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sábado, 13 de junho de 2015

Coleção Salvat - Os Heróis Mais Poderosos da Marvel - O que Já Saiu!? - Lista de Lançamentos - ENCERRADA - Abril/2019!!

Nº 01 - Os Vingadores; Nº 02 - Homem-Aranha; Nº 03 - Wolverine; Nº 04 - Hulk; Nº 05 - Homem de Ferro; Nº 06 - Viúva-Negra; Nº 07 - Capitão América; Nº 08 - Tocha Humana (Jim Hammond).

Olá amigos... Há algum tempo tivemos o início de mais uma Coleção de Graphic Novel pela Editora Salvat: Os Heróis Mais Poderosos da Marvel. Diferente de sua contraparte de Capa Preta, esta nova coleção foca não em uma saga, mas sim em um determinado personagem ou Grupo. Assim, coloca-se em perspectiva o DNA do herói ou supergrupo, o que confere um caráter interessante à Coleção, já que explora HQs que definiriam o personagem, suas motivações, dramas e caráter intrínseco. Um grande oportunidade de se fazer um Raio X de determinado herói, heroína ou supergrupo. Seguindo sob essa perspectiva, cada volume traz também a 1ª aparição do personagem título, o que agrega valor à coleção uma vez que seria a oportunidade de muitos (novos e velhos) leitores observarem como determinado personagem foi descrito em seu nascedouro, em sua gênese, livre de re-interpretações futuras que lhe foram dadas. Essa chance é uma chance única de se conhecer material clássico e raro.

Nº 09 - Gavião ArqueiroNº 10 - X-Men; Nº 11 - Luke Cage; Nº 12 - Os Três Guerreiros; Nº 13 - Ciclope; Nº 14 - Capitão Marvel; Nº 15 - Os Fabulosos X-Men; Nº 16 - Mulher-Invisível.

Nº 17 - VisãoNº 18 - Guardiões da Galáxia; Nº 19 - Falcão; Nº 20 - Namor: O Príncipe Submarino; Nº 21 - Valquíria; Nº 22 - Professor X; Nº 23 Defensores; Nº 24 Justiceiro.

Nº 25 - Nick FuryNº 26 - Pantera Negra; Nº 27 - Madrox: O Homem Múltiplo; Nº 28 - Harpia; Nº 29 - DemolidorNº 30 - Quarteto Fantástico; Nº 31 - Doutor Estranho; Nº 32 - O Coisa.

Nº 33 - Destrutor; Nº 34 - Feiticeira EscarlateNº 35 - O AnjoNº 36 - Punho de FerroNº 37 - Mercúrio; Nº 38 - BladeNº 39 - Inumanos; Nº 40 - Fera.

Nº 41 - ThorNº 42 - Shang-Chi; Nº 43 - Polaris; Nº 44 - Warlock; Nº 45 - Hank PymNº 46 - Hércules; Nº 47 - Homem de Gelo; Nº 48 - Vespa.

Nº 49 - Motoqueiro FantasmaNº 50 - Magnum; Nº 51 - Surfista PrateadoNº 52 - Banshee; Nº 53 - Cavaleiro Negro;  54 - Tempestade; Nº 55 - Tocha Humana (Johnny Storm)Nº 56 - Colossus.

Nº 57 - Senhor Fantástico; Nº 58 - NoturnoNº 59 - Jean GreyNº 60 - Miss Marvel; Nº 61 - DeadpoolNº 62 - Soldado Invernal; Nº 63 - ElektraNº 64 - Jessica Jones.

Nº 65 - Máquina de Combate; Nº 66 - Geração X; Nº 67 - Os Invasores; Nº 68 - Hulk Vermelho; Nº 69 - Garota-Aranha; Nº 70 - Fugitivos; Nº 71 - Rocky Racum; Nº 72 - Capitão Bretanha.

Nº 73 - Vingadores da Costa Oeste; Nº 74 - O Sentinela; Nº 75 - Academia de Vingadores; Nº 76 - Nova; Nº 77 - Vingadores Centrais; Nº 78 - Jovens Vingadores;Nº 79 - Mulher-Aranha; Nº 80 - Mulher-Hulk.


Nº 81 - Vingadores de Estimação; Nº 82 - Manto e Adaga; Nº 83 - Union Jack; Nº 84 - Novos Guerreiros; Nº 85 - Exacalibur; Nº 86 - Venom (Flash Thompson); Nº 87 - Tropa Alfa; Nº 88 - Miles Morales - Homem-Aranha Ultimate.


Nº 89 - Marvel Boy; Nº 90 - Aranha Escarlate; Nº 91 - Quasar; Nº 92 - Thunderbolts; Nº 93 - Bill Raio Beta; Nº 94 - Garota-Esquilo; Nº 95 - Homem-Máquina; Nº 96 - Vingadores Secretos.



