isso aí amigos!

domingo, 30 de agosto de 2015

Miniatura Marvel Nº 48 - Visão

Miniatura Marvel Nº 48 - Visão

Olá amigos... Hoje veremos a miniatura de um personagem que em minha opinião sintetiza de forma perfeita os Vingadores Clássicos: O Visão. Um "sintozóide" (um ser robótico com sensações, personalidade e memórias humanas), que conseguiu conquistar um lugar sólido no panteão da Marvel. Sua natureza complexa trouxe para dentro das HQs a interessante discussão sobre o que define o "ser-humano". Talvez isto explique o fascínio que o personagem exerce sobre todos nós. Discutiremos aqui as características de sua miniatura, bem como alguns aspectos de sua complexa origem.

Miniatura Marvel Nº 48 - Visão

A peça que representa o robótico herói traz, em cores vivas, o tradicional uniforme com sua longa capa com a gola marcante emoldurando a cabeça. Feições do rosto e anatomia estão adequadas em minha opinião. A postura adotada pelo personagem confere um "ar" de ordenança, como que a avisar alguém para interromper qualquer tipo de atividade que esteja fazendo. Esta postura é também similar àquela adotada pelo herói quando da sua 1ª aparição na capa de Avengers Nº 57, de Outubro de 1968. Pequenos detalhes da pintura poderiam ter sido melhor ajustados, como por exemplo os limites das partes em amarelo e verde. Por vezes é possível perceber pequenas invasões na pintura de uma cor sobre a outra. Esse erro pode também ser visto na região anterior do "Shorts", mais especificamente na virilha do personagem.

Miniatura Marvel Nº 48 - Visão

Um ponto positivo que pode muito bem ser visto nestas fotos é a leveza com que a capa foi moldelada. É possível, inclusive perceber uma sensação de movimento do manto para a direta, o que pode ser interpretado de duas formas: 1) - como se um vento tivesse soprando da esquerda para a direita; e 2) - como se o herói estivesse se movimentado e, de repente resolvesse parar subitamente, trazendo um movimento inercial para sua capa. Para mim este é um ponto alto da figura.

Miniatura Marvel Nº 48 - Visão

O Visão foi criado em 1968 por Roy Thomas e John Buscema, e ao analisarmos a concepção artística do personagem é interessante perceber que seus criadores conseguiram sintetizar perfeitamente em sua figura o conceito do "homem-robô" ao conceber sua cabeça com orelhas (em formato de Headphones) e cabelos cobertos por um tecido que deixa apenas uma face fria e vermelha exposta. A joia incrustada na testa permite a lembrança de algo espiritual, à semelhança dos povos hindus que costumeiramente se utilizam de joias nesse local. Falar da origem do personagem é se aventurar por um terreno complexo. Constantes reviravoltas nos eventos relacionados à sua origem sempre trouxeram sombras ao seu passado. Por isso explanarei rapidamente os fatos que, como peças de quebra-cabeça, oferecem apenas uma pista de quem é o Visão.

Miniatura Marvel Nº 48 - Visão

O Visão teria sido criado pelo vilão Ultron-5 para ser um sintozóide com padrões mentais de um outro vilão que havia morrido como um herói: Magnum. A criação do Visão atendia à um único propósito: ser usado como um Cavalo-de-Troia ao ser infiltrado no coração dos Vingadores para destruí-los. No entanto, logo após sua criação o Visão conseguiria escapar do controle de Ultron e se voltaria contra seu criador, auxiliando os Vingadores na destruição do vilão. Logo os Vingadores perceberiam que o Visão era um ser especial, pois ao ser convidado para integrar a equipe o herói verteria uma lágrima de gratidão. Algo muito estranho para um ser sintético.

