domingo, 27 de julho de 2014

Miniatura DC Nº 10 - Lex Luthor

Miniatura DC Nº 10 - Lex Luthor

Como um verdadeiro Imperador moderno, um Faraó das Megacorporações, Lex Luthor é um dos mais icônicos personagens do Universo DC ao servir de arqui-inimigo para um dos maiores heróis de todos os tempos dentro da 9ª Arte: O Superman. Apesar de ser um humano comum, Luthor já mostrou várias vezes o quão letal pode ser seu intelecto e irracionalidade. Retratado sempre a partir de motivações egoístas e narcisistas, esse grande vilão dos quadrinhos deixou seu ego crescer a tal ponto de não tolerar ser o 2º homem mais poderoso do mundo. Isso, associado a outros traumas, tornou Luthor um oponente incrível ao longo dos anos. Hoje veremos a peça que o representa dentro da Coleção de Miniaturas de Metal da DC, bem como algumas características-chave deste famoso personagem.

Miniatura DC Nº 10 - Lex Luthor

Particularmente não gostei do personagem ter sido apresentado usando essa armadura. Isso porque a essência do vilão está ligada muito mais ao mundo dos negócios e à suas artimanhas corporativas do que à suas incursões pelo mundo dos super-poderes. Essa armadura foi vestida por Luthor durante uma Saga na qual o vilão, então Presidente dos EUA, precisou lidar diretamente com o Supeman. No entanto, a representação que mais definiria o personagem não seria essa advinda apenas de uma história ou fase (por mais importante que ela seja), mas sim aquela dentro da qual o vilão ficou mais conhecido, ou seja, vestindo um caro e elegante terno. Essa indumentária vista aqui nas fotos pode passar para os fãs mais novos a falsa impressão de que o vilão usa com frequência esse expediente tecnológico em si para lidar com o Homem de Aço, o que não é verdade, pois na maioria das vezes o poder de Luthor está no seu intelecto que, à distância, sempre acaba forjando inimigos potenciais para lutar contra o Superman.

Miniatura DC Nº 10 - Lex Luthor

Essa armadura pode ser vista também na animação "Inimigos Públicos", uma adaptação do arco de histórias citado acima. Caso esqueçamos esse detalhe negativo que comento acima, podemos dizer que a peça tem peso e é robusta, retratando um Luthor poderoso em sua armadura. O traje é reforçado, sobretudo na região do peitoral, dorso, virilha, mãos e pernas. Isso pode explicar o peso ligeiramente maior da peça em relação às demais já lançadas até aqui. As várias facetas desta armadura, que possui reentrâncias interessantes, torna o exame da peça um exercício prazeroso, já que, a cada hora, um olhar mais preciso nos permite descobrir um novo aspecto do traje. A face do personagem é desnuda e, apesar disso, é bem modelada. Algo que em geral não encontramos nas miniaturas que retratam heróis ou vilões com o rosto sem máscaras.

Miniatura DC Nº 10 - Lex Luthor

A gênese do vilão dentro da mitologia do último filho de Krypton é antiga. Sua 1ª aparição ocorreu na Revista Action Comics Nº 23 de abril de 1940 e seus criadores são ninguém menos que a dupla Jerry Siegel e Joe Shuster (!!). Ou seja, melhor pedigree que esse é impossível (!!). Sua mitologia sofreu modificações ao longo do tempo, mas é consenso o fato de que o jovem Luthor foi filho de uma magnata corrupto que lhe dava muito pouca atenção. Assim, o pequeno Lex cresceria sem referências morais, amorosas e éticas. A infância e juventude de Luthor foi vivida na mesma pequena cidade de Clark Kent (Smallville) e é aceito que Clark e Lex teriam sido amigos durante esse período, porém o gênio irascível do vilão o teria separado da convivência com o alterego do Superman.

Miniatura DC Nº 10 - Lex Luthor

A amizade entre Kent e Luthor ainda jovens foi explorada no seriado de TV Smallville e rendeu boas cenas. Histórias como essa, em que arqui-inimigos gozaram de uma grande amizade no passado, são em geral muito boas. Podemos, por exemplo citar a possível amizade pregressa existente entre o Moisés Bíblico e seu grande inimigo o Faraó. A amizade de infância existente entre o judeu Judah Ben-Hur e o Comandante Romano Messala no antológico filme Ben-Hur. Aliás, duas histórias que dentro em breve receberão remake. Esse recurso em geral confere dramaticidade e autenticidade ao antagonismo entre o herói e o vilão. Até onde sabemos, as memórias de Lex Luthor referentes ao seu tempo em Smallville foram reprimidas e ele guarda quase nenhuma lembrança desse período. Em minha opinião essa antiga relação entre ele e Clark Kent ainda poderia ser melhor explorada. Mesmo porque, ao que nos é dado a entender, Superman já sentiu muitas vezes compaixão por Luthor ao contemplar o lar disfuncional do qual o vilão é fruto.

