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sábado, 17 de agosto de 2013

6º Mercado de Pulgas - Novidades


Aconteceu hoje em São Paulo (Capital) o 6º Mercado de Pulgas, evento de venda e troca de revistas em quadrinhos e artigos colecionáveis. Promovido pelo site Guia dos Quadrinhos, com apoio do Site/Loja Planeta GIBI, Gal Editora e Revista Mundo dos Super-Heróis, o evento tem se consolidado como uma das atrações anuais no circuito dos quadrinhos paulistano. O Mercado de Pulgas é sempre marcado pelo bom humor dos seus organizadores que, ao longo do dia brindam os visitantes com convidados ligados aos quadrinhos. Em mesas-redondas acompanhamos debates sobre o mercado brasileiro de quadrinhos, curiosidades e novidades. Além disso, há sessões de brindes entregues durante um ou dois "Quizz".


Esse ano acompanhei o evento durante boa parte da tarde, visitando os "stands" de sebos, onde sempre se pode garimpar alguma raridade. Visitei também o "stand" da Revista Mundo dos Super-Heróis onde pude bater um papo rápido com o Editor Manoel de Souza. Durante a conversa ele me revelou a temática da nova revista da Editora Europa: Mundo Nerd. Manoel informou que a nova revista tratará de aspectos do universo nerd apresentando-os sob uma ótica moderna e dando enfoque às perspectivas futuras. A já consolidada Revista Mundo dos Super-Heróis voltaria a se focar mais especificamente no universo Super-Heroístico apresentando os assuntos sob uma perspectiva histórica e contextualizada.

Galera respondendo ao Quizz

O ponto alto para mim foi o "Bate-Papo" com o Editor Chefe do segmento Marvel/DC da Panini Brasil: Fernando Lopes. De forma bem humorada a sessão se iniciou com Lopes tecendo um painel sobre a evolução dos quadrinhos nos últimos 30 anos no Brasil. Resumindo essa 1ª parte ficou claro que as Editoras ainda não encontraram uma solução para o dilema de atender fãs ardorosos (sem os quais não consegue sobreviver) e a necessidade de angariar novos leitores. Além disso, Lopes inseriu na conversa um ponto de vista novo para mim, ou seja, em um mundo dominado pela tecnologia e pelas redes, as Revistas em Quadrinhos são relevantes apenas por um motivo: elas são o repositório das marcas e conceitos sobre os quais as editoras são construidas. Para dar um exemplo ele comentou que o Homem de Ferro em décadas de existência nunca chegou a dar 1/10 do lucro que um único filme dele deu. Dessa forma salientou a importância dos quadrinhos para que marcas e conceitos sejam mantidos, muito embora o verdadeiro lucro venha de outras mídias.

Bate-Papo com o Editor Marvel/DC da Panini Brasil: Fernando Lopes

No âmbito das novidades Lopes confirmou alguns lançamentos anteriormente divulgados. No segmento Marvel ele salientou a importância da saga Vingadores x X-Men, que fundamentará o caminho dos personagens da editora nos próximos anos. No lado da DC ele economizou e disse que, como assumiu o cargo de Editor Marvel/DC agora (antes Lopes estava mais ligado apenas à Marvel), não se sentiria confortável em dar informações sobre lançamentos DC. Lopes confirmou a revista do "Juiz Dredd" para mais seis números, ou seja, com o nível de vendas atuais o Juiz tem seu lugar garantido. Ainda em relação ao Dredd foi confirmado o lançamento de um encadernado contando a origem do personagem. Para mim, no entanto (que sou fã do universo PULP) a maior alegria foi a confirmação dos lançamentos no âmbito Panini/Mythos. As revistas da Dynamite Entertainment sairão conforme previamente anunciadas. O Aranha (Spider), Fantasma (The Last Phantom), O Sombra, Morcego Negro, Kirby Gênesis e Masks (publicação que trás Sombra, Zorro, Besouro Verde e O Aranha) foram revistas lembradas como futuros lançamentos. Além disso, Alice no País das Maravilhas.








