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domingo, 17 de março de 2013

Os 5.000 Dedos do Dr. Terwilliker


Quando eu era garoto (por volta dos 10 anos de idade) eu assistia muito à "Sessão da Tarde". Era o final da década de 70, início dos anos 80. Grandes sucessos dos anos 50 e 60 eram frequentemente exibidos e faziam parte de minhas tardes. Em uma destas longínquas e já perdidas tardes estava eu em frente à TV quando me deparei com um filme de fantasia que iria me marcar para o resto da vida! O estranho filme trazia paisagens estranhas (como que saidas de um sonho) e contava a história de um garoto de minha idade que se perdia em um mundo no qual todos os instrumentos musicais haviam sido trancafiados em um calabouço por ordem de um tirano professor de piano que reconhecia apenas o "piano" como intrumento verdadeiro. O filme me marcou pelas estranhas imagens que literalmente me dominaram. Lembro-me de tentar saber o nome do filme, porém na época era difícil que o mesmo aparecesse na tela. Sendo assim crescí tentando saber seu nome. O tempo passou e eu sabia que um dia eu descobriria que filme era aquele.


Há uns dois anos estava eu entrando em uma Livraria Cultura aqui de São Paulo quando olhei para um painel de TV e ví!!! Lá estava o pequeno menino do filme em uma cena colorida e cheia de vida, correndo de uns estranhos capangas gordões! Era o filme! Minhas pernas bambearam e eu corrí até um guichê mais próximo. Eu mal podia me conter ao perguntar para o atendente que, olhando-me de uma forma estranha deve ter pensado: "Que cara maluco esse!". Quando perguntei pelo nome do filme o rapaz disse: "Esse fime foi lançado recentemente em DVD. Ele se chama... (meu coração pulava)... Os 5.000 Dedos do Dr. Terwilliker". Corrí até a bancada indicada e lá estava o filme em DVD lançado pela "Magnus Opus".

A Cena que ví em uma das TVs da Livraria Cultura e que me deixou sem fala

Chegando em casa preparei tudo para que eu pudesse, depois de 30 anos, assistir na íntegra essa obra maravilhosa. O filme, de 1952, é baseado na obra do famoso escritor de literatura infanto juvenil Dr. Seuss. Na história, Bart Collins, o garotinho, é aluno do tirânico professor de piano Dr. Terwilliker (Hans Conried). A mãe de Bart, Sra. Heloise Collins (Mary Healy), além de adorável é também viúva e, embora bondosa, acaba endossando os métodos do terrível professor. A única esperança de Bart é fazer com que sua jovem mãe se interesse pelo encanador: o Sr. August Zabladowski (Peter Lind Hayes). Bart é também muito dorminhoco, e durante uma sessão de estudo no piano ele adormece e acorda então em um misterioso, fantástico e onírico mundo governado por ninguém menos que o Dr. Terwilliker!!

Algumas das fantásticas cenas (avançadas para a época) misturando pessoas em cenários verdadeiros, porém totalmente em perspeciva.

Bart encontra nesse estranho mundo sua mãe em transe hipnótico provocado pelo vilão Dr. Terwilliker. O Sr. Zabladowski também está lá, porém infelizmente não dá ouvidos às tentativas de Bart de convencê-lo da maldade no coração do professor. O grande objetivo do Dr. Terwilliker é trazer para sua escola 500 meninos que, com seus 5000 dedinhos, tocarão uma grande sinfonia composta pelo vilão!!

Dr. Terwilliker imerso em seus maquiavélicos pensamentos sendo observado pelo garoto Bart Collins.

Dr. Terwilliiker mantendo a mãe de Bart em hipnose e aqui tentando ludibriar o Sr. Zabladowski

Na verdade o Dr. Terwilliker é, em minha opinião, brilhantemente interpretado por Hans Conried. Ele é a caricatura do ditador que frequentemente vemos no mundo real. Alguém que, em sua ânsia de poder, torna-se patético, engraçado e ridículo! rs rs

Uma das inúmeras cenas de fuga de Bart
Essa foi uma das imagens que ficou gravada em meu inconsciente aos dez anos de idade
Cenas como essa, uma mistura de realidade e cenários em perspectiva, são fascinantes

Bart vive inúmeras reviravoltas no filme sendo, inclusive, trancafiado no calabouço onde estão todos os instrumentos (lá representados por pessoas) que existem. O filme, dirigido por Roy Rowland consegue ir além da obra de Seuss ao conseguir colocar prédios, estátuas, gárgulas e sacadas em perspectiva, trazendo ao espectador uma experiência fantástica de estruturas enormes e atterradoras para uma história infantil.