Miniatura DC Nº 10 - Lex Luthor

O ódio de Lex pelo Superman também pode, e deve, ser fruto de análise e especulação. Em geral a explicação dada para esse ódio mortal é a de que o aparecimento de Superman teria lançado a figura pública e a influência de Luthor ao 2º plano social e político. Esse fato teria atiçado a primeira chama de ódio, usando como fio condutor a inveja e narcisismo de Lex. Outro veículo do ódio de Luthor teria sido sua visão distorcida a respeito do Superman. Na mente do vilão o fato do Homem de Aço ser alienígena é fato suficiente para levantar suspeitas quanto às suas verdadeiras intenções. Essa distorção (compartilhada aliás por muitas pessoas) faria de Luthor um personagem mais complexo, já que o combustível para esse ódio seria uma preocupação com seu próprio planeta natal, a Terra.

Miniatura DC Nº 10 - Lex Luthor

Há ainda (em minha opinião) outra hipótese nunca trabalhada nos quadrinhos que é a ideia de que, antes do aparecimento do Superman, Luthor já havia galgado o máximo de sua ambições. Um homem que vivia a frívola e vazia vida de alguém sem desafios, metas, objetivos e propósitos. Nesse contexto Superman apareceria como alguém com envergadura moral e poderes suficientes para ser visto como desafio a altura do intelecto pessoal de Luthor. Assim, a mente do vilão encontraria uma razão de viver. Expediente semelhante já foi levantado dentro da dinâmica relacional entre Batman e Coringa, ou seja, contrapartes que sobrevivem em uma bizarra simbiose, mas que no final confere uma razão de viver a cada um dos indivíduos.

Miniatura DC Nº 10 - Lex Luthor

Independente de qual dos 03 motivos levantados acima motive o Magnata de Metrópolis (talvez uma junção dos 03), o fato é que seu ódio pelo Homem de Krypton passou a defini-lo, a ponto de sua vida não ter mais valor fora do contexto de antagonismo com o Superman. Diante disso Lex Luthor é alguém muito perigoso e capaz de ir às últimas consequências para derrotar nêmese alienígena.

Bem amigos... Um grande abraço à todos!!

domingo, 20 de julho de 2014

A Saga Fundação - Parte V: FUNDAÇÃO E TERRA


Nessa série de matérias sobre a Saga da Fundação de Isaac Asimov, abordei seus livros em ordem cronológica de escrita e lançamento, a saber: Fundação, Fundação e Império, Segunda Fundação e Limites da Fundação. Como já comentado anteriormente, os 03 primeiros livros foram lançados no início da década de 50 (1952) para, apenas 30 anos depois serem continuados em Limites da Fundação (1982). Após o grande sucesso desta continuação o autor decidiu dar prosseguimento a sua Epopeia Cósmica com livro Fundação e Terra de 1986. O livro termina a saga simplesmente porque Isaac Asimov não viveria para dar continuidade além deste ponto, embora em muitas entrevistas antes de sua morte ele tenha comentado sobre a imensa possibilidade de continuação que esse Universo Mitológico permitia. Após o lançamento de Fundação e Terra, Isaac Asimov lançaria mais dois livros sobre o Universo da Fundação (Prelúdio à Fundação (1988) e Origens da Fundação (1992)), porém tais livros dão conta de eventos anteriores ao 1º (Fundação de 1952). Nessa matéria veremos alguns importantes fatos abordados em Fundação e Terra.


A história da Fundação se passa milhares de ano no futuro, onde a humanidade colonizou a Via Láctea e erigiu um imenso e controlador Império Gláctico. No entanto, o matemático Hari Seldon postulou diversas equações através das quais conseguiu prever com grande acerto probabilístico o movimento das massas humanas no futuro baseando-se nos comportamentos pregressos dos seres humanos. Com uma amostragem estatística imensa, Seldon estabeleceu assim sua Psico-história. Uma ciência capaz de projetar (matematicamente) o futuro. Assim, o brilhante matemático prevê a derrocada do império e estabelece nos confins da Galáxia duas Fundações. Agrupamentos humanos que passariam (incólumes) pelo esfacelamento do Império, constituindo-se nos embriões de uma nova onda de colonização. Uma nova onda civilizatória, mais responsável, menos arbitrária e menos gananciosa. Os livros anteriores desta saga mostraram como o matemático estabeleceu tais Fundações, constituindo-se em um grande registro social, político e humano escrito por Asimov.


