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terça-feira, 16 de julho de 2013

Coleção de Miniaturas DC - Lista de Personagens - Atualizado

Sequencia das Peças da Coleção de Miniaturas de Metal DC - 01 à 10

Com o recente lançamento dos primeiros pacotes de assinaturas da Coleção de Miniaturas de Metal da DC pela Eaglemoss (empresa recém chegada ao Brasil), centenas de comentários tem surgido buscando maiores esclarecimentos. Dois deles tratam da abrangência da coleção bem como da sequencia de personagens que a compõem. Diferentemente da Coleção de Miniaturas Marvel, que se estendeu até o número 200 lá fora, esta da DC totalizou 120 peças. Nessa postagem veremos, na ordem oficial Brasileira, aquelas que a Eaglemoss confirmou o lançamento (Nº 01 ao 80) e, ao final da matéria, as 40 restantes ainda sem confirmação de lançamento.

Sequencia das Peças da Coleção de Miniaturas de Metal DC - 11 à 20
11 -Espantalho, 12 - Super-Girl, 13 - Shazam, 14 - Charada, 15 - Estelar, 16 - Caçador de Marte (Ajax), 17 - Asa Noturna, 18 - Gladiador Dourado, 19 - Ravena, 20 - Donna Troy.

Como se pode notar, a coleção traz grandes personagens logo no início. Isso foi visto por muitos como algo positivo, enquanto outros acharam uma estratégia errada da editora, ao gastar logo seus principais "medalhões. No Brasil talvez isso possa ter pouca influência na continuidade da coleção (espero), uma vez que, à princípio, temos uma fiel gama de colecionadores. Ainda não temos por parte da Eaglemoss uma sinalização sobre o lançamento completo ou não de todas as 120 figuras por aqui. Enquanto na coleção da Marvel ficou garantido pelo menos até o número 100, na da DC temos a garantia até o Nº 80. Eu particularmente acredito que devam ser lançados todas as peças da DC.

Sequencia das Peças da Coleção de Miniaturas de Metal DC - 21 à 30
21 - Duas-Caras, 22 - Espectro, 23 - Rastejante, 24 - Pistoleiro, 25 - Pinguim, 26 - Ra´s Al Ghul, 27 -  Exterminador, 28 - Sinestro, 29 - Adão Negro, 30 - Capitão Frio.

Ainda é cedo para se fazer uma comparação precisa entre a qualidade das peças desta coleção em relação às da Marvel, porém quem já recebeu o número 01 (Batman) pôde notar que, embora sejam de mesma escala, há algumas características diferentes, ou seja, um maior peso e robustez nessa da DC. A coleção, embora não tenha chegado às duas centenas como a da Marvel, consegue abranger boa parte do Universo DC. Tal qual a Coleção da Marvel, essa da DC repetiu o sucesso, mostrando o potencial do mercado Brasileiro no colecionismo.


Sequencia das Peças da Coleção de Miniaturas de Metal DC - 31 à 40
31 - Aquaman, 32 - Superman Primordial, 33 - Gavião-Negro, 34 - Besouro Azul, 35 - Bizarro, 36 - Hitman, 37 - Batgirl, 38 - Lanterna Verde (Guy Gardner), 39 - Irmão Sangue, 40 - Shazam-Mary (Mary-Marvel).

Percebemos que questões logísticas relacionados às entregas ainda continuam sendo discutidas nos grupos de colecionadores. Para quem fez a assinatura recentemente (como eu), os brindes acabarão sendo entregues em 60 dias provavelmente, digo isso baseado em minha experiência prévia com os brindes que recebi da Marvel no ano passado, quando fiz a assinatura do 1o arco pela PANINI. A espera tem sido dura, mas como disseram alguns colecionadores mais experientes, essa dinâmica relacionada a atrasos e antecipações é comum no mercado do colecionismo. O Site Oficial da Eaglemoss, que está ativo já a algum tempo, já abriu sua Loja Virtual e algumas dessas peças apresentadas aqui podem ser adquiridas por lá.

Sequencia das Peças da Coleção de Miniaturas de Metal DC - 41 à 50
41 - Lanterna Verde da Era de Ouro (Alan Scott), 42 - Superciborgue, 43 - Hera Venenosa, 44 - Dr. Luz, 45 - Arlequina, 46 - Nuclear, 47 - Cyborg, 48 - Tornado Vermelho, 49 - Mutano, 50 - Caçadora.


Sequencia das Peças da Coleção de Miniaturas de Metal DC - 51 à 60
 51 - Eléktron, 52 - Flash da Era de Ouro (Joel Ciclone), 53 - Robin Vermelho, 54 - Canário Negro, 55 - Lanterna Verde (John Stewart), 56 - Sr. Milagre, 57 - Zatanna, 58 - Sr. Frio, 59 - Metamorfo, 60 - Sr. Destino.


