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sábado, 14 de setembro de 2013

Miniatura Marvel 27 - Homem-Areia

Miniatura Marvel Nº 27 - Homem-Areia

Pertencente à grande e memorável galeria de vilões do Homem-Aranha, o vilão conhecido como Homem-Areia é a 27ª peça da Coleção de Miniaturas Marvel. Ao lado de personagens do universo aracnídeo da Marvel como Duende Verde, Dr. Octopus, Kraven dentre outros, o Homem-Areia angariou certa projeção ao longo de sua carreira na Casa das Ideias. Para o público em geral seu maior momento foi sua participação como um dos vilões da megaprodução da Sony "Homem-Aranha 3". Nessa matéria conheceremos um pouco das características dessa peça, bem como algumas curiosidades a respeito da vida deste interessante vilão.


Miniatura Marvel Nº 27 - Homem-Areia

Assim como aconteceu em relação à algumas miniaturas da coleção que, à princípio não haviam chamado atenção dos fãs mas depois surpreenderam, com esta aqui aconteceu algo semelhante, revelando-se uma boa surpresa. Além das cores vivas, a presença de alguns detalhes ajudam à logo identificar o poder do vilão. A mão em formato de bloco de concreto e os membros inferiores amalgamados em um único pedestal de areia, sem dúvida nenhuma proporcionaram uma leveza própria de um personagem em movimento.

Miniatura Marvel Nº 27 - Homem-Areia

No âmbito da coleção, essa peça marca um importante momento para os colecionadores aqui no Brasil, ou seja, representou o fim do 1º ano de assinaturas. Quem assinou a coleção recebeu nesse 1º arco 26 peças a contar do Nº 02 (Wolverine). O Nº 01 (Homem-Aranha) não entrava na contagem, já que podia ou não ser incluído no pacote de assinatura. Sendo assim, o Homem-Areia tem também essa importância como referência para os fãs da coleção.

Miniatura Marvel Nº 27 - Homem-Areia

Criado por Stan Lee e Steve Ditko, a 1ª aparição do Homem-Areia se deu no Nº 04 da revista Amazing Spider-Man de Setembro de 1963. Ao concebe-lo com essa roupa (camisa verde listrada, calça marrom) e físico forte, Lee e Ditko conseguiram incorporar ao personagem o temperamento que haviam pensado para ele, um sujeito das ruas, estilo "valentão", briguento e com uma queda para o crime. Apesar disso, os autores também plantaram bem lá no fundo de sua psique, uma brecha para que ele viesse a ser, eventualmente, um sujeito bom. Isso pôde ser explorado no 3º filme do Homem-Aranha citado acima.

Miniatura Marvel Nº 27 - Homem-Areia

William Baker (nome verdadeiro do vilão) cresceu em uma vizinhança "barra-pesada" de Nova Yorke. Esse fato, associado ao seu temperamento brigão determinariam sua carreira. Com um promissor futuro como jogador de futebol americano, Baker seria seduzido pelo dinheiro fácil ao aceitar suborno para entregar um jogo em um campeonato. Após ser descoberto, sua vida desandaria de vez. Com o tempo, passou a adotar o nome de Flint Marko todas as vezes que era pego pela polícia. Essa estratégia entrava em cena para que sua mãe não se decepcionasse com seu irascível filho. Até esse momento Baker não havia conseguido seus poderes. Porém, depois de várias passagens pela prisão ele conseguiria fugir e, para se esconder da polícia, se refugiaria em uma praia próxima à uma zona de testes nucleares. Ele mal sabia, mas o que aconteceria ali mudaria sua vida para sempre!