Após os eventos narrados em Limites da Fundação, o leitor percebe, no entanto que o plano envolvendo o futuro da Galáxia transcende as projeções matemáticas de Hari Seldon, e que um outro Plano se desenrola para tornar a Galáxia em algo maior que uma simples morada de seres humanos!! Parte desse mistério pode estar escondido nas névoas dos tempos passados. Nas antigas lendas que sugerem que talvez tenha existido um Planeta original de onde toda a raça humana tenha se originado. Um planeta perdido que ninguém mais sabe onde se localiza, mas que pode encerrar os segredos para o futuro da Via Láctea. Um planeta descrito nos escritos antigos e perdidos apenas com um nome: TERRA. Assim, 03 personagens diferentes, um jovem político com passado militar, um historiador e uma estranha moça proveniente do Planeta Gaia se juntam numa busca pelos confins do espaço na tentativa de encontrar o mitológico Planeta Original. Com uma narrativa envolvendo conceitos políticos, científicos e intuitivos, Isaac Asimov constrói um livro que aguça a mente do leitor que aprecia a fantasia de um futuro em que o homem consegue transcender a si próprio.


Refazendo a possível trajetória da colonização humana, os 03 integrantes da nave Estrela Distante visitam mundos estranhos e cheios de reminiscências. Uma história ao melhor estilo da Série Clássica de Jornada nas Estrelas (Star Trek), em que o inexplorado é ao mesmo tempo antigo e novo, passado e futuro, escondidos no mesmo lugar. A Saga da Fundação tem seu fim com esse livro. Asimov, no entanto fez um trabalho de mestre ao final de sua vida, unificando todos os seus livros de ficção científica dentro do Universo da Fundação. Assim, livros clássicos como Eu, Robô, Cavernas de Aço e o Fim da Eternidade, podem ser lidos e contextualizados dentro do Universo da Fundação.

Isaac Asimov

Sem dúvida nenhuma Fundação e Terra expande mais ainda as ideias iniciais dos primeiros livros e conduz o leitor aos confins do futuro. Ou seria do passado?

Dentro em breve farei as matérias envolvendo os dois últimos livros escritos por Asimov dentro da Saga da Fundação: Prelúdio à Fundação e Origens da Fundação, esse último com previsão de lançamento pela Editora Aleph para Agosto de 2014.

Um grande abraço à todos!!

sábado, 19 de julho de 2014

Miniatura Marvel Nº 38 - Mulher-Hulk

Miniatura Marvel Nº 38 - Mulher-Hulk

Com um visual que lembra uma colegial halterofilista, a Mulher-Hulk já foi alvo de muitos suspiros de personagens ficcionais e reais em função de sua grande e curvilínea figura. Desde os anos 60, quando a dançarina escrava de pele verde de Órion realizou sua erótica dança no episódio piloto "The Cage" da Série Clássica de Star Trek, que o imaginário nerd se vê às voltas com mulheres exóticas de pele verde. Assim, não tardou para que a prima de Bruce Banner se revelasse como um grande símbolo de beleza na Casa das Ideias. Nessa matéria veremos um pouco de sua história, bem como algumas características da sua miniatura dentro da Coleção de Miniaturas Marvel.

Miniatura Marvel Nº 38 - Mulher-Hulk

A peça busca evocar todo o aspecto muscular da personagem. Esculpida em uma posição característica dos halterofilistas para lembrar força e exibicionismo muscular, a figura mostra também a personagem em seu traje que ficou mais conhecido: o maiô branco e roxo. Um uniforme que se imortalizou no lápis de artistas como Adi Granov e Greg Horn. A concepção inicial da personagem era de uma mulher grande e verde, vestida com farrapos brancos. Com o tempo, a mudança para uma indumentária que consta de um simples maiô e tênis evidenciou a clara proposta da Marvel de mostrar todo sex appeal da Giganta Esmeralda.

Miniatura Marvel Nº 38 - Mulher-Hulk

Assim como aconteceu com alguns personagens da coleção em que o rosto não aparece coberto por uma máscara, a Mulher-Hulk também tem suas feições desnudas. Isso faz com que a modelagem de sua face não seja uma réplica fiel de seu rosto tal qual o conhecemos nos quadrinhos. Esse é, em geral, um ponto sinalizado por muitos colecionadores que muitas vezes esperam encontrar um rosto o mais próximo possível daquele conhecido. Outro ponto a ser levantado nessa peça é uma certa diferença no tom do verde da pele dependendo do segmento do corpo observado. Conforme pode ser visto aqui nas minhas fotos há diferenças na graduação do verde dos braços e das pernas ao compararmos a parte anterior e posterior. Isso, sem dúvida nenhuma, caracteriza-se como uma imperfeição.

