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sábado, 12 de setembro de 2015

Coleção Veículos de Serviço do Brasil


Olá amigos... A 2ª Coleção que gostaria de comentar, além daquela informada na última matéria (Coleção Caminhões Brasileiros de Outros Tempos - CBOT) é agora Veículos de Serviço do Brasil. Lançada praticamente simultaneamente à CBOT, Veículos de Serviço do Brasil tem como proposta um verdadeiro desfile de modelos de veículos que serviram à diversas empresas comerciais e estatais. A Planeta DeAgostini volta aqui a contar com uma das características marcantes do consumidor (colecionador) Brasileiro, sua capacidade de recordar e se apegar afetivamente à épocas, veículos e momentos. As peças contemplam modelos de veículos de serviço desde de 1950 e é um festival de marcas comerciais, logos, cores e lembranças. Associado a cada peça há um fascículo que conta a história da empresa e o emprego do veículo em determinada função.


A Coleção dispõe de um Site Oficial da Coleção de divulgação onde é possível assistir um vídeo promocional. As miniaturas vem posicionadas sobre uma base expositora na qual está impresso o nome e modelo do veículo. Além disso, a peça fica protegida dentro de uma caixa de acrílico com uma foto de fundo compondo assim um diorama. 


A forma primordial para aquisição das peças é pela assinatura diretamente na Planeta DeAsgostini. A empresa possui um serviço de assinaturas com o qual nunca tive problemas, no entanto muitos gostariam de adquirir peças avulsas, o que infelizmente não é possível. Esta opção é possível somente àqueles que vivem em cidades nas quais a coleção está sendo lançada em banca, do contrário a opção é a assinatura ou então a aquisição através de terceiros. Outra grande luta dos colecionadores que assinam coleções entregues por nosso Serviço de Correios e Telégrafos é receberem as peças em condições adequadas. Caixas entregues machucadas, amassadas e estrupiadas são comuns em nosso país, haja vista as entregas que recebemos das Coleções de Miniaturas de Metal da Marvel e DC. No caso da Planeta DeAgostini, inacreditavelmente as caixas me tem sido entregues íntegras, possivelmente porque são caixas mais robustas e de folha dupla de papelão.


A assinatura possui algumas vantagens. Além da óbvia comodidade de se receber as peças em casa, o assinante recebe também brindes conforme pode ser conferido abaixo. A desvantagem é, portanto o interessado não conseguir adquirir itens avulsos.

Volkswagen Brasília - Polícia Rodoviária Federal

Sava Austin

Arquivador

A coleção Veículos de Serviço do Brasil é um pouco menos extensa (50 peças) do que suas irmãs, a Coleção Caminhões Brasileiros de Outros Tempos (60 peças) e a Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil (100 peças!!). De qualquer forma o conjunto total destas 03 coleções será uma infinidade de miniaturas. O mais interessante é serem todas na mesma escala 1:43. 


Como já relatei anteriormente, meu interesse nestas coleções é mais afetivo, emocional e passional do que técnico. Antes destas coleções se iniciarem no Brasil eu já havia percorrido alguns caminhos e descoberto que existe um colecionismo de alto nível ($$$$) envolvendo miniaturas de carros, soldados, barcos, aviões e correlatos. Um ramo altamente especializado em que as peças são numeradas, únicas e atendem à demanda de um segmento extremamente elevado da sociedade (e estou falando de classe alta). Este segmento de alto nível do colecionismo é totalmente alheio aos desejos das pessoas comuns e é aí que que coleções como estas entram. Apesar do preço de cada peça (R$ 50,32 para esta coleção Veículos de Serviço do Brasil) não ser barato, ainda assim é mais acessível do que este segmento de alto nível.


Bom amigos... Como já comentamos aqui algumas vezes, o Brasil vive (apesar da crise) um momento ainda favorável ao colecionismo. A maioria dos colecionadores já internalizou a ideia de ter sempre um dinheirinho separado todo mês para comprar uma determinada coleção. Infelizmente, dado o número de opções no mercado hoje, nós temos que optar por esta ou aquela, para que assim caiba dentro deste orçamento já sagrado e separado todo mês para o colecionismo.

