quarta-feira, 1 de março de 2017

Coleções Automotivas Planeta DeAgostini: Uma Reflexão é Necessária!


Olá amigos... Muitos leitores que acompanham a linha editorial aqui do Blog já há algum tempo sabem que sempre imprimi a ideia de conversarmos sobre determinados Hobbies na tentativa de trocarmos experiências, dicas e sobretudo tentarmos construir um novo modelo de colecionismo no Brasil. Um Colecionismo maduro que pouco tenha a ver com a proposta dos chamados "acumuladores" ou, na outra ponta, "scalpers". No entanto, sempre que é preciso chamar a atenção para determinados pontos negativos, acho importante fazê-lo na perspectiva de crescimento e amadurecimento de todos nós e, sobretudo das empresas do ramo. A Planeta DeAgostini é uma destas empresas que conheci há alguns anos e que possui "know-how" e um portfólio digno das coleções que saem lá fora. Em 2012 vimos surgir seu 1º lançamento ligado à miniaturas de automóveis históricos do Brasil, a Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil. Para mim foi uma incrível surpresa, uma vez que o colecionismo deste tipo de miniatura traz consigo uma nostalgia voltada especificamente para modelos que rodaram em nosso país e emolduraram nossas infâncias.


Na esteira do sucesso desta 1ª Coleção, que durou vários anos e teve 100 peças, vieram outras na mesma linha, a Coleção Veículos de Serviço do Brasil, a Coleção Caminhões Brasileiros de Outros Tempos e Táxis do Mundo. Todas muito interessantes e, à exceção de Táxis do Mundo, todas voltadas para modelos históricos de nosso país. Sou cliente da Planeta DeAgostini e deixo aqui meu testemunho de um atendimento sempre cortês e que sempre resolveu meus problemas com peças que não chegaram devidamente corretas. O que gostaria de discutir aqui são alguns pontos que diversos leitores deste Blog tem apontado como sendo incorretos dentro da proposta destas coleções, especificamente a Coleção de Carros Inesquecíveis do Brasil e Veículos de Serviço do Brasil


Com o início de 2017 a Editora revelou a expansão da coleção Carros Inesquecíveis do Brasil de 100 para 125 peças (ou seja, um acréscimo de 25 peças). A ideia em si não é problemática, pelo contrário, no entanto esta estratégia tem despertado a vontade de trazer a tona algumas coisas que já estavam no coração de vários colecionadores, por exemplo a presença de uma repetição muito grande de determinados modelos. Por exemplo, há uma quantidade excessiva de Kombis, enquanto outros modelos passaram despercebidos. Outro ponto que tem gerado discussão é a presença de modelos recentes da indústria automobilística, que não chegaram a marcar necessariamente nossa história a ponto de figurar dentro de uma coleção cuja proposta é trazer o chamado "inesquecível", caso por exemplo da Tucson que está presente na expansão.


Outro ponto que, particularmente, me incomoda é a forma que as peças são acondicionadas dentro das caixas. Alguns modelos vem separados de seus fascículos e estes, por sua vez vem muito amassados. Como o ramo é "Colecionismo" temos que entender que detalhes fazem a diferença para este público. Assim, este tipo de erro poderia ser facilmente resolvido a partir de um acondicionamento melhor das peças e fascículos nas caixas, gerando grande satisfação no cliente que possui sua atenção voltadas para estes aspectos. Este problema de acondicionamento eu verifiquei nas 04 coleções citadas no início da matéria.


Por fim, muitos tem questionado acerca da escala das peças. Temos notado que alguns veículos, originalmente menores que outros, acabam aparecendo maiores ou do mesmo tamanho dentro da coleção. Em conversas com amigos (aqui do Blog) comentamos que esta diferença poderia estar ligada ao processo de escaneamento em 3 dimensões a partir do modelo real, um processo que teria pequenas imperfeições e que, por sua vez, poderiam impactar na escala final da peça em comparação com sua contraparte de tamanho real. No entanto, alguns diferenças são realmente gritantes. De qualquer forma este tem sido um ponto importante, sobretudo quando expomos as peças uma ao lado da outra em uma estante e acabamos por ver algumas errada quanto a proporção entre uma carro e outro.


Quanto à decisão de quais modelos poderiam figurar dentro da coleção, uma estratégia bem interessante adotada lá fora foi a votação, a partir de Redes Sociais, envolvendo fãs. Isto aconteceu por exemplo na Coleção The Classical Marvel Figurine, atualmente sendo lançada no Brasil pela Editora Eaglemoss. Muitos fãs votavam em determinados personagens da Marvel que queriam ver dentro da coleção e tudo acontecia a partir de uma votação simples. Outra opção, talvez bem menos especulativa e trabalhosa, seria a consulta prévia à pessoas importantes ligadas à indústria automobilística nacional. Há muitos Gerentes e Engenheiros Mecânicos que participaram daquela época que, acredito eu, poderiam sugerir modelos que efetivamente foram inesquecíveis em nosso país.