Miniatura Marvel Nº 38 - Mulher-Hulk

Excetuando os fatores apontados acima, eu diria que a peça representa bem a poderosa heroína. A Mulher-Hulk é, em minha opinião, resultado direto da Era de Bronze dos Quadrinhos. Criada em 1980, sua 1ª aparição ocorreu na revista Savage She-Hulk Nº 01 de fevereiro de 1980. Ou seja, estamos falando de uma época imediatamente anterior ao Tsunami ocorrido no meio da década de 80 representado pelas obras de Frank Miller, Alan Moore e Neil Gaiman. Sendo assim, a ideologia por trás da personagem ainda não estava influenciada pelo pensamento obscuro que seria a marca da próxima Era dos Quadrinhos (A Era Moderna). Por isso que, de certa forma, os roteiros e as histórias que marcaram a personagem estão repletos de passagens mais voltadas para a ação, aventuras e destruição, e não para dramas pessoais cheios de angústias (Batman), magia (Sandman e Monstro do Pântano) e realismo (Watchmen).

Miniatura Marvel Nº 38 - Mulher-Hulk

O alterego da Mulher-Hulk é na verdade Jennifer Walters, uma advogada criminal de Los Angeles. Walters é prima de Bruce Banner e bateria de frente com um grande chefão mafioso do crime chamado Nicholas Trask. Esse embate a levaria à quase morte pelas mãos dos capangas de Trask. O ataque ocorreu enquanto a advogada estava em companhia do primo que, para salvar sua vida, faria uma transfusão de seu próprio sangue, irradiado com radiação gama, em sua prima. Jennifer escapou da morte, porém os capangas retornariam para terminar o serviço. No entanto, não contavam com a estranha transformação que acometeria Jennifer ainda no hospital. Nascia assim a Mulher-Hulk. O aspecto inicial da heroína era de uma mulher das cavernas verde. Muito do visual sensual que vemos hoje foi evoluindo e é, em boa parte, de responsabilidade do artista John Byrne que esteve à frente, durante um bom tempo, das histórias envolvendo a charmosa Giganta.

Miniatura Marvel Nº 38 - Mulher-Hulk

Muito se debate hoje sobre e relevância de personagens que nascem derivados de heróis ou vilões de sucesso. Isso já aconteceu várias vezes, como por exemplo com o Homem-Aranha, derivando a Mulher-Aranha pela Marvel, e o Batman e sua grande variedade de heróis derivados pela DC. Em geral isso para mim é algo supérfluo e sinal de ganancia por parte das editoras. Poucos foram os exemplos de personagens derivados que se tornaram relevantes e alçaram o próprio estrelato. Creio que a Mulher-Hulk pode ser considerada um desses. Seu envolvimento em eventos importantes que marcaram a Marvel na última década pode ser atestado, por exemplo, pela sua perda de controle que resultou no estraçalhamento do andróide Visão. Um acontecimento que culminou com a dissolução dos Vingadores e o início de uma nova forma de se lidar com a equipe mais famosa da Marvel.

Miniatura Marvel Nº 38 - Mulher-Hulk

Ao contrário do Hulk, sua prima tem total controle quando está na forma de Hulk. Assim, sua participação não é tão monossilábica quanto aquela vista em muitas histórias do Golias Verde. A Mulher-Hulk já fez parte dos Vingadores e do Quarteto Fantástico, substituindo o Coisa como membro responsável pela força bruta dentro da família fantástica. Sua participação sempre chama atenção, já que os desenhistas em geral não se furtam o prazer de desenhar uma mulher bonita e voluptuosa. Atualmente a Mulher-Hulk é, em minha opinião, membro do 2º escalão de personagens importantes dentro da Casa das Ideias, sempre tendo alguma participação nos grandes eventos da editora.

Miniatura Marvel Nº 38 - Mulher-Hulk

Acho que essa é uma peça bem importante no contexto do Universo Marvel e merece seu lugar em nossas prateleiras. Bom amigos, mudando um pouco de assunto... Tal qual anunciado na última postagem temos uma boa notícia para passar a todos. O Nº 57 da Revista Mundo dos Super-heróis trouxe a prometida reportagem sobre o futuro da coleção no que se refere ao lançamento de mais peças do segmento Especial. A Eaglemoss informou uma programação de lançamentos de Especiais, tanto na coleção Marvel quanto na da DC, a ser iniciada nesse 2º semestre de 2014. Abaixo segue uma lista das peças anunciadas:

Marvel:
- Destroyer
- Sentinela
- Mojo
- Arcanjo (A mesma peça lançada anteriormente do Anjo, só que com uma cor diferente (Azul))
- Galactus
- Ronan
- Rino
- Skurge
- Homem-Coisa
- Ka-Zar e Zabu
-
Manto e Adaga

DC:
- Apocalypse
- Darkseid
- Antimonitor
- Batman em sua motocicleta
- Crocodilo
- Centenial Park Superman.