É isso aí! o/

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Coleção Caminhões Brasileiros de Outros Tempos


Olá amigos... O início desta década viu nascer um novo movimento no colecionismo Brasileiro. Algumas emblemáticas coleções foram as responsáveis por pavimentar esta história de sucesso. Dentre elas eu destacaria 04: A Coleção de Miniaturas de Metal Marvel (2012); A Coleção de Miniaturas de Metal da DC (2013); A Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil (2012) e a Coleção de Graphic Novels da Salvat (2013) (capa preta). Um verdadeiro Tsunami que chegou em nosso país impulsionado ainda mais pela onda "nerd" que varreu e ainda varre o mundo por meio dos filmes de super-heróis, séries de TV e literatura ficcional. Esse ano tivemos mais coleções dignas de nota, dentre elas a Coleção de Graphic Novel da Salvat "Os Heróis Mais Poderosos da Marvel" (capa vermelha) e a promessa de ainda este ano chegar a versão da DC para a coleção de Graphic Novel. Nessa esteira de grandes coleções a Planeta DeAgostini, grande empresa neste setor não fica de fora e lança outras duas coleções que ao meu modo de ver merecem destaque: a 1ª Caminhões Brasileiros de Outros Tempos e a 2ª Veículos de Serviço do Brasil. Nesta matéria comentarei um pouco sobre a 1ª.



Caminhões Brasileiros de Outros Tempos é uma coleção que lida com o sentimento que alguns adultos trazem consigo e que também está presente na Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil, o sentimento de saudade/saudosismo que é tão caro àquele que viveu ao lado de veículos que são verdadeiros patrimônios nacionais. O que move o colecionador é a ideia de se ter em casa pequenos pedaços de memórias que podem ser acessados todas as vezes que se olha para a estante e se vê estes pequenos fragmentos de lembranças. Fragmentos que nos lembram de nossa história e de nossa experiência pessoal.



No meu caso, confesso que não sou entendido de automobilismo ou mesmo mecânica. Por isso, o que explicaria meu fascínio por estas peças? Creio que encontro resposta para esta pergunta dentro da minha história. Aos 44 anos de idade contemplo estas peças e percebo como esses veículos faziam parte de um cenário comum do meu dia a dia no passado.



Confesso que achei esta coleção cara, cada peça sai por R$ 89,99. Acabei assinando-a, tendo que me adequar em meu orçamento para que isso acontecesse. As peças realmente possuem um bom acabamento e trazem os caminhões na mesma escala que os veículos da Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil, 1:43. O que permitirá ao colecionador que possui peças destas duas coleções compor cenários compatíveis com os veículos.



A Coleção também traz fascículos com informações técnicas e históricas a respeito de cada caminhão. O assinante tem direito à alguns brindes bem interessantes que apresento abaixo. Ao final, o conjunto completo desta coleção será bem robusto, uma vez que possui 60 miniaturas. Este fato faz com que se tenha em mente outro grande problema na vida de todo amante do colecionismo: o espaç, afinal serão 60 miniaturas + 04 peças de brinde. Confira tais brindes abaixo:

Caminhão Esso Articulado


Caminhão FNM Cegonha Articulado

Caminhão Citroën U55-60 - Transporte de Gado


Barreiros Azor

Fichário

A política da Planeta deAgostini para esta coleção é a mesma das demais da empresa, debitar o valor mensal no cartão de crédito conforme as entregas são liberadas para envio. Infelizmente o momento econômico do país não é favorável, o que faz com que não se possa adquirir todos os modelos. Essa opção de aquisição avulsa só é possível de ser implementada por aqueles que vivem em cidades nas quais a coleção está saindo em bancas, já que a Planeta não possui sistema de vendas avulsas pelo seu site.



Bem amigos...  De qualquer forma não há como negar a imponência e arrojo das miniaturas. Se você possui interesse nesta coleção é possível checar maiores informações em dois locais: 1) na própria Página da Planeta DeAgostini dedicado à coleção e 2) em um Site Exclusivo onde é possível assistir à um vídeo e ter acesso à conteúdo promocional exclusivo. Há também um vídeo no Youtube que também pode ser acessado neste link.