Miniatura Marvel Nº 27 - Homem-Areia

Um teste nuclear foi realizado próximo à praia e pegou Baker desprevenido, porém ao invés de o matar, a explosão desencadeou uma reação estranha, fazendo sua estrutura molecular fundir-se à areia da praia. Daí em diante ele conseguiria estruturar ou desestruturar seu corpo usando  a areia como molde. Foram muitos os embates entre o Homem-Areia (Sandman no original) e o Homem-Aranha. Não preciso nem mencionar que o Aracnídeo saiu vitorioso em todas elas. Com o passar do tempo o vilão até passou por um período no qual tornou-se um bom sujeito, recebendo inclusive um convite para entrar para os Vingadores. Isso resultou em uma curta passagem pelo maior grupo de heróis da Marvel.

Miniatura Marvel Nº 27 - Homem-Areia

Para aqueles colecionadores que estão montando áreas temáticas com suas peças, o Homem-Areia não pode faltar na área da sua estante reservada ao Amigão da Vizinhança. Para mim foi realmente uma surpresa positiva essa peça e volta e meia eu a pego na mão para admira-la.

Miniatura Marvel Nº 27 - Homem-Areia

Bom amigos... Na sequência mais fotos das coleção. Aguardem! Grande abraço à todos!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Iluminação da Cristaleira - Dicas


Aproveitando que o tema da semana aqui no Blog tem sido a apresentação das miniaturas na cristaleira, gostaria de comentar uma questão que levantei na última postagem. A iluminação das peças no interior do móvel. Uma vez que a cristaleira possui prateleiras de madeira, um possível sistema de iluminação não poderia ficar restrito à um compartimento, já que sua luz não passaria para as prateleiras de baixo. A solução veio daqui mesmo a partir dos comentários dos amigos, dentre eles o comentário do amigo Moisa de Oliveira, que me sugeriu a colocação de luminárias de LED portáteis com funcionamento à pilhas. A sugestão veio super a calhar, uma vez que não queria furar a cristaleira nem passar fiação.

Miniaturas iluminadas a partir da Luminária de LED

Após uma busca nas opções na Internet identifiquei um modelo em específico da Osram que atendia minhas necessidades e, além de tudo, possuía design elegante:  a Luminária Multiuso LED Stixx 4LEDs. Com uma base imantada que pode ser fixada em estruturas metálicas como portas de geladeiras ou estantes de metal, essa luminária é bem versátil. Embora suas 04 luzes de LED não alcancem a iluminação completa da prateleira (isso pode ser visto na foto acima), até isso eu achei que deu um efeito legal, pois alguns personagens permanecem nas sombras. Além do mais dá para ir trocando os personagens centrais ou mesmo ir mudando a luminária de lugar.



O preço é um pouco mais alto em relação ao modelo tradicional de luminária para armário (aquela redonda que se ascende à um toque no centro). No entanto como seu uso será definitivo para exposição das peças achei que valeria a pena ir comprando uma para cada prateleira ao longo de vários meses. Como a base da luminária é de metal eu comprei uma fita de velcro para segurar a luminária no teto de cada prateleira.



Outra opção que também pesquisei foi a possibilidade de iluminar a cristaleira com o que tem sido conhecido como FITAS de LED. O recurso é bem interessante, porém conforme pude pesquisar sua instalação requer certa habilidade, além de necessitar de um pequeno transformador para ajustar a voltagem e de uma tomada.

Fita de LED para iluminação de Estantes, Armários e afins...

Nessa opção eu teria então que furar a cristaleira, algo que como disse acima eu não queria. Embora o resultado possivelmente ficasse bem interessante como pode ser visto nas fotos comerciais abaixo, creio que seu custo também ficasse bem mais alto.

Foto Comercial demonstrativa do uso das Fitas de LED

Tenho monitorado qualquer possível aumento de temperatura no interior da prateleira com a iluminação da luminária. Algo assim poderia comprometer a integridade estrutural das figuras (penso eu), porém até o momento não tenho observado qualquer variação de temperatura, pelo menos à minha percepção. Como pode ser visto a iluminação faz diferença à noite se compararmos as prateleiras iluminadas na foto abaixo com as demais.


Bom amigos, espero ter contribuído com algumas ideias. Um grande abraço à todos.

sábado, 7 de setembro de 2013

Miniaturas na Estante!!