Ou seja, as notícias são muito boas. Destaque, em minha opinião, serão os lançamentos do esperado Galactus (com seus incríveis quase 20cm); o robô Sentinela, nêmesis dos X-Men; Mojo; Destroyer, o obscuro mas bem legal herói da Era de Ouro da Marvel; o comentado Ronan, tendo em vista sua aparição no próximo filme da Marvel (Guardiões da Galáxia); o poderoso e pouco inteligente Rino, um importante e clássico inimigo do Escalador de Paredes; o estranho Homem-Coisa; e a peça dupla Ka-Zar e Zabu, uma combinação que impressiona pelo peso e detalhes do tigre Zabu.

Da parte da DC ressalto a figura "Centenial Park Superman", uma peça cheia de saudosismo por representar uma homenagem ao Homem de Aço quando ele não mais existir. Batman em sua motocicleta será outra peça muito esperada, já que é a única na coleção a trazer um personagem motorizado (algo que poderia ter acontecido também com o Motoqueiro Fantasma na coleção da Marvel). Darkseid e Antimonitor também são peças legais.

Bom amigos, agora é esperar!! Um grande abraço à todos!!

terça-feira, 8 de julho de 2014

Miniatura Marvel Série Especial Nº 01 - Hulk

Miniatura Marvel Especial Nº 01 - Hulk

No início de 2014, conforme divulgado aqui no Blog, tivemos uma das grandes notícias que todos estavam esperando, a Eaglemoss - Brasil iniciaria o lançamento da Série Especial da Coleção de Miniaturas Marvel. Lá fora os personagens de maior estatura e dimensões foram agrupados no que ficou conhecido como Série Especial (personagens grandes) e Série Mega Especial (personagens gigantes) da coleção. Aqui no Brasil a Eaglemoss informou que não faria essa diferenciação e as peças sairiam, independente do tamanho, sempre com a nomenclatura de "Especiais". Bem... passados 06 meses do anúncio vimos o Nº 01 (Hulk) e o Nº 02 (Vigia) chegarem à algumas bancas em locais de maior circulação de pessoas em algumas capitais, bem como a disponibilização dessas duas peças para compra on-line na Loja Virtual da Eaglemoss. O sucesso foi grande e o Nº 01 entrou e saiu de disponibilidade na Loja Virtual várias vezes em função da grande procura. Nesse momento estamos às portas de um novo e importante anúncio por parte da Eaglemoss sobre a continuidade do lançamento dessas Especiais. Prometido para a edição Nº 57 (Julho-2014) da Revista Mundo dos Super-heróis na sessão de Action-Figures do amigo Eder Pegoraro, esse anúncio parece que agradará à muitos!! Vamos esperar!!

Miniatura Marvel Especial Nº 01 - Hulk

Na maior parte do tempo "selvagem", incrivelmente poderoso e tratado quase sempre como uma Besta incontrolável, o Hulk é um dos mais importantes personagens da Marvel. Criado no início do acesso criativo de Stan Lee e Jack Kirby em 1962 (logo após a criação do "Quarteto Fantástico" na Era de Prata), o Hulk quebrava a "espinha dorsal" do estereótipo do herói moralista, engajado na luta contra o mal e sem qualquer contradição interior. Ao contrário desse estereótipo, o Hulk trazia consigo um complexo amálgama de motivações: ódio, incompreensão, angústia, selvageria, necessidade de paz, isolamento e aceitação. Um personagem que, se cavarmos mais fundo em sua psiquê, poderíamos ver uma clara inclinação para o bem. Porém, com muita porrada e devastação! Nessa matéria veremos algumas características de sua peça e de sua mitologia.