É isso aí amigos!

domingo, 30 de agosto de 2015

Miniatura Marvel Nº 48 - Visão

Miniatura Marvel Nº 48 - Visão

Olá amigos... Hoje veremos a miniatura de um personagem que em minha opinião sintetiza de forma perfeita os Vingadores Clássicos: O Visão. Um "sintozóide" (um ser robótico com sensações, personalidade e memórias humanas), que conseguiu conquistar um lugar sólido no panteão da Marvel. Sua natureza complexa trouxe para dentro das HQs a interessante discussão sobre o que define o "ser-humano". Talvez isto explique o fascínio que o personagem exerce sobre todos nós. Discutiremos aqui as características de sua miniatura, bem como alguns aspectos de sua complexa origem.

Miniatura Marvel Nº 48 - Visão

A peça que representa o robótico herói traz, em cores vivas, o tradicional uniforme com sua longa capa com a gola marcante emoldurando a cabeça. Feições do rosto e anatomia estão adequadas em minha opinião. A postura adotada pelo personagem confere um "ar" de ordenança, como que a avisar alguém para interromper qualquer tipo de atividade que esteja fazendo. Esta postura é também similar àquela adotada pelo herói quando da sua 1ª aparição na capa de Avengers Nº 57, de Outubro de 1968. Pequenos detalhes da pintura poderiam ter sido melhor ajustados, como por exemplo os limites das partes em amarelo e verde. Por vezes é possível perceber pequenas invasões na pintura de uma cor sobre a outra. Esse erro pode também ser visto na região anterior do "Shorts", mais especificamente na virilha do personagem.

Miniatura Marvel Nº 48 - Visão

Um ponto positivo que pode muito bem ser visto nestas fotos é a leveza com que a capa foi moldelada. É possível, inclusive perceber uma sensação de movimento do manto para a direta, o que pode ser interpretado de duas formas: 1) - como se um vento tivesse soprando da esquerda para a direita; e 2) - como se o herói estivesse se movimentado e, de repente resolvesse parar subitamente, trazendo um movimento inercial para sua capa. Para mim este é um ponto alto da figura.

Miniatura Marvel Nº 48 - Visão

O Visão foi criado em 1968 por Roy Thomas e John Buscema, e ao analisarmos a concepção artística do personagem é interessante perceber que seus criadores conseguiram sintetizar perfeitamente em sua figura o conceito do "homem-robô" ao conceber sua cabeça com orelhas (em formato de Headphones) e cabelos cobertos por um tecido que deixa apenas uma face fria e vermelha exposta. A joia incrustada na testa permite a lembrança de algo espiritual, à semelhança dos povos hindus que costumeiramente se utilizam de joias nesse local. Falar da origem do personagem é se aventurar por um terreno complexo. Constantes reviravoltas nos eventos relacionados à sua origem sempre trouxeram sombras ao seu passado. Por isso explanarei rapidamente os fatos que, como peças de quebra-cabeça, oferecem apenas uma pista de quem é o Visão.

Miniatura Marvel Nº 48 - Visão

O Visão teria sido criado pelo vilão Ultron-5 para ser um sintozóide com padrões mentais de um outro vilão que havia morrido como um herói: Magnum. A criação do Visão atendia à um único propósito: ser usado como um Cavalo-de-Troia ao ser infiltrado no coração dos Vingadores para destruí-los. No entanto, logo após sua criação o Visão conseguiria escapar do controle de Ultron e se voltaria contra seu criador, auxiliando os Vingadores na destruição do vilão. Logo os Vingadores perceberiam que o Visão era um ser especial, pois ao ser convidado para integrar a equipe o herói verteria uma lágrima de gratidão. Algo muito estranho para um ser sintético.

Miniatura Marvel Nº 48 - Visão

Após diversas batalhas ao lado da equipe, o Visão se sacrificaria durante a Guerra Kree-Skrull para ajudar seus amigos. Para tentar reativa-lo, Hank Pym (o Homem-Formiga original) empreende uma viagem ao seu interior e descobre que o androide tinha algo realmente especial. Em seu interior Pym identifica que Visão era uma reformulação do Tocha-Humana Original (da Era de Ouro), um androide criado pelo gênio Phineas T. Horton em 1930. Na verdade Ultron teria adquirido o corpo inerte do Tocha Original e com a ajuda de um acuado Phineas reconfigurado o Tocha com os padrões cerebrais de Magnum, criando assim o Visão. De repente, o sintozóide sem um passado definido possuía um incrível histórico heroico. Sabedor dos eventos que envolviam sua criação, o Visão podia então seguir em frente e isso significava fortalecer os laços de afeto entre ele e a Feiticeira Escarlate, resultando na união matrimonial dos dois.