Nº 97 - Deathlok; Nº 98 - Scott Lang - Homem-Formiga; Nº 99 - Novos Mutantes; Nº 100 - Cavaleiro da Lua.

Seguindo a tradição aqui do Blog de disponibilizar a sequencia de lançamentos tal qual foi feito com a coleção de "Capa Preta", teremos a partir de agora a sequencia atualizada dos encadernados desta coleção já conhecida por aí como "Capa Vermelha" da Salvat. Você encontrará essa lista em movimento, sempre com novos acréscimos, fornecendo para todos nós um guia rápido de consulta, bem como a possibilidade de se criar um panorama geral do conjunto da obra. É isso aí amigos! Um grande abraço à todos!!

sábado, 6 de junho de 2015

A Saga do Monstro do Pântano - Vol. 01


"Não há nada mais triste do que o grito de um trem no silêncio noturno.
É a queixa de um estranho animal perdido, único sobrevivente de alguma espécie extinta, e que corre, corre, desesperado, noite em fora, como para escapar à sua orfandade e solidão de monstro."
Mario Quintana

Em seu poema intitulado "Desespero", Mario Quintana destila a quintessência do mito do Monstro... Aquele que não tem ninguém mais a não ser a si próprio. Há muito tempo o genial roteirista Alan Morre não apenas destilou esse mito, mas encheu toneis e mais toneis de uma prosa lírica e profunda em que apresentou suas ideias para o que é o "VERDE". A entidade gigantesca, milenar, silenciosa, onipresente e poderosa que divide o mundo com os homens e animais, ou seja, que divide sua existência com o "VERMELHO", ou seja, nós. Uma entidade que, talvez por ser por demais sábia, um dia silenciou-se ao perceber a inexorabilidade da vida e de seu destino rumo à destruição. Um destino inerente aos processos eternos.

O Monstro do Pântano - Por Michael Zulli

É possível que um dia, em tempos imemoriais, tenhamos tido contato mais intimo e profundo com essa essência, quem sabe no Jardim do Éden antes da queda, porém essa conexão se rompeu e nos descolamos por completo de sua consciência. O que temos hoje (como espécie) são apenas ecos compartilhados com o VERDE, ecos que podem ser ouvidos, ou melhor "sentidos", se ficarmos bem quietos e serenos em meio à profusão verde.


Em 1984 um ainda jovem Alan Moore assumiria o título de um personagem que ainda não havia atingido todo seu potencial dramático, mas que só excelentes roteiristas tem acesso. Baseando-se (provavelmente) na teoria do Campo Morfogenético de Rupert Sheldrake, Moore constrói uma das mais belas narrativas gráficas que já li, sem perder, no entanto o lado marginal, sujo e belo dos quadrinhos. Nascia o Monstro do Pântano de Alan Moore. Criado por Len Wein e Bernie Wrightson em 1971, o Monstro do Pântano poderia ter sido apenas mais um Monstro da literatura em geral. No entanto, Moore fez dele a essência, ou melhor o representante do "VERDE", ou seja, criou sua encarnação, seu ELEMENTAL. Com início em 1984, a passagem de Alan Moore pelo título iniciaria uma revolução nos quadrinhos com a chamada Saga do Monstro do Pântano. Evento que alavancaria a 9ª arte à um outro patamar. Recentemente, essa Saga começou a ser republicada no Brasil, desta vez na íntegra.


No início dos anos 80 a revista do Monstro do Pântano vinha sob o comando de Martin Pasko (roteiro) e Tom Yeates (desenhos). Assumindo a vaga de roteirista à convite do próprio Len Wein, o jovem talento britânico Alan Moore iniciou sua fase com a história "Pontas Soltas" (Janeiro de 1984). Uma história que fechava diversas "pontas soltas" deixadas por Pasko. Mas foi com a 2ª história "Lição de Anatomia" (Fevereiro de 1984) que Moore mostraria a que veio. O encadernado da Panini abre com "Pontas Soltas" e pode ser dividido em duas partes: a 1ª delas mostra o Monstro do Pântano começando a descobrir "O QUE" ele realmente é e traz como personagem opositor principal Jason Woodrue, o Homem Florônico.


Woodrue é o protótipo da psicopatia sobrenatural, assustador não apenas em sua imagem, mas também em suas motivações. Outro opositor desta 1ª parte é o General Avery Carlton, personagem remanescente da fase Pasko. É também nessa ª parte que Abigail Arcane começa a se mostrar como alguém que seria da máxima importancia na vida do nosso amigo Pantanoso.



Na 2ª parte do volume, Alan Moore se aprofunda no terreno pantanoso do Mundo Espiritual, dando pistas para onde levaria o personagem título. Não é a toa, portanto que um dos personagens centrais desta 2ª trama é o demônio Etrigan. Além de Etrigan, iniciam suas participações também alguns entes infernais que ao que tudo indica farão parte das próximas histórias.