Miniatura Marvel Nº 48 - Visão

Após diversas batalhas ao lado da equipe, o Visão se sacrificaria durante a Guerra Kree-Skrull para ajudar seus amigos. Para tentar reativa-lo, Hank Pym (o Homem-Formiga original) empreende uma viagem ao seu interior e descobre que o androide tinha algo realmente especial. Em seu interior Pym identifica que Visão era uma reformulação do Tocha-Humana Original (da Era de Ouro), um androide criado pelo gênio Phineas T. Horton em 1930. Na verdade Ultron teria adquirido o corpo inerte do Tocha Original e com a ajuda de um acuado Phineas reconfigurado o Tocha com os padrões cerebrais de Magnum, criando assim o Visão. De repente, o sintozóide sem um passado definido possuía um incrível histórico heroico. Sabedor dos eventos que envolviam sua criação, o Visão podia então seguir em frente e isso significava fortalecer os laços de afeto entre ele e a Feiticeira Escarlate, resultando na união matrimonial dos dois.

Miniatura Marvel Nº 48 - Visão

Tudo pareceu complicar de novo quando Magnum (Simon Williams), o homem (supostamente morto) em que Ultron havia se baseado para atribuir os padrões mentais ao Visão aparece vivo. Essa "sinuca" foi resolvida (ou talvez não) com a percepção do Visão de que tinha os padrões mentais de Magnum, porém baseava seu corpo na tecnologia do Tocha Original. O retorno de Magnum de certo modo não abalava isso. Outro fato que complicaria a origem do Visão foi o retorno do Tocha Original. Desta vez o problema era grande. A explicação veio através da descoberta de que Immortus (um viajante do Tempo) havia divergido as linhas temporais com o objetivo de criar uma duplicata temporal do Tocha Original, e foi então esta duplicata que se tornou o Visão. Ou seja, nada mudava de novo, o Visão continuava sendo uma criação de Ultron usando os restos do corpo do Tocha Original com os padrões mentais de Magnum.

Miniatura Marvel Nº 48 - Visão

Os poderes do Visão incluem a alteração de sua densidade corporal, deixando-o tão duro quanto uma rocha ou tão etéreo quanto o ar. Usando essa habilidade ele consegue voar e, além disso possui força, durabilidade, reflexos e velocidade sobre-humanas. Suas células são carregadas constantemente pela energia solar e por isso ele pode emitir rajadas de calor pelos olhos.

O Visão é um personagem que esteve ausente das HQs durante um bom tempo ao ser despedaçado por uma ensandecida Mulher-Hulk durante os eventos do arco "A Queda", que narra a dissolução dos Vingadores. Religado por Tony Stark, ele está novamente presente e atuante no Universo Marvel, e agora com um impulso adicional ao aparecer no filme "Vingadores: A Era de Ultron". O Visão é para mim um personagem muito querido e que nos lembra constantemente o quanto poderíamos ser melhores como seres humanos.

É isso aí amigos! Grande abraço!

domingo, 2 de agosto de 2015

Joyland - Stephen King


Um verão inesquecível na vida de um jovem em 1973. Uma temporada de trabalho como Serviços Gerais em um Parque de Diversões para ajudar a pagar a faculdade e esquecer uma jovem que lhe deu o "pé na bunda". Esse foi o verão de 1973 para Devin Jones, um cara (um tanto melancólico) que buscava desesperadamente esquecer seu primeiro amor, mas acabou tendo uma experiência que lhe marcaria para o resto da vida. Joyland livro de 2012 de Stephen King fala de crescer, amadurecer, de perdas, memórias e, acho que podemos dizer, do sentido das coisas. Talvez o romance não possua a grandiloquência de outros livros de King, mas nem quer ter. Ele se volta para as pessoas, para o ambiente íntimo de cada um. É um recorte de emoções profundas e por isso mesmo, intimista.