Miniatura Marvel Nº 48 - Visão

Tudo pareceu complicar de novo quando Magnum (Simon Williams), o homem (supostamente morto) em que Ultron havia se baseado para atribuir os padrões mentais ao Visão aparece vivo. Essa "sinuca" foi resolvida (ou talvez não) com a percepção do Visão de que tinha os padrões mentais de Magnum, porém baseava seu corpo na tecnologia do Tocha Original. O retorno de Magnum de certo modo não abalava isso. Outro fato que complicaria a origem do Visão foi o retorno do Tocha Original. Desta vez o problema era grande. A explicação veio através da descoberta de que Immortus (um viajante do Tempo) havia divergido as linhas temporais com o objetivo de criar uma duplicata temporal do Tocha Original, e foi então esta duplicata que se tornou o Visão. Ou seja, nada mudava de novo, o Visão continuava sendo uma criação de Ultron usando os restos do corpo do Tocha Original com os padrões mentais de Magnum.

Miniatura Marvel Nº 48 - Visão

Os poderes do Visão incluem a alteração de sua densidade corporal, deixando-o tão duro quanto uma rocha ou tão etéreo quanto o ar. Usando essa habilidade ele consegue voar e, além disso possui força, durabilidade, reflexos e velocidade sobre-humanas. Suas células são carregadas constantemente pela energia solar e por isso ele pode emitir rajadas de calor pelos olhos.

O Visão é um personagem que esteve ausente das HQs durante um bom tempo ao ser despedaçado por uma ensandecida Mulher-Hulk durante os eventos do arco "A Queda", que narra a dissolução dos Vingadores. Religado por Tony Stark, ele está novamente presente e atuante no Universo Marvel, e agora com um impulso adicional ao aparecer no filme "Vingadores: A Era de Ultron". O Visão é para mim um personagem muito querido e que nos lembra constantemente o quanto poderíamos ser melhores como seres humanos.

É isso aí amigos! Grande abraço!

domingo, 2 de agosto de 2015

Joyland - Stephen King


Um verão inesquecível na vida de um jovem em 1973. Uma temporada de trabalho como Serviços Gerais em um Parque de Diversões para ajudar a pagar a faculdade e esquecer uma jovem que lhe deu o "pé na bunda". Esse foi o verão de 1973 para Devin Jones, um cara (um tanto melancólico) que buscava desesperadamente esquecer seu primeiro amor, mas acabou tendo uma experiência que lhe marcaria para o resto da vida. Joyland livro de 2012 de Stephen King fala de crescer, amadurecer, de perdas, memórias e, acho que podemos dizer, do sentido das coisas. Talvez o romance não possua a grandiloquência de outros livros de King, mas nem quer ter. Ele se volta para as pessoas, para o ambiente íntimo de cada um. É um recorte de emoções profundas e por isso mesmo, intimista.


Começo dizendo que uma das coisas que mais me encantou no livro foi o elemento que serve de pano de fundo para a história, ou seja: O Parque de Diversões. King consegue traduzir todo encanto, alegria, diversão e (como em uma outra face da mesma moeda) toda solidão, medo, melancolia e desolação que um Parque de Diversões pode evocar. Os bastidores do Parque de Joyland é devassado e nos faz perceber o quão rico esse universo escondido é. Como frequentadores de parques vemos apenas o neon brilhante, os sorrisos e a alegria. Mas por baixo há um Mundo rico em companheirismo, camaradagem, tristezas e histórias enigmáticas. Sempre vi Parques de Diversões como um lugar que escondia mais do que apresentava, mas sempre quando vamos embora esquecemos disso e jogamos nossas perguntas e impressões para o fundo de nossa mente.


O Parque de Joyland é, sem dúvida, uma presença viva e um personagem onipresente na narrativa. Devin Jones evoca o camarada boa praça e de coração partido. Sua trajetória no Parque é seguida pela sombra de um assassinato ocorrido no interior do Trem Fantasma de Joyland, conhecido como Horror House. Como resultado do homicídio cometido há cinco anos, em 1968, ficou a lenda de que o fantasma da jovem assassinada (Linda Gray) aparecia ocasionalmente às pessoas mais sensíveis e com alguma capacidade mediúnica. 


