domingo, 7 de setembro de 2014

Miniatura DC Nº 12 - Supergirl

Miniatura DC Nº 12 - Supergirl

Kara Zor-El é a prima do Homem de Aço. Proveniente do Planeta Krypton, a Supergirl é o que o Superman pode chamar de sua família na Terra. Com uma história parecida com a de seu famoso primo, a Supergirl foi criada em 1959 ainda sob a antiga percepção que existia nos quadrinhos (sobretudo das Eras de Ouro e de Prata) de que o Universo Mitológico de um Super-herói de sucesso deveria ser expandido criando-se familiares para ele. Exemplos não faltam: Capitão Marvel (Shazam) e toda sua família, Capitão Marvel Jr. e Mary Marvel; Batman e os diversos heróis correlatos, Bat-Girl, Bat-Mirim; entre outros. Assim, a existência da prima do Superman nos dias de hoje é para mim motivo de reflexão sobre o quanto um herói ou heroína desse tipo ainda é relevante sob a moderna ótica do leitor de quadrinhos.

Miniatura DC Nº 12 - Supergirl

Particularmente não vejo com bons olhos a criação de heróis tendo como base outros de maior sucesso. Fica sempre a ideia de uma tentativa de se "pegar carona" no sucesso de um personagem famoso. Isso sempre acaba soando como uma criação "caça-níquel" oportunista. A existência desses heróis associados (primos, irmãos e tios do herói principal) nos anos 40, 50 e 60 (Eras de Ouro e Prata das HQs) fazia sentido ao analisarmos o perfil dos leitores da época, que era sobretudo infantojuvenil. Assim, essa maneira de se criar novos heróis poderia ser justificada em função da identificação que as crianças já possuíam por um Super-herói de sucesso. Atualmente, para que um personagem secundário, criado a partir de um principal, ganhe relevância é necessário fundamenta-lo dentro de uma premissa bem construida. Caso contrário a sensação será a de oportunismo sem sombra de dúvida.

Miniatura DC Nº 12 - Supergirl

Sob essa ótica, não consigo justificar a existência desta personagem dentro de uma abordagem mais contemporânea. As explicações que temos para sua existência ainda não satisfazem (em minha opinião) a mente dos leitores da atualidade. A Warner deverá trabalhar bem o roteiro da nova série que recentemente anunciou (Supergirl) para que faça algum sentido. Caso contrário, as chances de se tornar um folhetim adolescente será grande. De qualquer forma Supergirl tem sua importância se a analisarmos sob o contexto geral das histórias em quadrinhos da DC. A peça que a representa dentro da Coleção de Miniaturas de Metal da DC não trouxe grandes atrativos em minha opinião, exceto 01.

Miniatura DC Nº 12 - Supergirl

Refiro-me à capa que pende dos ombros da heroína adolescente. Grande, bem pintada e muito bem moldada, essa capa é uma das melhores em termos de grandeza e símbolo de poder. Sua coloração "vermelho vinho" ajuda bastante para conferir um ar de nobreza que até nem combina tanto com a premissa de herói adolescente dentro da qual Kara Zor-El está inserida. Esse ar adolescente, inclusive, é ressaltado pelo tamanho e tipo de saia que ela usa. Um acessório típico de jovens meninas que frequentam internatos e que querem parecer contraventoras ao usa-las mais curtas. Esse visual atesta claramente as intenções por trás da personagem. Torna-la um símbolo identificável para um público que em geral se interessa pouco por quadrinhos: o público feminino mais jovem.

Miniatura DC Nº 12 - Supergirl

O pai de Kara era Zor-El, irmão de Jor-El (pai do Superman). Zor-El, apesar de possuir uma grande amizade por seu irmão, discordava dele quanto à criação da Zona Fantasma. Um local além do tempo e do espaço para onde seriam enviados os criminosos de Krypton. De qualquer forma a visão que prevaleceu foi a de Jor-El. Durante a destruição do Planeta Krypton, Zor-El enviou sua pequena filha (Kara) para a Terra no encalço do primo (Kal-El). A intenção de Zor-El por trás do envio da filha é uma das mais ridículas (em minha opinião). Ele a enviou para matar o pequeno Kal-El e assim livra-lo de uma possível vingança dos vilões presos na Zona Fantasma. Uma premissa ridícula porque se você quer proteger alguém, matar esse alguém não é a forma mais inteligente.

Miniatura DC Nº 12 - Supergirl

Kara chegou à Terra muito tempo depois do primo porque sua nave foi colhida por um pedaço do Planeta Krypton e se desviou de sua rota, deixando-a mais longa. Assim, 30 anos após a chegada do Superman à Terra, chegava na baia de Gotham o asteroide com a nave de Kara em seu interior. A verdadeira missão da Supergirl (matar o primo) permaneceu adormecida em seu subconsciente e assim ela foi adotada por ele e desenvolveu-se sob a tutela de 03 grandes heróis da DC: Superman, Batman e Mulher-Maravilha. Esta última inclusive tornou-se mentora de Supergirl, levando-a para ser treinada junto às Guerreiras Amazonas da Ilha de Themyscira. O fato é que, por incrível que pareça, Kara teve muita dificuldade em sua carreira de heroína, cometendo muitos erros.