Bom amigos, meu desejo é que a Planeta DeAgostini e outras empresas deste tipo tenham vida longa, sobrevivam às crises, diversifiquem seus catálogos e superem críticas que nem sempre são construtivas por parte de muitos fãs. Aqui, no entanto queremos que haja espaço para esta troca de ideias e uma discussão que transcenda gostos e visões pessoais.

Gde. Abc. à todos.

P.S.: Agradeço especialmente à todos os leitores aqui do Blog (como o Marcelo Pimentel e André Moraes por exemplo)  que estão sempre trazendo suas ideias nos comentários das matérias de forma construtiva e participativa sobre as coleções!

17 comentários:

  1. Há muito venho dizendo que somos tratados de forma porca, tudo que a propria deagostini faz no exterior tem melhor qualidade e proporcionalmente falando é mais barato, por isso não saio das minhs franklins, danburys wixs e tantas outras marcas na 1/24 isso sim é qualidade!

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    1. Olá Rogério!! Blz!?

      Pois é... Concordo com você. Eu particularmente não conheço essas séries automotivas que você cita (franklins, danburys wixs). Ficaria feliz se você pudesse indicar algum local onde eu pudesse entrar em contato com elas. Pelo que percebi do seu comentário parecem ser de muito boa qualidade. Muitas vezes nós (colecionadores) ficamos na mão de editoras como a Planeta DeAgostini por não conhecermos (eu pelo menos) outras opções como esta que você cita.

      Desde já agradeço sua participação e se não for incomodar gostaria que postasse aqui essas referências para eu dar uma checada.

      Valeu amigo!

      Marcelo

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  2. Hi! I'm a Chilean collector and I bought a couple of models from these Brazilian collections once. My only complaint would be the presentation in plinths with the transparent cover, which makes them so expensive compared to models released in other countries, like Colombia, Perú and Chile. I wish they were sold in simpler packaging at a lower price point.

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    1. Hi Dear Friend!!

      I´d like to thank you for your comment and participation! Well... I agree with you. This collection is very expensive nowadays. I´m trying buy evrything but sometimes is very difficult ($$). I think that its are sell without "diorama" (plastic box around them), it was more cheap. I really do.

      I hope see you here many times in my blog!! You are very welcome!!

      Best regards!

      Marcelo

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Oi, Marcelo! Apesar de ser totalmente leigo em automóveis e nesse tipo de colecionismo, resolvi dar um "alô ", pois foi exatamente em uma postagem desses carros que conheci seu blogue que considero bem bacana por ter um conteúdo sério, sóbrio e diferenciado.

    Sobre a tal moderniZação e expansão dos automóveis, deviam incluir a Besta. Aquela minivan que infelizmente teve vida curta, porém, foi bem marcante. Ela foi uma das primeiras vans nesse estilo modernizado que vemos hoje. Era compacta, cabia em qualquer garagem e seu nome era cômico.

    Também o Ford Ka marcou época. O primeiro Ká que muitos apelidaram de Kinderovo, ou de besouro, ou de batatao.

    Acho que esses dois automóveis Vieram, marcaram época e transformaram conceitos.

    Quanto aos fascículos amassados. Infelizmente é uma tendência estúpida que acontece. Não deveria.

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    1. Oi Fabiano! Sempre bom ter sua presença por aqui!!

      Valeu!

      Agradeço imensamente suas palavras, ainda mais vindo de você. Um cara tão experiente na Blogosfera.

      A Besta foi mesmo um automóvel utilitário que marcou época. Na década de 90 ele era algo inovador.

      ah ah ah ah ... O primeiro Ford Ka tinha mesmo um design totalmente estranho. Para mim lembrava muito uma "barata" rs rs rs ...

      Valeu mesmo Fabiano!

      Gde. Abc. e espero tê-lo por aqui muitas vezes!

      Marcelo

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  5. ótima matéria. Como tenho só a coleção de carros de combate, não tenho bem com avaliar. Mas não deixa de ser uma matéria excelente.

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    1. Valeu Marcio...

      Obrigado mesmo pela presença e comentário. Tenho estado muito atarefado ultimamente. Por isso peço desculpas pela demora em responder.

      Pois é... Acho que de vez em quando se faz necessário uma reflexão sobre para estamos caminhando em determinado assunto. Neste caso aqui, o colecionismo.

      Precisamos mesmo fazer reflexões maduras que transcendam os velhos "mi mi mis" das redes sociais e tragam opções e soluções para o que temos hoje.

      Valeu amigo!

      Marcelo

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  6. MARCELO PELA INTERNET DESCOBRI 1 FOTO DE UMA PICAPE RURAL A COLEÇAO PICAPES DO BRASIL EXISTE?

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    1. Olá André...

      Tomei conhecimento desta coleção recentemente ao vê-la em uma banca aqui de São Paulo Capital. Não pude identificar no momento a Editora responsável pelo lançamento. Mas acredito que estejamos falando da mesma coleção. Vou dar uma olhada depois!

