sábado, 17 de maio de 2014

Homem-Aranha 02 - A Ameaça de Electro


Homem-Aranha 02 - A Ameaça de Electro tinha tudo para ser um filme mediano. A tímida performance do primeiro filme de 2012 sob a ainda incerta interpretação do ator Adrew Garfield somada a dificuldade em se desenvolver uma boa história lançavam sombras sobre essa continuação. Soma-se a isso os bombásticos sucessos que o Marvel Studios vem liderando em se tratando de filmes de Super-Heróis, intimidando assim qualquer estúdio à fazer algo do mesmo nível. Tudo isso me fez ir ao cinema com poucas expectativas para assistir Homem-Aranha 2. Porém, ao término do filme fui invadido pela agradável sensação que se tem quando algo supera positivamente suas expectativas. O filme consegue alcançar êxito na difícil tarefa de se equilibrar drama, ação e personagens mais profundos e críveis, sem deixar de lado o "cânone" oficial de um dos mais emblemáticos heróis da Marvel.


O filme abre com uma sequencia bem interessante (em minha opinião) na qual o diretor tenta inserir o espectador dentro do ritmo frenético do Escalador de Paredes ao saltar de um prédio a outro. A ideia é a plateia experimentar um pouco do que seria acompanhar os vertiginosos voos do personagem pela cidade. A proposta do filme em trazer diversos vilões soou estranho para mim inicialmente, pois pareceu-me uma tentativa de aumentar lucros trazendo mais personagens, o que definitivamente não funcionaria se tudo não estivesse amarrado com um bom roteiro. Embora o Electro do título e os demais vilões marquem presença, para mim as interpretações mais sólidas dos personagens é que fizeram a diferença. Adrew Garfield aparece mais confortável na pele do Amigão da Vizinhança e vemos Peter Parker se transformar lentamente em alguém mais adulto.


A química entre Garfield e Emma Stone (Gwen Stacy) funciona e a atriz supera (em minha opinião) o estigma de "apenas mais um rosto bonito". Havia muito receio de minha parte que a produção do filme se recusasse a manter a mitologia original do personagem e desse um outro destino à Gwen diferente daquele que sabemos qual é. A tentação de se produzir algo mais romântico e doce poderia seduzir facilmente o diretor do longa mirando em um público pouco familiarizado com a mitologia do Aranha. Confesso que prendi a respiração desejando de todo meu coração que, naqueles fatídicos e dramáticos momentos finais do filme, nada acontecesse que mudasse o emblemático curso da história original.


Outro ponto alto é a interpretação do confuso, sensível e instável Harry Osborn pelo ator Dane DeHaan. O jovem ator havia me impressionado anteriormente no filme "Poder Sem Limites", no qual interpreta um garoto que ganha poderes fantásticos e reage da pior forma possível diante disso. DeHaan confere toda insanidade e carisma a um Harry Osborn  que chega a ganhar simpatia da plateia ao ser revelado a fria relação que ele tinha com seu pai (Normam Osborn).


Não devemos deixar de considerar a responsabilidade que recaia sobre essa sequencia em manter rentável uma franquia que se mostrara muito promissora sob a batuta do diretor Sam Raimi com os três filmes de 2002, 2004 e 2007. Devo dizer que esses três filmes foram bons e trouxeram na época a esperança de vermos filmes de super-heróis com qualidade. Tobey Maguire foi um bom Homem-Aranha naquela época, porém não posso deixar de dizer que sempre me irritou a exacerbada insistência em se retratar um Peter Parker que nunca conseguira se defender do "bullying" imposto a ele por todos à sua volta. Adrew Garfield consegue transpor essa barreira ao apresentar um Peter que sofre e aprende, de certa forma, a não ser mais o "saco de pancadas" de todos. Algo que Tobey Maguire não se libertou ao longo de 03 filmes.


Ausências importantes foram sentidas, como por exemplo do rabugento J.J. Jameson. Porém nada que comprometa o resultado final. Jamie Fox como Electro não chega a ser marcante e acho que sua interpretação do pacato Engenheiro Elétrico das companhias Osborn poderia ter sido menos caricata. Acho que ele exagerou um pouco nisso. A presença de Rhino, interpretado por Paul Giamatti, poderia até ser descartada.


