domingo, 31 de março de 2013

Boa Leitura: Homem de Ferro & Thor Nº 32


Acompanhar revistas de linha, tanto da Marvel quanto da DC, tem sido um exercício de persistência, resignação e fé. A irregularidade na qualidade das histórias, falta de cuidado com alguns detalhes importantes e certa dose de roteiros incrivelmente intrincados e pouco verossímeis tem levado muitos leitores a desistirem de suas coleções. Embora o universo que envolve Super-Heróis seja, por princípio, de fantasia, os dramas e tensões alí existentes não podem ser. Precisam ser reais. E para que funcionem, tais dramas e tensões precisam de roteiros consistentes. Eis a fórmula de sucesso, por exemplo, para clássicos da ficção como "Guerra nas Estrelas", "Jornada nas Estrelas" e "Senhor dos Anéis". Roteiros que tratam de coisas que, à princípio pelo menos, sabemos que não existem, porém são assentados em uma base dramática sólida. O que temos atualmente na verdade é uma revista de linha ou outra que eventualmente traz em seu mix uma leitura interessante e agradável, lembrando as revistas de antigamente. No momento acompanho apenas algumas da Marvel e da DC. Recentemente com o Reboot da DC tentei seguir vários títulos, porém já desisti, ficando apenas com alguns como Batman, A Sombra do Baman e Liga da Justiça. Do lado da Marvel acompanho Homem de Ferro & Thor, Vingadores e Capitão América e os Vingadores Secretos, sendo essa última uma revista interessante, que traz histórias boas mas que sempre uma ou outra destoa do resto. O universo Aracno-Mutante da Marvel por exemplo tenho deixado de lado há muito e, com as atuais histórias do Aranha nos EUA, acho pouco provável que eu retome a leitura do querido e saudoso "Cabeça de Teia". Eventualmente porém acontece de uma determinada revista de linha das quais acompanho trazer uma leitura interessante e agradável. Para divulgar tais revistas resolví criar há algum tempo aqui no Blog a coluna "Boa Leitura", cujo objetivo é divulgar títulos que, na minha opinião, ficaram um pouco acima da média. Nesse sentido gostaria de falar do Nº 32 da revista Homem de Ferro & Thor.
Leito de Morte de Bor, pai de Odin (à direita do leito) e de Cul (irmão mais velho de Odin e à esquerda)

Como todos sabem o universo Marvel aqui no Brasil passou recentemente por uma saga (A Essência do Medo) que, embora tenha ficado devendo em qualidade e maiores cuidados com o roteiro trouxe repercussões principalmente para a vida dos Asgardianos (residentes atualmente na cidade de Broxton, EUA). HdF & Thor Nº 32 traz de forma rápida o 1º embate entre Odin e Cul (seu irmão mais velho e maligno). Esses acontecimentos ocorreram quando Odin ainda era jovem e a história termina com a sombria profecia sobre a morte de seu adorado filho Thor.

Odin e seu adorado filho Thor, ainda bebê

Com o fim da Essência do Medo, Thor (pelo menos em tese) está morto, mas aparece acordando em um estranho mundo pós-morte. Além disso, essa 2ª história traz o início de uma nova trama envolvendo Geirrodur (Rei dos Trolls), Karnilla - A Feiticeira Rainha da Nornes, Três outras estranhas feiticeiras e o Troll Ulik (atualmente disfarçado de Tanarus - O Novo Deus do Trovão). Os Asgardianos estão desnorteados vivendo na Terra agora sob o comando da Mães Supremas (Freia, Gaia e Idum). Odin se afastou para Asgard para cuidar que seu irmão mais velho jamais volte à assolar nenhum mundo, vivendo daqui para frente como um "Guardião do Próprio Irmão".

A Mães Supremas

Outro ponto interessante da revista é uma rápida passagem sobre a tentativa do Surfista Prateado viver agora como um humano comum. Norin Radd abdicou de seus poderes e cargo de arauto de Galactus há uns meses atrás. Em seu lugar ninguém menos que um senhor idoso e cristão assumiu sua função junto ao devorador de mundos.

As últimas histórias da revista são do Homem de Ferro e trazem Tony Stark novamente às voltas com seu vício (alcolismo), agora, no entanto acompanhado de um improvável amigo: o Anão Asgardiano chamado "Beicinchado". Forma-se no horizonte a ideia de que o próximo arco que envolverá o Homem de Ferro trará dois grandes oponentes: Zeke Stane (gênio industrial da envergadura de Tony Stark) e o velho inimigo Mandarim.