Devin Jones conhece pessoas incríveis durante o verão em Joyland, dentre eles Erin Cook e Tom Kenedy (também universitários e colegas de trabalho). Temos também Lane Hardy, Pop Allen, Rozie Gold (ou madame Fortuna - a cartomante do Parque)... funcionários que além de serem amigos possuíam o calor humano característico do que podemos chamar de família verdadeira. Ah! Sem deixar passar o Sr. Brad Easterbrook (o velho e amigo dono do parque). Nesse caminho Devin conhecerá o "Colóquio", uma linguagem rica e toda própria dos Parques de Diversões (e isso é verdade). Quem tem Alma de Parque sabe o que isso quer dizer.


Ao longo do verão Devin pilota a Roda-Gigante (chamada carinhosamente de Carolina-Spin), vende cachorro-quentes, refrigerantes, cuida de barracas de tiro ao alvo, de carrinhos bate-bate, das Montanhas-Russa do Parque (a Thunderball e a Delirium Shaker), lava, engraxa, veste a roupa de Howie (o cão mascote do Parque) e salva a vida de uma garotinha que se engasga com um cachorro-quente. 


Temos também as Garotas-Hollywwood, universitárias ou interessadas em ganhar um dinheiro perambulando por Joyland tirando fotos dos Bobs (a forma como os frequentadores do Parque são tratados no Colóquio). A ruiva Erin Cook, amiga de Devin era uma Garota-Hollywood e passeava por Joyland com a câmera fotográfica padrão do lugar: a Speed Graphic. Erin é a garota que estampa a capa do livro, incrivelmente desenhada por Glen Orbik.


Em meio a tudo isso, ainda há Mike, um garoto fadado a ter poucos anos de vida em virtude da Distrofia Muscular de Duchene. Mike é mais que um garoto doente, ele tem o "dom". E sabe que o espírito da garota Gray está preso e vagando dentro do Trem Fantasma, o Horror House

Tudo isso, é claro, poderia ser mais um romance de terror, mas o que acho incrível em Stephen King é a capacidade que ele tem de desenvolver seus personagens e de retratar o belo e singelo ao lado do terror mais sombrio. 


Comparo Joyland à Stand By Me, obra de King adaptada para o cinema em 1986 que possui elementos sensíveis, perenes e, ao mesmo tempo, assustadores. Uma reflexão do quanto o mundo é belo e ao mesmo tempo sombrio. Se você não assistiu à Stand By Me não perca tempo. Um momento mágico nas vidas dos atores Will Wheaton (Star Trek - A Nova Geração), Corey Feldman (Goonies) e Jerry O´Connell.


É isso aí amigos! A próxima vez que for a um Parque de Diversões lembre-se... Há muito mais do que podemos ver lá!

terça-feira, 28 de julho de 2015

Miniatura DC Nº 18 - Gladiador Dourado

Miniatura DC Nº 18 - Gladiador Dourado

Não é à toa que Michael Jon Carter, o Gladiador Dourado, possui esse nome. Seu criador, Dan Jurgens, provavelmente homenageou outro grande personagem da literatura ficcional, o confederado John Carter das histórias de Edgar Rice Burroughs. Em comum os dois personagens possuem um dado marcante, ambos viajaram para além de seus lugares de origem. No caso de Michael para além do seu tempo e espaço. Vindo do Século 25, o jogador de futebol americano que viria a ser o Gladiador Dourado, possui uma interessante história que iremos visitar hoje, sem, no entanto esquecer de falarmos da peça que o representa na Coleção de Miniaturas de Metal da DC

Miniatura DC Nº 18 - Gladiador Dourado

Acredito que não haja impressões negativas em relação à peça do Gladiador Dourado. A personalidade do herói está muito bem representada em sua apresentação: a tradicional postura de campeão e aclamação que Michael perseguiu durante toda sua mitologia ficcional. O amarelo dourado do uniforme está adequado. Como parte de sua indumentária que lhe confere poderes, posso dizer que sinto falta do anel de voo e do robô Skeets, seu companheiro original de aventuras.