Visão Geral da Cristaleira com as Miniaturas

Bom amigos... Depois de algum tempo com minhas miniaturas guardadas esperando para serem expostas finalmente comprei uma cristaleira que chegou esses dias aqui em casa. É com muita alegria que compartilho com vocês essas fotos sobre essa minha opção de exibição. O tema "Como Exibir Minha Coleção" vem sendo discutido em vários Blogs e na rede social. E não é para menos, uma vez que tanto a Coleção de Miniaturas de Metal da Marvel e da DC são verdadeiras esculturas que realmente devem ficar à vista dos nossos olhos. No entanto, muitos colecionadores esbarram em duas questões, a 1ª relacionada ao espaço (uma vez que as duas coleções são extensas e estão apenas no início), o 2º relacionado à segurança e conservação das peças. Nessa matéria compartilharei com vocês a solução que resolvi adotar, que longe de ser a perfeita, foi para mim a que melhor se adequou.

Duas primeiras prateleiras da Cristaleira

Desde há muito tempo eu tinha o desejo de comprar uma cristaleira. Ao pesar as questões levantadas acima sobre segurança, proteção e extensão das coleções eu logo decidi por essa opção. Eu vinha expondo as peças em uma estante aberta que logo se mostrou inadequada devido ao grande acúmulo de poeira sobre as figuras. Isso fez com que eu as guardasse e partisse à procura de uma cristaleira. Após rodar várias lojas em São Paulo (capital) pude perceber que os preços variavam grandemente e não eram tão atrativos. Depois de muito procurar decidi por um modelo que agregasse preço, estilo e proteção. Alguns critérios eram imprescindíveis para mim, dentre eles a possibilidade de se enxergar as peças de vários ângulos, ou seja, seria necessário a presença de vidros anteriores, laterais e se possível posteriores. Percebi, no entanto que a presença de "vidro" encarecia grandemente a cristaleira. Sendo assim tive que ajustar esse meu desejo ao preço.

Terceira e Quarta prateleiras da Cristaleira

Isso fez com que eu tivesse que moderar a presença de vidros na cristaleira como vocês podem ver nas fotos. Outro ponto não negociável para mim era a proteção das peças frente à poeira. Embora a cristaleira fosse bem fechada ainda restavam frestas entre as portas que permitiriam a entrada de poeira, ainda mais diante do fato de haver uma construção aqui perto de casa que manda verdadeiras nuvens de pó na direção das minhas janelas. Essa questão eu resolvi comprando uma tira adesiva em uma loja de materiais de construção específica para se vedar frestas. Essa tira possui pequenos pêlos em uma de suas faces. Como vocês podem identificar na última foto desta matéria, essa fita pode ser vista nas laterais das portas.

Últimos andares da Cristaleira. Reservado à Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil

Outra coleção que estou empenhado em fazer é a Coleção de Carros Inesquecíveis do Brasil. Sendo assim ela não poderia deixar de estar presente na cristaleira. Já comentei sobre essa coleção aqui no Blog e quem acompanha as notícias aqui deve se lembrar que ela é bem extensa também (60 carros). Sendo assim já percebi que me faltará espaço. : /


Outro ponto importante a ser considerado na compra seria a presença de uma gaveta pelo menos, na qual eu pudesse acondicionar os fascículos referentes às coleções. A foto acima mostra a gaveta já com as revistas devidamente acomodadas. Minha coleção de miniaturas ainda não é tão gigante como a de muitos colecionadores, pois tenho me concentrado (com algumas exceções) naquilo que tem saído no Brasil pela Eaglemoss, no entanto as peças ficaram bem alocadas no móvel como pode ser visto nessa sequencia de fotos individuais das prateleiras.