Homem de Ferro & Thor Nº 32 seria um bom ponto de partida para acompanhar novamente o universo marvel pois traz o rescaldo da última grande saga do Universo Marvel, ao mesmo tempo que projeta algumas sombras para o futuro. Vale a Boa Leitura.

Abc à todos! E à propósito Boa Páscoa!

sexta-feira, 29 de março de 2013

Miniatura Marvel 18 - Tocha Humana

Miniatura Marvel Nº 18 - Tocha Humana

O Tocha Humana é o 18º personagem lançado pela Coleção de Miniaturas Marvel. Sem dúvida uma miniatura que surpreendeu positivamente a mim e à muitos. Com seu visual clássico o Tocha aparece com pequenas chamas pelo corpo e com as famosas linhas finas e escuras dispostas verticalmente dos pés à cabeça. Uma peça que lembra o desenho poderoso e inigualável do Rei Jack Kirby. Abaixo você confere outras fotos da peça bem como algumas informações sobre o garoto que, da noite para o dia, ganhou um grande poder, o de entrar em combustão, lançar poderosas chamas e voar.

Miniatura Marvel Nº 18 - Tocha Humana
 
O Tocha Humana é na verdade o jovem Johnny Storm. Johnny é irmão caçula de Susan Storm (a Mulher-Invisível), e é membro fundador, ao lado do Sr. Fantástico, Mulher-Invisível (esposa do Sr. Fantástico) e Coisa, do Quarteto Fantástico. Uma das famílias de heróis mais queridas e conhecidas do Universo Marvel, o Quarteto Fantástico tem uma bela carreira nas revistas em quadrinhos e foi um dos grandes responsáveis pelo ressurgimento e popularização dos heróis no que conhecemos como Era de Prata dos Quadrinhos nos anos 60. Johnny Storm podemos dizer que é a parte menos formal do Quarteto. É o jovem que quer, além de salvar vidas e lutar pelo bem das pessoas, se divertir nesse processo.

Miniatura Marvel Nº 18 - Tocha Humana

A origem do Tocha Humana é a mesma dos demais integrantes do Quarteto e o personagem teve sua 1ª aparição na revista "Fantastic Four Nº 1" de 1961. Em uma viagem espacial em órbita da Terra o jovem foi bombardeado por raios cósmicos sofrendo, na volta para casa, uma transformação que lhe garantiu os incríveis poderes acima comentados. O crescimento pessoal de Johnny e seu desenvolvimento emocional e moral fizeram parte de muitas de suas histórias, a maioria ao lado do Quarteto. Grandes personagens do Universo Marvel tiveram importante papel na vida do Tocha Humana lutando ao seu lado ou contra ele. Dentre eles alguns heróis e vilões como O Surfista Prateado e o Dr. Destino, respectivamente.

Miniatura Marvel Nº 18 - Tocha Humana

Outro personagem muito marcante das HQs e que possui uma profunda amizade com Johnny Storm é ninguém menos que o Homem-Aranha. Embora o Tocha não conheça a identidade do "Cabeça de Teia" (Peter Parker) há entre os dois uma rivalidade saudável e que em minha opinião poderia ser mais explorada nas histórias. Infelizmente a linha editorial das histórias do Aranha atualmente tem conduzido nosso querido amigão da vizinhança ao verdadeiro lamaçal de roteiros ruins, bizarros e de mal gosto. Exemplo disso são os atuais acontecimentos na vida do Homem-Aranha publicados nos EUA onde Peter Parker morre, e ninguém menos que o Dr. Octopus passa a habitar o corpo do Aranha!! Mas nem compensa falar dessas tristezas...

Miniatura Marvel Nº 18 - Tocha Humana

Voltando ao Tocha Humana o que muitas pessoas não sabem é que Johnny Storm foi o 2º a usar o nome "Tocha Humana". Na verdade existiu um herói da chamada Era de Ouro dos Quadrinhos (1938 à 1956) a ter esse nome. O Tocha Humana original, como viria a ser conhecido, apareceu pela 1ª vez em outubro de 1939 na revista "Marvel Comics Nº 1" e na verdade era um andróide concebido por um cientista que tinha em mente e ideia de construir homens sintéticos mais aprimorados. O Tocha original se tornou um grande herói e lutou ao lado do Capitão América, Namor e outros heróis contra o nazismo nos campos da Europa. Esse grupo de heróis, conhecido como "Os Invasores", foi o equivalente na Marvel ao que a DC já vinha desenvolvendo nessa mesma época com a chamada "Sociedade da Justiça".