Uma das cenas no calabouço do Dr. Terwilliker

Abaixo vemos o incrível ascensorista que conduz os frequentes prisioneiros para as masmorras.


O filme traz também belas canções interpretadas por Bart, Sr. Zabladowski, Heloise Collins e pelo próprio  Dr. Terwilliker.


O climax se aproxima na medida em que os vilanescos planos do Dr. Terwilliker parecem inevitáveis. Crianças e mais crianças chegam para a execução da terrível sinfonia.

Meninos chegam ao Instituto Terwilliker. Todos os binquedos são confiscados pelos capangas do professor.


Aqui todos os meninos devidamente posicionados para implementar o plano do Dr.

Aqui vemos o Dr. Terwilliker em suas magnânimas vestes de gala

O final apoteótico do filme é bem interessante e hilário, porém é impossível não associa-lo ao video-clipe da música "The Wall" do Pink Floyd.

Algumas das incríveis cenas...

Labirintos que não levam a lugar algum...
Os gêmeos siameses patinadores...
Os 5.000 Dedos do Dr. T. é sem dúvida nenhuma uma obra-prima esquecida. É importante que ao assisti-lo tenhamos o cuidado de situa-lo em uma época diferente da nossa, além disso precisamos soltar nossa imaginação para mundos fantásticos e diferentes do nosso. Um dos grandes representantes dos filmes fantásticos.

Hoje, depois de mais de 30 anos, tenho em minha casa a história que tanto me maravilhou, estranhou e aguçou minha imaginação quando eu tinha 10 anos.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil - DKW Vemag Belcar (1965)

Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil - DKW - Vemag Belcar (1965)

O DKW - Vemag Belcar foi um dos carros da brasielira Vemag S.A. Veículos e Máquinas Agrícolas que caiu no gosto dos brasileiros no final da década de 50. Charmoso, prático, com boa perfomance e dirigibilidade para a época e, acima de tudo, com um som de motor característico, parecendo o arrebentar de pipocas numa panela, o DKW fez parte de inúmeras paisagens de um Brasil pós 2ª Guerra Mundial. O Nº 07 da Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil traz o DKW - Vemag Belcar em sua versão 1965. A partir de agora conheceremos um pouco da história deste amigável carro.

Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil - DKW - Vemag Belcar (1965)

A alemã DKW já fabricava carros muito antes da 2ª Guerra Mundial e esses carros eram importados regularmente para o brasil. Sendo assim, foi uma agradável surpresa para os brasileiros quando em 1956 o 1º modelo DKW foi fabricado no Brasil pela Vemag, passando a se chamar DKW - Vemag, na verdade o 2º automóvel a ser produzido no Brasil. O primeiro foi o Iso Isetta das Indústrias Romi, localizada em Santa Bárbara D´Oeste no interior paulista.

Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil - DKW - Vemag Belcar (1965)

Logo de início o DKW - Vemag ganhou fama de robusto e ao mesmo tempo de carro para a família, pois apesar de parecer pequeno externamente tinha um bom espaço interno. Nos primeiros anos de fabricação o DKW possuía algumas características curiosas. As duas portas dianteiras, por exemplo, abriam no sentido inverso. Com isso esse tipo de portas ganhou dois apelidos: "Suicidas" e "Deixa vê". O 1º apelido se refere ao fato de que em situações de colisões esse tipo de abertura de portas não impedia que os ocupantes do veículo fossem arremessados de seu interior, o que era um fato relevante se pensarmos que naquela época o uso do cinto de segurança era praticamente nulo. O 2º apelido se refere ao fato desse tipo de portas não acobertarem as pernas das mulheres que usavam saia e que queriam deixar o carro.

Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil - DKW - Vemag Belcar (1965)

Outra característica era a necessidade de se adicionar óleo ao tanque durante o abastecimento do veículo. Era necessário 1 parte de óleo para 40 de gasolina. O problema era que a gasolina às vezes consumia mais rápido que o óleo, de maneira que quando você quisesse abastecer novamente ficava difícil acertar a nova proporção. Tempos difíceis!! rs rs Essa desproporção entre óleo e gasolina, além de eventuais carburadores desregulados fazia com que o DKW - Vemag soltasse, às vezes, muita fumaça pelo escapamento, algumas vezes com cheiro de óleo. Todas essas dificuldades foram sendo dribladas pela brasileira Vemag S.A. que, em função de seu distanciamento progressivo com a alemã DKW, permitiu-lhe dar suas próprias soluções para tais inconvenientes.

Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil - DKW - Vemag Belcar (1965)

Bom... Foi assim que no ano 1965 o DKW - Vemag já estaria sendo produzido com portas com abertura no sentido tradicional e sem necessidade do motorista adicionar óleo no tanque de forma manual. Graças à um dispositivo que fazia automaticamente essa mistura (o Lubrimat) o DKW - Vemag passaria à um novo grau de funcionalidade. Nessa época a Vemag S.A. produzia o DKW - Vemag tipo perua (responsável por grande parte da produção) e o DKW - Vemag sedã (o carro que vemos nessas fotos). Porém, a partir de 1961 o sedã passaria a receber o nome de "Belcar", constituindo-se no carro apresentado nessa coleção.

Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil - DKW - Vemag Belcar (1965)

Além disso, a Vemag também produzia o DKW tipo jipe ou jeep, porém em função de problemas com o licenciamento do termo "jipe" e "jeep" de posse da fabricante Willys-Overland, o jipe da DKW passou a se chamar "Candango"! Referência ao apelido dado aos trabalhadores que construiram Brasília. Em 1965, época do modelo aqui mostrado, o DKW - Vemag Belcar era menor apenas que os maiores carros da época, o Aero-Willys, o Simca Chambord, o Alfa Romeo Brasileiro e o FNM 2000 JK.

Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil - DKW - Vemag Belcar (1965)

Em 1966 a Vemag S.A. seria comprada pela Volkswagen. Determinante ou não do fim do DKW, o fato é que 1 ano depois desta compra era encerrada a fabricação do querido DKW - Vemag. Um carro elegante em minha opinião, portador de soluções criativas e com uma mecânica próxima dos bons carros de seu tempo. Abaixo seguem algumas características do modelo!


Aproveito para noticiar que a Planeta DeAgostini, editora que lançou essa coleção aqui no Brasil está relançando-a. Caso alguém visite o site da "Planeta" perceberá que a coleção encontra-se em pré-lançamento. Além disso, observará que a ordem de lançamento dos carros foi alterada. Aqui no Blog eu manterei as postagens de cada modelo seguindo a ordem do 1º lançamento, que ocorreu em Maio de 2012. A coleção pode ser vista e assinada no site da Planeta, porém a coleção também possui um interessante Site Próprio.

Abraço à todos!

sexta-feira, 8 de março de 2013

Miniaturas Marvel - Novidades 2013!



Prezados amigos... Finalmente chegou às minhas mãos as tão aguardadas novidades sobre o futuro da Coleção de Miniaturas Marvel no Brasil, bem como informações sobre o lançamento da Coleção de Miniaturas DC. Em reportagem na Revista Mundo dos Super-Heróis Nº 40 (atualmente nas bancas) o colunista Eder Pegoraro (também editor do Site Sala de Justiça) nos conta as novidades a partir de uma entrevista exclusiva que fez junto ao Gerente de Projetos da Eaglemoss (fabricante européia da coleção) no Brasil, Marcelo Santos. Sem mais delongas vamos a elas!!


