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domingo, 10 de abril de 2016

Astro City - Vol. 03 - Álbum de Família



Bem amigos... Tal qual fiz com Astro City vol. 01 - Vida na Cidade Grande e Astro City vol. 02 - Confissão, este novo encadernado da série (Astro City - Álbum de Família) vale reflexões acerca do refinamento que Kurt Busiek e Brent Anderson alcançaram nesta altura da série. Conforme já comentado aqui no Blog, a série Astro City pode ser considerada uma obra de essência, de síntese do que são os quadrinhos de Super-heróis. É a evolução da Era de Ouro dos Quadrinhos sem ter passado pelo Authority Code dos anos 50 e sem a convulsão que foi a publicação do Livro A Sedução do Inocente por Fredric Wertham em 1954. É o desenvolvimento dos quadrinhos em sua essência sem as amarras impostas por esses dois eventos em negrito acima. Por isso, falar de Astro City é descobrir o que vai dentro de nós mesmos, fãs de Quadrinhos. A essência do que nos move em direção à esse mundo de maravilhas. Então... Vamos lá!

Kurt Busiek´s Astro City II #1

Este volume 03 de Astro City (Panini - Dezembro de 2015) traz as edições de 1 a 3 e de 10 a 13 de Astro City - vol. 02 (lá fora). Sendo que dentre as 07 histórias do encadernado, 02 delas ganharam o importante Prêmio Eisner de Melhor Edição Avulsa, a saber Bem-vindo a Astro City e Mostre a Todos. Bem vindo à Astro City (história que abre o encadernado) que tem por capa a figura acima, já dá o tom da perspectiva do homem comum sobre as maravilhas que são esses semi-deuses apelidados de Super-heróis. Com uma visão sensível, Busiek mostra a história de um pai que tenta criar suas duas filhas (ainda crianças) em meio ao caos que é viver em uma cidade repleta de super-heróis. Sensível e cheia de elementos clássicos, a história realmente mereceu ter sido premiada.

Kurt Busiek´s Astro City II #2

A 2ª (Mais Um Dia) e a 3ª (Aventuras em Outros Mundos) histórias são incríveis ao retratar por dentro o dia a dia da Primeira Família, equipe que homenageia o Quarteto Fantástico da Marvel, mas que no final vai muito além. Sobretudo porque em Astro City seu criador (Busiek) pode fazer o que quiser e levar seus personagens para os rumos que bem entender. Isso faz com que Busiek não precise cumprir uma "fôrma" pré-concebida. 

Kurt Busiek´s Astro City II #3

Com isso ele nos entrega duas histórias sob a perspectiva de Astra, a filha mais nova do casal Natalie e Rex, o casal principal da Primeira Família. A pequena Astra quer conhecer o mundo normal e vencer as batalhas que qualquer criança pré-adolescente precisa vencer, e no final, são as batalhas mais importantes de nossa vida, ou seja, as batalhas dentro das regras do mundo real. Muito bom!

Kurt Busiek´s Astro City II #10

A outra história a ganhar o Prêmio Eisner neste encadernado é Mostre a Todos. Gostei da história. Nela, um inventor (Sr. Potterstone) é descartado da fábrica em que sempre trabalhou ao fazer 70 anos. Ainda sentindo o quanto poderia contribuir com o mundo e temendo o esgotamento de seus dias como ser humano útil, o Sr. Potterstone se lança à uma vingança pessoal contra o sistema financeiro para provar como alguém com sua idade ainda pode ser útil. Até aí pode ser que não vejamos esse roteiro como algo inesperado, mas a história vai além e resvala em questões existenciais importantes, sempre tendo os heróis de Astro City como pano de fundo.

Kurt Busiek´s Astro City II #11

A 5ª história do encadernado traz um dos personagens mais interessantes do Universo de Astro City, o Caixa de Surpresas. Um herói com uma roupa que, em um primeiro momento, pode parecer engraçada, mas que sempre acaba por evocar o bizarro e o doentio. O que faz toda diferença na composição do herói. Na história Dentes de Serpente, o Caixa de Surpresas se vê envolvido em uma trama que mistura viagem no tempo e reflexão sobre o futuro que construímos hoje com nossas ações. E tudo isso acontecendo bem no dia em que o alter-ego do herói recebe a notícia de que será "papai".

Kurt Busiek´s Astro City II #12

A 6ª história dá continuidade à Dentes de Serpente e se chama Dia dos Pais. Esta história traz uma das capaz mais belas da série (acima). Que não preciso nem dizer de quem é (Alex Ross - capista de toda série). As duas histórias são muito boas e funcionam em sinergia perfeita!!