Detalhe Lateral da 1ª prateleira


 
Detalhe Lateral da 2ª prateleira
Detalhe Lateral da 3ª prateleira
Detalhe Lateral da 4ª prateleira
Detalhe Lateral da 5ª prateleira
Detalhe Lateral da 6ª prateleira
Bom amigos, espero ter ajudado àqueles que eventualmente estão pensando em uma forma de acondicionar sua coleção. É claro que há outras opções muito boas também, como por exemplo pequenos nichos para se pendurar na parede. Muitos amigos tem exposto fotos interessantes usando esse modelo. No meu caso a opção pela cristaleira, além do já exposto acima, foi também a possibilidade de se formar equipes e grupos de heróis e vilões, o que ficaria limitado no caso dos nichos. Estou contente com o resultado. Um último ponto que gostaria de colocar é a questão da iluminação das peças. Infelizmente as figuras não ficam tão bem iluminadas em minha cristaleira, sobretudo aquelas que ficam ao fundo. Até pensei em instalar um sistema de iluminação em cada prateleira, já que as mesmas são de madeira e não permitem a passagem de luz de cima para baixo, exigindo assim uma sistema individual de iluminação. No entanto isso encareceria muito o conjunto. Portanto ficará assim. E digo pra vocês... Estou contente assim mesmo. Aqui vai uma última foto na qual pode ser identificado o modelo de vedação que expliquei acima.


Quem quiser outras dicas ligadas à conservação e manejo das peças, além de inserção dos fascículos no fichário da Coleção de Miniaturas Marvel, fiz algumas matérias que podem ser lidas clicando aqui (parte I) e aqui (parte II). Essas dicas também valem para a Coleção da DC.

Grande Abraço à todos!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Coleção de Graphic Novels - Editora Salvat


Bom amigos... A grande novidade da semana (talvez entre as melhores do ano) foi sem dúvida nenhuma o lançamento da Coleção Oficial de Graphic Novels da Marvel. Uma coleção ímpar, pois traz histórias importantes do Universo Marvel em encadernados muito bem acabados. Para leitores antigos é uma grande chance de ter histórias que por alguma razão perderam. Para novos leitores é uma grande oportunidade de entrar com contato com sagas que remodelaram os personagens da Marvel nas últimas décadas. A versão original da coleção é Europeia e pode ser também conferida em seu site original: The Official Marvel Graphic Novels Collection. Aqui no Brasil ela está saindo por meio de uma parceria das Editoras Salvat e Panini. Nesta matéria veremos algumas características dessa coleção que parece que marcará época!!

Há cerca de 04 meses a Editora Salvat havia sinalizado com a possibilidade de lança-la no Brasil. O alvoroço foi grande, mas por fim descobriríamos que o tal lançamento na verdade seria apenas um teste em algumas cidades do Brasil. Na época até fiz uma matéria aqui no blog na qual eu reclamava da falta de informação. Desde então todos ficamos na espera, chegando a pensar que o teste não teria sido bem sucedido. Porém, o mercado brasileiro novamente surpreende pela sua grande capacidade. A coleção é composta por 60 encadernados (no mínimo) de capa dura e traz a proposta de contemplar importantes sagas da Marvel. Além disso, cada volume vem com vários extras interessantes tais como, entrevistas exclusivas com autores e desenhistas, desenvolvimento do personagem, galeria e esboços dos artistas, fichas informativas e recomendações de leituras. Ou seja, o fã pode realmente se esbaldar! 


 


Exemplos dos Extras que acompanharão cada volume

A coleção conta com Site Oficial Brasileiro e ao que tudo indica cobrirá os quadrinhos das décadas de 80, 90 e 2000. A periodicidade será quinzenal, sendo que o 1º encadernado sai por um preço promocional de R$ 9,90. O 2º custará R$ 19,90 e os restantes R$ 29,90. A versão brasileira não seguirá a ordem de lançamento da sua correspondente europeia, porém os primeiros números já foram anunciados: 1 - Homem-Aranha: De Volta ao Lar; 2 - X-Men: Superdotados; 3 - Vingadores: A Queda; 4 - Thor: O Renascer dos Deuses; 5 - Os Supremos: Super-Humano; 6 - Capitão América: Tempo Esgotado; 7 - Homem-Aranha: A Última Caçada de Kraven; 8 - Marvels (!); 9 - Guerra Secreta; 10 - Demolidor: A Queda de Murdock.