Saí do cinema satisfeito e admito que o diretor Marc Webb afinou sua leitura do personagem do filme de 2012 para esse. Achei muito tocante, e coloco como um dos pontos altos do filme, a cena final envolvendo um pequeno garoto vestido de Homem-Aranha que se coloca em frente ao vilão Rhino para enfrenta-lo. Webb consegue, com essa cena, chegar no âmago do que o Homem-Aranha representa para todo garoto: um símbolo comum, extremamente identificável, porém cheio de coragem e inspiração. A síntese do herói comum e urbano.



Bom amigos... As opiniões expressas aqui são pessoais e sei que, em se tratando de arte, várias podem ser as visões a respeito da mesma obra. Porém, posso dizer que gostei bastante desse último filme.

Grande Abraço à todos!

14 comentários:

  1. Olá Marcelo. Cara, particularmente gostei muito dessa sequência. A interpretação do Adrew Garfield e do Dane DeHaan foram muito boas. Achei tb fraca a atuação do Jamie Fox. Pra mim, a aparição do Rhino ao final do filme, inicialmente foi desnecessária, mas depois, refletindo um pouco, achei uma boa sacada do diretor, para amarrar um terceiro filme do escalador de paredes. Como vc, senti falta da presença física do Jameson, apesar de seu nome e personalidade está sim presentes no filme. No geral achei o filme bem legal. A primeira trilogia gostei, mas acho que esta nova sequência se aproxima mais do Aranha dos quadrinhos. Agora aguardar o terceiro, pra ver o que acontece.
    Abração.

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    1. Olá Augusto! Tudo bem, amigo!?

      Pois é... Também gostei dessa sequencia. Garfield e DeHaan sintonizaram bem a "vibe" dos personagens que interpretaram. No caso do Garfield fiquei satisfeito com a dinâmica que ele deu ao Peter Parker, distanciando-o (conforme coloquei na matéria) do "nerd" indefeso e colocando, aos poucos, maioridade nele. Jamie Fox realmente ficou ofuscado pelas demais atuações. Achei que ele interpretou de forma excessivamente caricata o personagem antes dele se transformar em Electro. Já como Electro ele até que foi bem, no entanto não deixou de ficar ofuscado.

      Quanto ao Rhino confesso que esperava vê-lo no seu visual clássico, semelhante a um rinoceronte humano mesmo, porém isso pode acontecer no terceiro filme.

      O J.J. Jameson é tão marcante no imaginário do fã que mesmo sem a presença física ele marcou seu território nos diálogos do Peter com a tia. Mesmo assim a gente fica com vontade de vê-lo. rs rs

      Concordo com você. Também acho que essa nova franquia aproxima-se mais do Aranha dos quadrinhos.

      Valeu Augusto!!!

      Marcelo.

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    2. Cara, não gostei do Rhino nesse traje mecânico, mas acredito que no terceiro ele continuará desse jeito, até mesmo pq tem uma cena no final do filme onde mostra vários trajes mecânicos, uma pena! Prefiro também o formato clássico, kkkkkkk!
      Valeu Marcelo, abração.

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    3. Pois é Augusto... Eu também não. Fã clássico do personagem (como nós somos) não aceita esse tipo de mudança mesmo. Cheguei a ver umas imagens na internet antes do lançamento do filme nas quais o Paul Giamatti até aparecia com uma pele rugosa e um corpo enorme de rinoceronte. Mas acredito que no final eram só ideias conceituais mesmo, infelizmente.

      Também reparei nessa sala onde existem vários trajes mecânicos. Espero que eles não vistam toda a galeria de vilões do Aranha com trajes mecânicos para os próximos filmes. Até porque, até onde li, o próximo filme trará o Sexteto Sinistro. E espero vê-lo o mais parecido com o dos quadrinhos!

      Grande Abraço!

      Marcelo.

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  2. Assisti faz umas duas semanas e gostei bastante. Fui com minha esposa. Ela estava adorando o filme, até acontecer o que todos nós que acompanhamos os quadrinhos sabíamos (e torcíamos) que poderia acontecer...

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    1. Olá Hiroshi! Tudo bem, amigo?

      Espero que sim! Valeu pela visita e comentário aqui no Blog!

      Minha esposa não quis ir, embora eu tenha falado para ela quando cheguei em casa que ela perdeu, pois tinha bastante romance (que é o que ela gosta).