Sequencia das Peças da Coleção de Miniaturas de Metal DC - 61 à 70
61 - Adam Strange (Joe Cometa), 62 - Arqueiro Vermelho, 63 - Mulher-Gavião, 64 - Questão, 65 - Brainiac, 66 - Raio Negro, 67 - Cósmico, 68 - Capitão Átomo, 69 - Detetive Chimp, 70 - Poderosa.


Sequencia das Peças da Coleção de Miniaturas de Metal DC - 71 à 80
71 - Relâmpago, 72 - Homem-Borracha, 73 - Pantera, 74 - Deadman, 75 - Aço, 76 - Grande Barda, 77 - Azrael, 78 - Satúrnia, 79 - Órion, 80 - Sr. Incrível.


Obs.: Essa lista de lançamentos foi disponibilizada por meio do Facebook Oficial da Eaglemoss. Como sabemos a coleção completa vai até o Nº 120, portanto ainda não temos garantia de que a empresa lançará as 40 peças restantes. Em comentário no Facebook a Eaglemoss indicou que o lançamento restante das peças ainda é alvo de estudos. Resta-nos torcer para que sim!!

Abaixo seguem as peças acima do Nº 80 mas que ainda não temos, portanto, certeza de lançamento no Brasil!


81 - Batwoman, 82 - Dr. Meia-Noite, 83 - Lanterna Verde (Kyle Rayner), 84 - Flash Reverso (Professor Zoom), 85 - Arraia Negra, 86 - Magog, 87 - Besouro Bisonho, 88 - Starman (Jack Knight), 89 - Silêncio, 90 - Demônio Azul, 91 - Brainiac-5, 92 - Besouro Azul (Jaime Reyes), 93 - Capitão Bumerangue, 94 - Homem-Hora, 95 - Batgirl (possivelmente Cassandra Cain), 96 - Vingador Fantasma, 97 - Mulher-Leopardo, 98 - Homem-Animal, 99 - Superboy, 100 - Devastadora.


101 - Mon-El, 102 - Super-Choque, 103 - Mestre dos Espelhos, 104 - Chapeleiro Louco, 105 - Mulher Elástica, 106 - Sideral, 107 - Ouro, 108 - Mera, 109 - Homem-Robô, 110 - Bandoleiro, 111 - Aqualad, 112 - Capuz Vermelho, 113 - Metalo, 114 - Víxen, 115 - John Constantine.

116 - Homem Negativo

 
117 - Moça-Maravilha

118 - Ventríloco

119 - Homem-Elástico

120 - Kid-Flash (Bart Allen)

Além destas miniaturas da série normal da Coleção DC, há ainda outras peças ligadas à ela, a saber: 20 Especiais e 16 figuras da Coleção "O Dia Mais Claro, A Noite Mais Densa", com miniaturas do espectro da Tropa dos Lanternas. Essas peças podem ser conferidas clicando aqui.

Abraço à todos!

sábado, 6 de julho de 2013

Miniatura DC Nº 01 - Batman

Miniatura DC Nº 01 - Batman

A Coleção de Miniaturas de Metal da DC Comics foi recentemente lançada no Brasil, inicialmente nas bancas de algumas cidade e em pacotes de assinaturas pelo Site Oficial da Coleção. O número 01 é ninguém menos que um dos personagens mais ilustres e emblemáticos da cultura pop: Batman. À semelhança do que vem ocorrendo aqui no Blog a cada lançamento das peça da Coleção de Miniaturas da Marvel, a partir de agora farei postagens de cada miniatura lançada no âmbito desta nova e incrível coleção. Seu lançamento vem sendo celebrado por muitos e, ao lado da coleção da Marvel, cobre boa parte dos personagens do mundo dos super-heróis. O lançamento nas bancas de muitas grandes cidades do país (como São Paulo e outras capitais) está programado para o início do próximo semestre (Agosto/2013). Como já comentado aqui as peças são verdadeiras obras de arte e no caso destas da DC me parece que o porte e acabamento é superior àquele observado nas peças da coleção da Marvel (que mesmo assim são incríveis).

Miniatura DC Nº 01 - Batman

A miniatura que abre a coleção vem sendo elogiada em todos os locais onde pude navegar na internet, Blogs, Páginas do Face e Grupo de Colecionadores. As fotos aqui expostas explicam o porque. Trajando um de seus uniformes clássicos, Batman é retratado de forma imponente e com detalhes bem precisos, a começar pela modelagem da musculatura, que aqui aparece bem fiel aos músculos reais de um ser humano. Quadríceps, abdominais, peitorais, deltóide e bíceps foram detalhados por alguém com conhecimento da anatomia humana. Ponto para o fabricante. Além disso, outras características da miniatura saltam aos olhos: o cinto de utilidades é bem feito, a capa traz ondulações que lhe conferem o aspecto de manto, a luva da mão esquerda deixa a mostra as tradicionais barbatanas e o capuz aparece bem ajustado à face do herói. Essa é sem dúvida uma peça que sempre descobriremos novos e interessantes detalhes.