Miniatura Marvel Nº 18 - Tocha Humana

Uma das grandes contribuições do Quarteto Fantástico para o ressurgimento dos quadrinhos no final dos anos 50 foi a possibilidade de se criar histórias de Super-Heróis tendo como pano de fundo dramas, tensões e alegrias comuns à toda família. Dentro desse fértil panorama o Tocha Humana sempre encarnou o personagem amigo e benevolente, porém inconsequente e muitas vezes irresponsável. Ler as primeiras histórias do Quarteto é um grande prazer não apenas pelo entretenimento ali presente, mas porque é muito interessante observar as diferenças históricas presentes no comportamento dos jovens dos anos 60 (que Johnny representava) e o que vemos hoje na sociedade.

Miniatura Marvel Nº 18 - Tocha Humana

Como podem ver nas fotos a miniatura é muito bem feita e a solução encontrada para as chamas no corpo do personagem ficou muito boa. Bom... aproveito o espaço para divulgar o trabalho de um amigo chamado Jonas Sanches Colatrelli que iniciou o trabalho de confecção de estantes para guardar as miniaturas desta grande coleção. Quem quiser conhecer seu trabalho dê uma olhada nas fotos (abaixo) de uma estante que ele confeccionou. O trabalho ficou muito bom.

 
 Um grande abraço à todos!

sábado, 23 de março de 2013

Supremo - A Era de Ouro


É possível que você comece a ler algo e apenas alguns instantes depois se dê conta de que está diante de uma obra-prima? Depois de recentes decepções com roteiros vazios, violência gratuita e falta de boas narrativas nas histórias em quadrinhos, mal pude conter minha satisfação ao me deparar com a Série "Supremo" de Alan Moore. Definitivamente Alan Moore provou para mim porque é considerado hoje uma das grandes mentes vivas da 9ª Arte.  "Supremo" é um personagem que foi criado por Rob Liefeld para ser uma cópia, um "xerox" do Superman, e apareceu pela primeira vez nas histórias da Editora Image Comics nos anos 90. A Image ficou conhecida por seus super-heróis extravagantes e musculosos, protagonizando histórias que para mim eram vazias e sem nenhum significado. "Supremo" não fugia à essa regra e teria simplesmente passado para o limbo dos quadrinhos. Em 1996, no entanto, Alan Moore assumiu o personagem com a condição de que desconsideraria toda sua mitologia pregressa e, com a carta branca de Liefeld, literalmente o transformou em um heróis que, em alguns aspectos, ficou melhor que o Superman. Em minha opinião Alan Moore conseguiu sintetizar a paixão que todo fã de quadrinhos de super-herói carrega dentro de sí.


No primeiro arco de histórias chamado por Moore de "A Era de Ouro" (lançado aqui no Brasi pela Editora Devir em 2007), Supremo é redefinido à luz dos conceitos que foram marcantes na Era de Ouro dos Quadrinhos (1936 a 1954). Mas ele não faz apenas isso, Moore surpreendeu-me profundamente ao dar ao Supremo e ao seu alter-ego (Ethan Crane) a consciência de sua existência enquanto personagem de ficção. Ao dimensionar a história dessa forma ele re-significa TODOS os clichês usados na Era de Ouro, deixando tudo à nossa volta com aquele ar nostálgico que sempre acompanhou os bons super-heróis.


Moore, à exemplo do que Stan Lee, Jack Kirby e outros fizeram em outras épocas, subverte o senso-comum da narrativa e nos presenteia com uma história que é narrada entre o presente (em que Ethan Crane tenta se ajustar à sua vida pós-redefinição como personagem) e a reconstrução de suas memórias contadas em forma de enxertos de algumas páginas, com uma arte genialmente nostálgica de Rick Veitch.


Todos os elementos da Era de Ouro dos Quadrinhos, narrados em flash-backs na história, estão presentes nesse primeiro arco: a Origem simples e limpa do Supremo; Seus primeiros anos de combate ainda sob o pseudônimo de "Kid-Supremo"; Seus primeiros confrontos com vilões típicos da Era de Ouro; Sua relação e participação junto à outros heróis no início de sua carreira "Os Super-Homens Aliados da América" e a "Liga do Infinito"; Sua relação com emblemáticos parceiros como o cão "Radar" e sua irmã "Suprema".