Bem... Não posso deixar de expor aqui minhas aquisições feitas no evento. Primeiramente adquiri "Batman Crônicas - Volume 01", encadernado que traz em ordem cronológica as primeiras aventuras do Homem-Morcego diretamente de 1939! Para mim um verdadeiro tesouro. Já tinha o volume 02, porém estava atrás dessa há muito tempo e tinha quase certeza que não acharia lá.


Minha 2ª aquisição foi algo com o qual me deparei em um "stand" e me surpreendeu. Entre 1983 e 1985 (quem é leitor antigo deve se lembrar) tivemos o lançamento do Dicionário Marvel ao longo de diversas revistas da Marvel/Abril da época. Lembro-me de possuir muitas páginas desse dicionário, mas como muitos nunca cheguei à termina-lo. Ao visitar um dos "stands" me deparei com esse Dicionário Marvel completo e encadernado! Não pude deixar de adquiri-lo. Ao folheá-lo pude perceber que, ao que tudo indica, ele deve ter sido reproduzido de algum original. As páginas são idênticas às originais, porém estão novas e cheirosas (algo pouco comum em material antigo). Isso me leva a crer que é uma reprodução a partir das páginas originais. Porém, fiquei contente assim mesmo pois ele está completinho!



Bom amigos... Lá se foi mais um Mercado de Pulgas. Para mim valeu a pena! Deixo aqui um grande abraço à todos!

O amigo Moisa (esquerda) e eu.

domingo, 4 de agosto de 2013

Miniatura Marvel 25 - Ciclope

Miniatura Marvel Nº 25 - Ciclope

Infeliz, recalcado, introspectivo, antipático, rancoroso, obstinado... Todas essas características fazem parte da personalidade de um dos mais importantes líderes dos X-Men: Ciclope. Mas isso nem sempre foi assim. Houve uma época em que o jovem Scott Summers era tímido, introspectivo e amável. Possivelmente as transformações observadas no herói ocorreram em função das coisas que lhe foram tiradas ao longo do tempo, dentre elas a maior: seu grande amor, Jean Grey (Fênix). É provável que os pétreos e honrados ensinamentos de seu grande professor, Charles Xavier, convivam em conflito contínuo no interior de Ciclope com as injustiças que a vida lhe reservou, gerando um turbilhão de paradoxos, justificando assim a complexa personalidade descrita acima. Nessa matéria veremos algumas fotos da miniatura do personagem no âmbito da Coleção de Miniaturas Marvel, bem como alguns fatos de sua conturbada vida.

Miniatura Marvel Nº 25 - Ciclope

A história de Scott e de seu irmão mais novo, Alex, começa trágica a partir de um ataque alienígena ao avião em que viajavam seu pai (Militar Norte-Amaericano), sua mãe e os pequenos Scott e Alex. Os dois meninos são lançados do avião pelos pais para não serem capturados pelos atacantes. Durante a descida o paraquedas de Scott (que segurava o irmãozinho) pega fogo e, no desespero, seus poderes óticos de manifestam salvando a si e seu irmão. Os dois seriam separados e Scott viveria seus próximos anos em um terrível orfanato até ser resgatado pelo Professor Charles Xavier. Ele se tornaria o 1º aluno de Xavier e, portanto um dos mais queridos. Adotando o codinome de Ciclope, Scott seria um dos principais líderes dos X-Men, equipe formada por outros alunos mutantes e superdotados de Xavier, cuja principal missão seria a de assegurar um futuro pacífico entre o Homo-Sapiens e o Homo-Superior (conhecidos como Mutantes).

Miniatura Marvel Nº 25 - Ciclope

A trajetória dos X-Men junto à humanidade é a metáfora perfeita que permitiu que os quadrinhos abordassem o difícil assunto da segregação racial. De um lado teríamos o Professor Xavier, que representaria o ideal pacífico de Martin Luther King (líder negro e pacifista norte-americano) e do outro Magneto, que encarnaria em grande parte as ideias de Malcom-X (líder estadunidense negro que pregava, dentre outras coisas, o fortalecimento da raça negra a partir de sua separação da raça branca). Scott sempre foi para o Professor X um dos grandes investimentos de sua vida como perpetuador de seu ideal.