Miniatura DC Nº 01 - Batman

Criado em 1939 por Bob Kane e Bill Finger, em pleno início da Era de Ouro dos Quadrinhos, o Batman nasceu na esteira do sucesso do Superman, porém trazia características distintas do Homem de Aço. Embora na época a ideia de "sombrio" e "misterioso" fosse bem diferente do que entendemos hoje, o personagem mostrou-se uma versão sombria do Superman e agradou logo de início. Sua origem violenta começaria quando seu alter-ego, Bruce Wayne, ainda garoto presenciou a morte de seus próprios pais nas mãos de uma assassino. Diferente do Superman, que vinha de outro planeta, a origem do Homem-Morcego era algo plausível de acontecer com qualquer um, o que dava credibilidade a verossimilhança à história. Outro ponto importante ligado à sua origem era o fato dele ainda conservar muitas características dos heróis dos "pulps" (revistas baratas que traziam aventuras fantásticas de personagens clássicos como Flash Gordon, O Sombra, Spider, Fantasma) e que foram os antecessores das revistas em quadrinhos. A maioria desse personagens, tal qual o Batman, eram seres humanos comuns, com habilidades físicas desenvolvidas ao extremo, mas nada mais que seres humanos comuns com grandes motivações. Isso aproximava o personagem do público.

Miniatura DC Nº 01 - Batman

O sucesso foi tal que em 1943 e 1949 foram produzidas duas séries televisivas de grande sucesso sobre o Batman. Embora muitos se lembrem mais da escrachada série dos anos 60 que trazia o Homem-Morcego às voltas com hilárias situações envolvendo diversos vilões, essas séries iniciais evocavam bem a atmosfera do personagem. Aqui no Blog eu fiz uma matéria sobre essas duas séries, Batman 1943 e 1949 que vale a pena dar uma conferida. Com o desenrolar do Século XX, o personagem também foi se desenvolvendo. Ao longo de algumas décadas (final dos anos 50, 60 e 70) podemos dizer que o personagem viveu uma fase non-sense, distanciando-o dos elementos iniciais da Era de Ouro. É claro que a culpa de tudo isso deve ser atribuída em grande parte a Associação Americana de Revistas em Quadrinhos que, em resposta ao clamor moralista do Congresso Americano influenciado pelo psiquiatra Fedric Wertham e seu livro "Sedução do Inocente", instituiu o Código dos Quadrinhos (Comic Code Authority). O Código dos Quadrinhos minou de muitas formas a liberdade dos roteiristas e histórias simples e muitas vezes ridículas apareceram nas décadas seguintes. Em minha opinião Batman foi um dos personagens que sofreu com esse tipo de abordagem

Miniatura DC Nº 01 - Batman

Somente nos anos 80 é que toda aura de angústia, violência e escuridão foram retomadas e o personagem mostrou novamente todo seu potencial ao retornar para as bases que haviam servido como inspiração para sua criação. Histórias como Batman - O Cavaleiro das Trevas e Batman - Ano Um, de 1986 e 1988, respectivamente, ambas de Frank Miller, recolocaram o personagem nos trilhos. Toda dualidade do anti-herói pôde novamente ser vista em suas histórias, o que ajudou a angariar milhares de novos fãs que passaram a vê-lo como alternativa ao Superman, para muitos um herói comportado, sem grande apelo dramático e que se aproximava do ideal do escoteiro. Batman, por outro lado foi um dos heróis que mais se beneficiou com a nova forma de se fazer quadrinhos a partir dos anos 80 com o início da Era Moderna, uma fase em que histórias obscuras, violentas, angustiantes e com personagens cheios de dualidades passaram a imperar.

Miniatura DC Nº 01 - Batman

Embora muitos apontem como grandes momentos do personagem nos quadrinhos, além das histórias citadas acima de Fank Miller, o arco "A Morte de Robin", "A Queda do Morcego" (história em que Bruce Wayne é derrotado por Bane e fica paralítico) e a Saga de Azrael (na qual Batman tenta reaver seu posto de Vigilante de Gotham) eu particularmente confesso que consegui submergir mais profundamente no seu universo quando li as histórias publicadas na série Legends of the Dark Knight (Lendas do Cavaleiro das Trevas) lançadas no Brasil ao longo dos anos 90. Com a proposta de trazer os primeiros anos de combate ao crime do Cruzado Encapuzado, essas minisséries subsidiaram uma verdadeira imersão na mente do personagem. Fazem parte dessa série as minisséries intituladas Gothic, Acossado, Veneno, Asas entre outras. Não posso também deixar de citar Batman - Messias, Shaman e a série Batman - Túnel do Tempo, nessa última o personagem era colocado em realidades fora da cronologia oficial, proporcionando encontros emblemáticos como aquele entre Batman e Jack - O Estripador e uma ótima história sobre totalitarismo e controle midiático na interessante Terror Sagrado.