Apesar das 03 décadas que nos separam desta Saga, ela não é (em hipótese alguma) datada ou mesmo antiquada. Pelo contrário, mantém toda sua força e poder hipnótico. À princípio achei que o tipo de papel escolhido pela Panini para imprimir a Saga (o pisa-brite), havia sido um grande erro, já que é barato, não privilegia as cores e é muito fácil de ser rasgado. No entanto, por incrível que pareça (em minha opinião, claro) esse tipo de papel deu um ar de HQ antiga, perdida, marginal e até proscrita. Soma-se a isso a arte estranha e por vezes caótica de Stephen Bissete e John Totleben. Ao que tudo indica a fase de Alan Moore à frente do título será publicada na íntegra pela Panini, perfazendo 06 volumes.


Caso tenha coragem, enverede-se por esse universo lírico, onírico, violento, poético e acima de tudo cheio de verdades escondidas que é a Saga do Monstro do Pântano.

É isso aí amigos...

domingo, 31 de maio de 2015

Miniatura DC Nº 17 - Asa Noturna

Miniatura DC Nº 17 - Asa Noturna

Dick Grayson foi o primeiro Robin, tornou-se líder de importantes equipes do Universo DC e passou por um processo de amadurecimento que é referência no mundos das HQs. Sua trajetória inspirou e inspira muitos aspirantes à super-heróis e é símbolo de que é possível se enveredar pelos porões de Gotham mantendo acesa a chama da esperança, da luz e do altruísmo, ainda que seu passado tenha sido tão traumático quanto o de Bruce Wayne. Hoje visitaremos um pouco da vida de Dick Grayson e conheceremos seu lugar dentro da Coleção de Miniaturas de Metal da DC.

Miniatura DC Nº 17 - Asa Noturna

A miniatura traz Asa Noturna em uma posição sem grande apelo acrobático, situação em que comumente o herói é retratado. No entanto, dá destaque à arma que adotou: o bastão. O uniforme do personagem é o mais moderno e não aquele (um pouco mais espalhafatoso) do início de sua carreira como herói independente do Batman. Particularmente gostei da peça. A anatomia está bem delimitada e mostra os principais músculos bem definidos. O cabelo e o penteado também estão bem modelados, conferindo à peça o ar característico de bom moço de Dick. Uma pequena falha pode, infelizmente, ser observada na região embaixo do cabelo sobre a testa. O artista/pintor não teve o cuidado de estender a cor "negra" do cabelo para essa região, deixando-a em alguns pontos com a mesma cor da pele. Falta de cuidado nítida. Destaco, no entanto a pintura da máscara sobre o rosto que, em minha opinião, ficou bem delimitada.

Miniatura DC Nº 17 - Asa Noturna

Richard (Dick) Grayson nasceu em uma família de acrobatas em um famoso circo, o Circo Haley. Durante uma de suas passagens por Gotham City o dono do circo se negou a pagar propina à um importante chefão do crime da cidade, Tony Zuco. Em retaliação, Zuco sabotou o número de trapézio em que a família Grayson se apresentava, o que levou à morte dos pais de Dick. Bruce Wayne, que estava na plateia, se identificou com a dor do pequeno Dick e, após um tempo, adotou o menino. O resto da história todos conhecemos: Dick torna-se o ajudante do Homem-Morcego como o 1º Robin (nome escolhido por Grayson em homenagem à mãe, que costumava chama-lo de "pequeno Robin"). Uma série de eventos, no entanto afastaria os dois parceiros.

Miniatura DC Nº 17 - Asa Noturna

O primeiro deles ocorreu ainda na adolescência de Dick, quando um juiz morre pelas mãos do vilão Duas Caras em função de uma decisão errada de Robin. Esse foi o primeiro evento que levou Batman a afastar Robin das ruas, temendo pela segurança do garoto. Esse primeiro trauma levou Dick a se achegar a um Grupo ainda iniciante de heróis adolescentes: A Turma Titã. Tais acontecimentos foram seguidos por mais um evento que aterrorizou Batman, Robin seria baleado no ombro pelo Coringa, o que conduziria à um afastamento maior da parceria entre os dois heróis. Foi nessa época em que Dick concentra sua participação como Robin, líder dos Novos Titãs. Magoado com Batman, Dick procura outro grande referencial em sua vida para se aconselhar: Superman.

Miniatura DC Nº 17 - Asa Noturna

Em conversa com Kal-El, Dick conhece a história de um famoso homem na história de Krypton. Alguém que fora banido pela própria família (tal qual Batman fizera com Dick), permanecendo, no entanto no caminho do bem. Seu nome era "Asa Noturna". Inspirado por essa história, Dick emancipa-se de vez, mudando de uniforme a passando a se chamar Asa Noturna. Como líder dos Novos Titãs, Asa Noturna aprofundaria seu relacionamento com Estelar, outra integrante da equipe, com a qual quase se casou. Dick voltaria a se magoar com Batman ao ficar sabendo que Bruce estava treinando um novo Robin (o impulsivo Jason Todd) para substitui-lo. Algo que ocorreu mais depressa do que Dick imaginava. É possível entender Dick já que, se o motivo que levou Batman a afasta-lo da parceria foi o medo do amigo se ferir, treinar um novo parceiro não seria a forma mais adequada de provar esse ponto.