Kurt Busiek´s Astro City II #13

Mas o melhor ficou para o final. A 7ª história parecia ser a que eu menos ia gostar ao misturar o personagem de um Cartoon (o Leão Léo Lelé) com o universo Super-heroístico. Mas incrivelmente é uma das melhores histórias que já li!! Você pode estar pensando que eu estou exagerando, mas é exatamente isso. Na história Astro das Telas, o personagem do Leão é trazido ao mundo acidentalmente por um super vilão mas, mesmo depois da sua derrota, o Leão permanece vivo no mundo real por ser um PONTO FOCAL DE CREDULIDADE (!!). Uma história de crime, tristeza, derrocada, violência e sobretudo redenção. Mas não uma redenção piegas, mas uma redenção realmente crível. Embora essa não tenha sido a HQ a ganhar o Prêmio Eisner no encadernado, para mim é mais que excelente, pois beira a genialidade!!


Bom amigos, se você ainda não conhece Astro City, mas gosta de uma HQ que vai além da violência gratuita, que não se serve de expedientes polêmicos e sangrentos para fazer sucesso, que é genial simplesmente por trazer os quadrinhos originais de forma inteligente e simples... Bem... Então o que está esperando? Comece a ler Astro City!!

sábado, 2 de abril de 2016

Miniatura Marvel Série Especial Nº 06 - Rino

Miniatura Marvel Especial Nº 06 - Rino

Integrante da ilustre galeria de vilões do Homem-Aranha, Rino pode ser considerado um dos pesos pesados urbanos do Universo Marvel. Seu temperamento instável, índole criminosa e seu passado como capanga de gangsteres lhe valeram uma reputação de "Casca-grossa" e vilão arrasa-quarteirão ao melhor estilo do Mutante Fanático. Rino foi lançado dentro da Coleção de Miniaturas Marvel em seu segmento Especial, e hoje veremos um pouco das características de sua peça e de seu passado enquanto criminoso. Vamos então embarcar nessa viagem paquidérmica!!

Miniatura Marvel Especial Nº 06 - Rino

O Rino da coleção de miniaturas da Eaglemoss foi concebido em uma posição interessante e que reproduz um ataque selvagem de uma fera. Sua raiva pode ser vista nas feições do personagem. Embora tais feições não estejam tão bem definidas é possível identificar a postura agressiva e a intenção de ataque. A pele espessa e craquelada do animal foi reproduzida e, embora em alguns pontos ela pudesse ter sido melhor apresentada, eu a achei satisfatória para representar o tipo de pele que o rinoceronte, enquanto paquiderme apresenta. Senti falta  de um trabalho um pouco melhor nessa pele porque um olhar rápido na peça poderá confundi-la como algo "empelotado", à semelhança de um "choque anafilático".

Miniatura Marvel Especial Nº 06 - Rino

Teria ficado melhor para simulação de uma pele animal de um rinoceronte se a textura tivesse intercalado pedaços lisos de pele com trechos rugosos e craquelados. De qualquer forma a peça é pesada e cumpre seu papel dentro da coleção. No entanto, quanto mais a observo, mais fico com essa sensação de "pele empelotada" rs rs. Não sei se alguém já se deparou com o Rino produzido pela empresa Iron Studios na escala 1/10. Ao vê-lo pude perceber que os artistas captaram perfeitamente os ajustes de pele do animal, conferindo o ar de couro extremamente duro ao revestimento da peça.

Miniatura Marvel Especial Nº 06 - Rino

Aleksei Mikhailovich Sytsevich é o Rino. Nascido na Rússia, Aleksei seria apenas mais um capanga russo "sem-cérebro" caso não tivesse esbarrado com dois cientistas em busca de um brutamontes ignorante para servir de cobaia para seus experimentos. Bombardeando o corpo de Aleksei com raios gama e revestindo-o com um adesivo molecular capaz de proteger sua identidade e dar-lhe à forma de um rinoceronte, os dois cientistas (Georgi e Igor) criaram o Rino. De início o novo vilão já se rebelou contra seus criadores, pois percebeu que poderia fazer mais dinheiro sozinho ao invés de ficar trabalhando de capanga para os dois. Assim, Rino vai para os EUA atrás de um astronauta recém chegado de uma viagem espacial coberto de um estranho esporo. Esse astronauta disputado por vários cientistas malucos ao redor do mundo seria ninguém menos que John Jameson (filho de J.J. Jameson). Rino, logicamente, pretendia vendê-lo à melhor oferta que aparecesse.

Miniatura Marvel Especial Nº 06 - Rino

Todo esse plano, obviamente, acabou batendo de frente com o Amigão da Vizinhança, sendo essa a 1ª das muitas desavenças entre o Rino e o Homem-Aranha. Após sua derrota pelo Homem-Aranha e restauração pelas mãos de Georgi e Igor (que perdoaram a traição do pupilo), o Rino foi agora raptar outro cientista na América, ninguém menos que o Dr. Bruce Banner. Ao prendê-lo Rino quebra a cara ao ter que enfrentar ninguém menos que o nosso bom e velho Gigante Esmeralda!! Após uma portentosa luta Rino acaba nocauteado e nas garras do famoso inimigo do Hulk, o Líder. Decidido a usar o Rino como "bucha de canhão", o Líder o conduz à vários confrontos com o Gigante Verde, todos terminando com a derrota do vilão paquidérmico. Nem mesmo sua união com o Abominável rendeu-lhe vitória sobre o Hulk.