Miniatura DC Nº 01 - Batman

Nenhum outro personagem dos quadrinhos teve, ao longo das décadas, tamanha gama de objetos ligados à sua mitologia quanto Batman. O Bat-móvel, por exemplo, teve tantas versões  nos quadrinhos e no cinema que há hoje um verdadeiro culto ao seu redor. Livros, coleções e curiosidades são cada vez mais explorados ao redor do grande automóvel do Morcego. A própria Eaglemoss (fabricante das miniaturas de metal Marvel/DC) possui uma coleção específica sobre o Bat-móvel. Essa aliás, é uma que eu espero ansioso lançarem por aqui. Mas além do veículo do Batman há outra infinidade de instrumentos e meios de transporte importantes, tais como BatNaves, BatPlano, BatGarras, Batrangue, entre outros. Por fim, a própria Batcaverna (QG do herói) é praticamente um personagem nas histórias. Sua presença contínua e seus segredos sempre foram fonte de especulações. Mais recentemente uma grande quantidade de heróis inspirados no Homem-Morcego tem tido destaque na DC. Dentre eles Bat-Girl, Asa Norturna, Bat-Wing, Bat-Woman, Jason Todd (o antigo Robin) e Mulher-Gato. Em geral isso é visto com muita suspeita pelos fãs (inclusive por mim) que enxerga uma certa banalização do conceito do personagem. É esperar pra ver onde isso vai dar!

Miniatura DC Nº 01 - Batman

Bom amigos, realmente a DC colocou um grande "medalhão" no início desta coleção. Que venham os demais! Um grande abraço a todos!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Demolidor de Mark Waid - Uma Voltas às Clássicas HQs


Recentemente terminei de ler o recém-lançado (aqui no Brasil) encadernado que inaugura a fase de Mark Waid à frente do título do Demolidor. Já de início quero dizer que a experiência de leitura foi das mais prazerosas e positivas. Tanto que me vi motivado à enquadrar o encadernado como dica de leitura aqui no Blog. Com o mínimo de "spoilers" possível, passarei minhas impressões sobre essa fase do personagem nas mãos deste grande escritor (em minha opinião) chamado Mark Waid!!


O Demolidor foi sem dúvida nenhuma um dos personagens que mais sofreu o impacto do novo modo de se fazer histórias em quadrinhos que tomou conta de todos os escritores a partir da Era Moderna das HQs nos anos 80. Histórias como Batman - O Cavaleiro da Trevas de Frank Miller, Watchmen, V for Vendetta de Alan Moore, Sandman de Neil Gaiman entre outras, deram o tom à um novo modo de se fazer quadrinhos. Histórias mais sombrias e violentas, nas quais a miséria humana era dissecada até o seu último grau eram cada vez mais comuns. Desde então temos vivido um período de grandes e memoráveis histórias em paralelo, no entanto à outras tantas que poderíamos classificar como medíocres ao simplesmente tentarem reproduzir a fórmula dos escritores mencionados acima. Eu poderia dizer que o Demolidor foi um dos heróis sacrificado em holocausto à essa nova forma de se fazer quadrinhos. Histórias como "A Queda de Murdock", "Demolidor - O Homem Sem Medo", "Terra das Sombras" dentre várias outras lançaram o personagem à um inferno pessoal no qual sempre após uma queda e subsequente redenção, o herói era novamente jogado em outro purgatório.

Ilustração que exemplifica bem a fase sombria vivida pelo demolidor nos últimos anos

Por isso que a chegada de Mark Waid ao comando do personagem foi recebida com muita expectativa. Experiente escritor com diversas obras importantes em seu currículo, Waid abre uma nova porta e contextualiza o Demolidor sob um novo e mais positivo prisma. Qualquer outro escritor poderia errar a mão ao fazer isso, jogando o personagem em um "mar" de clichês. Waid, no entanto consegue fazê-lo com maestria ao reintroduzir sutis elementos clássicos da mitologia do herói. A cegueira de Matt Murdock, bem como sua carreira de advogado voltam a ter espaço importante na história. Toda dualidade e estranheza que no início nos causava o fato de um cego ser super-herói e ainda por cima ser advogado estão de volta. A questão da cegueira é brilhantemente explorada com novas soluções gráficas introduzidas pelos desenhistas Paolo Rivera e Marco Martin. Os artistas tentam passar ao leitor como é ter seus sentidos aguçados (olfato, paladar e audição) e enxergar o mundo através de um radar no lugar da visão. Abaixo é possível se ter uma amostra do que digo.



Além da vida profissional e de sua relação com a cegueira, outro ponto que volta a ter destaque é a amizade de Matt com Foggy Nelson (seu sócio em um escritório de advocacia). Tudo isso junto e amarrado com bons diálogos fazem com que você sinta aquela sensação de estar lendo uma história clássica. Essa sensação aumenta diante dos desenhos, que trazem aquele típico traço visto em histórias antigas, mais comuns na Era de Prata dos Quadrinhos nos anos 60.