Em primeiro lugar temos a confirmação oficial daquilo que já vínhamos percebendo, ou seja, que a Coleção da Marvel foi um gande sucesso por aqui e superpreendeu a Eaglemoss. Marcelo Santos confirma oficialmente sua continuidade para além do Nº 27. Lançada em abril de 2012 pela PANINI aqui no Brasil, a Coleção estava programada para durar 01 ano, correspondendo às 27 primeiras figuras. Com aproximadamente 200 peças lançadas na Europa, nós aqui no Brasil realmente ficaríamos à "ver navios" caso os lançamentos parassem. A premissa que levantamos aqui anteriormente, de que a crise na europa fez com que a Eaglemoos buscasse novos parceiros (e o Brasil é um local extremamente promissor nesse ramo) se confirma também. Temos garantido o lançamento até o Nº 100 à princípio, com possibilidade de ampliar ainda mais a coleção, segundo Marcelo Santos. Essa continuidade, pelo que é possível entender da reportagem, se dará com a Eaglemoss encabeçando sozinha os lançamentos. Será que isso quer dizer que a PANINI será deixada de lado? À princípio parace que sim. Não fica claro, no entanto, se a Eaglemoos buscará novos parceiros como a Planeta DeAgostini ou alguma outra editora. Quanto à possíveis novos brindes à pessoas que renovarem suas assinaturas é possível que alguma figura seja diponibilizada nesse contexto ou então o "brinde" venha na forma de desontos àqueles que assinarem. Os projetos da Eaglemoss para o Brasil são arrojados, com a programação do lançamento de 04 ou 05 coleções novas e variadas a cada ano. Uma dessa coleções seria com figuras de O Hobbit.


Quanto às figuras pertencente às séries "Especial", "Mega-Especial" e "Double-Packs" há interesse da Eaglemoss em trazê-los, porém em lançamentos a cada dois ou três meses. A programação seria, à princípio, para algumas delas: Hulk, Homem de Ferro Mark 1 e Thanos. A polêmica do brinde (aos assinantes) do Homem-Aranha de metal com uniforme negro e que não foi enviado é colocada em pauta. Ao que aprece a grande procura fez com que o brinde se esgotasse rapidamente o que levou à entrega do Homem Aranha com uniforme tradicional e em plástico. Marcelo Santos salienta que, para quem não recebeu o brinde do Aranha com uniforme negro e tiver interesse, poderá solicitar o envio da figura, que será feito assim que o estoque estiver ok. O lançamento da coleção em outras praças (ex. Rio de Janeiro e outros estados) está na programação também. No RJ por exemplo a programação é para abril de 2013.



E a Coleção de Miniaturas da DC (The DC Super Hero Figurine Collection)?! Bem... Outra grande e boa notícia é que ela sairá mesmo sob a batuta da Eaglemoss aqui no Brasil com previsão de início para Agosto/2013. A decisão de seu lançamento sem dúvida nenhuma passou pelo sucesso da coleção correlata da Marvel, ou seja, esperemos que o mercado continue aquecido para que toda essa onda se perdure!! Não conheço de perto a coleção da DC, porém sei que ela foi lançada na europa depois da coleção da Marvel. Como veio depois, as figuras da DC são ainda mais detalhadas e contaram com 120 peças regulares e 19 modelos especiais. Essa sem dúvida nenhuma será "caixa" pra mim junto com a da Marvel.





 




Bom... Deu pra sentir o drama, não é!? Ficará difícil não colecionar. Realmente os detalhes são muito evidentes.

Algumas dúvidas mais periféricas permanecem, porém o mais importante é sabermos que chamamos atenção como potencial mercado para colecionáveis. E tudo isso ocorreu sobretudo pela participação de todos nós interessando-se e colecionando a coleção da marvel.

Um grande abraço a todos e parabéns ao Eder Pegoraro pela iniciativa e pelo bom trabalho na reportagem.
Quem quiser pode conferir mais algumas informações interessantes sobre esse assunto em um post do Eder no Sala de Justiça (clique aqui).

sábado, 2 de março de 2013

Miniatura Marvel Nº 17 - Elektra

Miniatura Marvel Nº 17 - Elektra
Tragédia, violentas emoções, contradições e um profundo desejo de vingança marcaram a vida daquela que teve um importante papel na vida do Demolidor. Elektra Natchios nasceu em uma ilha não identificada do Mar Egeu e ainda jovem conheceu Matt Murdock (O Demolidor) na faculdade. Os dois teriam então um verdadeiro e arrebatador romance. Proveniente de uma rica, porém disfuncional família grega, Elektra passaria ainda jovem pela morte da prórpia mãe, assassinada por ninguém menos que seu próprio irmão. Desde jovem Elektra demonstrou uma incrível habilidade para as artes marciais. Sempre assombrada por estranhas vozes em sua cabeça, Elektra apegou-se profundamente à seu pai. Mas, como se não bastasse a tragédia relacionada à morte da mãe, Elektra e seu querido pai (Hugo) seriam sequestrados por um grupo de terroristas. Matt Murdock, valendo-se de suas habilidades marciais e de seu super-sentido desenvolvido durante seus anos de treinamento com o mestre cego "Stick", tentaria resgatá-los, porém o pai de Elektra é, infelizmente, morto no processo.