      Eles tinham que manter o destino da Gwen. Não tinha como ser diferente. Mudar isso seria como mudar a "pedra angular" das histórias do Aranha. Uma pedra que se retirada do lugar faria desmoronar irremediavelmente o sucesso das próximas sequencias dessa franquia. Nós fãs com certeza boicotaríamos de forma absurda.

      Mas diga a sua esposa que novos horizontes amorosos se avistam na vida do Escalador de Paredes! rs rs

      Assim ela vai querer ir ver a continuação!

      Valeu amigo!

      Grande Abraço!

      Marcelo.

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  3. Eu aqui de volta!!
    Poxa Marcelão, está é a primeira vez que nossas opiniões não coincidem,

    Não gostei mesmo,
    Os efeitos visuais, as tomadas foram excelentes, e resolveram retirar as luzes de ortopé litght do lançador de teias!! =). Mas devo dizer que o enredo, a maneira que a turma construiu os personagens não me agradou.
    Três vilões foram demais para essa sequência. Na minha opinião não construiram motivação nenhuma nem trama que justificasse tudo isso..

    A turma ainda está tentando fugir de qualquer coisa que remeta aos filmes do Sam Raini, tenho essa sensação clara pois não exploraram a relação do pai e filho Osborn, o pai foi um total figurante.. JJ não apareceu sob o risco de ser comparado com o anterior.. não deram muita importância para os problemas financeiros do aranha... e pelo pouco que entendo, o aranha é o brincalhão e o Parker chega a ser introvertido algumas vezes, algo como uma fuga psicológica, e o Andrew mantem a mesma toada, pois como Peter é malandrinho, anda de skate, descolado...

    E finalmente, duas questões que me incomodam muito e eu sempre escrevo quando posso:
    1- Sindrome de Harry Potter: O eleito, que estava predestinado a de alguma forma se tornar o homem aranha... herdou todo o resultado da pesquisa do pai casualmente..
    2- Conectar o público a algo externo (cena dos aviões que vão bater) quiseram fazer algo como o Nolan com os 2 barcos.. mas a maioria das pessoas não estavam nem aí para o que ia acontecer com os aviões...

    De qualquer forma, como você falou opinião cada um tem a sua, respeito todas, e tento encontrar argumentos nas divergentes para eu poder analisar melhor o filme, mas quis compartilhar a minha também, sem agredir a de ninguém é claro =)

    Abraços,

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    1. Olá Denis!! Blz, amigo!?

      Putz... Me desculpe a demora em responder. Depois que a semana começa a gente meio que é tragado pelo trabalho! rs rs

      Interessante sua opinião Denis! Aliás, esse aspecto da "arte" é algo muito interessante, ou seja, a mesma expressão de arte, seja ela no cinema, escrita ou pintada, pode ressoar de maneira diferente dentro de cada um. Acho que isso tem a ver com as experiências que cada um traz dentro de si, sua bagagem pessoal, que faz com que se tenha um olhar diferente sobre a mesma coisa.

      Concordo com você na questão dos vilões. Acho que o Rhino poderia até ser dispensável e o Jamie Fox não elaborou o Electro tão bem. Quando ele interpreta seu personagem antes da transformação (Max) ele imprime um ar caricato demais, criando um tipo de "nerd" anti-social que na verdade nem existe realmente no mundo. Quando ele se transforma em Electro propriamente dito acaba ofuscado (em minha opinião) pela interpretação do Dane DeHaan como Harry Osborn. Minha explicação para a presença do Rhino seria eles quererem deixar um personagem já apresentado ao público para o próximo filme.

      Quanto ao Normam Osborn concordo que ele podia ter sido muito mais explorado. Sobretudo em função dele ser um sucesso como vilão no Quadrinhos. Haja vista que ele ocupou as principais sagas da Marvel nos últimos anos.

      O J.J. Jameson podia ter aparecido. Senti falta disso também. Quanto a questão do Peter ter deixado um pouco de lado as brincadeiras achei que isso ocorreu por conta do filme representar a transição entre a juventude despreocupada do 1º longa para uma vida mais adulta e com mais responsabilidades. Confesso pra você que sempre gostei das brincadeiras do Aranha, porém recentemente estava me irritando um pouco alguns roteiristas insistirem demais no lado brincalhão dele, mesmo em face de assuntos dramáticos e tristes. O que acabava deixando a ideia de que o personagem banalizava o sofrimento alheio. Stan Lee conseguia imprimir esse lado brincalhão na hora e com o "timing" correto. Dessa forma, até que não vi problemas deles terem maneirado um pouco nas brincadeiras.