Mark Waid não desconsidera o angustiante passado do Demolidor, porém Matt Murdock resolve colocar tudo de ruim que lhe aconteceu em perspectiva. Sua personalidade está mais leve e até um pouco brincalhona, porém Waid não caiu na armadilha de fazer isso deixando o personagem inconsciente disso. Mesmo Matt admite para Foggy que pode estar vivendo numa espécie de "negação" frente ao seu passado de dor, ao adotar essa perspectiva mais positiva da vida, o que na verdade preocupa seu sócio.

Concluindo... A nova fase do Demolidor é boa não por buscar inovações, mas sim por fazer uso adequado de elementos clássicos. Há muito sou fã de Mark Waid, um sujeito humilde e consciente do mundo ao seu redor. Sua nova fase à frente do Demolidor é um sopro de ar fresco e um raio de sol nas obscuras câmaras nas quais o personagem tem vivido. Para nós é a esperança de que ideias simples e elementos clássicos dos heróis possam sim ser trabalhados e tornarem-se um grande sucesso. Para quem não sabe essa fase foi vencedora do Prêmio Eisner (o Oscar dos Quadrinhos) nas categorias de "Melhor Série" e "Melhor Escritor" em sua edição de 2012. Peço desculpas pelo trocadilho mas, assim como o Demolidor é um "Homem Sem Medo", qualquer um pode ser um "Leitor Sem Medo" diante desta história!

Abc. à todos!

sábado, 29 de junho de 2013

Miniatura Marvel 23 - Kraven

Miniatura Marvel Nº 23 - Kraven

O irascível e violento Kraven foi um dos grandes caçadores do Universo Marvel. Criado por Stan Lee e Steve Ditko, Kraven fez sua primeira aparição em Amazing Spide-Man Nº 15 de agosto de 1964. Desde o início o personagem foi desenvolvido para ser um dos grandes oponentes do Homem-Aranha que na época já se mostrava um grande sucesso dos quadrinhos. Com uma história trágica e cheia de erros pessoais, Kraven viveu sob a perspectiva de uma obsessão: derrotar o Homem-Aranha. Toda sua ira e revolta no entanto, tem raízes profundas no seu passado. Conheceremos aqui um pouco da vida e trajetória deste personagem que estrela o número 23 da Coleção de Miniaturas Marvel.

Miniatura Marvel Nº 23 - Kraven
 
Sergei Kravinoff (Kraven) nasceu na Rússia e vinha de uma família de aristocratas russos. Com a Revolução Vermelha de 1917, Kraven fugiu do país ainda pequeno com seus pais para se refugiar em outro país, tal qual diversas famílias burguesas fizeram. Os Ravinoffs foram para a Inglaterra e lá fixaram residência vivendo de uma forma muito, mas muito mais simples do que aquela que desfrutavam na Rússia. O pai de Kraven viria então a trair sua mãe com umas das empregadas da casa. Desse relacionamento nasceria Vladimir Smerdyakov, que mais tarde se tornaria o conhecido vilão Camaleão. Tamanha mudança no estilo de vida e possivelmente a traição de seu pai, levou  a mãe de Kraven a se suicidar. A personalidade complexa, compulsiva e competitiva de Kraven teria grande impulso com esses acontecimentos.

Miniatura Marvel Nº 23 - Kraven

Em busca da antiga nobreza de sua estirpe, Kraven procurou se aprimorar física e psicologicamente tornando-se um incrível caçador que viajou pelo mundo enfrentando e caçando as mais perigosas feras. Sua fama cresceu e logo se tornou mundial. Foi nessa época que seu nome foi adaptado de Kravinoff para "Kraven" junto aos jornalistas. Apesar de ser um homem comum, Kraven conseguiria habilidades especiais proveniente de uma poção de ervas indígenas roubada por ele de uma feiticeira de uma tribo africana. Tais habilidades lhe proporcionaram grande força física, levando o carrancudo e arrogante Kraven à uma carreira de extremo sucesso como caçador e domador. 

Miniatura Marvel Nº 23 - Kraven

Com sucesso veio o tédio, e com o tédio veio o desejo de buscar novos desafios em sua vida. Assim, Kraven se viu determinado a caçar a maior de todas as feras, o próprio ser humano. Dentre todos os seres humanos o Homem-Aranha seria, segundo Kraven, o mais fantástico e perigoso de todos, explicando assim o óbvio motivo de sua escolha ao se voltar contra o desavisado Cabeça de Teia. Kraven travaria diversos embates com o Teioso e, em praticamente todos, seria invariavelmente derrotado e mesmo humilhado.

Miniatura Marvel Nº 23 - Kraven

Em 1987 seria publicado um arco de histórias que ficou conhecido como "A Última Caçada de Kraven". Como parte de uma ótima fase que o Homem-Aranha vivia na época no que se refere à roteiristas e desenhistas afinados, essa história agradou e se tornou o grande epitáfio do grande vilão Kraven. Com uma mente já perturbada, um desorientado Kraven empreenderia uma violenta caçada ao Homem-Aranha, chegando a usar armas de fogo nesse confronto, algo que até então nunca tivera feito. Um acuado Homem-Aranha se surpreenderia com tamanha selvageria e ódio chegando por fim a ser derrotado por Kraven.