Miniatura Marvel Especial Nº 06 - Rino

Pelas mãos do roteirista Peter Milligan (Shade - O Homem Mutável), Rino protagonizou um arco de histórias em que encontra um cientista que lhe potencializa a inteligência. Com uma mente em plena expansão, Rino apaixona-se, torna-se escritor e por fim passa a não ver mais significado nas pequenas coisas da vida, pedindo então para o cientista reduzir-lhe novamente sua inteligência. Este arco foi baseado no romance Flores para Algernon de 1966 de Daniel Keyes. Em sua trajetória mais recente Rino se viu às voltas até com Deadpool que o procurava para serrar-lhe um dos chifres atendendo ao pedido de um milionário excêntrico. Essa conturbada aventura acaba com um Rino miniaturizado, sem um dos chifres servindo de "chaveirinho" para Deadpool.

Miniatura Marvel Especial Nº 06 - Rino

Outro personagem que participou da vida de Rino foi o Urso, um vilão regenerado outrora integrante da dupla vilanesca Urso e Gibão. Com histórias mais suaves e em tom humorístico, Rino e Urso protagonizaram interessantes arcos que traziam como tema central suas vicissitudes enquanto seres humanos vivendo em pele de animal. Embora Rino tenha sido um vilão concebido dentro do Aracno-Universo da Marvel, ele conseguiu extrapolar esse perímetro de ação e protagonizar histórias ao lado de medalhões da Marvel, como Hulk, Deadpool e Justiceiro. Infelizmente no cinema sua participação no filme O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro (Sony - 2014) foi decepcionante, ao trazer apenas um homem ensandecido (Paul Giamatti) dentro de uma armadura, ao invés de um verdadeiro Rinoceronte Humano.

Miniatura Marvel Especial Nº 06 - Rino

Bom amigos... É isso aí!! Vamos seguir rumo ao avanço da coleção!! Deixo a todos meu forte abraço!!

sábado, 19 de março de 2016

O Morcego Negro


Se você se deparou com este encadernado acima nas bancas e pensou (assim como eu) que simplesmente se tratava da história de um personagem baseado no Batman, quase como uma cópia do Homem-Morcego, você (assim como eu) se enganou redondamente. Minha motivação ao compra-lo foi totalmente voltada para o fato de que sou um entusiasta dos personagens da Era de Ouro (1938-1956) dos quadrinhos, e o Morcego Negro é um personagem daquela época revitalizado neste encadernado pelo roteirista Brian Buccellato. A história é fantástica, visceral, "noir", violenta e trágica e, apesar de guardar algumas semelhanças com a do Homem-Morcego da DC, definitivamente é muito mais que isso. Nesta matéria veremos alguns pontos (sem spoilers) que me chamaram tanta atenção a ponto de me motivar a escrever sobre ele indicando-o aqui.

Capa de Revista Pulp trazendo O Morcego Negro nos anos 40

Em primeiro lugar eu diria que Buccellato conseguiu levar o Morcego Negro à lugares que nenhum roteirista já levou o Batman. Provavelmente porque fazer isso mexeria com as bases canônicas do personagem. Aqui está o 1º ponto fantástico da história, o autor encaminha o herói (que é quase um anti-herói) numa espiral de violência, conspirações e mentiras que quase o leva à desistir de sua cruzada contra o submundo. Com uma origem trágica, Anthony Quinn (o Morcego Negro) também baseia suas motivações em função de sua busca por uma expiação que nunca virá em relação ao pai. 



Corroído por uma culpa e um passado moralmente duvidoso, Quinn busca uma redenção que parece cada vez mais longe a cada passo que dá. Como que num pesadelo dentro de outro pesadelo, ele vai descobrindo que a sujeira é muito maior do que aquela contra a qual ele inicialmente se propôs a lutar. A história se passa em nosso tempo, e Buccellato consegue fazer coisas que há muito tempo eu não via um roteirista fazer comigo, ou seja, me surpreender ao virar uma página. 