Miniatura Marvel Nº 25 - Ciclope

O poder de Ciclope é a absorção de energia solar que é redirecionada pelos seus nervos oculares aos seus olhos, transformando-a em destrutivas rajadas de energia. O único elemento capaz de deter tais rajadas são os cristais de Quartzo-Rubi, dos quais seu visor é feito. Ciclope consegue, a partir de um dispositivo calibrador localizado ao lado de sua viseira ajustar o nível de potência de sua rajada óptica. Isso justifica a posição em que se encontra a miniatura apresentada aqui nas fotos. São muitos os eventos tristes e controversos pelos quais Scott passou. Podemos dizer, no entanto (em minha opinião claro) que o grande divisor de águas para o personagem, no que tange a formação de sua psiquê foi, como quase sempre o é, a não concretização de suas aspirações amorosas. Jean Grey, seu grande amor, foi lhe tirada várias e várias vezes.

Miniatura Marvel Nº 25 - Ciclope
Ciclope e Wolverine (que também nutria sentimentos por Jean) são atualmente inimigos no que diz respeito à visão de mundo e futuro para os mutantes. Toda raiva e disputa entre esses dois icônicos personagens se originou, no entanto em Jean Grey (em minha opinião). Os dois sempre discutiram muito ao longo de suas vidas, mas só chegaram às vias de fato e literalmente "saíram na mão" somente quando o assunto "Jean" entrou na história. Ressentimentos profundos marcam a vida desses dois heróis e em minha opinião poderiam render célebres histórias nas mãos de bons roteiristas.

Miniatura Marvel Nº 25 - Ciclope

Outro aspecto que não podemos deixar de mencionar quando o assunto é "Ciclope" é o fato dele ter sido o líder dos X-Men originais (Ciclope, Fera, Garota-Marvel (Fênix), Home de Gelo e Anjo). Nos anos 70 os X-Men sofreriam sua 1ª reformulação radical, recebendo integrantes de diversas partes do Mundo: Tempestade (Quênia), Noturno (Alemanha), Colossus (União Soviética), Banshee (Irlanda), Solaris (Japão) e Wolverine (Canadá). Essa formação ficou conhecida como os "Novos X-Men". Apesar de toda mudança a liderança da equipe continuou nas mãos do hermético Ciclope.

Miniatura Marvel Nº 25 - Ciclope

Mais recentemente Ciclope ganhou destaque ao se tornar o líder de uma facção da raça mutante que não acredita na plena conivência pacífica com os seres-humanos. A ilha de Utopia (localizada na Costa Oeste Norte-Americana) é a base dos atuais X-Men e, embora a equipe ainda participe de missões contra o mal e em benefício da humanidade, se alinha em grande parte com a visão de Mundo de Magneto (alguém muito próximo de Ciclope atualmente). Outro recente destaque de Ciclope tem sido sua participação na atual saga da Marvel no Brasil Vingadores versus X-Men. Embora muitos encarem a liderança de Ciclope junto aos X-Men como equivocada, não se pode negar que ele foi um dos que mais conheceu as agruras da raça mutante, ressentimento que pode ser visto nessa atual saga.

Miniatura Marvel Nº 25 - Ciclope

A miniatura de Ciclope pode não ter sido a mais celebrada ou mais aguardada pelos colecionadores, mas não me desagradou. A escolha de representa-lo em seu uniforme atual pode dividir opiniões. Eu particularmente não gostava do uniforme adotado por ele nos anos 90. Para mim teria que ser seu uniforme de X-Man Original ou esse aí mesmo. 

Ciclope se tornou um personagem interessante justamente por ter se afastado de sua personalidade previsível inicial, transformando-se em alguém potencialmente perigoso e  ao mesmo tempo complexo e profundo. É isso aí. Abraço à todos!

domingo, 28 de julho de 2013

O Que Aconteceu ao Homem de Aço?