Miniatura Marvel Nº 23 - Kraven

Após ter atingido seu grande objetivo, Kraven possivelmente caiu em um vazio existencial. Ao perceber que devotara a vida a superar seu grande oponente, é provável que sua vida tenha deixado de fazer sentido. 

A história se encerra com o suicídio de Kraven...

A Última Caçada de Kraven é vista como um dos grandes clássicos do Homem-Aranha e fez parte de uma época em que as histórias do Teioso eram bem trabalhadas e satisfaziam os leitores. No Brasil esse arco de histórias foi publicado em 03 momentos: em 1991 como minissérie e logo em seguida em edição encadernada (essa eu tenho), e em 2004 como volume 02 da série de encadernados denominada "Os Maiores Clássicos do Homem-Aranha".

Miniatura Marvel Nº 23 - Kraven

A miniatura do personagem agradou à todos quantos eu pude conversar a respeito. Os detalhes a serem observados são muitos, desde seu colete que forma a face de um leão e cuja juba se assemelha à um manto que cobre as costas do personagem, até a lança, que é também outro destaque, conferindo o aspecto tribal do personagem. Embora a indumentária de Kraven possa parecer um pouco fora de moda atualmente, na época em que fora criada expressava a roupa frequentemente vista nos filmes que envolviam caçadas africanas. O trágico destino de Kraven mostra que histórias em quadrinhos podem ser, e muitas vezes são, reflexo do Espírito de uma Época e de dramas pessoais.

Miniatura Marvel Nº 23 - Kraven

Um grande abraço à todos!

terça-feira, 25 de junho de 2013

Jornada nas Estrelas - Além da Escuridão


Jornada nas Estrelas - Além da Escuridão (Star Trek - Into Darkness), estreou recentemente no Brasil e é o segundo filme sob a batuta do aclamado cineasta J.J. Abrams. O filme dá seguimento a atualização da franquia feita pelo diretor em 2009 com Star Trek. Nesse mais recente filme Abrams conduz Jornada nas Estrelas ao lugar onde Gene Roddenberry (criador da série e de todo seu conceito nos anos 60) gostaria que ela fosse. Nessa matéria veremos alguns aspectos interessantes do filme e da importância desta série para a cultura pop mundial.


Nos anos 60 eram comuns seriados televisivos nos quais eram abordados temas imaginativos e fantásticos. Séries como "Perdidos no Espaço", "Terra de Gigantes", "Túnel do Tempo", "Além da Imaginação" entre outras vinham consolidando seu espaço junto às massas. No início da década de 60 o jovem Gene Roddenberry já havia sido de tudo um pouco, entregador, policial e nas horas vagas um roteirista amador. O que poucos sabiam é que ele trazia consigo a ideia para um programa de ficção científica que levasse a sério as últimas descobertas científicas e colocasse a Terra como ponto de partida de uma nave espacial que partiria em uma missão de exploração de 5 anos ao espaço profundo. Em busca de novas formas de vida a nave, que se chamaria "Enterprise", teria uma tripulação ousada para época. Pela primeira vez a série traria um alienígena com aparência estranha (que era reconhecido por muitos no início como malévolo pelo seu par de orelhas pontudas) em um posto de comando. Spock seria o 1º imediato de um ousado, mulherengo e boa praça Capitão, o intrépido James Tiberius Kirk. Gene tentaria romper com a moral puritana e muitas vezes hipócrita da sociedade americana ao colocar uma bela negra como uma oficial de comunicações, a Tenente Nyota Uhura, interpretada na época pela atriz Nichelle Nichols. Alías, Uhura estrelaria 1ª cena em rede nacional nos EUA a trazer um beijo inter-racial entre um branco (o Capitão James T. Kirk) e uma negra (a Tentente Uhura), feito esse que foi elogiado pelo grande Martin Luther King que chegou à visitar Nichelle Nichols e parabeniza-la pela ousadia.

A Tripulação Original da Enterprise na Série Clássica

Após bater de porta em porta, Gene teve seu projeto rejeitado por todas as emissoras de TV da época. Muitas marcavam uma reunião com ele apenas para ouvir suas ideias e depois usa-las em suas próprias séries que já estavam em andamento. Caso de "Perdidos no Espaço" que literalmente usurpou várias ideias de Gene Roddenberry sem lhe dar crédito algum. Apenas um estúdio que na época estava indo à falência resolveu bancar o ousado projeto de Roddenberry, a Desilu Productions. Jornada nas Estrelas (Star Trek) estreiou em 1966 e durou 03 anos, totalizando 3 temporadas. Apenas após seu cancelamento é que o estúdio percebeu o sucesso que tinha em mãos. Star Trek passava às sextas-feiras à noite, dia em que muitos professores universitários, físicos, cientistas, astronautas e qualquer outro profissional que levava ciência à sério podia assistir. Quando foi cancelada uma legião de fãs se levantaram pedindo sua continuidade. Infelizmente isso aconteceria apenas muito tempo depois nos anos 70, com o lançamento de vários filmes baseados na série.