O Morcego Negro não possui nenhum poder sobrenatural, exceto pelo fato de que seus olhos foram arrancados como herança de seu envolvimento prévio com a máfia. Sua única habilidade sobre-humana seria a implantação de olhos "biônicos", o que lhe confere certas especificidades visuais, tais como, enxergar no escuro, diferenciar organismos vivos (animais ou pessoas) através de paredes pelo padrão de calor e luz que o corpo emite, além é claro de poder desligar todas essas habilidades ao simplesmente desabilitar seus olhos, tornando-se um deficiente visual comum. Afora essa questão visual, Tony Quinn foi treinado em artes marciais, possui excelentes reflexos e atira muito bem,


Tudo isso faz com que o Morcego Negro se encaixe no perfil tradicional de personagens do tipo "Justiceiros" ou "Vigilantes", sejam eles heróis ou anti-heróis, que lidam com a marginalidade comum e por isso suas histórias são tão ou mais violentas que outras ligadas à universos cósmicos ou sobrenaturalis das editoras. Fiquei extremamente surpreso com a capacidade de Buccellato contar a história de maneira crível, construindo personagens realmente reconhecíveis em nosso mundo. Além disso, o roteiro é muito bem construído e não deixa pontas soltas.


A impressão que me deu ao ler o encadernado é que o roteirista é um fã do Batman que sempre quis que ele vivenciasse coisas mais reais e cruas a ponto disso mudar seu destino como herói, algo que nunca poderia acontecer, já que isso comprometeria seus pilares mitológicos. Assim, o Morcego Negro é levado à cantos escuros e sórdidos de uma corrupta cidade, mas o mais importante, essas incursões vão modificando-o também, ou seja, não apenas ele deixa sua marca na cidade, mas ela também o afeta.

 

O encadernado "O Morcego Negro" faz parte da iniciativa do selo Dynamite, que lá fora vem lançando releituras de personagens da Era de Ouro dos Quadrinhos e da Era dos Pulps (período que antecedeu a Era de Ouro). Estão nesta iniciativa O Fantasma, O Besouro Verde, Zorro, O Sombra, O Aranha entre outros. A maioria destes encadernados trazem arte conceitual de capas do famoso Alex Ross. Especificamente O Morcego Negro não traz as capas de Ross, mas isso não importa. A arte de Ronan Cliquet não é o tipo de arte que eu gosto muito, mas não compromete de maneira nenhuma a história. Às vezes até faz o contrário, a valoriza, sobretudo no contexto "noir" que a história possui. No Brasil essas histórias tem saído pela Editora Mythos.


Bom amigos... Esta é minha dica! Uma história que me surpreendeu positivamente e que gostaria que outros lessem e compartilhassem suas opiniões a respeito. Um grande abraço à todos!!

sábado, 12 de março de 2016

Superman - O Homem de Aço - Coleção de Graphic Novels Eaglemoss Nº 08


Olá amigos... A Coleção de Graphic Novels da Eaglemoss tem avançado no Brasil tal qual suas contrapartes da Marvel da Editora Salvat (Capa Preta e Vermelha). Muito material clássico e importante tem saído dentro destas coleções e é difícil acompanhar e ler tudo. O Nº 08 da Coleção da Eaglemoss trouxe à nós nada menos que a releitura que o grande John Byrne fez do Homem de Aço em meados dos anos 80. Quem leu a HQ "O Que Aconteceu ao Homem de Aço" de Alan Moore (roteiro) e Curt Swan (desenhos), lançada pela Panini há alguns anos, tem em mãos o fim de uma Era de histórias do Superman que encerrava ali seu ciclo (em 1985) pré Crise nas Infinitas Terras. Na sequencia John Byrne seria contratado para apresentar o novo herói à uma legião de fãs que queria saber como seria essa nova leitura do Último Filho de Krypton. Portanto, essas duas HQs ("O Que Aconteceu ao Homem de Aço" de Alan Moore e "Superman: O Homem de Aço" de John Byrne) são nada mais nada menos que o fim e o início de uma das mais belas histórias dos tempos modernos, respectivamente, contadas por dois gênios da 9ª Arte.

O Homem de Aço Nº 01

O mundo dos quadrinhos na DC pós Crise nas Infinitas Terras foi um dos mais frutíferos, criativos e mágicos até hoje. Novos talentos da indústria dos quadrinhos foram contratados e releituras foram feitas de personagens antológicos. Podemos citar: Monstro do Pântano (Alan Moore), Batman (Frank Miller), Homem Animal (Grant Morrison), Sandman (Neil Gaiman), Mulher-Maravilha (George Perez) e no caso do Superman o não menos talentoso John Byrne. É, portanto exatamente esse material que temos nas mãos aqui no Nº 08 da Coleção da Eaglemoss: a releitura, o renascimento do mito do 1º Super-herói dos quadrinhos. Lançada inicialmente como minissérie, esse arco nasceu clássico ao reapresentar um Superman mais enxuto em sua mitologia. Falaremos um pouquinho desse arco abaixo.