Para mim, no entanto, um dos momentos mais sublimes da história é quando Supremo se lembra, junto aos seus antigos aliados dos anos 40, de como se deu a perda da inocência em seus corações. Momento em que é desfraldado diante de todos eles os verdadeiros problemas da sociedade, que vão além de simples super-vilões e seres intergalácticos. Todos percebem um "veneno" pior e mais poderoso que tudo quanto eles já enfrentaram: o medo, o racismo, a maldade pura e simples do coração humano, a dependência química, a falta de amor, a individualidade imperando em detrimento do coletivo... Elementos mais poderosos e eficientes na destruição de uma sociedade que quaisquer outras ameaças já vistas. Coisas que não podem ser vencidas com simples força bruta, visão de Raios-X, super-velocidade ou qualquer outro super-poder.


Nesse sentido o ideal super-heróico é colocado em cheque e nos faz repensar o porque, apesar de tão ultrapassado e sem sentido, esse ideal tão presente nos quadrinhos e no "super-herói" nos fascina tanto! Pelo menos à mim!! É difícil sintetizar em palavras e imagens o que chamamos de "sentimento", "apreço"... Ou seja, sintetizar em palavras a atração que nos move em direção à algo. Alan Moore em "Supremo - A Era de Ouro" consegue colocar num único "frasco" a "quintessência" do amor pelos quadrinhos, fazendo-o de forma inteligente e cheia de referências.



O mito do "Super-Homem" é aqui reconstruido, porém sem cair nas armadilhas dos clichês, ou melhor, usando-os como trampolim para algo que existe além. Supremo prova, cabalmente, que "... Não existem personagens ruins, mas sim escritores ruins."

Sem dúvida nenhuma "Supremo - A Era de Ouro" entra para a lista de minhas HQs favoritas. Dentro em breve lerei "Supremo - A Era de Prata", espero então trazer minhas impressões aqui.

Abraço à todos!

domingo, 17 de março de 2013

Os 5.000 Dedos do Dr. Terwilliker


Quando eu era garoto (por volta dos 10 anos de idade) eu assistia muito à "Sessão da Tarde". Era o final da década de 70, início dos anos 80. Grandes sucessos dos anos 50 e 60 eram frequentemente exibidos e faziam parte de minhas tardes. Em uma destas longínquas e já perdidas tardes estava eu em frente à TV quando me deparei com um filme de fantasia que iria me marcar para o resto da vida! O estranho filme trazia paisagens estranhas (como que saidas de um sonho) e contava a história de um garoto de minha idade que se perdia em um mundo no qual todos os instrumentos musicais haviam sido trancafiados em um calabouço por ordem de um tirano professor de piano que reconhecia apenas o "piano" como intrumento verdadeiro. O filme me marcou pelas estranhas imagens que literalmente me dominaram. Lembro-me de tentar saber o nome do filme, porém na época era difícil que o mesmo aparecesse na tela. Sendo assim crescí tentando saber seu nome. O tempo passou e eu sabia que um dia eu descobriria que filme era aquele.


Há uns dois anos estava eu entrando em uma Livraria Cultura aqui de São Paulo quando olhei para um painel de TV e ví!!! Lá estava o pequeno menino do filme em uma cena colorida e cheia de vida, correndo de uns estranhos capangas gordões! Era o filme! Minhas pernas bambearam e eu corrí até um guichê mais próximo. Eu mal podia me conter ao perguntar para o atendente que, olhando-me de uma forma estranha deve ter pensado: "Que cara maluco esse!". Quando perguntei pelo nome do filme o rapaz disse: "Esse fime foi lançado recentemente em DVD. Ele se chama... (meu coração pulava)... Os 5.000 Dedos do Dr. Terwilliker". Corrí até a bancada indicada e lá estava o filme em DVD lançado pela "Magnus Opus".

A Cena que ví em uma das TVs da Livraria Cultura e que me deixou sem fala

Chegando em casa preparei tudo para que eu pudesse, depois de 30 anos, assistir na íntegra essa obra maravilhosa. O filme, de 1952, é baseado na obra do famoso escritor de literatura infanto juvenil Dr. Seuss. Na história, Bart Collins, o garotinho, é aluno do tirânico professor de piano Dr. Terwilliker (Hans Conried). A mãe de Bart, Sra. Heloise Collins (Mary Healy), além de adorável é também viúva e, embora bondosa, acaba endossando os métodos do terrível professor. A única esperança de Bart é fazer com que sua jovem mãe se interesse pelo encanador: o Sr. August Zabladowski (Peter Lind Hayes). Bart é também muito dorminhoco, e durante uma sessão de estudo no piano ele adormece e acorda então em um misterioso, fantástico e onírico mundo governado por ninguém menos que o Dr. Terwilliker!!