A improvável amizade entre um capitão cheio de contradições e um alienígena incapaz de entender as emoções humanas

Reprisada no mundo inteiro ao longo das décadas de 70, 80 e 90, qual foi afinal o segredo do sucesso de Star Trek? Em minha opinião foram vários segredos. Aqui gostaria de citar apenas os que interpreto como os mais importantes. Em 1º lugar, desde o início, as histórias concebidas por Gene Roddenberry e sua equipe sempre colocavam as pessoas e não a tecnologia e efeitos especiais em 1º plano. Os episódios eram construidos em cima de dramas pessoais ou coletivos vivenciados pela tripulação. Isso sempre gerou uma identificação muito grande com o público. Em 2º lugar a série sempre acreditou na inteligência do público e nunca imbecilizou suas tramas, entendendo que os mistérios da ciência podiam sim serem trazidos para o cotidiano das pessoas, abrindo uma importante discussão sobre como a humanidade se comportaria frente à um mundo cada vez mais tecnológico. Muitos dos objetos aliás, usados na série viriam realmente a existir décadas depois. Por fim acredito que outro grande segredo da série tenha sido conseguir mostrar um grupo de pessoas agindo como família frente às mais adversas situações, reafirmando que as relações não precisam, e talvez não devam, ser "perfeitas" para darem certo.


O novo filme de J.J. Abrams é muito bom, nem tanto pelos efeitos especiais (muito bons por sinal), mas porque resgata a premissa sonhada por Gene Roddenberry e a atualiza para os nossos dias. O ideal de amizades improváveis (como a amizade entre o Capitão Kirk e seu oficial meio humano meio Vulcano Spock), o amor entre Uhura (vivida agora pela também bela Zoe Saldana) e Spock, a percepção de hierarquia e respeito e perpassa toda a tripulação... Tudo isso junto rende um ótimo filme. O vilão que J.J. Abrams escolheu é ninguém menos que Khan Noonien Singh. Khan aparece pela primeira vez no 22º episódio da Série Clássica, denominado "Semente do Espaço" (Space Seed), e foi ao ar no dia 16 de fevereiro de 1967. O vilão é um homem geneticamente melhorado que, ao lado de diversos outros homens e mulheres (também geneticamente melhorados) subiram ao poder na Terra durante as Guerras Eugênicas dos anos 90 (no universo de Star Trek). Na série clássica, Khan e seu séquito de super-homens, são encontrados pela Enterprise congelados em casulos vagando no espaço. Khan se mostraria um dos mais perigosos, inteligentes e violentos inimigos da tripulação da Enterprise.

Khan Noonien Singh na nova versão de Star Trek à esquerda e na série clássica à esquerda

Interpretado pelo famoso ator argentino Ricardo Montalban (o Sr. Roarke da série "A Ilha da Fantasia"), Khan voltaria a aparecer no filme Jornada nas Estrelas - A Ira de Khan de 1982. O novo Khan é tão ou mais brutal que o antigo e traz ao filme uma aura ao mesmo tempo nostálgica e atual.

Ricardo Montalban como Khan no episódio "Space Seed" na série clássica

Aqui no filme Jornada nas Estrelas - A Ira de Khan de 1982.

O novo filme é uma boa dica tanto para os antigos fãs da série, que poderão enxergar diversas menções e homenagens à série clássica (como a presença do Spock original (Leonard Nimoy) em uma cena), quanto para as pessoas que pouco ou nada conhecem deste grande patrimônio da cultura pop.


É isso aí amigos.

Vida longa e Próspera à todos!

Spock realizando a principal saudação Vulcana que significa "Paz e Longa Vida" ou "Vida Longa e Próspera"

sábado, 22 de junho de 2013

O Rosto da Mudança


As recentes manifestações que vem abalando e deixando perplexos os dirigentes de nossa nação chegaram de súbito e mostraram novamente que o poder emana do povo. Uma máscara tem sido vista constantemente no meio das manifestações como se fosse um código a ser interpretado pelas pessoas. Você sabe de onde vem esse símbolo? Bem... O que muitos talvez não saibam, e talvez até se espantem, é que essa máscara vem diretamente do universo das histórias em quadrinhos (HQs). Seguindo a linha editorial aqui do Blog (que se baseia em muito no universo dos quadrinhos) e em respeito à voz do povo e à singularidade das manifestações, essa matéria visa esclarecer um pouco de quem é esse rosto.