O Homem de Aço Nº 02

John Byrne já era conhecido quando foi chamado para este projeto e já havia sido reconhecido por seu trabalho nos X-Men na década de 70. Conhecido não apenas pelos seus roteiros, sua marca mais reconhecida talvez seja seu inconfundível traço. Em minha infância eu conhecia seus desenhos nas aventuras dos X-Men publicadas em Superaventuras Marvel pela Abril nos anos 80. Dono de um estilo preciso, mais enxuto e com uma maneira toda peculiar de apresentar expressões e faces dos personagens, Byrne era para mim uma lenda naquela época. Uma época em que começávamos a ver desenhos mais rebuscados, metafóricos e que para mim eram sinônimo de amadorismo (rs rs rs). Até hoje, no entanto John Byrne encabeça a lista de meus desenhistas preferidos.

O Homem de Aço Nº 03

Byrne redefine um Superman não tão onipotente, e já sinaliza logo nas primeiras páginas a possibilidade de alguns limites para seus poderes. Mas talvez algo que tenha mais me chamado atenção seja a importância que o autor dá para a formação da personalidade de Clark Kent em seu primeiros anos. Há toda uma preocupação de se apresentar um personagem crível e forjado dentro do ambiente social terrestre, com suas decepções, alegrias, fracassos e sacrifícios pessoais. Explora-se um passado mais normal de um Clark Kent que teve pais presentes e que lhe deram uma sólida base moral e ética. Algo que pudemos ver muito bem na última leitura do Superman para o cinema com Henry Cavil.

O Homem de Aço Nº 04

Louis Lane não poderia ser mais atrevida, sensual e independente, e Byrne consegue dar um tom de atração física perfeito entre o casal. Algo que chega a transbordar das páginas. A consciência do herói em relação à sua origem não é logo apresentada e ele permanece no escuro em relação a quem ele é exatamente, de onde vem seus poderes e porque ele possui esses dons. Isso abre espaço para reações não tão costumeiramente presentes na personalidade do Superman. Inseguranças, questionamentos e indecisões são frequentemente vistas, como que a demonstrar o desenvolvimento progressivo de sua personalidade.

O Homem de Aço Nº 05

Uma das partes mais interessantes do arco é o 1º encontro entre Superman e Batman. O autor faz questão de apresentar logo de início a discordância de métodos que os dois heróis usam. Algo também que servirá de base para o próximo filme da DC "Batman vs Superman". Apesar disso o respeito entre os dois começa aos poucos a se insinuar na história, crescendo aos olhos do leitor o respeito por esses dois ícones. Muito interessante é o subterfúgio que Batman usa para conter a vontade do Superman em prendê-lo. Algo que não vou contar para não dar spoiler. Mas vale muito a pena conferir.

O Homem de Aço Nº 06

Outro ponto bem costurado é o encontro e o relacionamento que se estabelece entre Superman e Lex Luthor, este último apresentado como um Magnata/Homem de Negócios sem escrúpulos. Muito diferente da abordagem que se tinha em relação a ele antes disso, na qual Luthor aparecia mais como cientista louco. Essa abordagem, aliás, dada por Byrne, seria aquela que redefiniria definitivamente o vilão Lex Luthor. Um perfil que expressa muito mais sua natureza predatória (de pessoas e recursos naturais) que a anteriormente empregada que servia à visão mais "non-sense" imposta pelo Authority Code nos quadrinhos dos anos 60 e 70.


Se você quer conhecer uma releitura inteligente, fiel à essência do personagem, cativante em sua arte e clássica, você deve ler essa HQ. Especificamente neste volume da Eaglemoss é apresentado também uma pérola: a 1ª aparição do Superman em Action Comics Nº 01 de 1938. Particularmente eu ainda não havia lido essa 1ª história original do Homem de Aço diretamente das mãos de Jerry Siegel e Joe Shuster, seus criadores. Surpreendentemente Superman é apresentado de forma bem adulta para o que eu esperava. Sem muito remorso ou escrúpulo ele era um herói de moral pouco flexível e que, por conta disso, distribuía sopapos facilmente, machucando pessoas com muita facilidade. Uma surpresa interessante e de valor histórico inestimável.


É isso aí amigos... Um grande abraço à todos. Essa foi minha impressão da HQ e minha dica!!

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Miniatura DC Série Especial Nº 06 - Bane

Miniatura DC Especial Nº 06 - Bane

Bem amigos... Finalmente chegamos à uma das piores peças da Coleção de Miniaturas Eaglemoss da DC em minha opinião. Bane sem dúvida merece o troféu de pior peça mesmo! São inúmeros seus pontos ruins, no entanto antes de falar deles, vale a pena lembrar que seu lançamento ocorreu, se todos lembram bem, no pior momento possível, ou seja, logo após a "bomba" que caiu sobre nós colecionadores. A mudança do material de metal para resina nas Especiais da DC. Além desta notícia ter abalado toda estrutura e desejo dos fãs, Bane foi confeccionado em resina e de forma totalmente irregular no sentido anatômico, trazendo proporções e dimensões inadequadas que, somadas ao seu peso (incrivelmente leve em decorrência do material) colocou uma "pá de cal" sobre todos aqueles que esperavam um desfecho digno das Especiais da DC.