Miniatura DC Nº 17 - Asa Noturna

Outro golpe na amizade entre Bruce e Dick ocorreu quando Asa Noturna descobriu que Batman mentira para ele no passado, ao informa-lo de que Tony Zuco havia morrido na prisão de ataque cardíaco. A explicação de Bruce foi que tentara afastar Dick de uma eventual vingança sobre Zuco, mentindo para ele. Tudo se agravou ainda mais entre mestre e pupilo por ocasião do assassinato do 2º Robin (Jason Todd) pelo Coringa, o que tornou Batman mais sombrio e impenetrável às tentativas de Dick de retomar a amizade. Por essa época Dick retira-se então da liderança dos Titãs e conhece o jovem Tim Drake, o garoto que se tornaria o 3º Robin por influência de Dick. Com a derrota do Batman nas mãos de Bane e afastamento de Bruce Wayne de sua carreira como Protetor de Gotham, Jean-Paul Valley (o herói Azrael) é escolhido por Batman para sucede-lo, algo que Dick não compreende, pois se via como o natural sucessor do Cruzado Encapuzado, ou seja, novo golpe na relação dos dois. Mas foram justamente Dick e Tim que, com suas forças combinadas, conseguem deter Jean-Paul afastando-o de seu reinado de terror como novo Batman.

Miniatura DC Nº 17 - Asa Noturna
 
Talvez esse tenha sido o primeiro passo para a progressiva reaproximação entre Dick e Bruce, uma reaproximação que foi se consolidando com o excelente desempenho de Asa Noturna à frente de outro grupo de heróis, Os Renegados. Assim, Bruce Wayne, a partir de sua fortaleza sombria interior, conseguiu aos poucos confessar à Dick o quanto o admirava e tinha orgulho dele como homem de caráter e herói.

Miniatura DC Nº 17 - Asa Noturna

Talvez os encontros e desencontros entre Bruce e Dick sejam na verdade os costumeiros desentendimentos entre pai e filho que, ao longo de suas vidas, orgulham-se mutuamente, no entanto, acabam sendo vítimas de mal entendidos e falta de comunicação, o que contribui para longos afastamentos. Asa Noturna é, sem dúvida nenhuma, um grande herói da DC, que conseguiu sua posição através de uma longa carreira de feitos heroicos e participações em importantes equipes. É isso aí amigos... Grande abraço à todos.

domingo, 17 de maio de 2015

Miniatura Marvel Nº 46 - Capitão Marvel - Genis-Vell

Miniatura Marvel Nº 46 - Capitão Marvel - Genis-Vell

Olá amigos... Ao longo dessa última semana ainda vimos o efeito negativo das ações da Eaglemoss Collection Brasil se propagar. Atualmente esse impacto negativo vem tomando outras conotações que, ao meu ver, será o legado de toda essa polêmica, ou seja, mais do que o problema com "resina" o que ficará para todos serão as ações inadequadas que a empresa tomou em seu relacionamento com os fãs, a saber: 1) - O lançamento de peças com uma determinada descrição e o envio da mesma peça em outro material ao comprador; 2) - Após a resposta negativa do mercado diante desta conduta a alteração da descrição de metal para resina no site; 3) - A colagem de adesivos nos fascículos que acompanham as peças ocultando o local onde estava escrito "esculpido em metal"; 4) - Uma política de pouca transparência e incapacidade de sintonizar com o gosto dos colecionadores. Não consigo ver outra razão para isso a não ser uma gerência completamente sem sintonia com seu público consumidor e que, infelizmente (ao que tudo indica), tem um "olhar" único e exclusivo para questões mercadológicas, desconsiderando o aspecto emocional que envolve esse tipo de ramo de negócio. Colecionismo é um ramo que envolve "paixão" e qualquer empresa desse ramo que não entender isso, e que não programar suas ações dentro dessa lógica estará fadada ao não crescimento. 

Miniatura Marvel Nº 46 - Capitão Marvel - Genis-Vell

Felizmente, as peças em si não tem nada a ver com toda essa trapalhada. Nesse sentido falaremos hoje da peça de Nº 46: Capitão Marvel (Genis-Vell). Analisando em primeiro lugar a peça podemos comentar alguns aspectos. A modelagem da anatomia, proporção e características antropométricas da estátua estão condizentes com o personagem nos quadrinhos. Além desses aspectos, acredito que a pintura da peça também está boa. O uniforme do personagem mistura o que parece uma "placa peitoral" vermelha com um tecido interessante que recobre o restante do corpo. Esse tecido escuro emula o aspecto de profundidade cósmica a que o personagem está ligado. Com a consciência expandida pela Inteligência Suprema Kree, Genis-Vell ganhou o que é conhecido na Casa das Ideias como "Consciência Cósmica". Um profundo e consistente senso do cosmo como um todo.