Miniatura DC Nº 12 - Supergirl

Seus erros, sua falta de confiança e sobretudo uma dificuldade de entender sua vinda para Terra, fizeram de Kara uma Super-heroína que foi até mesmo rejeitada por duas equipes adolescentes: os Novos Titãs e os Renegados. Nesse processo apenas poucas pessoas conseguiram se conectar emocionalmente com a adolescente Kryptoniana, dentre elas as heroínas Poderosa e Moça-Maravilha (Cassie Sandsmark), além da esposa do Superman, Lois Lane. Porém, foi a experiência que Kara viveu no futuro ao lado da equipe de Super-heróis adolescentes chamada "A Legião dos Super-heróis" é que concedeu à ela confiança e senso de responsabilidade renovados. Isso, somado à compreensão de seu passado em Krypton e sua razão de ter vindo para Terra, é que permitiram à jovem encontrar seu lugar entre os demais. Isso corrobora a ideia de que temos paz apenas quando passamos a ter uma maior compreensão de quem somos.

Miniatura DC Nº 12 - Supergirl
Bom amigos... É isso aí!! Grande abraço à todos!

12 comentários:

  1. Muito legal seus comentarios.Ontem no encontro que teve dos colecionadores procurei voce para trocarmos uma ideia e elogiar este já conceituado site, infelizmente não te achei e fica para proxima.Um grande abraço e obrigado pelo grande trabalho que voce esta fazendo pelos colecionadores.

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    1. E aí Jaime!!

      Tudo bem amigo!?

      Putz cara... Queria muito ter ido ao Encontro. Falei pro Jefferson Policarpo que ia tentar ir, porém estava em um Congresso fora de São Paulo e cheguei só ontem (dia do evento) umas 15:00 aqui em casa. Até teria dado pra eu ir se eu pegasse o carro e saísse correndo para o evento, porém estava muito cansado.

      O Jefferson falou que provavelmente farão outro evento ainda esse ano e daí espero ir com certeza. Daí vamos marcar sim para tomarmos algum refrigerante juntos e trocarmos umas ideias.

      Agradeço muito suas palavras e fico bem feliz com o seu comentário.

      Grande abraço.

      Marcelo.

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  2. Marcelo, seus comentários sobre a personagem estão perfeitos. Resultado de uma época em que os leitores não estavam preocupados com origens e continuidade entre as histórias, a Supergirl tem dificuldades para se adaptar ao novo mundo dos quadrinhos. Não sabia dessa série da Warner, mas também não tenho grandes expectativas. Vou ficar de olho. Um abraço!

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    1. E aí Marcelo!!! Tudo bem, amigo!?

      Pois é... Acho que para tornar esses personagens derivados relevantes eles deviam melhorar suas histórias e motivações. Pois apenas pegar carona em outros super-heróis não rola mais nos dias de hoje. O fã de quadrinhos cresceu e obviamente seu gosto também. Nesse sentido fica difícil manter relevantes personagens como a Supergirl sem dar um tratamento dramático melhor para ela.

      Essa série da Warner foi recentemente anunciada em sites ligados à Cultura Pop. O anúncio oficial deve vir em breve. Mas com tanto personagem interessante na DC acho que eles não tinham que escolher logo a Supergirl para ser a protagonista de um seriado. Personagens como o Caçador de Marte, Asa noturna, Espectro entre outros dariam ótimas séries!!

      Valeu pelo comentário e espero ansioso por mais uma postagem em seu Blog!!

      Grande Abraço!

      Marcelo.

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  3. Marcelo, lendo teu texto, percebo mesmo que você é um leitor bem experiente das HQs de super-heróis. Pelo jeito, já deve ter miniaturas aí na tua casa que, imagino, já não estão muito fáceis de guardar, pois lembro dos carros antigos, depois veio a Marvel (que ainda está aí) e agora a DC. Haja espaço para acomodar tudo. Ainda mais com a frequência com a qual chegam.

    Parabéns pelas aquisições! Um abraço e boa semana!

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    1. E aí, Fabiano!? Tudo bem, amigo?

      Na verdade tem muito mais gente experiente que eu. Como comecei a ler quando eu era adolescente nos anos 80, talvez eu consiga ter uma visão mais ampla. Mas nada demais. rs rs

      Por enquanto estou conseguindo guarda-las com razoável facilidade, pois comprei há um ano, mais ou menos, uma cristaleira. E eles estão ficando lá. Penso em um dia mudar de apartamento e daí quem sabe fazer algo legal para acondicioná-las.

      Você tem boa memória! Pois estou fazendo mesmo a coleção de Carros Inesquecíveis do Brasil da Planeta DeAgosntini, além das coleções Marvel e DC.

      Valeu mesmo pela presença Fabiano.

      Grande Abraço!

      Marcelo.