Miniatura DC Especial Nº 06 - Bane

Com o tempo aprendi a "ressignificar" a resina como material de confecção das peças, conseguindo até admirar muitas miniaturas em resina que tenho (Monstro do Pântano por exemplo). Bane, no entanto simplesmente não dá. Sua aparência e modelagem inconsequentes o fazem parecer um brinquedo do McDonald´s para mim. Muitos desenhistas já trabalharam no ambiente dos quadrinhos com traços irregulares e desproporcionais. E fizeram isso hora de forma irresponsável (caso da Era dos Heróis da IMAGE nos anos 90, em especial aqueles desenhados por Rob Liefeld) e hora de forma muito responsável (caso de Bill Sienkiewicz e sua Graphic Novel do Demolidor em que um Rei do Crime aparece com proporções colossais). Porém, desenhar numa HQ um personagem fora de proporções para servir à percepção que o artista quer passar (caso de Sienkiewicz e seu Rei do Crime) é uma coisa, mas modela-lo fora de parâmetros anatômicos como é o caso deste Bane, é outra bem diferente. Sobretudo em uma coleção que visa trazer os heróis de forma precisa em suas dimensões, o que se configura quase como uma aberração artística.

Miniatura DC Especial Nº 06 - Bane

A peça deste anabolisado vilão está tristemente inserida nesta coleção. Músculos irregulares e estranhos aparecem por todo seu corpo. Entendo o "DNA" deste personagem, que é alguém que literalmente tem um corpo alterado pela droga "veneno", no entanto não acho adequado reproduzir na peça o que é mais uma figura de linguagem nas histórias do que algo a ser modelado como real. Enfim... Mas vamos lá. Acho adequado escrever sobre este vilão tão importante nas histórias do Homem Morcego até para manter a linha editorial aqui do Blog, de trazer todas as peças da coleção, independente de minha preferência pessoal. Vamos então para a parte mais interessante desta matéria logo, que é comentarmos um pouco da visceral história de BANE, o vilão que conseguiu ferir quase mortalmente o defensor de Gotham.

Miniatura DC Especial Nº 06 - Bane

Como o próprio visual do vilão sugere, Bane tem origem na América Latina, em um país chamado Santa Prisca. Filho de um criminoso político sentenciado à prisão perpétua, Bane foi, ainda criança obrigado a cumprir pena no lugar do pai que fugiu deixando o pequeno Bane à mercê das lei de Santa Prisca que determinavam que o filho deveria herdar e cumprir pena no lugar de seu progenitor caso este não pudesse. Sofrendo as mais diversas agruras dentro da prisão chamada Pena Duro, Bane cresceu tendo como único amigo o pequeno Ursinho de Pelúcia Osoito, um presente de missionários que visitaram a prisão certa vez. Como forma de sobreviver física e mentalmente em um ambiente tão lesivo, Bane começou a ler todos os livros que podiam ser contrabandeados para o local. Além disso, ele achou refúgio em uma rotina exaustiva de malhação que foi transformando seu porte físico.

Miniatura DC Especial Nº 06 - Bane

A educação de Bane foi potencializada com a chegada de um padre visitante na prisão, o que permitiu-lhe avançar seu conhecimento. Ainda jovem Bane se tornaria um dos homens mais respeitados dentro da prisão, dominando seus colegas presidiários com mão de ferro. Uma janela de oportunidade seria aberta para ele, no entanto quando militares de Santa Prisca decidiram testar uma droga chamada "Veneno" que daria ao seu usuário força e invencibilidade. Todos os testes haviam falhado, sendo nesse ponto que Bane se oferece para um novo teste que acabou por lhe ampliar seus dotes físicos e ate mentais. Equipado com um sistema de tubos que bombeavam a droga diretamente em seu cérebro, Bane acaba por fugir de Pena Duro, partindo em busca daquele que encarnasse em vida uma fera que sempre o assombrara em seus sonhos na prisão, um imenso MORCEGO. Em suas leitura Bane sabia que Gotham City era o ambiente perfeito para ele viver, uma vez que seu caos emulava muito bem a vida que tivera na prisão. O vilão passa, com o tempo, a enxergar Batman como o grande soberano de Gotham e, portanto seu inimigo. Isso se soma ao fato de que o Homem Morcego evocava para Bane a fera que sempre estivera em seus pesadelos.