Miniatura Marvel Especial Nº 01 - Hulk

A peça é robusta e pesada. Aliás, recentemente percebi o quanto o peso da miniatura é importante. Ao levantar um Hulk Vermelho feito de resina na mesma escala deste em um recente encontro de colecionadores, decepcionei-me ao ver o quanto ele era leve e o quanto isso funciona como um anticlímax na apreciação da peça. Essa da Eaglemoss, no entanto é pesada e dá a dimensão selvagem e poderosa do personagem. Modelada de maneira a trazer a solidez de seus membros (braços e pernas) essa peça demonstra o porque o personagem é tão temido e admirado no Universo Marvel. O detalhe da camisa rasgada, da calça em frangalhos e da expressão de ira dá um tom especial à figura. Seu tamanho também o destaca das peças da Série Normal. Uma boa experiência é coloca-lo ao lado do Coisa (Nº 04), pois podemos ver que o pedregoso membro do Quarteto Fantástico não é tão páreo assim para o Gigante Esmeralda. A única coisa que achei ligeiramente desproporcional foi a cabeça do Gigante, dependendo do ângulo em que se olha ela parece (pode ser só uma impressão minha) ligeiramente menor em relação ao restante do corpo, ou talvez seja simplesmente o fato dele ser musculoso demais.

Miniatura Marvel Especial Nº 01 - Hulk

Grande parte da inspiração para a criação do Hulk veio de duas histórias importantes da literatura mundial: Frankenstein de Mary Shelley (mais especificamente sua versão cinematográfica com Boris Karloff no papel do monstro), e Dr. Jekyll & Mr. Hyde de Robert Louis Stevenson. De Frankenstein parece-me que Stan Lee trouxe a aparência grotesca que causa medo e pavor, com um toque de suavidade bizarra. Já de Dr. Jekyll & Mr. Hyde (uma obra fantástica em minha opinião!!) Lee parece ter emprestado a dualidade existente na alma humana: a calma e a selvageria, o potencial para o bem e para a destruição, a inteligência e a bestialidade animal... E é justamente nessa dualidade que, na minha opinião, está o grande potencial dramático do Hulk e que poderia ser muito melhor trabalhado nas histórias. Não posso também deixar de citar a semelhança que há na história do Hulk com o conto tradicional francês de 1740 "A Bela e a Fera" de Gabrielle-Suzanne Barbot. Em que um homem belo é convertido em uma criatura monstruosa, acabando por despertar o afeto de uma jovem camponesa. Algo que lembra muito a história de um certo Bruce Banner e uma Betty Ross.

Miniatura Marvel Especial Nº 01 - Hulk

O Hulk saiu pela 1ª vez na revista The Incredible Hulk 1 de Maio de 1962 e nas duas primeiras edições ele tinha coloração cinza. A mudança para o verde ocorreu já no 3º número em função de que a cor cinza não possuía a consistência e a constância necessária em cada quadrinho, sendo que hora o Gigante aparecia quase branco (cinza bem claro) ou quase preto (cinza escuro). Como não havia nenhum outro monstro verde na época a cor foi logo aceita. Outra mudança feita logo no início foi quanto ao desencadeador da transformação de Banner no Hulk. Inicialmente tal transformação ocorria ao cair da noite, de maneira que com o raiar do dia Banner voltava ao normal (novamente um empréstimo de Dr. Jekyll & Mr. Hyde de Stevenson). Porém logo esse aspecto foi mudado para a raiva/ira, um "gatilho" mais fisiológico e menos "mágico" para a transformação. Outra curiosidade é quanto ao nome do personagem. Stan Lee conta que passou um tempo considerável tentando achar um nome que sintetizasse toda pujança do personagem, porém sempre fracassava. Até que ele se deparou com a palavra "Brutamontes", que em inglês é Hulking. Daí ele apenas imaginou que o nome do personagem poderia ser um derivado dessa palavra. Estava criado assim o "HULK".

Miniatura Marvel Especial Nº 01 - Hulk

A origem do Hulk é clássica e fruto direto da Era Atômica. Contratado para trabalhar no projeto militar de desenvolvimento da Bomba Gama, Bruce Banner foi colhido por uma explosão-teste desta mesma bomba ao tentar salvar um imprudente adolescente (Rick Jones) que estava, inadvertidamente, na área de explosão. Ao longo de décadas de histórias, a personalidade do Hulk foi mudando, alternando basicamente entre 03 tipos: um Hulk cinza, astuto e cheio de estratagemas; um Hulk verde, selvagem, bestial e com vocabulário limitado; e um Hulk mais inteligente, até com um pouco de requinte e charme. Por muito tempo eu achei que tais mudanças de personalidade haviam ocorrido exclusivamente por razões mercadológicas, ou seja, "O que venderia mais?", "Um Hulk selvagem (1), astuto (2) ou inteligente e educado (3)?". Talvez eu até estivesse certo quanto a motivação mercadológica da editora, porém a explicação para essas mudanças dentro da mitologia do personagem é interessante e até elegante: Bruce Banner cresceu em uma família disfuncional, em que o pai foi responsável pela morte da mãe e frequentemente o espancava. Diante disso o jovem Banner cresceu inteligente, porém com uma ira incontida. Tudo isso se manifestaria em personalidades múltiplas em seu alter-ego, o Hulk.