Não preciso nem dizer a importância de algumas destas sagas como por exemplo "Demolidor: A Queda de Murdock", história que já vi sendo vendida por exorbitantes R$ 199,00!! Ou seja, seria a oportunidade de completar muita coleção por aí. Quanto à assinatura não há qualquer menção no site da coleção, o que foi confirmado por alguns colegas que já entraram em contato com a Editora para perguntar sobre isso e obtiveram a resposta de que não haverá pacotes de assinaturas. Quanto à extensão do lançamento, até agora não temos a ideia de quais cidades brasileiras foram contempladas. Em São Paulo capital ela já chegou e sua distribuição está restrita às bancas de revistas, ou seja não é encontrada em livrarias ou Comic Shops.
 

Outro detalhe interessante é que a lombada de cada livro traz parte de uma cena desenhada pela artista Gabrielle Dell´Otto. Ao coloca-las lado a lado na estante forma-se um lindo painel. Bom amigos, como já comentei aqui no Blog, o Brasil vive um momento ímpar no mercado dos quadrinhos e do colecionismo. A grande variedade de títulos de quadrinhos em bancas, as incríveis coleções de Miniaturas da Marvel e da DC, além da Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil, Xadrez Star Wars entre outras, fazem desta época uma época bem especial. Caso haja mais novidades sobre esta coleção de Graphic Novels postarei abaixo nos comentários. Deixo meu abraço à todos!

domingo, 25 de agosto de 2013

Miniatura Marvel 26 - Ultron

Miniatura Marvel Nº 26 - Ultron

Letal, incrivelmente forte e portador de um corpo feito de Titânio, Ultron é na verdade uma inteligência artificial fruto de um experimento do Dr. Hank Pym, herói mais conhecido pelos seus alter-egos: Golias, Jaqueta Amarela e a 1ª encarnação do Homem-Formiga. O Nº 26 da Coleção de Miniaturas Marvel traz um dos vilões mais perigosos do Universo Marvel, fato que explica, possivelmente, a escolha dele para estrelar o próximo filme dos Vingadores. Na presente matéria veremos algumas fotos desta peça que muitos acharam sem grandes atrativos, no entanto ao contextualizamos o vilão dentro da mitologia Marvel, observaremos que ele tem grande importância.

Miniatura Marvel Nº 26 - Ultron

Ultron surpreendeu seu criador logo de início ao se voltar contra ele com uma brutal violência. Capaz de se adaptar rapidamente aos seus oponentes, Ultron possui uma grande vantagem, o fato de ter sido projetado a partir dos padrões cerebrais de Hank Pym, um dos homens mais inteligentes do Planeta. Além do intelecto do Dr. Pym, Ultron possui a vantagem de ter toda uma rede de processamento de dados à seu serviço, o que lhe permite alçar voos analíticos maiores que os do seu criador. A 1ª aparição de Ultron se deu em Avengers Nº 54 em Julho de 1968, e seu visual inicial nos lembrava uma lata ou tanque, ao melhor estilo R2D2 de Star Wars. Porém logo ele o abandonaria em prol de um corpo humanoide feito de Titânio. Essa atualização viria a ser conhecida como Ultron-5.

Miniatura Marvel Nº 26 - Ultron

Ultron-5 tornou-se um oponente à altura dos Vingadores e sua história tem tudo a ver com a de outro Androide, O Visão. Construido por Ultron-5 a partir de um Androide da Era de Ouro dos Quadrinhos (o Tocha-Humana original), o Visão, como todos sabemos, se tornaria um grande Vingador e participaria ativamente da derrota de Ultron. No entanto, Ultron-5 conseguiria um novo corpo a partir de um metal virtualmente indestrutível, o Adamantium. Assim nascia o que conhecemos como Ultron-6.