Miniatura DC Especial Nº 06 - Bane

Em função de sua inteligência ampliada, Bane deduz que Bruce Wayne é o Batman e, a partir daí inicia um plano sórdido e covarde em minha opinião. Ele ataca o Asilo Arkham e liberta todos seus prisioneiros. Isso faz com que Batman empreenda uma caçada que dura vários meses até prender novamente todos seus integrantes. Ao final deste período Bane invade a mansão Wayne, espanca Alfred e fica aguardando o retorno de um Homem Morcego esgotado e cansado. O resultado deste plano todos nós conhecemos e ficou lendariamente conhecido como o clímax do arco "A Queda do Morcego", publicado no ano de 1993. A DC na época mexia com seus dois grande ícones, Superman morto por Apocalypse e Batman inutilizado por Bane que lhe fraturara a coluna. Afastado e em recuperação, Bruce Wayne cede seu manto de Batman ao assassino Azrael, um homem sem escrúpulos que passa a caçar Bane e tentar, por métodos violentos, restabelecer a ordem em Gotham City.

Miniatura DC Especial Nº 06 - Bane

Azrael como Batman consegue derrotar Bane e o leva de volta à prisão. O vilão retornaria outras vezes e cruzaria seu caminho com Batman em situações estranhas, chegando até a sugerir que Bruce e ele fossem irmãos. Sempre fomentando a dissenção e a violência ele também causaria um Guerra Civil em seu país natal e acabaria por se aliar a ninguém menos que Lex Luthor. Dono de uma carreira de brutalidade como vilão, covardia e imprevisibilidade, Bane é uma figura odiosa e que, em minha opinião foi criada para atender a necessidade de se ter um oponente à altura de Batman tal qual ocorreu entre Superman e Apocalypse. Definitivamente ele não é um vilão que eu goste muito e para mim foi criado com objetivos circunstanciais e mercadológicos. Outros vilões se enquadram nesta categoria como eu mesmo já comentei aqui no Blog, por exemplo Venon na Marvel. De qualquer forma não podemos deixar de reconhecer a importância deste vilão no panteão de vilões da DC, por isso tê-lo na coleção é algo imprescindível.

Miniatura DC Especial Nº 06 - Bane

Bem amigos... é isso aí! Um grande abraço à todos!!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Miniatura Marvel Nº 50 - Gavião Arqueiro

Miniatura Marvel Nº 50 - Gavião Arqueiro

Clinton Francis Barton é ninguém menos que um dos personagens mais constantes e tradicionais nas mais variadas versões dos Vingadores. Com uma origem diferente da de muitos outros heróis de sua época, Clint Barton galgou sua posição no Universo Marvel e se tornou um dos personagens mais conhecidos mesmo antes do advento do Universo Cinematográfico da Casa das Ideias. Hoje veremos sua miniatura na Coleção de Miniaturas da Marvel Eaglemoss, além de importantes aspectos sobre sua trajetória até se tornar a referência máxima em arquearia da Marvel.

Miniatura Marvel Nº 50 - Gavião Arqueiro

Devo admitir que a miniatura do Gavião Arqueiro está entre as mais legais de toda a coleção em minha opinião. Sua robustez, peso, modelagem e posição em que se encontra contribuem para que sua presença em qualquer estante se destaque muito fácilmente. Há vários detalhes importantes que merecem destaque. Em primeiro lugar o respeito com a indumentária clássica. O uniforme roxo e azul sempre foi um dos meus preferidos e sempre ficou muito bem ao ser desenhado nas clássicas histórias dos Vingadores. Há nele vários cintos (à semelhança do couro) envolvendo o personagem, o que traz aspectos medievais e rústicos à sua figura. Este, aliás sempre foi (em minha opinião) um dos motivos para o sucesso dos quadrinhos nos anos 60 e 70, ou seja, a preocupação que se tinha em compor um vestuário que expressasse todo um "conceito".

Miniatura Marvel Nº 50 - Gavião Arqueiro

A leveza com que a túnica inferior foi modelada é outro ponto alto. Conseguiu-se trazer uma sensação de movimento ao tecido, conferindo à peça um toque de "ato contínuo", o que a torna muito interessante de ser apreciada. A anatomia também foi preservada, podendo ser observado o contorno muscular no tronco, braços e pernas. A face também aparece muito bem, e a máscara mostra-se como uma peça única com o tecido que cobre a parte superior do peito, estando perfeitamente integrada ao contexto. A aljava e as flechas em seu interior estão ok e, talvez o elemento mais chamativo, seja a posição do braço direito de Clint, que encontra-se à meio caminho da retirada de uma das flechas. O braço esquerdo também aparece bem, segurando o arco. Aliás, um arco robusto e grande, outro detalhe que impressiona. Além de tudo isso, munhequeiras e braceletes compõe o resto de um quadro caracteristicamente reconhecido como de um homem rústico e de poucas palavras. Mais rápido em reagir do que debater.