Miniatura Marvel Especial Nº 01 - Hulk

Um pouco de tudo já aconteceu com o Hulk: ele já foi banido para um outro Planeta pelos heróis da Terra; já foi perseguido e até contratado pelo governo Norte-americano; já foi miniaturizado e encontrou seu grande amor (Jarella) no mundo sub-atômico de K´ai; já participou de aventuras envolvendo viagem no tempo... Enfim, um personagem com grandes aventuras em seu currículo. No entanto, ainda gostaria de ver uma história em que sua solidão de monstro e sua selvageria fossem melhor trabalhadas. Algo ao estilo (por exemplo) de King-Kong, em que sua dor e solidão só é compartilhada com a plateia, já que ninguém a sua volta consegue entender sua natureza, pois sempre ele acaba sendo vítima de sua aparência e atributos colossais.

Miniatura Marvel Especial Nº 01 - Hulk

Bom amigos... o Hulk é sem dúvida um ícone de nossa cultura. Isso é incontestável. Ele traz consigo toda uma carga dramática fruto direto das fontes de inspiração que mencionei acima. Consegue agradar desde os leitores despreocupados de quadrinhos que querem apenas uma diversão simples, cheia de porradaria e destruição, até aqueles com um olhar mais dramático e poético. Assim é o Hulk... Alguém que tememos, mas que gostaríamos de ter ao nosso lado, pois conseguimos entendê-lo, já que todos nós fomos (em algum momento) desprezados e injustiçados na vida.

Grande Abraço!

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Coleção de Graphic Novels Marvel - Salvat: Lista de Lançamentos - 1 ao 20


Olá amigos... Passados quase 12 meses desde seu lançamento no Brasil pela Editora Salvat (mais precisamente em agosto de 2013), a Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel conquistou o coração de fãs novos e antigos de quadrinhos. Com a proposta de lançar encadernados trazendo arcos de histórias fechadas, a coleção busca cobrir as mais importantes sagas do Universo Marvel. Oportunidade imperdível para o leitor recente de HQs que vive ouvindo comentários sobre esse ou aquele acontecimento, porém nunca teve a chance de ter em mãos tais histórias. Para fãs antigos é a oportunidade de completarem suas coleções com sagas já raras e vendidas a preços exorbitantes no mercado formal e informal. A Salvat já confirmou que a coleção terá 60 encadernados que, uma vez enfileirados, formarão um painel com um desenho da artista Gabrielle Del'Otto por meio da junção das suas lombadas. Recentemente atingimos o primeiro 1/3 da coleção e já podemos fazer uma análise de quais sagas foram lançadas até aqui e, assim discutirmos a relevância de cada uma delas dentro do Universo da Casa das Ideias.
  
Nº 01 - Homem Aranha: De Volta ao Lar; Nº 02 - X-Men: Superdotados; Nº 03 - Vingadores: A Queda; Nº 04 - Thor - O Renascer dos Deuses; Nº 05 - Os Supremos: Super-Humano

Creio ser necessário fazer uma dupla análise dos títulos lançados até o momento. No primeiro enfoque a análise poderia ser feita à luz de um leitor mais novo de HQs. Nesse contexto eu diria que a coleção é realmente imperdível. Os títulos abrangem uma variedade grande de personagens e, sem dúvida nenhuma, permitem um bom conhecimento do universo de cada um deles. Uma tarefa Hercúlea para um jovem leitor. Além disso, os encadernados cobrem boa parte dos acontecimentos vistos na última década, o que permite um claro entendimento dos caminhos escolhidos pela Marvel no desenvolvimento de seus personagens.

Nº 06 - Capitão América: Tempo Esgotado; Nº 07 - Homem-Aranha: A Última Caçada de Kraven; Nº 08 - Marvels; Nº 09 - Guerra Secreta; Nº 10 - Demolidor: A Queda de Murdock

Para esse público mais jovem eu diria que sagas como Vingadores: A Queda (Nº 03), Os Supremos (Nº 05 e 13) e Guerra Civil (Nº 19) ajudaram a redefinir a forma da Marvel contar suas histórias. Ler esses volumes darão aos novos leitores a possibilidade de entrar em contato não apenas com acontecimentos importantes na mitologia dos heróis e vilões, mas permitirá a compreensão da abordagem que a Casa das Ideias tem adotado. Em minha análise pessoal tais histórias são centrais na redefinição e na transição da década de 90 para as décadas de 2000 e 2010 no que concerne ao Universo Marvel.