Miniatura Marvel Nº 26 - Ultron

Boa parte da grande capacidade do vilão se reerguer de suas derrotas vem de seu poder de enviar comandos subliminares hipnóticos às pessoas, o que lhe permitiu que, mesmo habitando carcaças inertes pudesse forjar indiretamente para si novos receptáculos humanoides. Ultron-6 seria também derrotado em uma titânica e épica batalha envolvendo o vilão e os Vingadores dentro do prédio das Nações Unidas. As derrotas de Ultron, no entanto sempre davam um bom "gancho" pois, bastava sua cabeça sobreviver (local onde supostamente estaria sua essência eletrônica) para que ele novamente retornasse mais forte e atualizado.

Miniatura Marvel Nº 26 - Ultron

E foi isso que aconteceu, Ultron-7 voltou para enfrentar os Vingadores e o Quarteto Fantástico juntos. A cabeça inerte de Ultron havia sido encontrada por Maximus (irmão renegado do Rei Raio Negro dos Inumanos). Esse confronto se deu durante o casamento de Mercúrio com Cristalys dos Inumanos e foi Franklin Richards (filho do Sr. Fantástico) que desferiria o golpe mortal sobre Ultron-7 através de uma poderosa rajada psiônica. É interessante observarmos que essa história se passou em 1974, ou seja, naquela época Franklin Richards já era um garotinho! rs rs Ultron-7 tinha, no entanto um plano reserva e conseguiu ativar à distância um corpo reserva de Adamantium. Foi portanto esse Ultron-7 que criou Jocasta, uma androide baseada nos padrões mentais de Janet Van Dyne (a Vespa). Após nova derrota, Ultron-7 ainda conseguiu ressurgir e se atualizar em Ultron-9 com a ajuda de um Homem de Ferro hipnotizado, para ser também derrotado e preso em um tanque de Adamantium líquido. Isso se deu no fim da década de 70, início dos anos 80.

Miniatura Marvel Nº 26 - Ultron

Ultron voltaria à vida com a ajuda de uma hipnotizada Jocasta, que o libertou do Adamantium líquido renascendo assim como Ultron-10. Esse último seria destruído em uma história com ajuda de outro Androide, o Homem-Máquina. Ultron-11 e 12 tiveram suas histórias publicadas à época das Guerras Secretas nos anos 80 e, já no final dessa década, estaria em sua 13ª versão, vindo a ser tornar o que ficou conhecido como Ultron-Supremo. Foi esse Ultron que construiu um exército de Ultrons a partir dos padrões cerebrais de diversos Vingadores, o que deu sequencia à um grande arco de histórias ao longo dos anos 90 e início dos anos 2000.

Miniatura Marvel Nº 26 - Ultron

Na década de 2000 Ultron voltaria ao centro das histórias dos Vingadores ao tomar o controle da armadura do Homem de Ferro sofrendo, no entanto inexorável derrota nas mãos de Tony Stark com ajuda de Jocasta. Mais recentemente Ultron apareceu nas páginas de uma saga recém publicada nos EUA: Age of Ultron, ou seja, o vilão ao que tudo indica ainda tem muito gás para gastar!

Miniatura Marvel Nº 26 - Ultron

Em minha opinião essa miniatura é mesmo simples, porém retrata o personagem tal qual é desenhado nas HQs, ou seja, não havia muito o que inventar mesmo. É uma peça que, se vista fora do contexto, possivelmente não será relacionada ao universo da Marvel. Sua importância para as histórias da Casa das Ideias, no entanato é incontestável, conforme pudemos ver aqui na matéria.

Valeu amigos! Abraço à todos!