Recentemente a Editora Panini lançou em um  único volume uma coletânea de três histórias do gênio Alan Moore envolvendo o Superman. Pegando carona no lançamento do Novo Filme do Homem de Aço, esse encadernado não poderia ter chegado em melhor hora. O destaque vai sobretudo para a história que dá nome ao volume: "O Que Aconteceu ao Homem de Aço?". Sem dúvida nenhuma uma obra prima em minha opinião. Nessa matéria comento a alegria nostálgica e, até certo ponto melancólica, que me invadiu ao ler essa que seria a última aventura do Superman!

Superman 423 (1986) e Action Comics 583 (1986) - Publicação Original de  O Que Aconteceu ao Homem de Aço?
No meio da década de 80, um novo jeito de se fazer quadrinhos chegava às editoras. Uma geração de novos roteiristas invadiam as redações e deixavam para traz o que se conhecia como a Era de Bronze dos Quadrinhos. Nesse mesmo período a DC Comics preparava a remodelação de seu universo com a Maxi-Série que seria conhecida como "Crise nas Infinitas Terras". A forma com que centenas, senão milhares, de personagens pensavam e agiam sofreria grandes mudanças. O clima era de finalização e início de uma nova Era. Reconhecendo essa mudança, o lendário Julius Schwartz (editor havia décadas das histórias do Superman) e que também iria se aposentar, vislumbrou a possibilidade de se contar "A Última História do Homem de Aço". Apesar de Julius ter chegado a convidar o próprio Jerry Siegel (criador do Superman) para escrever a história, foi Alan Moore (que na época já acumulava certa fama) que teve essa honra.


A história O Que Aconteceu ao Homem de Aço? sem dúvida nenhuma é um brilhante epitáfio para o herói e ganha sentido maior quando observada através dos olhos de quem já leu ou entrou em contato, em certa medida, com a forma com que os Super-Heróis dos anos 70 (e quem sabe 60) eram retratados. Moore coloca boa parte dos elementos presentes nas aventuras do Superman da Era de Prata e Bronze. Invenções mirabolantes, vilões bizarros e até ridículos, o non-sense de certos encontros... tudo está presenta na história, porém filtrado por uma "lente" melancólica e por uma fria sensação de que tudo está prestes a acabar. Ler cada quadrinho me passou a sensação de um "NADA" engolindo tudo. Todas as brincadeiras, toda inocência, todos os ensolarados finais felizes que o personagem viveu estão em seu final. É impossível não fazer uma analogia com a vida e com o ocaso da existência. Sensação semelhante eu tive ao assistir os últimos momentos do Androide interpretado por Rutger Hauer em Blade Runner - O Caçador de Androides.


A história estabelece seu fio condutor por meio de uma Lois Lane mais velha que conta à um jovem repórter do Planeta Diário os eventos que se constituíram na última aventura do Homem de Aço. À semelhança do que Alan Moore fez em "Supremo - A Era de Ouro", aqui ele também coloca diversas pistas interessantes, construindo uma narrativa que resgata os principais elementos que fizeram o mito do Superman. Em uma Fortaleza da Solidão sitiada, um Superman em companhia das pessoas que lhe são mais caras, repassa parte de sua vida, seus propósitos e objetivos. Porém, mesmo ao lado de pessoas tão queridas ele se sente só e antevê o fim da estrada.


A capa da história traz um Superman levantando voo com um semblante de tristeza e nostalgia, tendo ao fundo diversos heróis se despedindo e, em primeiro plano, o próprio Julius Schwartz acenando um adeus.


O final não decepciona, aliás vai além e não merece ser contado aqui para não se perder sua força. Curt Swan, desenhista que imortalizou a face mais tradicional do Superman é quem cumpre, acertadamente, novamente o papel aqui. Sem dúvida nenhuma uma obra-prima dos quadrinhos.

A 2ª e 3ª histórias do encadernado não decepcionam também. A Linha da Selva traz o encontro entre O Monstro do Pântano e o Homem de Aço. Na história Superman se encontra numa posição raramente vivida por ele, a de precisar de ajuda!

DC Comics Presents - 1985. Publicação Original de "A Linha da Selva".

Para o Homem que Tem Tudo encerra o encadernado e traz o Homem de Aço comemorando seu aniversário. Tendo como convidados Mulher-Maravilha, Batman e um jovem Robin (Jason Todd), essa 3ª história não deixa de ter um caráter nostálgico, pois mostra Kal-El em uma onírica situação.