Miniatura Marvel Nº 17 - Elektra

Destroçada pela dor, Elektra viaja ao Japão em busca do mesmo mestre de Matt Murdock. Stick liderava um grupo de ninjas decididos à trilhar o caminho do bem, denominados "Virtuosos". Stick aceita Elektra, porém percebe que no fundo do coração ela era movida por um insuperável desejo de vingança. Expulsa da associação Elektra infiltra-se na maligna organização ninja conhecida como "Tentáculo". Seu desejo inicialmente era desbaratar a organização, provando assim seu valor à Stick, infelizmente, no entanto é ela que é corrompida no processo.

Miniatura Marvel Nº 17 - Elektra

Elektra se tornaria com o tempo uma assassina de aluguel, porém passaria a viver entre os ensinamentos benignos dos "Virtuosos" e as distorcidas e malignas diretrizes do "Tentáculo". Tudo complica-se quando Elektra muda-se para Nova York e bate de frente com o vigilante Demolidor. Não tarda para que ela descubra que o herói é na verdade Matt Murdock, sua antiga paixão. Matt tenta, sem sucesso, recuperar seu relacionamento com a agora assassina. Porém, ela rechaça suas investidas, possivelmente na tentativa de proteger Matt do universo sombrio que a jovem habitava.

Miniatura Marvel Nº 17 - Elektra

Tudo converge para um dos momentos mais emblemáticos na vida de Elektra, o momento em que ela afilia-se ao Rei do Crime de Nova York (Wilson Fisk). Fisk determina que a assassina mate o melhor amigo de Matt Murdock, seu sócio e também advogado Franklin (Foggy) Nelson. Elektra, possivelmente impedida por alguma bondade ainda em seu interior, não consegue executar tal ordem e é então perseguida por outro assassino de aluguel de Fisk: o letal Mercenário. Em uma incrível luta Elektra é morta pelo Mercenário e tem seus últimos suspiros nos braços do antigo namorado, o Demolidor.

Miniatura Marvel Nº 17 - Elektra

Essa história serviria como um grande epitáfio para essa personagem. Infelizmente porém, a Marvel, farejando lucros com a personagem, cria uma história na qual o cadáver da jovem sofre a tentiva de ser revivido a partir dos milenares conhecimento alquímicos do "Tentáculo". Tudo isso é impedido pelo Demolidor que no final consegue empreender esse processo de revitalização com êxito, porém usando conhecimentos semelhantes da ordem dos "Virtuosos".

Miniatura Marvel Nº 17 - Elektra

Elektra passou pela mão de diversos roteiristas e desenhistas de peso. Eu poderia citar pelo menos dois, Frank Miller e Bill Sienkiewicz. Qualquer um que tenha entrado em contato com a 9ª Arte nos anos 80/90 conheceu encadernados como "Elektra Assassina"  de 1986 e "Elektra Vive" de 1990. A miniatura da personagem traz sua clássica arma, as longas e afiadas adagas SAI. O traje também é mostrado de maneira fiel e me impressionou ao conseguir manter a leveza do tecido vermelho que desce à frente e atrás a partir do quadril. Embora alguns colecionadores tenham achado o rosto da figurine um tanto quanto estranho eu acredito que isso acontecerá com todas as miniaturas da coleção que possuirem rostos desnudos, e não atrás de máscaras. Imagino que deva ser difícil conferir uma expressão facial perfeita em uma miniatura dessa escala e desse material.

Miniatura Marvel Nº 17 - Elektra

Um grande abraço à todos. Dentro em breve postarei aqui as tão aguardadas novidades sobre a continuidade da Coleção de Miniaturas Marvel até o Nº 100 em nosso país, bem como a possibilidade cada vez mais real de termos por aqui a coleção DC Super-Hero Collection, que segue o mesmo padrão desta.