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Ponto de Ignição - O Filme Animado


Há algum tempo eu vinha planejando abrir um novo tópico aqui no Blog onde pudesse falar especificamente de algumas animações com as quais venho tendo contato. Ao assistir ao filme animado Liga da Justiça - Ponto de Ignição (Justice League - The Flashpoint Paradox - 2013) tive a certeza de que era a hora de abrir o assunto. É consenso geral de que a DC vem produzindo animações muito boas, porém Ponto de Ignição foi para mim uma surpresa incrível no que diz respeito à qualidade do roteiro, diálogos, desenvolvimento dos personagens e sobretudo em função da abordagem ousada dos tradicionais ícones da editora. A presente matéria se propõe a comentar (sem spoilers) um pouco sobre essa minha agradável surpresa!


Ponto de Ignição foi um arco de histórias de Geoff Johns e Andy Kubert através do qual a DC encerrou seu universo na fase Pré-Reboot há cerca de dois anos nos EUA. Não li esse arco por diversas razões, mas a principal foi a percepção de que era apenas uma "história de ocasião". Dessa forma não posso opinar sobre a história impressa mas, a forma como ela foi transposta para filme ficou excelente. O centro de tudo é a perda que Barry Allen (O Flash)  experimentou em sua adolescência com a morte de sua mãe. A animação começa em uma linda cena entre mãe e filho na qual Barry ouve palavras que ficarão gravadas para sempre em sua vida. Já adulto, com poderes e obrigações Super-Heroísticas, Allen sucumbe ao desejo de fazer o que muitos de nós em algum momento já pensamos em fazer: alterar o passado.


A história toda se passa então em uma linha temporal alterada por esse ato. A grande qualidade da animação é o desenvolvimento dos Super-Heróis, dentre eles Batman, não mais Bruce Wayne, mas sim seu pai, Thomas Wayne, um homem que sucumbiu à dor da perda do filho. Aquaman, um imperador altivo e prepotente. Superman, um personagem totalmente diferente daquele das histórias tradicionais (que não posso escrever porque para não estragar). Ciborgue, o único que carrega traços do seu correspondente em nossa realidade. Lanterna Verde, que possui uma participação diferente no contexto geral. E aquela que na minha opinião foi também muito bem trabalhada, Mulher-Maravilha. Essa foi uma das poucas histórias em que a Amazona é realmente retratada como uma guerreira, bem diferente da personagem domesticada que conhecemos. Os autores chegaram no âmago da heroína, que em minha opinião nunca acertou de forma precisa sua personalidade nas HQs e demais mídias. É nesse contexto que o Flash (da nossa realidade) é inserido.


Outra atração é o aparecimento de diversos outros personagens (Lex Luthor, Exterminador, Lois Lane, Bandoleiro). Pontos positivos são também as cenas de lutas, bem coreografadas e críveis. A dinâmica da história também ajuda, com mudanças de cenas que passam a sensação de estarmos assistindo à um filme em que você precisa prestar muita atenção, pois há muitos diálogos que não acontecem. Muito está  implícito nas reações dos personagens.


O traço dos desenhos obedecem ao estilo "Mangá", algo que eu não gosto muito. Este era aliás minha ressalva para assisti-lo. No entanto, já havia me surpreendido com outra animação da DC com esse tipo de traço (Batman - O Cavaleiro de Gotham). Apesar do estilo do desenho não me agradar fui logo envolvido pela história e essa minha ressalva foi logo esquecida.


A carga dramática é bem dosada e faz com que todos os personagens envolvidos apresentem-se como indivíduos com motivações, traumas e interesses reais. Pela primeira vez tive a impressão de ter visto algo na DC que me lembrou o que presenciamos na Marvel nos primeiros arcos de "Os Supremos", os Vingadores do Universo Ultimate da Marvel. Personagens que vão às últimas consequências ao agir conforme sua visão de mundo. Aliás, Flashpoint Paradox bem que poderia servir como piloto para uma nova série de animação da Liga da Justiça sob esse prisma.


Deixo aqui essa minha dica e inauguro um novo marcador aqui no Blog: Animações. Um grande abraço à todos!

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