Superman Annual 11 - 1985. Publicação Original de "Para o Homem que tem Tudo".

Recomendo muito esse encadernado da PANINI e deixo uma dica antes: leia-o sob a ótica do momento no qual as histórias foram lançadas, ou seja o fim de uma Era, isso garantirá um brilho maior à narrativa.

Um grande abraço à todos!

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Miniaturas DC - Brindes

Brinde: Batman Sobre uma Gárgula

Foto variante da Miniatura do Cruzado Encapuzado sobre a Gárgula

Bem amigos, ontem recebi os brindes da Coleção de Miniaturas de Metal da DC. Os brindes são constituídos de uma miniatura do Batman (sobre uma Gárgula), outra do Apocalypse, Fichário (para acomodação dos fascículos) e Plataforma de exposição das peças. Os brindes são talvez o grande alvo para os colecionadores que assinam a coleção de Miniaturas de Metal da DC, assim como foram os brindes na coleção de Miniaturas de Metal da Marvel. Eles realmente impressionam e fizeram a diferença na hora de se optar por comprar as figuras em bancas ou fazer a assinatura. Para essa matéria colocarei duas fotos da miniatura do Batman no mesmo ângulo, porém em um cenário diferente para observarem como uma mesma miniatura ganha outros contornos com a mudança do cenário.

Brinde: Batman Sobre uma Gárgula

Foto variante da Miniatura do Cruzado Encapuzado sobre a Gárgula

Acompanhando os comentários ontem na rede social percebi que outros amigos também receberam esses tão esperados brindes. Assim como aconteceu comigo um ou outro colega recebeu uma das miniaturas de brinde com um defeito. No meu caso a mão esquerda do Batman (que vocês podem ver em destaque na foto acima, toda parte preta que compõe a luva) veio desencaixada. Diversas partes da peça (como muitos devem já ter percebido) possuem encaixes na forma de pinos. No meu caso fiz o seguinte: embebi a ponta de um palito de dentes com um pouco de "superbonder" e passei ao redor do pino e o re-inseri no seu local de encaixe (correspondente à parte cinza do braço esquerdo da peça).

Brinde: Batman Sobre uma Gárgula

Foto variante da Miniatura do Cruzado Encapuzado sobre a Gárgula

Como vocês podem ver ficou uma discreta linha entre a luva negra e o braço cinza, porém essa linha discreta pode ser vista em diversos outros pontos das peças da coleção. Isso ocorre por causa dos pontos de encaixe citados acima, portanto para mim ficou perfeito. Claro que isso é muito pessoal. Muitos, no entanto decidem logo pedir a troca da figura, porém já tive experiências prévias de solicitar trocas para a Eaglemoss por ver pequenas imperfeições nas peças e quando recebi a nova figura em substituição percebi que ela também trazia certo grau de imperfeição em outro local. Isso ocorre porque as peças são feitas de forma individual e assim passíveis de apresentar variações.

Brinde: Batman Sobre uma Gárgula

Foto variante da Miniatura do Cruzado Encapuzado sobre a Gárgula

Outro ponto que temos que lembrar é que essas peças vem de fora (são importadas), sendo assim pequenas ocorrências no transporte podem determinar um ou outro desencaixe, ou mesmo quebra de uma pequena parte. Minha sugestão é que se você conseguir colar ou encaixar novamente determinada parte (e ficar perfeito, ou próximo disso) o melhor é curtir sua peça, pois a troca pode trazer uma outra em condição semelhante. Essas ocorrências são vistas devido à variação de temperatura e aos pequenos choques pelos quais a peça passa no transporte (questões muitas vezes até alheias ao fabricante).
 
Brinde: Apocalypse em emblemática cena da morte do Superman

Fiz toda essa explanação sobre essa questão dos ajustes "caseiros" em nossas peças porque, em contato com um amigo do ramo de importação e colecionismo, fiquei sabendo que algo que poderia inviabilizar a continuidade de uma coleção em qualquer país é a quantidade de trocas que a empresa realiza. Depois desta conversa resolvi mudar meu olhar sobre as imperfeições a que me refiro acima. Acho que a linha que separa uma "imperfeição aceitável" de uma "inaceitável" é pessoal, porém fica a dica aqui.