Começo dizendo que uma das coisas que mais me encantou no livro foi o elemento que serve de pano de fundo para a história, ou seja: O Parque de Diversões. King consegue traduzir todo encanto, alegria, diversão e (como em uma outra face da mesma moeda) toda solidão, medo, melancolia e desolação que um Parque de Diversões pode evocar. Os bastidores do Parque de Joyland é devassado e nos faz perceber o quão rico esse universo escondido é. Como frequentadores de parques vemos apenas o neon brilhante, os sorrisos e a alegria. Mas por baixo há um Mundo rico em companheirismo, camaradagem, tristezas e histórias enigmáticas. Sempre vi Parques de Diversões como um lugar que escondia mais do que apresentava, mas sempre quando vamos embora esquecemos disso e jogamos nossas perguntas e impressões para o fundo de nossa mente.


O Parque de Joyland é, sem dúvida, uma presença viva e um personagem onipresente na narrativa. Devin Jones evoca o camarada boa praça e de coração partido. Sua trajetória no Parque é seguida pela sombra de um assassinato ocorrido no interior do Trem Fantasma de Joyland, conhecido como Horror House. Como resultado do homicídio cometido há cinco anos, em 1968, ficou a lenda de que o fantasma da jovem assassinada (Linda Gray) aparecia ocasionalmente às pessoas mais sensíveis e com alguma capacidade mediúnica. 


Devin Jones conhece pessoas incríveis durante o verão em Joyland, dentre eles Erin Cook e Tom Kenedy (também universitários e colegas de trabalho). Temos também Lane Hardy, Pop Allen, Rozie Gold (ou madame Fortuna - a cartomante do Parque)... funcionários que além de serem amigos possuíam o calor humano característico do que podemos chamar de família verdadeira. Ah! Sem deixar passar o Sr. Brad Easterbrook (o velho e amigo dono do parque). Nesse caminho Devin conhecerá o "Colóquio", uma linguagem rica e toda própria dos Parques de Diversões (e isso é verdade). Quem tem Alma de Parque sabe o que isso quer dizer.


Ao longo do verão Devin pilota a Roda-Gigante (chamada carinhosamente de Carolina-Spin), vende cachorro-quentes, refrigerantes, cuida de barracas de tiro ao alvo, de carrinhos bate-bate, das Montanhas-Russa do Parque (a Thunderball e a Delirium Shaker), lava, engraxa, veste a roupa de Howie (o cão mascote do Parque) e salva a vida de uma garotinha que se engasga com um cachorro-quente. 


Temos também as Garotas-Hollywwood, universitárias ou interessadas em ganhar um dinheiro perambulando por Joyland tirando fotos dos Bobs (a forma como os frequentadores do Parque são tratados no Colóquio). A ruiva Erin Cook, amiga de Devin era uma Garota-Hollywood e passeava por Joyland com a câmera fotográfica padrão do lugar: a Speed Graphic. Erin é a garota que estampa a capa do livro, incrivelmente desenhada por Glen Orbik.


Em meio a tudo isso, ainda há Mike, um garoto fadado a ter poucos anos de vida em virtude da Distrofia Muscular de Duchene. Mike é mais que um garoto doente, ele tem o "dom". E sabe que o espírito da garota Gray está preso e vagando dentro do Trem Fantasma, o Horror House

Tudo isso, é claro, poderia ser mais um romance de terror, mas o que acho incrível em Stephen King é a capacidade que ele tem de desenvolver seus personagens e de retratar o belo e singelo ao lado do terror mais sombrio. 


Comparo Joyland à Stand By Me, obra de King adaptada para o cinema em 1986 que possui elementos sensíveis, perenes e, ao mesmo tempo, assustadores. Uma reflexão do quanto o mundo é belo e ao mesmo tempo sombrio. Se você não assistiu à Stand By Me não perca tempo. Um momento mágico nas vidas dos atores Will Wheaton (Star Trek - A Nova Geração), Corey Feldman (Goonies) e Jerry O´Connell.


É isso aí amigos! A próxima vez que for a um Parque de Diversões lembre-se... Há muito mais do que podemos ver lá!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...