O rosto que vemos nas máscaras vem diretamente de uma história em quadrinhos do aclamado roteirista inglês Alan Moore chamada de "V for Vendetta" (V de Vingança em português). A história, escrita nos anos 80 e publicada pela primeira vez no Brasil em 1989, traz um anti-herói do povo, identificado apenas como "V", extremamente hábil com facas e em luta corporal que nunca mostra seu rosto. Na história de Moore uma Guerra Nuclear varreu a África e a Europa, levando ao subsequente colapso da sociedade abrindo espaço para que um governo autoritário e fascista subisse ao poder na Inglaterra. Na história todas as pessoas potencialmente subversivas (negros, asiáticos, judeus e gays) foram colocados em um mesmo local, evitando assim levantes e protestos. É nesse cenário que surge "V", um solitário manifestante/terrorista que inicia uma campanha de destruição de diversos símbolos do governo fascista, incitando assim o povo à despertar contra o sistema vigente. A máscara que "V" usa o tempo todo, e que vemos atualmente nas manifestações, é o rosto de um personagem real chamado Guy Fawkes.


Guy Fawkes foi um cidadão inglês que nasceu em 1570 e que participou da Revolução Católica chamada de "Conspiração da Pólvora" por volta de 1605 durante o governo do Rei protestante James I. O levante objetivava lutar contra a repressão de James I aos direitos políticos dos católicos, que por sua vez queriam restaurar o poder da igreja católico no governo. Fawkes era especialista em explosivos, por isso em uma tentativa do movimento de explodir o parlamento inglês durante uma sessão com todos os parlamentares e o Rei presente, Fawkes foi quem ficou cuidando dos barris de pólvora no subsolo do parlamento. Com medo de que a explosão ferisse inocentes os líderes da conspiração enviaram avisos para que as pessoas se mantivessem longe do parlamento naquele dia. Um dos avisos porém, chegou até o Rei, que ordenou uma revista ao prédio do parlamento, encontrando assim Guy Fawkes no subsolo guardando a pólvora.

Guy Fawkes

Após sua prisão Fawkes foi torturado e resistiu bravamente à tortura até não conseguir mais, entregando assim, ao final de uma semana todos seus companheiros. A coragem de Fawkes foi reconhecida inclusive pelo próprio Rei James I. Todos foram condenados à decapitação, Fawkes no entanto, conseguiu se desvencilhar dos guardas enquanto estava sendo levado para o cadafalso se atirando de um  muro e quebrando desta forma o pescoço, escapando assim da decapitação.

Prisão de Guy Fawkes

Alan Moore se baseia nessa história e cria "V", o terrorista libertário de "V for Vendetta". A máscara, que trás o rosto de Guy Fawkes representaria o ideal do povo contra os desmandos e corrupção de um governo.


O símbolo da máscara de Guy Fawkes vem aparecendo cada vez mais nos movimentos sociais ao redor do mundo trazendo não apenas o ideal de oposição ao governo, mas a possibilidade de manter escondida a identidade de seus usuários, forçando seus governantes à identificarem o rosto do povo, e não o rosto de uma pessoa. Os protestos no Brasil surpreenderam a todos, mas sabemos que já eram uma crônica anunciada frente aos desmandos e corrupção vistos nas últimas décadas. Percebo três tipos de manifestantes nas recentes manifestações: o 1º o manifestante pacífico, o 2º o vândalo e o 3º (e que ninguém ainda percebeu) é aquele que expressa a revolta da nação quando se depara com qualquer símbolo ligado ao governo (em Brasília ou em qualquer cidade). Ao se deparar com o símbolo o indivíduo se vê roubado e vilipendiado ao longo dos anos, o que acende sua ira. Para que as manifestações continuem ocorrendo com o apoio da massa é preciso que esse sentimento de indignação seja controlado e canalizado para os meios adequados. 

Guy Fawkes guardando os barris de pólvora

Não posso deixar de comentar a decepção que tive ao saber que nossos governantes preferiram se consultar com "marqueteiros" ao invés de buscarem respostas ao clamor do povo junto à sociólogos e antropólogos extremamente competentes das nossas universidades. A mensagem precisa ser decodificada e trabalhada. Outro ponto que me irrita muito é o fato de muitos falarem que o voto é nossa principal arma. Acredito sim que o voto direto é uma das maiores conquistas de nossa sociedade, porém ele é mais uma "ferramenta" e não um "fim". Isso porque o voto de nada adianta se só podemos votar um uma lista de candidatos previamente aprovada pelos corruptos de plantão. Ou seja, podemos escolher apenas entre aqueles que "eles" já escolheram. Solução? Bem... A solução é preservarmos a todo custo o voto direto, ao mesmo tempo que lutamos por uma "REFORMA POLÍTICA" na qual os corruptos percam espaço e regras sejam determinadas, impedindo conchavos e vendas de apoio mútuo, minimizando assim a possibilidade de escolhas de candidatos baseados em interesses particulares. Despeço-me com o orgulho de ver nossa nação se politizando e crescendo junto às demandas de nosso tempo.



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