Brinde: Apocalypse em emblemática cena da morte do Superman

As miniaturas me agradaram e são bem robustas. O Batman sobre a Gárgula em particular é bem pesado e representou o Morcego em uma clássica postura de observação sobre a cidade. A Gárgula foi uma figura bem adequada à mitologia sombria do personagem e me agradou bastante. O detalhe da capa negra esvoaçante ficou bom e, na minha opinião, conseguiu dar a ideia de leveza de um tecido ao vento.

Brinde: Apocalypse em emblemática cena da morte do Superman

Apocalypse, ou Doomsday (em uma tradução livre "Juízo Final") é um personagem que não conheço muito bem, mas que ficou famoso no contexto específico do arco de histórias intitulado "A Morte do Superman". Ele na verdade é o carrasco e executor do Super nessa história que para mim, embora seja um momento marcante, foi criada às pressas para reverter à baixa venda de revistas na época. Isso explica a miniatura estar segurando a capa ensanguentada do Homem de Aço.

Brinde: Apocalypse em emblemática cena da morte do Superman

De qualquer forma o vilão ganhou respeito e é visto como um dos pesos pesados na DC. Mudando de assunto, algo que senti falta acompanhando os brindes foram os fascículos sobre as peças. No caso do Batman eu entendo porque ele já possui uma miniatura normal na coleção (a Nº 01) e que vem com fascículo. Porém o Apocalypse é o Nº 02 da Série Especial da Coleção e portanto possui uma revista que o acompanha e que poderia ter vindo junto.

Visão Geral dos Brindes: Miniaturas, Plataforma e Fichário

Aqui segue uma visão dos brindes. Em relação ao Fichário e ao arquivamento dos fascículos dentro dele fiz uma postagem no ano passado mostrando um passo a passo de como inserir os fascículos no Fichário da Marvel. O mecanismo de inserção é o mesmo para este da DC. Quem quiser dar uma conferida é só clicar aqui.

Visão Geral dos Brindes: Miniaturas, Plataforma e Fichário
Grande abaço!

terça-feira, 23 de julho de 2013

Miniatura Marvel 24 - Mefisto

Miniatura Marvel Nº 24 - Mefisto

O grande arquiteto das mentiras e das maldades no Universo Marvel é Mefisto, a miniatura Nº 24 da Coleção de Miniaturas Marvel. Criado como um personagem que pudesse encarnar a fonte do mal no Universo Super Heroístico da Marvel, Mefisto ganhou muitas histórias e teve participação em grandes e cruciais momentos na mitologia de importantes heróis e vilões da "Casa das Ideias". Nessa matéria veremos aspectos interessantes dessa miniatura, além de conhecermos um pouco da essência do personagem.

Miniatura Marvel Nº 24 - Mefisto

Mefisto é a versão do Senhor das Trevas de Stan Lee e John Buscema. Quando o criaram, em 1968, eles o aproximaram muito das imagens clássicas do Senhor do Mal descritas principalmente na literatura ocidental, e retratadas em quadros de grandes pintores. Sua gênese, no entanto, ocorreu para atender uma demanda específica na época: criar um vilão à altura de um grande herói em ascensão, o Surfista Prateado. Dono de uma bondade sem igual e de motivações totalmente altruístas, o Surfista enfrentaria, no malvado Mefisto, sua verdadeira antítese. Para antigos leitores a associação entre Mefisto e Surfista era quase que imediata. Hoje essa associação já se perdeu para os novos leitores.

Miniatura Marvel Nº 24 - Mefisto

Na tentativa de tornar o personagem mais próximo dos leitores, muitos roteiristas passaram (ao longo dos anos) a associar Mefisto ao clássico demônio da literatura religiosa cristã ocidental, porém até hoje essa associação permanece sem uma solução definitiva. O  mais aceito no Universo Marvel atualmente é que as regiões inferiores seriam dividas entre entidades malignas, representando assim algumas das principais culturas e suas respectivas visões do Senhor do Mal. Mefisto portanto seria uma delas, embora ele mesmo afirme que, na verdade, todas elas são ele mesmo travestido de outras formas.