Miniatura Marvel Nº 46 - Capitão Marvel - Genis-Vell

A textura do restante do uniforme do "herói" provém desta consciência expandida do personagem, sua dádiva e sua ruína como veremos abaixo. A postura em que Genis-Vell se encontra é interessante ao colocar em primeiro plano o elemento mais importante na mitologia dos "Capitães Marvel": os braceletes cósmicos. Sendo assim, não há contradição ou mesmo mal estar com esse aspecto da peça. Um dos pontos negativos, no entanto fica por conta de uma questão recorrente ao longo da coleção, a modelagem do rosto do personagem. Como vimos em outras peças analisadas aqui, personagens com a face desnuda possuem uma modelagem mais sofrível, que em geral os afasta de suas feições conhecidas nos quadrinhos. No caso deste Capitão Marvel podemos dizer que esse problema não chega a incomodar já que, em função de suas feições azuis, a perfeita definição do rosto não é tão necessária.

Miniatura Marvel Nº 46 - Capitão Marvel - Genis-Vell

Muitos colecionadores ficaram em dúvida quanto à identidade deste personagem que pouco lembra o Capitão Marvel mais conhecido na mitologia Marvel, um guerreiro Kree de cabelos loiros chamado Mar-Vell e que morreu de câncer em uma das mais tocantes histórias da Marvel publicada em 1982. Na verdade, Genis-Vell é filho de Mar-Vell e, em função de suas histórias serem pouco conhecidas, temos então as dúvidas e confusões. Antes de comentar sobre o histórico de Genis-Vell, gostaria de trazer uma importante informação sobre esse conhecido nome: "Capitão Marvel". O Capitão Marvel Original é, na verdade, o personagem conhecido atualmente como "Shazam!" e possui como alter-ego o jovem Billy Batson. O Capitão Marvel Original ou Shazam! (como a DC quer que o chamemos atualmente), foi criado durante a Era de Ouro dos Quadrinhos (1938-1956) para rivalizar com outro personagem da época o "Superman". Com essa criação iniciava-se então um grande embate judicial por plágio entre a DC Comics (National Comics na época) e a Fawcett Comics (criadora do Shazam!). Com o abandono do processo pela Fawcet Comics anos depois, o personagem e seu nome (Capitão Marvel) caíram no limbo editorial, abrindo caminho para que, em 1967, a Marvel Comics criasse o seu Capitão Marvel, pai então de Genis-Vell.

Miniatura Marvel Nº 46 - Capitão Marvel - Genis-Vell

Após a morte de Mar-Vell, sua esposa Elysius de Titã, se utilizou do material genético do falecido marido para conceber uma criança, a que dá o nome de Genis-Vell. Envelhecendo artificialmente o filho para que não se tornasse uma presa fácil pelos inimigos de seu pai, Genis-Vell torna-se o herói conhecido como LEGADO, vivendo durante um tempo como aliado do Surfista Prateado. No entanto, em pouco tempo Genis-Vell reivindicaria o nome deixado por seu pai, Capitão Marvel. Assumir tal nome e legado, acabou por despertar a Consciência Cósmica latente dentro de Genis, algo como que uma herança genética de seu pai, conferindo portanto a ele um novo papel dentro do universo Marvel.

Miniatura Marvel Nº 46 - Capitão Marvel - Genis-Vell
O senso de Onisciência advindo da sua nova consciência ampliada, conduziu lentamente Genis-Vell à loucura, tornando-o alguém instável e perigoso. Inicialmente esse estado foi contornado pela sua mãe (Elysius), sua irmã Phyla e pelo antigo parceiro de seu pai, Rick Jones. Durante essa fase de restauração e estabilidade Genis-Vell integrou a equipe de anti-heróis conhecida como Thunderbolts. Foi durante essa fase nos Thunderbolts que Genis-Vell mudou seu codinome de Capitão Marvel para Pulsar. O destino de Genis-Vell, no entanto parecia não concordar com sua existência.

Miniatura Marvel Nº 46 - Capitão Marvel - Genis-Vell

Assim, a tragédia voltou à vida do personagem. Ainda no Thunderbolts Genis-Vell voltou a sofrer (após um combate com o Homem-Púrpura (inimigo do Demolidor)) a triste instabilidade mental à que fora vítima antes. Como numa analogia de um doente mental que luta para se manter firme ao tecido da realidade sem sucesso, Genis-Vell tentava manter o equilíbrio entre sua quase onisciência e sua vida de ser vivo único. No entanto, a dádiva da Consciência Cósmica passou a colocar em risco a vida em todo o Universo e Genis-Vell foi assassinado pelo Barão Zemo, líder dos Thunderbolts na época. Isso ocorreu em 2005. 