Miniatura DC Nº 18 - Gladiador Dourado

Loiro, com porte atlético, Michael foi concebido pelo seu criador para evocar o bem-sucedido esportista universitário que se dá bem em todas as situações. O tipo popular com as garotas e com quem todo mundo quer se identificar. Mas as coisas começaram a dar errado para Michael quando ele foi vítima de seus grandes inimigos: 1) sua vontade de se dar bem; 2) perpetuar continuamente sua popularidade e 3) ganhar uma boa grana.

Miniatura DC Nº 18 - Gladiador Dourado

Michael Jon Carter nasceu no ano de 2442 e cresceu com as características que todos queremos ter, carisma e porte atlético. Foi esse porte que lhe deu o passaporte para a Universidade ao ganhar bolsa de estudos por ser muito bom em Futebol Americano. Tudo ia bem para Michael até o dia em que ele decidiu dar um arriscado passo na direção da grana fácil. Foi no Futebol que ele viu essa possibilidade. Assim, ele decidiu apostar nos próprios jogos dos quais participava. Tudo poderia ter passado despercebido, até o dia em que ele entregou um dos jogos para que ganhasse uma "bolada". Descoberto em sua "mutreta", Michael viu seus dias de popularidade e universidade acabados.

Miniatura DC Nº 18 - Gladiador Dourado

O único lugar em que conseguiu emprego após sua derrocada foi em um Museu dedicado à história do Século XX. Foi lá que Michael conheceu um dos robôs que ajudava a cuidar do local, Skeets. O pequeno e redondo robô voador Skeets era mais que um zelador, ele possuía um banco de dados incrível sobre história do Século XX. Foi durante as intermináveis noites como vigia e zelador do Museu, que Michael começou a se interessar pela fantástica história de nossa época, com seus Super-heróis coloridos, suas aventuras incríveis e mais, sua FAMA! Não demorou muito para Michael ter a ideia de que, se em sua época sua fama e popularidade estavam na lama... Bem... Em outra época isso não era verdade. Ele podia ser quem ele quisesse se conseguisse voltar no tempo!

Miniatura DC Nº 18 - Gladiador Dourado

Michael então rouba um traje muito poderoso que estava exposto no Museu, junto com um par de braceletes capazes de emitir rajadas de energia, um cinto que gerava um campo de força e um anel de voo. Pronto! Ele estava decidido a se dar bem no Século XX como um herói. Fama e riqueza estavam à sua espera. A grande ideia para riqueza de Michael residia na capacidade inesgotável de Merchandising que a posição de um herói ocupa. Auxiliado por Skeets, ele acessa uma Máquina do Tempo (também presente no Museu) e retorna aos nossos dias. Com datas e horários sobre crimes, roubos e assassinatos devidamente fornecidas por Skeets, Michael inicia sua jornada em nossos dias para se dar bem auxiliando pessoas e evitando tragédias.

Miniatura DC Nº 18 - Gladiador Dourado

Não tardou para o plano dar certo. Durante uma cerimônia em sua homenagem Michael se embanana na hora de dizer seu codinome e acaba falando Gladiador Dourado. Nascia então um novo tipo de herói. Alguém que, apesar de ser bom em seu interior, queria no meio do caminho duas coisinhas inofensivas: FAMA e DINHEIRO. No Mundo dos quadrinhos isso já havia sido tentado com certo sucesso por outro personagem nos anos 70, só que da Marvel: Luke Cage e seu jargão "O Herói de Aluguel". No caso do Gladiador Dourado isso só é um pouco mais sofisticado. É claro que não tardou para outros heróis se incomodarem com as motivações de Michael. Superman foi um deles por exemplo.

Miniatura DC Nº 18 - Gladiador Dourado
O Gladiador Dourado teve muito tempo e situações críticas para provar seu valor como herói verdadeiro, sendo inclusive membro importante da Liga da Justiça da América (LJA). Sua fase na LJA nas mãos de JM De Mateis foi uma das mais expressivas até hoje, uma vez que o roteirista conseguiu a fusão perfeita entre humor e heroísmo. O binômio do qual a personalidade de Michael é forjada. Nunca esqueçamos é claro que Michael protagonizou uma das amizades mais sinceras dos quadrinhos até hoje, junto com seu inseparável e saudoso amigo, Ted Kord, o Besouro Azul. Um personagem que jamais tinha que ter sido morto!! Odiei sua morte. Na minha opinião essa morte serviu apenas à interesses espúrios e capitalistas da Editora DC. Isso simplesmente nos privou de ver Michael e Ted novamente em ação com suas hilárias maquinações.