Outra dica: Caso alguém se interesse por uma reflexão sobre o papel da "Memorização" (nossa velha e conhecida "decoreba") no processo ensino-aprendizage dê uma olhadinha no link: "E a "Decoreba" ?! Onde Fica?!".

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Coleção Folha - Música Clássica para Crianças

Fascículo 1 - Mozart - Ilustrações de Carla Nazareth

Coisas boas e interessante precisam ser divulgadas. A Folha de São Paulo está lançando uma coleção que merece essa menção: A Coleção Folha - Música Clássica para Crianças. Constituida por 20 Fascículos-CD a coleção cobre uma porção interessante dos grandes compositores da música erudita. Crianças possuem mente aguçada e perspicaz. Uma vez alimentadas com bons exemplos e boas referências tornam-se adultos capazes de escapar facilmente do senso comum, desenvolvendo opniões próprias, porém respaldadas no que a humanidade fez de melhor. Surpreendi-me, portanto com essa iniciativa da Folha. A coleção traz as aventuras de duas crianças, o menino Dó e sua amiguinha Mí. Dó e Mí vivem, em cada fascículo (ilustrado com perfeição), aventuras nas quais entram em contato com a vida de compositores, de seu nascimento até sua morte. O 1º fascículo, como podem ver acima e abaixo, traz o genial Wolfgang Amadeus Mozart.


Inicialmente acreditei que o CD que vinha acompanhando o fascículo traria músicas do compositor tocadas de maneira diferente, para atender bebês e crianças muito pequenas. Porém, as músicas são tocadas como foram concebidas originalmente, o que permite que a criança e até mesmo adultos ouçam as composições por toda a vida. A seleção das músicas que compõe cada CD ocorreu tendo por base aquelas que reconhecidamente fazem parte, de alguma forma, do universo infantil.

Fascículo 2 - Bizet - Ilustrações de Patrícia Romão
Outro destaque é o fato de que cada fascículo é ilustrado, ao que pude notar, por um desenhista diferente. Isso torna cada fascículo único, uma vez que possui um "design" especial, mostrando Dó, Mí e o compositor em questão em concepções artísticas distintas em cada número. O Nº 1 traz o suave traço de Carla Nazareth, combinando perfeitamente com o estilo leve, por vezes lúdico e angelical de Mozart. Já o fascículo 2, sobre Georges Bizet, é ilustrado por Patrícia Romão, trazendo um traço semelhante à "dobraduras". O CD traz boa parte da grande Ópera composta por Bizet: CARMEM.


Os textos de Izabel Zambujal e Maria Pedro dão o tom do que será a coleção. O universo da música clássica é aqui celebrado de uma forma única e singela. Recomendo a coleção não apenas para quem possui crianças em casa. Caso você seja apreciador de sons e imagens delicadas, singelas e cheias de poesia também gostará!


Maiores informações podem ser obtidas no Site Oficial da Coleção.

Abc à todos!

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Miniatura Marvel Nº 16 - Fera

Miniatura Marvel Nº 16 - Fera
Henry Peter McCoy, conhecido pelos mais próximos apenas como Hank McCoy, é um dos mutantes a integrar a 1ª equipe dos X-Men, constituindo sua lendária 1ª formação. Hank era um jovem totalmente integrado à vida estudantil em sua adolescência. Sua habilidades atléticas lhe proporcionaram uma juventude alegre e cheia de vida ao participar de diversos esportes. Desde cedo Hank também mostraria um intelecto acima da média e uma personalidade calma e conciliadora. A mutação genética presente em Hank, e que lhe daria a alcunha de "mutante", conferiram-lhe habilidades atléticas e força acima da média além de extremidades do corpo avantajadas (principalmente seus pés). Sua aparência quando jovem era bem distinta desta que você vê na miniatura. Na verdade a vida lhe proporcionaria novas mudanças que lhe marcariam para sempre.