      Confesso que as questões relacionadas a dinâmica do Peter com o pai e sua pesquisa ficaram em 2º plano pra mim. Acabei me fixando mesmo na metamorfose que ele passa (de jovem despreocupado para adulto responsável). As cenas com o avião também não me incomodaram tanto. rs rs

      Achei excelente seu comentário Denis! E espero que se sinta sempre a vontade aqui. Afinal é assim que desenvolvemos amizades. Compartilhando, conversando e debatendo. Aliás, fique à vontade para expressar alguma outra opinião que teve do filme e acabou não inserindo no comentário anterior.

      Valeu mesmo, amigo!

      Grande Abraço pra você!

      Marcelo.

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  4. OI, Marcelo! Não tenho muito o que dizer sobre esse filme porque não o vi e nem o verei até que saia do cinema. Ando meio decepcionado com esses filmes de super-heróis. Os poucos que vi, de dois anos pra cá, não me agraram muito. Esse do Aranha, pelos teasers, não me agradou ofato dele, quando uniformizado, parecer uma animação computadorizada. Acho que deviam ter trabalho mais no realismo dessas imagens, dá a sensação que está se vendo um desenho tipo Era do Gelo, UP, Toy Story.... Sobre o ator que fez o Peter, tive recentemente o gosto de ver como uma pessoa pode fazer um trabalho bem ruim e depois encabeçar outro bem legal. Foi assim com a Rooney Mara em "A HORA DO PESADELO" de 2010, o qual odiei. Mas depois ela ficou fantástica como protagonista do filme Millenium: Os homens que não amavam as mulheres (ou "A garota com a tatuagem de dragão", como era o título original). Com o Andrew Garfield, penso que terei a mesma sensação, pois não curti ele em "A Rede Social". Mas acredito que vou curtir o trabalho do ator como Peter Parker. Não se trata de fazer comparações entre ele o anterior, mas apenas ver que ele é capaz de fazer algo melhor do que foi em rede social.

    Abraços. Faz tempo que não venho aqui comentar porque muitas vezes eu não tenho o que dizer sobre o assunto. Mas estou sempre vendo suas atualizações na minha lista.

    Tudo de bom!!

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    1. Olá Fabiano! Tudo bem, amigo?

      Então... Eu gostei do filme pois eles o aproximaram mais da mitologia do Aranha em minha opinião. Os efeitos especiais usados envolvendo o Aranha uniformizado não chegaram a me incomodar. Acredito que ainda demorará um tempo até que os efeitos cheguem à um grau de realismo no qual tudo pareça muito real. Mas você tem razão, pois realmente é possível perceber essa diferença entre o real e o digital. Esses dias estava assistindo aos EXTRAS do filme "Batman Beggins" e o diretor Christopher Nolan narrava sua obsessão pelo uso de dublês para trazer verossimilhança às cenas. Sem dúvida nenhuma um trabalho enorme, mas que a gente vê que vale a pena, pois ao re-assistir o filme a gente percebe que é tudo real!!

      Outro ponto legal que você toca é como um ator pode ser excelente em um local e incrivelmente ruim em outro. Um exemplo disso é um dos filmes do Batman antes da trilogia do Nolan. Teve um que os atores eram bons, contavam com o George Clooney como Batman e um elenco de apoio muito bom e veja no que deu: um filme pífio e totalmente descartável. Na minha opinião, o motivo dessas discrepâncias é o diretor. É ele que consegue (ou não) extrair do ator o melhor ou, infelizmente sua visão da história é equivocada.

      Não me lembro dessa atriz que vc cita (Rooney Mara). Vou procurar conhecê-la. Quanto ao Andrew Garfield tem um filme no qual ele trabalha que gostei de sua atuação, se chama "O Mundo Imaginário do Dr. Parnasus". É o último filme do Heath Leadger. Vale uma conferida nesse filme. É uma visão surreal da mente humana e o Garfield está bem lá.

      Puxa... Valeu mesmo pelo seu último comentário!! Fico feliz em saber que amigos de longa data sempre me visitam. Também acompanho seu Blog e suas postagens no facebook e pode ter certeza que você é uma das pessoas dos primórdios aqui do "Antologias" que me ajudou muito.

      Grande Abraço.

      Marcelo.

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    2. Vou procurar esse filme que você mencionou do Andrew Garfield.