Miniatura Marvel Nº 24 - Mefisto

A miniatura do personagem, embora não esteja entre as mais preferidas pelos colecionadores (o que dá para entender obviamente!), consegue retratar o vilão em seu aspecto maligno, o que deixa, em algumas situações, difícil de explicar para quem não conhece a coleção o que estamos fazendo com uma estátua dessas na mão! Achei interessante a posição escolhida para o personagem, que o coloca em uma postura de ordenar algo.

Miniatura Marvel Nº 24 - Mefisto

Mefisto desfruta hoje de um certo destaque entre os heróis Marvel. Além do Surfista, existem outros personagens que possuem estreita relação com ele, podemos citar: Dr. EstranhoDr. Destino, Grupos como Defensores, Vingadores e mais recentemente o Poderoso Thor. Em geral, sagas que envolvem Magia ou Reinos Mitológicos como Os Nove Reinos de Asgard, trazem Mefisto fazendo alguma de suas artimanhas, sempre para alcançar seu maior objetivo, angariar o maior número de almas para si.

Miniatura Marvel Nº 24 - Mefisto

Fica aqui então o registro da figura de Mefisto. Atualmente a coleção de Miniaturas Marvel encontra-se no número 28 (Sr. Fantástico) nas bancas de São Paulo e das demais cidades que começaram a recebe-las há mais tempo (Abril de 2012). Pretendo, portanto agilizar as próximas publicações relacionadas às miniaturas aqui no Blog para que fiquem o mais próximo possível das lançadas nas bancas de São Paulo. Nas demais cidades do país em que as miniaturas foram lançadas mais recentemente (Abril de 2013) a peça atual é O Coisa

Um grande abraço à todos.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Superman - O Homem de Aço


Superman - O Homem de Aço estreou recentemente no Brasil e ontem pude assisti-lo. De início já quero dizer logo de saída que o filme é bom e cumpre seu papel de atualizar o personagem para um novo tempo, com novas demandas e com pessoas que valorizam e se comunicam de forma muito distinta daquela vista na época em que o personagem foi criado na Era de Ouro dos Quadrinhos (mais precisamente no ano de 1938). Além da hercúlea missão comentada acima, o filme também se deparou com outro desafio, o de agradar uma gama muito variada de pessoas (fãs e não fãs de quadrinhos) que exigem coisas muitas vezes diferentes de um filme. Superman - O Homem de Aço consegue também vencer esse desafio, e volto a afirmar que gostei bastante dele. Mas para não ficar no óbvio, gostaria de comentar alguns acertos (na mosca) e algumas coisas que não considero exatamente erros, mas sim adaptações excessivas que precisaram ser feitas para agradar à esse espectro tão amplo de pessoas.


Em 1º lugar é preciso dizer que o excelente elenco consegue a façanha de não permitir que inúmeros efeitos especiais roubem a história, tornando-a vazia e superficial. Henry Cavill definitivamente consegue ser um Superman masculino e ao mesmo tempo amável e profundo, resgatando características importantes e fundamentais do personagem. Lois Lane também consegue ser a repórter xereta, porém sem ser arrogante. Isso é muito relevante pois em muitas histórias do Super que li no passado, ela era retratada como alguém mal educada e pedante, destratando em demasia o Clark Kent, o que me incomodava. Outro destaque que gostaria de dar é para os dois pais de Kal-El (o biológico e o adotivo). Kevin Costner está muito bem como Jonathan Kent, e consegue mostrar que talvez mais importante até que o pai biológico do herói, foi o pai adotivo que permitiu ao herói a visão precisa e objetiva a respeito do que é certo e errado. Russell Crowe também vale menção pois interpreta um Jor-El crível e firme.