Nº 11 - Capitão América: O Soldado Invernal; Nº 12 - Novos X-Men: "E" de Extinção; Nº 13 - Os Supremos: Segurança Nacional; Nº 14 - Motoqueiro Fantasma: Estrada para a Danação; Nº 15 - Capitão América: A Escolha.

Alguns outros títulos (em minha opinião) seguem essa nova linha de abordagem iniciada com os encadernados supracitados. Dentre eles podemos salientar: Thor: O Renascer dos Deuses (Nº 04), Capitão América: Tempo Esgotado (Nº 06) e O Soldado Invernal (Nº 11), Os Novos Vingadores: Motim (Nº 16) e Guerra Secreta (Nº 09). Uma outra categorização que poderíamos fazer ao novo leitor, seria a existência de histórias autorais, ou seja, títulos com um olhar particular dentro do Universo pessoal de determinado personagem. Nessa categoria poderíamos colocar: Homem-Aranha: De volta ao Lar (Nº 01), Motoqueiro Fantasma: Estrada para a Danação (Nº 14), Capitão América: A Escolha (Nº 15), Demolidor: Diabo da Guarda (Nº 17) e Wolverine: Arma X (Nº 20).

Nº 16 - Os Novos Vingadores: Motim; Nº 17 - Demolidor: Diabo da Guarda; Nº 18 - X-Men: Perigoso; Nº 19 - Guerra Civil; Nº 20 - Wolverine: Arma X.

Uma quarta classe na qual poderíamos encaixar os encadernados restantes seria aquela em que estariam as histórias clássicas, ou seja, mais antigas e portanto que atenderiam aos leitores mais velhos e ávidos por material clássico republicado. Nessa categoria estariam os seguintes encadernados: Homem-Aranha: A Última Caçada de Kraven (Nº 07), Marvels (Nº 08) e Demolidor: A Queda de Murdock (Nº 10). Dentro desse quadro, talvez o leitor de longa data (dentre eles este que vos escreve) tenha ficado um pouco ansioso por não ver mais lançamentos desse tipo de material dentro da coleção. Porém, entendo a proposta da editora que precisa lançar títulos mais recentes e relevantes concomitante a material clássico que é de interesse quase que exclusivo de fãs mais antigos. No entanto, para mim material clássico não é material "velho", pelo contrário, é material essencial, dessa forma espero que os próximos lançamentos contemplem mais títulos dessa categoria. Abaixo coloco um resumo de minha avaliação pessoal quanto à cada categoria dos diversos títulos lançados.

Títulos que ajudaram a redefinir recentemente o Universo Marvel
     - Nº 03 - Vingadores: A Queda
     - Nº 05 - Os Supremos: Super-Humano
     - Nº 05 - Os Supremos: Segurança Nacional
     - Nº 19 - Guerra Civil
 
Sagas sob uma abordagem mais atual
     - Nº 04 - Thor: O Renascer dos Deuses
     - Nº 06 - Capitão América: Tempo Esgotado
     - Nº 09 - Guerras Secretas
     - Nº 11 - Capitão América: O Soldado Invernal
     - Nº 16 - Os Novos Vingadores: Motim

Títulos autorais e/ou de personagens específicos
     - Nº 01 - Homem Aranha: De Volta ao Lar
     - Nº 14 - Motoqueiro Fantasma: Estrada para a Danação
     - Nº 15 - Capitão América: A Escolha
     - Nº 17 - Demolidor: Diabo da Guarda
     - Nº 20 - Wolverine: Arma X

Títulos clássicos
     - Nº 07 - Homem Aranha: A última caçada de Kraven
     - Nº 08 - Marvels
     - Nº 10 - Demolidor: A Queda de Murdock

Como vocês podem ver não inclui nessa análise os títulos relacionados aos Mutantes. Preferi não fazê-lo em função de ter parado de acompanhar o Universo dos Filhos do Átomo há muito tempo e não me sentir à vontade, portanto, para inclui-los nesse tipo de avaliação.

Bom amigos, a coleção continua e quando os títulos de 21 à 40 tiverem sido lançados farei novo resumo incluindo-os. Recentemente circulou pela internet uma notícia de que a Salvat poderia prolongar essa coleção tal qual ocorreu lá fora. Todos esperamos que isso realmente aconteça. Minha grande torcida é que, além disso, mais material clássico venha por aí. O espaço aqui é democrático, portanto, caso você não concorde com essa minha classificação, deixe seu comentário, opine e contribua para mapearmos a relevância desta coleção.
Grande Abraço!
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