      A Rooney Mara também esteve em "A REDE SOCIAL" - ela foi a namorada do Mark, aquela que ele ridicularizou e depois terminou o filme ainda pensando nela.

      Sobre o filme do Batman, esse com o George Clooney foi o que teve o Dr. Freeze e a Hera Venenosa, ou seja, George Clooney, Arnold Schwaznegger e Uma Thurman. E o filme ainda conseguiu ser ruim. Na verdade, até gostei do filme, mas como algo bem mediano de sessão da tarde. Daquela época, os que gostei mesmo e vejo ainda hoje se passar, são os dois estrelados pelo Michael Keaton.

      O último Batman da trilogia Nolan foi um vômito pra mim. Não gostei dele. Aliás, o Christian Bale, por mim, é bom só fantasiado mesmo. Ele pode ser um ótimo ator, mas como Bruce Wayne, não curti muito.

      Voltando ao foco do Homem-Aranha, é claro que vou ver o filme. Gosto do personagem. Mas não no cinema. Vou pouquíssimo ao cinema. Em parte, é caro demais pra mim. Também me irrita a moda do 3D para cobrarem mais ainda.

      Meu negócio é ver em casa mesmo, com conforto, quando dá.

      Abraços.

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    3. Legal Fabiano... Caso você venha a assistir o "Mundo Imaginário do Dr. Parnassus" me avise. Gostaria de saber sua opinião!

      Acho que estou me lembrando da Rooney Mara sim! rs rs

      Quanto aos filmes do Batman é isso mesmo. Veja você que, mesmo com esse trio (Uma Thurman, George Clooney e Arnold Schwaznegger) a coisa ainda desandou. Isso mostra o peso da direção sobre um filme. Já os do Michael Keaton na época eu não gostei tanto, mas hoje eu os reconheço como clássicos.

      Da Trilogia do Nolan acho o do meio (do Coringa) excelente. E aí você vê a discrepância entre a interpretação do Christian Bale e do Heath Leadger. Lembro-me que quando assisti pensei em como o Coringa (na interpretação do Heath) tinha sido superior ao Bale.

      Quanto ao Aranha estou fora do 3D também. É um efeito que ainda não me provaram ser indispensável. Enquanto ele não se provar necessário não vou assistir em 3D. É um efeito que após os primeiros 10 minutos você nem percebe que está ali.

      Valeu Fabiano!!!

      E não esqueça de me falar o que achou do PARNASSUS quando você o assistir.

      Abc.

      Marcelo.

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  5. Marcelo, muito legal a tua opinião. Conheci o blog pelas miniaturas (tenho já Batman, Superman, Mulher-Gato, Lanterna Verde, Flash e Arqueiro Verde, e estou esperando o Coringa) e fiz alguns comentários já em alguns.

    Em relação ao filme, realmente eu também não tinha muita expectativa, e saí feliz do filme, pois foi muito além do que eu esperava. Apesar do que senti falta de uma motivação pros vilões. Foi muito rápida a mudança de personalidade, e foi difícil engolir o ódio repentino ao Homem-Aranha/Peter Parker, tanto no Electro quanto no Duende. Soou extremamente forçado (pelo menos pra mim).

    Já a parte de ação, romance, etc, ficou legal, acima da média dos últimos filmes de super-herois, mas nada de incrivelmente espetacular.

    Abraço e bom final de semana

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    1. Obrigado pelo comentário e presença Alexandre! Valeu mesmo!

      O que aconteceu contigo em relação ao filme do Aranha aconteceu exatamente comigo. Depois do 1º filme eu estava com muito pouca expectativa para esse. Mas os elementos foram colocados de um jeito que valorizou o Aranha e o aproximou da sua característica original.

      Achei o Electro um personagem realmente secundário nesse filme e concordo com você sobre a mudança que aconteceu no interior dele ter sido muito rápida de admirador à inimigo do Aranha. Em relação ao ódio do Harry eu até entendi que ele já possuía problemas de aceitação e rejeição em relação ao pai e canalizou seu ódio para o Aranha que não quis lhe dar seu sangue. Ou seja, típica reação de alguém imaturo e com uma profunda marca emocional interior de rejeição.

      Acho que é o que você aponta no final do seu comentário. Nada extraordinário, porém uma história que me fez sair do cinema contente e mais leve após um bom divertimento.

      Valeu mesmo Alexandre!

      Grande Abraço!!

      Marcelo.

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