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  4. Sim. Eu me lembro dos carros. Também me lembro uma vez em que você mostrou onde colocava as miniaturas. Também me lembro do Kraven que ficou parecido com o Freddy Mercury e agora você tem a Supergirl que mais parece a Carla Perez dançando o "é o tcham!". Ainda bem que a pose foi comportada. rsrsrs... Um abração! Tudo de bom!

    Fabiano Caldiera.

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    1. Ah ah ah ah ah...

      É verdade Fabiano! É a arte imitando a vida!! É verdade!! A Supergirl está com essa cara mesmo. Aquela pueril e de pouco conteúdo. Só a pose mesmo que não lembrou a Carla Perez.

      rs rs rs

      Abração!!

      Marcelo.

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  5. Olá Marcelo, tudo bem?
    A Supergirl para mim é uma daquelas personagens com cronologia bastante bagunçada. Ela morreu heroicamente em Crise. Na versão pós-crise apareceu uma versão protoplasmática (o que será que é isso?). Pela Panini teve uma minissérie do Peter David em que apareciam duas versões da Supergirl na mesma história. Também não achei legal a miniatura. Miniatura de personagens femininos deveriam ser proibidas de aparecerem de braços cruzados. (rs!)
    Mudando de assunto, finalmente recebi o brinde fichário DC que a Eaglemoss estava devendo. Você sabe se o Darkseid está sendo distribuído em bancas de SP? Passei na Ana Rosa e não encontrei. Você já deve estar sabendo das novas coleções que estão para sair: Asterix e DC/Eaglemoss. É muita coisa legal saindo de uma vez só, e eu quero muito esses encadernados DC pois tenho poucos encadernados deles em capa dura. Só não sei onde vai caber ($$ e espaço).
    Abs., Carlos - São Paulo.

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    1. E aí Carlos! Tudo bem!?

      Sabe que eu não tinha muita bagagem em se tratando de Supergirl. Mas estudando um pouco para fazer essa matéria eu descobri exatamente isso que você comenta. Uma cronologia muito bagunçada mesmo. Percebi que acabam misturando várias coisas numa tentativa de deixar a personagem interessante, porém o grande problema é que ela sempre estará à sombra do primo. Somente um ótimo roteirista para deixa-la mais interessante.

      Legal que você recebeu o Fichário. Sei como é isso, ou seja, quando temos direito ficamos apreensivos pois nada mais é do que o cumprimento de uma promessa da empresa. Mas que bom que chegou!

      Eu vi sim o Darkseid nas bancas. Aliás, em muitas bancas. Até me surpreendi com isso!

      Quanto às coleções que estão para sair estava sabendo da Coleção de Encadernados da DC, mas não a do Asterix. Seria por qual editora?

      Nunca li nada do Asterix, portanto essa seria uma coleção que eu até teria vontade de fazer (pois sempre li muita coisa boa sobre o personagem e suas histórias). Porém, diante de tanta coisa saindo, a gente tem que priorizar, e essa de Encadernados da DC eu com certeza farei. De qualquer forma gostaria de dar uma olhada nessa do Asterix.

      O final da sua mensagem toca nos dois grandes problemas do colecionador hoje: $$ e espaço. Onde a gente vai parar!!!!! rs rs rs

      Abção!!

      Marcelo.

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    2. Valeu Marcelo, vou bater perna na Paulista amanhã para ver se encontro o Darkseid.
      A coleção do Asterix também vai sair pela Salvat:
      http://www.universohq.com/noticias/salvat-planeja-lancar-colecao-asterix-em-bancas-brasileiras/
      Não me animei muito com o custo benefício; R$ 19,90 por uma edição de capa cartonada com 40/50 páginas é caro comparado com os encadernados das coleções Marvel/DC a R$ 32,90.
      Comprei hoje na Saraiva (virtual) a edição definitiva de o Reino do Amanhã por R$ 43,00. O preço de tabela é R$ 89,00.
      Não sei se você conhece, mas dá uma olhada nestas miniaturas da Iron Studios:
      http://fantoy.com.br/mark-xlii-1-10-iron-man-3.html?gclid=CICg3eeI3cACFZTm7AodGzwAQw

      Abs., Carlos.

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    3. Espero que encontre o Darkseid Carlos.

      Vou ficar de olho nessa coleção do Asterix. Visitei o site que você sugeriu acima. Parece bem interessante. Pensando pelo seu raciocínio comparativo de preços parece que será uma coleção mais cara mesmo. Eu não sei se tem a ver com direitos autorais que acabam deixando algumas histórias mais caras que outras. Ou seja, às vezes tem excelentes histórias que saem por preços bons e um super acabamento simplesmente por serem antigas e outras histórias mais recentes nem muito boas e com acabamento pior, bem mais caras. Não entendo muito bem essa dinâmica que rege os preços! rs rs

      Excelente preço o que você conseguiu pelo Reino do Amanhã!! Excelente mesmo!!!

      Excelente também são essas peças do Iron Studios. Acho até que eles vão abrir uma loja oficial aqui em São Paulo. O Moisa que postou no Facebook. São peças muito boas!! Eu as vi na loja Limited Edition que fica perto da Comix. Não sei se você conhece.

      Valeu pelas várias dicas Carlos.

      Abração!!

      Marcelo.

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