Miniatura Marvel Nº 16 - Fera

A partir do episódio de sequestro de seus pais, Hank conheceria e teria a ajuda de outros jovens que também possuiam dons especiais, os jovens super-dotados da escola do Dr. Charles Xavier. Essa bem sucedida parceria inicial firmou uma grande amizade entre ele e a equipe, o que fez com aceitasse rapidamente o convite do Dr. Xavier para integra-la. Ao lado de Ciclope, Garota Marvel (que viria a se tornar a Fênix), Homem de Gelo e Anjo, Hank passaria a se chamar "Fera" e assim viveria grandes aventuras publicadas a partir de 1963 nos EUA na revista X-Men Nº 01.

Miniatura Marvel Nº 16 - Fera

Após algum tempo ao lado dos X-Men, Hank passou a trabalhar em uma fórmula que, segundo ele, ativaria as habilidades latentes em jovens mutantes que ainda não possuiam plenamente manifestos seus poderes. Em um episódio no qual precisou entrar em confronto com criminosos, Hank ingeriu sua fórmula experimental e, como efeito, teve seus poderes animalescos ampliados. Outro efeito foi uma tranformação física que lhe conferiu uma aparência mais próxima de seu codinome. Pêlos cresceram e sua face tornou-se mais parecida com a de um animal.

Miniatura Marvel Nº 16 - Fera

No entanto, Hank teve sua personalidade preservada e continuou sendo a pessoa amigável e companheira que sempre fora. Claro que isso exigiu dele grande energia interior, pois sua aparência passou a ser socialmente questionada. O Fera tem sido usado em muitos momentos como grande exemplo de que a beleza maior é a aquela que vem de dentro. Ao lado do Coisa, que também compartilha de uma aparência pouco convencional, o Fera é um personagem muito querido pelos fãs.

Miniatura Marvel Nº 16 - Fera

A miniatura apresentada aqui, a 16ª da Coleção de Miniaturas Marvel, foi muito bem aceita pelos colecionadores. O detalhe dos pêlos foi bem trabalhado e não deixou a desejar. Suas mãos em formato de uma "garra animal" também aparecem em destaque. Vale ressaltar que o visual do Fera nesta miniatura é o mais atual, visto nas historias publicadas hoje em dia. No entanto, em suas primeiras histórias o Fera possuia uma postura física que lembrava mais um "símio" e não tanto um "felino", como podemos ver nas fotos.

Miniatura Marvel Nº 16 - Fera

Eu particularmente não entendí o motivo dessa mudança conceitual no visual do personagem. Como considero-me um leitor antigo, eu gostava mais da antiga postura símia. Creio que o visual anterior contrastava mais com sua doce personalidade, e isso proporcionava maior destaque ao personagem.

Miniatura Marvel Nº 16 - Fera

Atualmente estamos todos ansiosos pelas grandes novidades que logo serão divulgadas de forma exclusiva na Revista Mundo dos Super-Heróis Nº 40 sobre o futuro desta coleção. A reportagem é fruto de uma entrevista que o Gerente de Negócios da Eaglemoss (fabricante da coleção) no Brasil deu ao amigo Eder Pegoraro do Blog Sala de Justiça. Estou aguardando com muita expectativa as revelações pois o Eder me disse que são muito boas! Teremos inclusive uma ideia do que a Eaglemoss pensa sobre o possível lançamento da Coleção "DC Super-Hero Collection" (coleção semelhante à de miniaturas marvel, porém com personagens da DC) aqui em nosso país. A pré-venda do Nº 40 da revista pode ser vista no site da Editora Europa.

Um grande abraço a todos!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Django Livre


Pegue um bloco de puro "Ódio". Submeta-o à uma depuração a partir de um rigoroso processo de destilação. Após uma ou duas destilações você terá um bloco menor, mas profundamente mais puro. Não satisfeito com isso depure-o novamente mais uma ou duas vezes... Após essa penosa série de purificações você terá a "Quintessência" do mais puro, primal e profundo "Ódio". Daquele seu bloco original terá sobrado apenas uma pequeno frasco de "ódio" concentrado. Nele, administre mais duas ou três gotas de "vingança" e despeje-o dentro de um homem. O que você terá com isso? Você terá... Django.