Genis-Vell é uma metáfora sobre a beleza, pequenez e finitude de nossa existência. Uma história, ao mesmo tempo rica em elementos existenciais (advindas da dádiva da consciência cósmica) e triste, face à tragédia proveniente da incompatibilidade de um ser vivo carregar tamanho senso de existência.

Miniatura Marvel Nº 46 - Capitão Marvel - Genis-Vell

Bom amigos... É isso aí. Continuarei a publicar as matérias sobre as peças da coleção entendendo que, acima dos passos errados da empresa, está a satisfação de falar sobre os personagens e miniaturas. Isso, no entanto não nos exime da responsabilidade de apontar para a Eaglemoss suas falhas, sempre no sentido de melhora-la. Espero que a empresa entenda o potencial que tem nas mãos e como poderá, caso mantenha esse tipo de relacionamento com seus consumidores, perdê-los. Que a empresa se lembre que, como qualquer relacionamento, as ações cumprem uma via de "mão dupla". Assim, espero que a Eaglemoss lembre-se do potencial que possui (conforme listado abaixo) e não o coloque a perder.

1 - Um mercado ávido e continental em suas mãos.

2 - Uma carteira de clientes devotos.

3 - Um produto que, para muitos só vale se for completo, ou seja, se forem compradas todas (ou a maioria) das peças.

Abraço à todos...

domingo, 10 de maio de 2015

Eaglemoss: Metal x Resina - Essa sim uma polêmica verdadeira


O presente Blog já há muito fixou sua linha editorial (sob minha responsabilidade) em diversos aspectos da cultura pop, tendo, no entanto um em especial, o "Colecionismo". Mais especificamente a Coleção de Miniaturas de Metal da empresa inglesa Eaglemoss. Para manter essa coerência e a historicidade do Blog senti-me sob a responsabilidade de deixar aos leitores minha opinião sobre a incrível mudança de estratégia comercial adotada pela Eaglemoss no que se refere ao material do qual as peças Especiais da Coleção são feitas: de METAL para RESINA. Embora possa ter seu valor, a resina é um material mais leve e que, apesar de não alterar necessariamente o aspecto da peça, altera algo muito mais importante que isso para o colecionador: SUA ALMA.


Desde o início desta fantástica coleção de metal da Marvel (abril de 2012) e da DC (agosto de 2013) venho adotando uma postura de ampla e incondicional defesa da Eaglemoss por entender que ela é uma empresa estrangeira de colecionismo de qualidade, com distribuição em vários países e que literalmente expandiu infinitamente o horizonte do "Colecionismo de Qualidade" no Brasil com sua chegada. Minha defesa também se baseou no fato de que sempre sonhamos em ver coleções boas em nosso país, portanto nunca consegui entender a postura de fãs que "destroem verbalmente" a empresa por pequenas falhas, mas que acabam tratando bem vendedores incrivelmente inescrupulosos no Mercado Livre e de outras redes sociais (os chamados vendedores "Scalpers") que praticam preços abusivos e vendem peças com os mesmos eventuais erros da Eaglemoss. Essa aliás sempre foi a postura que mais me irritou no colecionador, ou seja, a de denegrir a empresa (que vende a peça dentro de preços minimamente praticáveis) e idolatrar "scalpers" que vergonhosamente nos exploram e contribuem para que o empreendimento empresarial vá à falência. Lembro, aliás que se isso acontecer voltaremos à 04 anos atrás quando tínhamos que viver sob o jugo dos Scalpers.


Dito isso, ressalto que continuo torcendo pela Eaglemoss não porque acho-a a melhor empresa do mundo, mas porque quero ver um Brasil livre (ou pelo quase livre) de "Scalpers" e com colecionismo de qualidade dentro dos trâmites legais de nosso país. Porém...

Porém, há cerca de 01 mês a Eaglemoss tomou uma medida sem qualquer aviso prévio: de alterar o material das peças Especiais de Metal para Resina. Recebi essa mudança com um imenso pesar e indignação por alguns motivos que gostaria de colocar aqui. Talvez o mais importante deles relacione-se à falta de "cuidado" (e estou sendo educado) com o colecionador. Essencialmente, o colecionador que investe nessa coleção possui um perfil específico, ou seja, compra as peças sobretudo pelo fato delas se afastarem do conceito de "brinquedo lúdico" (aqui vai uma ressalva, o "brinquedo" pode, e muitas vezes é, tão valioso quanto qualquer outra peça, mas essa não era a proposta inicial da coleção) e se aproximarem do conceito de "Obra de Arte". Nesse escopo, diversos são os fatores que a fazem parecer uma estátua com aspectos artísticos, dentre eles o "Material" do qual são feitas. A liga metálica traz um "peso" não apenas físico à peça, mas sobretudo "simbólico" no íntimo do colecionador. Por mais que o fã goste de admirar de longe a miniatura, ele sabe que no fundo ali está uma "ESTÁTUA" com todas as características que a compõem, inclusive seu material.


