sábado, 15 de fevereiro de 2014

O Hobbit - A Desolação de Smaug


Ainda que um pouco atrasado, não poderia deixar de comentar um dos maiores lançamentos do universo de ficção e fantasia do ano de 2013: O Hobbit - A Desolação de Smaug. Por diversos acontecimentos em minha vida no final do ano passado, só pude assisti-lo há pouco tempo e assim gostaria de, à semelhança do que fiz por ocasião do lançamento de "O Hobbit - Uma Jornada Inesperada", comentar esse também.


Assim como diversos universos de ficção e fantasia, o Mundo idealizado por J.R.R. Tolkien possui fãs ardorosos e exigentes. Dessa forma, podemos dizer que a aposta do diretor Peter Jackson em lançar "O Hobbit" em três filmes foi ousada. Diferente do "Senhor dos Anéis" que compunha uma obra em três partes, O Hobbit é na verdade um livro infanto-juvenil que Tolkien escreveu cerca de 20 anos antes de lançar sua obra definitiva e, embora um excelente livro, não possui a grandiosidade dos três livros da Trilogia do Anel. Sendo assim a chance de Jackson preencher os espaços vagos com situações ruins ou que não funcionassem era grande.


Se no 1º filme de 2012 (Uma Jornada Inesperada), Jackson ainda dava indícios de uma certa dificuldade em acertar o passo com a narrativa e enredo, em "A Desolação de Smaug" ele parece recuperar a batuta de uma narrativa dramática necessária para um filme sobre o Universo Tolkeniano. No início ainda detectamos uma certa dificuldade em estabelecer um ritmo adequado, porém tudo muda quando os anões penetram na Floresta Negra ao lado do pequeno Hobbit Bilbo Bolseiro (Martin Freeman). A partir dali cada personagem parece se apropriar de sua história.


O filme ganha força sobretudo a partir da descida dos anões em barris, fugindo da prisão dos Elfos da Floresta Negra. Embora esse seja um momento menos épico no livro, no filme Jackson o alonga e nos proporciona uma sequencia de luta incrível em que Elfos, Anões e Orcs se entrelaçam em uma batalha ao longo de uma grande corredeira. Interessante também é a caracterização da Cidade dos Homens na base da Montanha sob a qual encontra-se o Reino dos Anões e habitat do Bíblico Smaug, um Dragão de proporções enormes que há muito usurpou o Tesouro e o Reino dos anões trazendo morte à muitos anões e dor ao Reino dos Homens.

Bard

A figura de Bard, um homem que ajuda os anões a entrarem na Cidade dos Homens também ganha força dramática na interpretação de Luke Evans. Porém, para mim a parte central do filme e que realmente o alavanca como obra é a metade final que se passa no interior da Montanha de Smaug. Bilbo inicia um jogo de gato e rato ao acordar o dragão e definitivamente torna o espectador co-participante desse jogo. Smaug, que no livro possui papel menos expressivo no que diz respeito a dramaticidade, torna-se talvez o personagem principal do filme. E isso graças ao excelente Benedict Cumberbatch (o Vilao Khan de "Star Trek - Além da Escuridão"). Cumberbatch dubla e fornece a base corporal aos movimentos de Smaug, tal qual Andy Serkis fez com Golum na Trilogia do Anel. Smaug não apenas convence enquanto entidade do mal,  mas também cativa ao se maravilhar com a criaturinha ousada e esquisita que é um Hobbit.


A sequencia no interior da Montanha chama atenção ao dimensionar a grandeza dos salões, a solidão das câmaras esquecidas e acima de tudo ao mostrar o Tesouro dos Anões em ângulos incríveis. Tudo isso se deve também à tecnologia que Jackson fez questão de usar para a Trilogia "O Hobbit". Uma tecnologia que permite que o filme seja rodado em uma quantidade muito maior de "frames" por segundo, dando maior definição à imagem.

O interior da Montanha

Alguns fatos foram também adicionados ao filme, como por exemplo o início do despertar dos Espectros Servos de Sauron, bem como uma aparição do próprio Sauron. Gandalf também aparece, embora se envolva muito mais com o ressurgir de Sauron. Outros fatos, no entanto foram sublimados, como por exemplo a participação do Homem-Urso Beorn que no livro possui presença mais expressiva no início da história. Beorn possui uma boa caracterização no filme, embora por pouco tempo. Um Orlando Bloom mais velho interpreta um Legolas mais jovem, porém o faz de maneira competente. A atriz Evangiline Lily (a Kate do Seriado Lost) interpreta a Elfa Tauriel, uma nova personagem.