É isso aí amigos!!

domingo, 26 de julho de 2015

Raio X de... Vampiros no Cinema (Box)


Olá amigos... Gostaria hoje de comentar rapidamente os filmes integrantes do Box Vampiros no Cinema da Versátil Home Vídeo. Lançado em Junho de 2015 o Box faz parte da excelente iniciativa da Versátil de lançar Boxes temáticos. Vampiros no Cinema traz um recorte de filmes que abordam o tema do Vampirismo numa interessante progressão de tempo capaz de apresentar a abordagem do mito à luz do pensamento e da narrativa cinematográfica de algumas épocas, no caso: décadas de 20, 70, 80 e 90. O primeiro deles é Nosferatu.


Nosferatu (Nosferatu, eine Symphonie des Grauens)
 
Ano e País de Produção: 1922 - Alemanha.
Direção: Friedrich Wilhelm Murnau.

Aclamado clássico de Murnau, Nosferatu traz consigo a honra de ser o 1º filme a abordar o mito do Vampiro. Em uma livre interpretação de Drácula de Bram Stoker, o filme traz um Conde (Orlok) que vive nos Cárpatos (região Romena) e que se interessa em comprar um imóvel na cidade de Wisborg. O filme tem a narrativa característica dos filmes das décadas de 10 e 20, ou seja, é mudo, traz interpretações teatralizadas e um pouco exageradas. Com isso em mente o espectador verá que o filme é uma obra-prima ao conseguir revelar a atmosfera sombria, solitária, mórbida e letal dos vampiros. Orlok, embora de aparência frágil e bizarra é sim mortal e astuto. A estética do filme é um espetáculo a parte.


A Noite dos Demônios (La Notte dei Diavoli)
Ano e País de Produção: 1972 - Itália.
Direção: Giorgio Ferroni.

Com a estética característica dos anos 70, A Noite dos Demônios foi para mim uma grande e positiva surpresa. Um jovem e promissor arquiteto (Nicola) se perde em uma floresta em busca de uma madeireira e precisa passar a noite em uma casa com uma família muito estranha. O filme segue características que, infelizmente, não se vê mais nos filmes de terror de hoje, ou seja, consegue ir além do terror ao abordar um erotismo suave e subentendido, a solidão, o medo e o mistério intrínseco e não revelado. Uma narrativa que privilegia mais o ambiente interno dos personagens do que o externo. Para mim, um dos momentos mais memoráveis do filme é a conversa entre Nicola e um ex-policial sobre o motivo da existência dos Wurdulack (termo da cultura dos povos dos cárpatos para morto-vivo).


Quando Chega a Escuridão (Near Dark)
Ano e País de Produção: 1987 - EUA.
Direção: Kathryn Bigelow.

Quando Chega a Escuridão é nada mais nada menos que a junção de um faroeste moderno com um filme de vampiro. A diretora é sim Kathryn Bigelow, vencedora do Oscar de Melhor direção por Guerra ao Terror. O filme foi lançado em 1987 e traz a estética "Trash" tão famosa e (podemos dizer) cultuada dos anos 80. Duas interpretações que gostaria de destacar, a de Bil Paxton como um jovem Vampiro e de Lance Henriksen (o androide do filme Aline II de 1986).


Cronos (Idem)
Ano e País de Produção: 1993 - México.
Direção: Guilhermo Del Toro.

Cronos é outra surpresa interessante e bem positiva. O filme faz o que parece ser impossível, associa a estética singela, doce e lírica do cinema latino com o mito sombrio dos vampiros. Ron Perlman (HellBoy) está no elenco e faz uma interpretação muito boa, sendo até um alívio cômico para a trama que a partir de um ponto torna-se bem densa. O dispositivo milenar chamado Cronos acaba por cair nas mãos de um dedicado avô que ao lado de sua pequena sobrinha desce aos porões do vampirismo em seu formato mais denso e degradante.




O Box traz os já cultuados "Cards" com a arte original dos filmes. Item que, para o colecionador cinéfilo, é algo que não tem preço, uma vez que lhe permite entrar mais no universo que envolve o filme.



Como tradição dos Boxes da Versátil os Extras estão presentes e são um importante material de consulta e aprofundamento. É isso aí amigos... Grande abraço à todos!
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