Ao alterar esse elemento a Eaglemoss retirou a "ALMA" da peça, levando a coleção para o "lugar comum" das outras coleções. Rebaixou a coleção ao nível de peças com material mais inferior. Isso está fazendo com o colecionador com o perfil descrito acima se afaste indignado ao perceber, sem aviso prévio, tal mudança. Ao modificar o METAL para RESINA a empresa retira a exclusividade da coleção e a atira ao lugar comum nas bancas. Retira seu diferencial e uma de suas principais características que a define como "Obra de Arte". Sei que há muitos colecionadores que gostam da resina e costumam colecionar peças com diversas propostas distintas. Não quero aqui dizer que esse colecionismo mais geral é ruim (eu inclusive gosto e me utilizo dele), apenas digo que a imensa maioria que buscava a Coleção de Metal da Eaglemoss perseguia algo mais.


Até o momento o que temos são informações desencontradas e não oficiais da empresa, dadas por atendentes que não sabem ou não entendem o que se passa. Sendo assim circularam algumas hipóteses que, sem a confirmação da Eaglemoss, ficam difíceis de serem validadas como verdadeiras. Dentre elas ouvi que essa mudança ocorreu em função de uma "determinação direta da DC", para que as peças passassem a ter mais sustentabilidade, menor custo de transporte e manutenção de preços em níveis adequados. Porém, tudo isso se perde sem a presença de um comunicado oficial. Outro aspecto muito ruim e talvez pouco "ortodoxo" praticado recentemente pela empresa foi a modificação da descrição das peças na Loja Oficial e colocação de adesivos cobrindo os fascículos no local onde antes se lia "Miniaturas Esculpidas em Metal". O setor de "Planejamento Estratégico" da empresa, em associação com o "Marketing", precisam rever essa situação e considerar seu impacto no futuro da coleção.


O MELHOR a se fazer nesse momento ao meu ver não é destruir a empresa, até porque isso pode acabar acontecendo sem nossa ajuda com a redução drástica das vendas, o que traria o vácuo perfeito para os "Scalpers" retornarem soberanos. Também não acho que devemos esquecer esse fato, passando a viver como "bebês chorões" que só reclamam e não fazem nada. Talvez o melhor a fazer seria manter um canal de comunicação ativo com a empress através de seu "Fale Conosco" sem esperarmos, obviamente, por um retorno e solução imediatos. Uma empresa não muda uma estratégia do dia para a noite. Não adianta reclamar que o "Fale Conosco" não retornou com a resposta que esperávamos imediatamente. O que deve ser feito é um envio de comunicados e mensagens sérias, eticamente adequadas e CONTÍNUAS de maneira que, com o tempo a empresa entenda o "querer" real da comunidade colecionadora. Entendo que fica difícil para eles separarem comentários sérios, justificados e fundamentados do ruído geral que muitas vezes mais parece uma choradeira sem fim.


Não acho que agressões verbais de baixo calão sejam o caminho nesse momento, mas sim um "levante" honesto, ético e cheio de razão da comunidade colecionadora. Vivemos um momento delicado, em que a crise mundial e nacional podem interferir negativamente na manutenção da coleção. Não sejamos mais um elemento para a derrocada da empresa, mas sim um elemento que contribui para a melhora real e sustentada dos serviços prestados. Exijamos nossos direitos e façamos ouvir nossos desejos e sentimentos como nação colecionadora organizada e madura.



Fiz questão de usar os "Banners" da Loja Virtual da Eaglemoss aqui por único motivo: para que vejamos o qual excelente é essa coleção para que seja simplesmente descontinuada por dois motivos contornáveis: O PASSO EM FALSO DA EMPRESA e nossa eventual REAÇÃO INADEQUADA a ele.

Que a força esteja com você.

domingo, 3 de maio de 2015

Astro City - Vol. 01 - Vida na Cidade Grande


Desde há muito tempo busco informações e material sobre uma série chamada "Astro City". Duas coisas me chamaram atenção quando comecei a ouvir falar desse Universo ficcional. A 1ª delas, e mais óbvia, foi a arte impecável, realística e perfeita de Alex Ross nas capas. A 2ª, e mais pessoal, foi a percepção que a série me passou de que faria uma representação perfeita e definitiva do Universo dos Super-heróis em seu cerne. Não há como negar que todos os amantes de quadrinhos comungam de uma empatia à determinados valores, ideais e fantasias sobre como é, ou deveria ser, o Mundo dos Super-heróis. Por mais que a Era Moderna dos Quadrinhos tenha desconstruído os heróis em suas angústias, medos e neuroses (tornando-os com isso mais sombrios), esse ideal sutil e profundo não foi destruído. Mas permaneceu latente. Assim, Kurt Busiek (o aclamado roteirista de Marvels) conseguiu, após toda desconstrução que foi feita no passado, reconstruir o Universo Super-heroístico de maneira ímpar e primorosa. Após anos com material esparso sendo lançado aqui e acolá no Brasil, temos agora uma iniciativa da Editora Panini que, se realmente seguir em frente, nos brindará com uma das mais incríveis e perfeitas visões do Mundo dos Super-heróis, permitindo-nos entender porque gostamos tanto desses fantásticos e coloridos seres.