Jonathan Kent com seu filho adotivo Clark Kent (ainda adolescente), em um dos momentos que ajudaram a moldar o caráter do herói.
Sei que muitos não concordarão comigo, mas os momentos mais marcantes para mim foram aqueles sem tanta ação, nos quais o foco se aproximava da humanidade de cada personagem. Dentre eles eu destacaria todas as cenas nas quais Clark aparece ainda criança ou adolescente recebendo de seu pai os conselhos que moldariam para sempre seu caráter. A cena do tornado (quem já assistiu sabe do que estou falando) foi uma das mais impactantes para mim. Cavill a interpreta de maneira que consegui sentir a dor do Clark Kent naquele momento, uma dor profunda potencializada pelo diálogo que ele havia travado há pouco com seus pais dentro do carro.

Clark já adulto com sua mãe em sua casa da fazenda

A origem humilde e sincera do personagem é mostrada de forma muito adequada. Essa origem humilde, o grande poder destrutivo do herói e sua entrega às autoridades em um determinado momento do filme o aproximam muito de outro personagem muito famoso de nossa história real e que também tinha características parecidas. Não é à toa que o Superman se revela ao público aos 33 anos de idade e se entrega para o bem de todos. Há inclusive uma cena que se passa no interior de uma igreja na qual Clark é colocado ao lado de um vitral que traz a figura desse alguém. Essa aproximação não é acidental por parte dos autores e, ainda que não percebida de forma consciente pelas pessoas, faz com que nos sintamos bem e nos identifiquemos com as dores de Clark Kent, alguém que era ao mesmo tempo Humano e Divino. Ainda nos acertos não posso deixar de comentar a respeito da incrível interpretação de Michael Shannon como o General Zod. Seu fim no filme não poderia ser outro, já que seria impossível a existência de alguém tão poderoso e tão oposto ao Superman coexistindo em um mesmo Planeta.

General Zod

Dentre os elementos que considero não tão memoráveis está uma insistência do diretor em produzir uma destruição apocalíptica no filme. Entendo isso, no entanto à luz dos comentários de muitos fãs sobre o filme de 2006 do Super (Superman - O Retorno), que acharam que faltou pancadaria e destruição. Diante disso percebo uma busca por lutas homéricas e níveis grandiosos de estragos nesse novo longa. Há algumas dúvidas na história que também percebo que poderiam ser melhor resolvidas, como por exemplo: Por que Zod não é tragado junto com seus asseclas de volta para a Zona Fantasma? Se isso ocorre em função dele ter adquirido poderes tão grandes como os do Homem de Aço possibilitando-o resistir à força do Buraco Negro, isso deveria ter sido mostrado mais claramente. Outro ponto menor seria, diante do clima inóspito e tantos obstáculos naturais, a chegada de Lois Lane na nave Kriptoniana perdida no gelo há 20 mil anos me pareceu simples demais.  Tudo isso, no entanto não compromete o resultado final e novamente coloco isso na conta de ajustes no roteiro e na necessidade de se colocar um pouco de tudo no filme para agradar, senão a todos, pelo menos a maioria.

Jor-El e Lara Lor-Van com o pequeno Superman

Para encerrar gostaria só de lembrar que, para quem conheceu as décadas de 80 e 90 (como eu), nas quais víamos os heróis sendo tratados de forma tão simplista e risível nos cinemas, esse filme do Homem de Aço, junto com os demais filmes de Super-Heróis que têm saído, é um orgulho. Não pude deixar de me sentir feliz ao ver, antes do filme começar, Multinacionais associando seus produtos ao nome de heróis, caso de fabricantes mundiais de Tênis e Montadoras (Fiat  Bravo - Imortal, referência ao próximo filme do Wolverine)! 

Bom amigos, embora Superman - O Homem de Aço não tenha (pelo menos por hora) alcançado o lucro bilionário como aquele observado no filme Os Vingadores, sem dúvida nenhuma ele deu um bom lucro até aqui. Isso nos deixa bem mais tranquilos, pois o prosseguimento de filmes envolvendo os heróis da DC estava diretamente ligado ao desempenho deste filme. E, segundo as palavras da toda-poderosa Presidente da DC Entertainment (Diane Nelson) em recente entrevista, Superman - O Homem de Aço pavimentou o caminho para novas obras cinematográficas dos personagens da editora.


Abraço à todos!
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