O Hobbit - A Desolação de Smaug restaura a franquia em minha opinião e acende a expectativa para o grande final, reservado para dezembro de 2014 com "Lá, e de Volta Outra Vez".

Bom amigos... Grande Abraço à todos!

4 comentários:

  1. Boa tarde meu amigo,

    De maneira geral, posso dizer que gostei do filme, é claro que a tendência hoje é extrair mais suco do que a fruta pode dar. O que faz com que seja muito difícil transformar 1 livro pequeno e de narrativa infanto-junivel em 3 filmes épicos. Pra mim fica claro que se o Senhor dos Anéis fosse feito nos dias de hoje, provavelmente estaríamos falando de 9 filmes e não 3...

    O segundo filme foi melhor, pois ficou menos nítida a sensação de que o diretor estaria enrolando. Na minha opinião eles poderiam ter colocado mais desfechos dentro do segundo filmes... tinha tantos "vilões", o necromante, dragão, o orc pálido..que acho que se um deles fossem mortos mesmo que por adaptação deixaria o expectador mais satisfeito.

    Off-post: Assisti ontem a noite o Liga da Justiça: War. Honestamente fiquei decepcionado, muitas pessoas gostaram, mas eu estou muito frustrado com o que a DC fez com os personagens nesse tal de "Novos 52" ... não sou muito entendido (visto que estou focando nos encadernados), mas nào gostei. Claro que existe boas partes, mas de 0 a 10, eu daria 6. Talvez por minha falta de entedimento... não sei...

    Na minha opinião a DC deveria investir no batman de Terra 1, que seria ótimo, ou mesmo no Batman Ano 1... Igualmente quanto ao Super Man..Origens Secretas!!!! ou em segundo lugar.. Terra 1...
    Eu confesso que tenho fingido que nada dessas Marvel Now e Novos 52 estão acontecendo! quem sabe a turma crie juizo e volte ao normal... rsrsrs

    Abraços

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    Respostas
    1. Oi Denis...

      Tudo bem!? Isso tem acontecido muito mesmo. Roteiristas, editoras e Estúdios tentando ganhar até o "osso" de um determinado tema ou história. Isso é, em geral, ruim porque banaliza uma franquia ou ideia que poderia se manter viva por muitos anos caso fosse aproveitada com calma e aos poucos.

      Eu tinha muito receio que os recheios que o Peter Jackson fosse colocar nos filmes do Hobbit descaracterizassem a obra. Antes um filme ótimo do que três ruins. Porém, minha opinião é de que ele se cercou de pessoas que conhecem o Universo de Tolkien e li em algum lugar que ele se baseou também em escritos deixados pelo próprio autor. Escritos nos quais Tolkien fazia certas conexões entre O Senhor dos Anéis e O Hobbit. Sendo assim acho que no geral será uma boa Trilogia.

      Puxa... Havia lido rapidamente sobre esse Liga da Justiça: War e estava esperando algo do nível da animação "Ponto de Ignição". Quando sair em DVD vou assistir. Espero que saia logo! Quanto aos Novos 52 eu tentei acompanhar bravamente as mensais, mas posso dizer que foi um Reboot que manteve a mesma falta de criatividade e trouxe mais do mesmo. Uma malfadada campanha caça-níqueis esse Reboot.

      Em geral os Encadernados de Origens Secretas tem sido muito bons mesmo. Terminei de ler o Batman Terra 1 e gostei bastante também.

      Torço como você amigo... Para que as editoras voltem a investir à longo prazo e esqueçam um pouco a ideia de ficar fazendo as vendas aumentarem só a base de mortes e ressurreições!!

      Abçs!!!

      Marcelo.

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  2. Não li o Hobbit, não gostei muito do primeiro filme, mas gostei bastante do segundo! Só não gostei desse "enfodecimento" exagerado do Legolas, acho que é o único ponto fraco, mas mesmo assim o filme superou minhas expectativas.

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    1. rs rs rs

      Achei engraçado o "enfodecimento"!!! ah ah ah ah

      Isso é verdade. O Legolas está muito mais nervoso nesse filme mesmo. Até tinha visto isso. Porém, não me lembrei disso na hora de escreve sobre o filme.

      Achei a cena do derretimento da estátua de ouro dentro da Montanha e o subsequente afogamento do Dragão em ouro uma cena muito bem feita e cheia de simbologia. Uma vez que o Dragão seria tragado pelo ouro que ele tanto preza.

      A sequencia dentro da Montanha é toda muito bem feita.

      Valeu Rodrigo!

      Abcs!!

      Marcelo

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