Kurt Busiek, ao lado dos desenhistas Alex Ross (arte conceitual e capas) e Brent Anderson (arte interna), construiram um Universo habitado por incríveis super seres. Todos, aliás, personagens que emulam os mais conhecidos heróis, equipes e vilões da Marvel e da DC. Porém, essa imitação não é nada escondida, pelo contrário, Busiek faz questão de mostrar que esse personagem ou aquele é sua versão de outro bem conhecido (Ex. Superman, Quarteto Fantástico, Vingadores, Batman, Capitão América...). Isso porque o foco não é exatamente as aventuras desenvolvidas por esses personagens, mas sim a forma que, com o tempo, esses heróis, vilões, pessoas comuns e a realidade ao redor se moldaram de maneira a conviver com tais elementos fantásticos. Assim, tudo se transforma em um grande ensaio sobre a adaptação de um Mundo que agora vive sob interferência contínua destes seres. Tudo desenvolvido no Microcosmo de "Astro City", uma cidade em que a maioria dos heróis vive. O Vol. 01 da Panini traz o início dessa obra-prima com seus 06 primeiros capítulos. A história inicial (Em Sonhos) traz como personagem principal "O Samaritano", o super ser da capa acima e que na verdade seria nosso Superman.


"Em Sonhos" é uma história incrível pois, apesar de batalhas e intervenções grandiosas do personagem, o foco não é esse, mas sim a "rotina" de um Semi-Deus preso à impossível missão de salvar a todos, porém limitado pelo tempo, horas, minutos e segundos. Outro personagem que nos é apresentado é o "Agente de Prata", simulacro do Capitão América, que estrela a 2ª história: "A Notícia". Desenvolver toda uma mitologia de uma vez foi tarefa hercúlea para Kurt Busiek, se pensarmos que a Marvel e a DC tiveram décadas para fazê-lo. Mas em Astro City o autor constrói um passado sólido e cheio de mistérios, bem como uma realidade crível.


Um dos personagens mais estranhos é o "Caixa de Surpresas" (acima). Herói que estrela a 3ª história do encadernado: "Ver é Saber". Uma micro-trama envolvendo um ladrão barato que descobre um incrível segredo do Caixa de Surpresas. Você poderá ver que Busiek não tenta chocar ninguém, não tenta trazer violência como chamariz e não faz de situações polêmicas envolvendo os personagens seu Modos Operandi. Tal qual Mark Waid (um dos meus roteiristas preferidos), Busiek simplesmente pega os elementos essenciais dos Super-heróis e os trabalha de perto.



Mas foi com a hsitória "Proteção" (capa acima) que percebi onde Busiek queria chegar e me deparei com seu olhar sensível e profundo. Uma história que teria como personagem principal a heroína Vitória Alada (nossa Mulher-Maravilha), mas que coloca em foco Marta, uma Eleanor Rigby dos tempos modernos que se vê pequena, sem importância e medíocre em sua vida comum.


A penúltima história do encadernado "Reconhecimento" traz Bambambão, uma mistura de herói fanfarrão, ao melhor estilo de Errol Flynn, com um vigilante urbano. Qualquer semelhança com o Homem Aranha não é mera coincidência. É nessa história que Busiek aponta para um futuro complexo para série, ao abordar uma possível ameaça alienígena ao Mundo de Astro City.


"Jantar às Oito" (capa acima) fecha com "chave de ouro" esse 1º encadernado da Panini, trazendo um encontro perfeito entre dois dos maiores heróis de Astro City, "O Samaritano" e "Vitória Alada". Os diálogos entre os dois são afiados e perfeitos, o leitor é presenteado com uma conversa incrível entre dois seres poderosíssimos, além do interesse amoroso subliminar entre os dois pairando no ar e o mais importante, a fragilidade interna dos dois sendo apresentada, mostrando que no fundo não é a Marta (nossa Eleanor Rigby da 4ª história "Proteção") que é talvez a pessoa mais frágil do Mundo.

Bom amigos... Astro City é uma obra-prima bem vinda ao mercado Brasileiro que expõe o potencial das HQs para contar boas histórias se utilizando desses arquétipos que tanto gostamos, nossos queridos Super-heróis! Espero poder em breve trazer aqui uma outra matéria com o volume 02. Que venham os próximos encadernados!!
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