Miniatura Marvel Nº 50 - Gavião Arqueiro

Pois este é um quadro que se aplica bem à Clint Barton, um homem muitas vezes irascível, de "pavio curto" e pouco afeito a respeitar hierarquias e cadeias de comando. O Gavião Arqueiro apareceu pela 1ª vez em Tales of Suspense 57 de 1964. Órfão desde a adolescência, Clint e o irmão Barney encontraram um lar em um circo, onde Clint cresceu sob a disciplina de dois mentores, o Espadachim (que apresentou a ele o mundo da arquearia) e Buck Chisholm, o Flecha Certeira, que lhe ensinou tudo sobre a disciplina e o treinamento necessários para se tornar um mestre na arte do arco e flecha. O número de Clint no circo não dava a ele a exposição e o sucesso que ele queria, aliás muitas vezes ele era até ridicularizado. Ao acompanhar o resgate de várias pessoas pelo herói Homem de Ferro, Clint percebeu que poderia usar suas habilidades para obter reconhecimento igual, ou seja, imaginou que poderia entrar para o ramo dos "super-heróis" e se tornar famoso.

Miniatura Marvel Nº 50 - Gavião Arqueiro

A entrada de Clint neste ramo não foi, no entanto das mais bem sucedidas. Em sua 1ª ação como super-herói ele foi confundido pela polícia como sendo o assaltante, e como se isso não bastasse topou com ninguém menos que a Viúva Negra, que na época era uma espiã comunista trabalhando nos EUA com espionagem industrial. Seduzido pela Viúva, o Gavião Arqueiro realmente tentou roubar planos nas Indústrias Stark, o que lhe rendeu um confronto com o Homem de Ferro. Mais curioso ainda, talvez tenha sido sua entrada para os Vingadores pouco tempo depois, uma das admissões mais estranhas e inverossímeis para um grupo de super-heróis até aquele momento. Algo muito típico, no entanto para alguém como Clint Barton. Ele simplesmente invade a Mansão dos Vingadores e exige fazer parte da equipe (rs rs rs)!! Sorte ou não, a equipe passava por uma reformulação, parecendo ao Capitão América (líder dos Vingadores à época) uma ideia aceitável incorporar o Gavião Arqueiro às suas fileiras.

Miniatura Marvel Nº 50 - Gavião Arqueiro

Os Vingadores tiveram um efeito estabilizador à personalidade rebelde de Clint e, apesar de suas constantes insubordinações junto ao Capitão América, podemos dizer que seu valor foi sendo reconhecido ao longo de várias missões e aventuras junto do grupo. Enquanto muitos heróis entravam e saiam da equipe, Clint foi sempre uma constante. Sua insegurança, no entanto voltou quando ele percebeu que suas habilidades na arquearia não seriam suficientes em algumas missões do grupo. Foi nessa época que ele aproveitou a oportunidade e assumiu a identidade de Golias que até então era de Hank Pym. Pela 1ª vez Clint possuía poderes advindos do soro de crescimento de Pym. Sua vida de herói como Golias durou algum tempo, até a Guerra Kree-Skrull para ser mais exato, quando retomou seu manto como Gavião Arqueiro. Foi nessa época que ele declara seu interesse amoroso para com a Feiticeira Escarlate, que o rechaça em favor do androide Visão. Talvez por conta disto Clint decide deixar os Vingadores após muitos anos junto ao grupo. Nessa época ele atuou por pouco tempo ao lado dos Defensores e como chefe de segurança de uma empresa, onde conheceu sua 1ª esposa, Barbara Morse, a Harpia.

Miniatura Marvel Nº 50 - Gavião Arqueiro

Após estes acontecimentos o Gavião Arqueiro voltou em grande estilo aos Vingadores como líder dos Vingadores da Costa Oeste, cargo no qual se saiu muito bem apesar de suas divergências com Harpia (sua esposa e uma de suas comandadas), o que lhe custou o casamento. Clint perderia sua esposa em combate, o que fez com que vivesse um tempo associado à outro grupo, os Thunderbolts. Mas a maior provação para ele, foi quando experimentou a loucura da Feiticeira Escarlate que acabou por mata-lo e depois ressuscita-lo no âmbito do que ficou conhecido como "Vingadores - A Queda". Uma sucessão de eventos que reformulou os Vingadores como a equipe que conhecemos hoje. Gosto muito da trajetória do Gavião Arqueiro, uma vez que ela descreve a história de alguém que vai aprendendo com os próprios erros. A única coisa que não "engulo" como fã  de quadrinhos é a banalização da morte. Se querem vender mais revistas não matem um personagem, pois trazê-lo de volta acaba sendo um soco na cara dos fãs e um expediente que só banaliza as tramas.

Miniatura Marvel Nº 50 - Gavião Arqueiro

A figura do Gavião Arqueiro é indissociável da história dos Heróis Mais Poderosos da Terra, Os Vingadores. Sua postura rebelde rompeu com a ideia de heróis sempre comportados e distantes das emoções mais básicas dos seres humanos comuns. Excetuando sua morte e ressurreição eu diria que sua trajetória é digna e merece todo nosso respeito. Esse é o representante máximo da Marvel no manejo do arco e flecha!!

Abc. à todos!!
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