Django Livre, o mais novo filme de Quentin Tarantino estreou há uma semana e fui assisti-lo há alguns dias. Jamie Foxx interpreta Django e, diferente do Django original (também um espetacular Western Italiano dos anos 60) do cineasta Sérgio Corbucci, esse novo é negro e escravo que, por um golpe do destino, vê-se com a possibilidade de executar vingança contra seus antigos senhores e ainda resgatar sua esposa de um fazendeiro sulista (Leonardo DiCrapio). Tarantino expõe de forma visceral a escravidão em sua forma mais abjeta ao revelar parte do relacionamento entre senhores e escravos em um Estados Unidos pré guerra civil em 1858. Essa guerra civil em questão viria partir os Estados Unidos ao meio jogando o Sul escravocrata contra o Norte abolicionista captaneado pelo Presidente Abraham Lincoln.


Embora eu tenha lido algumas resenhas do filme afirmando que ele simplesmente não trata a escravidão de forma séria eu não concordo pois a narrativa traz todos os elementos que fizeram parte do universo escravo: o negro massacrado até sua esperança ser totalmente destruida; os homens brancos agindo legalmente no processo de escravidão por intermédio da lei que os respaldava e ilegalmente, por meio da Klu Klux Klan; o negro totalmente assimilado dentro da casa de seu patrão, muitos inclusive agindo como os brancos; e finalmente a assombrosa violência com que a maioria dos escravos eram tratados. Tarantino, à semelhança do que fez em "Bastardos Inglórios", arma o mais fraco na história e lhe dá condições de enfrentar a maldade humana.


O filme escancara a violência e a serve de forma requintada através de intepretações poderosas como a de Leonardo DiCaprio que faz um fazendeiro escravocata interessante pois, apesar de seu aparente histórico de violência possui um toque afeminado no íntimo, exposto de forma muito sútil pelo ator. Talvez por isso mesmo DiCarpio torna seu personagem tão complexo. O filme possui uma tensão constante e nisso assemelha-se muito aos antigos Westerns Italianos que, em minha opinião foram os responsáveis por libertar esse gênero de seu uso panfletário pelo cinema Norte-Americano. Em alguns momentos eu questionei comigo mesmo o propósito de tantas mortes no filme, porém a resposta está nele mesmo, ou seja, está no que o homem branco foi capaz de fazer com os negros e na resposta que isso gera.


Em seu Twiter o cineasta norte-americano (e negro) Spike Lee disse que não iria assistir ao filme de Tarantino por achar que ele desrespeitava a memória de seus antepassados que sofreram na escravidão e que a servidão de um povo não era um "Western Spaguetti". Spike Lee firma sua posição na equivocada ideia de que Tarantino não leva a sério a escravidão ao usar a narrativa dos Westerns Italianos, o que desmereceria o assunto, banalizando-o. Lee está errado porque Tarantino leva a sério a escravidão sim e de forma contundente. Se Django Livre estivesse usando qualquer outra temática que não a escravidão eu diria à vocês que a violência foi desmedida e sem propósito, que está ali apenas para chamar público e levantar a bilheteria (como tantos filmes fazem e já fizeram apenas para chocar a platéia). Mas Tarantino se safa desta crítica porque ao usar a escravidão e mostra-la de forma tão violenta ele simplesmente joga essa "conta" no "ser humano". Ou seja, sai isento porque não faz nada além de nos colocar diante de um espelho e mostrar-nos até onde o homem vai em sua ânsia pelo "vil metal".


Posso dizer que, em certa medida, Tarantino é herdeiro de Sérgio Leone ao conseguir transpor para as telas o hermético mundo masculino. O que é realmente importante está implícito, não precisa ser explicado. Olhares e códigos de um mundo embrutecido são mostrados e, para bom entendedor, comportamentos já falam por sí. O cinema precisa novamente retornar a esse local em que roteiro, a boa história, tem primazia sobre qualquer outro adereço.


O filme, obviamente, não é um exercício para se teorizar possíveis alternativas à barbárie humana. Seu objetivo é outro, como falei acima, é nos colocar diante do que pode se encontrar no profundo do coração humano. Interessante, no entanto seria irmos além e nos perguntarmos o que se poderia fazer para contornar essas trevas mas, para isso, já temos Luher King e Ghandi. Esse último ainda com filme e tudo.


Django Livre é uma promessa de destaque para 2013, sobretudo por conseguir reverenciar o estilo Western Italiano com respeito e grandiosidade, usando um tema doloroso para a sociedade sem desrespeita-lo, ao contrário do que Spike Lee pensa.
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