      Valeu!!

      Marcelo

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  7. Marcelo vejo nas redes sociais pessoas modificando sua coleçao veraneio virando picape ou o carro de valor da empresa amarela virar da concorrente vale a pena isso ou o correto e manter o purismo da coleçao? Ou sei la ter 1 frota de carros de valores de varias empresas compro a da amarela e foi modificando as cores e adesivando o novo modelo?

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    1. Olá André...

      Particularmente eu prezo pelo purismo da coleção. Mas isto é uma opinião e gosto pessoal. Gosto de curtir a coleção dentro de sua proposta conceitual. Sempre imagino que a Editora pensou e lançou a coleção dentro de um CONCEITO. E ao repaginar alguns modelos penso que este conceito se dilui.

      Mas realmente é uma opção pessoal.

      Abcs!

      Marcelo

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  8. Boa tarde Marcelo,

    Finalmente arrumei um tempo para postar aqui.

    A matéria ficou excelente, com bons argumentos, e indicações certeiras.

    Eu acrescentaria a falta de sensibilidade da Planeta, em não vender edições avulsas pelo Site, nem pelo telefone. Uma pena mesmo, eu precisava comprar 2 ou 3 exemplares, e tive que recorre3r ao mercado paralelo, que não é muito bom, pois a própria Planeta perde clientes com isso.

    Sobre a expansão, já falei em outro post sobre esse bando de Kombis, e quem assinar até o final vai ter a coleção Kombis do Brasil, com vários modelos para colocar em um painel exclusivo, e eu sugiro que o painel também seja em formato de Kombi! risos... kkk

    Você já teve notícias dos demais modelos que serão lançados na expansão depois do 115?

    Quanto ao purismo da coleção, como citou o André, eu acho que vale à pena se você compra 2 exemplares, e modifica um deles, assim mantém a originalidade da coleção, e ainda personalisa alguns modelos ao seu gosto. De repente, se levarmos em conta as cores mal escolhidas da Planeta, acho que uma personalisação é muito bem vinda...

    Sobre o que o Rogério disse, eu já iniciei uma coleção de mopdelos 1/24, mas o espaço é muito limitante, eu eu desisti e estou vendendo alguns dos meus, se alguém tiver interesse, eu tenho um Ford Fusion preto, um Golf GTI prata, um Viper prata conversível, um Astra Hatch verde água, um sedâ americano tunado (esse nunca lembro o nome), ele é rebaixado, pneu perfil baixíssimo, som no porta-malas,, e prateado. Tenho ainda um Corvete branco, um Mustang GT500 vermelho, esses dois últimos mais caros.

    abraço.

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    1. Olá Marcelo!

      Agradeço sua presença que sempre nos traz uma visão coerente e criticamente positiva das coleções.

      Recentemente Marcelo, eu vi que a Planeta DeAgostini mudou o formato de seu site e passou a vender miniaturas avulsas. Infelizmente a maioria que pesquisei constam como esgotadas o que, portanto não refresca muita coisa e termos de aquisições por um preço justo.

      Sobre as Kombis eu não teria nada a acrescentar além do que você escreveu acima... ah ah ah ah ah ... Painel no formato de "Kombis"!! rs rs

      Infelizmente com esta mudança no Site da Planeta eles pararam de atualizar as imagens ou mesmo as informações que antes ocorriam mais amiúde. Tenho entrado lá sempre e não há nada de novo. Por isso vou ficar devendo esta informação acerca dos modelos além do Nº 115!

      Essa sua ideia de comprar dois exemplares de um mesmo modelo seria a solução definitiva mesmo. Mantem-se o purismo e pode-se ousar um pouco ao mesmo tempo.

      Sobre a escala da coleção eu acho que 1/43 é o limite máximo mesmo. Mais que isso torna-se inviável em função da dificuldade de espaço para exposição. Praticamente inviabilizaria novas aquisições.

      Valeu Marcelo!

      Sempre com ótimas dicas.

      Gde. Abc.

      Marcelo

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  9. Bom dia Marcelo,

    Sim, e ainda digo mais, ver as cores daquele KarmanGhia e do Puma trocadas me dá muita raiva! kkk

    E a cor da Savero? a cor horrível da Veraneio...
    Você tem o contato de alguém que possa fazer uma personalização?

    Sobre o formato do Site,ficou difícil até de acompanhar as minis que já saíram, na coleção de serviço você já recebeu quais modelos depois do Landau?

    abraço.

    Marcelo Pimentel

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    1. Verdade Marcelo...

      O site ficou pior mesmo. Além, é claro, das atualizações bem mais raras.

      Recebi recentemente um entrega da coleção. Mas ainda não abri! rs rs ... Correria. Pode ser que dentro tenha as miniaturas subsequentes ao LANDAU.

      Vou ver!

      Abs Marcelo!!

      Marcelo

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