Algumas das fantásticas cenas (avançadas para a época) misturando pessoas em cenários verdadeiros, porém totalmente em perspeciva.

Bart encontra nesse estranho mundo sua mãe em transe hipnótico provocado pelo vilão Dr. Terwilliker. O Sr. Zabladowski também está lá, porém infelizmente não dá ouvidos às tentativas de Bart de convencê-lo da maldade no coração do professor. O grande objetivo do Dr. Terwilliker é trazer para sua escola 500 meninos que, com seus 5000 dedinhos, tocarão uma grande sinfonia composta pelo vilão!!

Dr. Terwilliker imerso em seus maquiavélicos pensamentos sendo observado pelo garoto Bart Collins.

Dr. Terwilliiker mantendo a mãe de Bart em hipnose e aqui tentando ludibriar o Sr. Zabladowski

Na verdade o Dr. Terwilliker é, em minha opinião, brilhantemente interpretado por Hans Conried. Ele é a caricatura do ditador que frequentemente vemos no mundo real. Alguém que, em sua ânsia de poder, torna-se patético, engraçado e ridículo! rs rs

Uma das inúmeras cenas de fuga de Bart
Essa foi uma das imagens que ficou gravada em meu inconsciente aos dez anos de idade
Cenas como essa, uma mistura de realidade e cenários em perspectiva, são fascinantes

Bart vive inúmeras reviravoltas no filme sendo, inclusive, trancafiado no calabouço onde estão todos os instrumentos (lá representados por pessoas) que existem. O filme, dirigido por Roy Rowland consegue ir além da obra de Seuss ao conseguir colocar prédios, estátuas, gárgulas e sacadas em perspectiva, trazendo ao espectador uma experiência fantástica de estruturas enormes e atterradoras para uma história infantil.

Uma das cenas no calabouço do Dr. Terwilliker

Abaixo vemos o incrível ascensorista que conduz os frequentes prisioneiros para as masmorras.


O filme traz também belas canções interpretadas por Bart, Sr. Zabladowski, Heloise Collins e pelo próprio  Dr. Terwilliker.


O climax se aproxima na medida em que os vilanescos planos do Dr. Terwilliker parecem inevitáveis. Crianças e mais crianças chegam para a execução da terrível sinfonia.

Meninos chegam ao Instituto Terwilliker. Todos os binquedos são confiscados pelos capangas do professor.


Aqui todos os meninos devidamente posicionados para implementar o plano do Dr.

Aqui vemos o Dr. Terwilliker em suas magnânimas vestes de gala

O final apoteótico do filme é bem interessante e hilário, porém é impossível não associa-lo ao video-clipe da música "The Wall" do Pink Floyd.

Algumas das incríveis cenas...

Labirintos que não levam a lugar algum...
Os gêmeos siameses patinadores...
Os 5.000 Dedos do Dr. T. é sem dúvida nenhuma uma obra-prima esquecida. É importante que ao assisti-lo tenhamos o cuidado de situa-lo em uma época diferente da nossa, além disso precisamos soltar nossa imaginação para mundos fantásticos e diferentes do nosso. Um dos grandes representantes dos filmes fantásticos.

Hoje, depois de mais de 30 anos, tenho em minha casa a história que tanto me maravilhou, estranhou e aguçou minha imaginação quando eu tinha 10 anos.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil - DKW Vemag Belcar (1965)

Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil - DKW - Vemag Belcar (1965)

O DKW - Vemag Belcar foi um dos carros da brasielira Vemag S.A. Veículos e Máquinas Agrícolas que caiu no gosto dos brasileiros no final da década de 50. Charmoso, prático, com boa perfomance e dirigibilidade para a época e, acima de tudo, com um som de motor característico, parecendo o arrebentar de pipocas numa panela, o DKW fez parte de inúmeras paisagens de um Brasil pós 2ª Guerra Mundial. O Nº 07 da Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil traz o DKW - Vemag Belcar em sua versão 1965. A partir de agora conheceremos um pouco da história deste amigável carro.

Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil - DKW - Vemag Belcar (1965)

A alemã DKW já fabricava carros muito antes da 2ª Guerra Mundial e esses carros eram importados regularmente para o brasil. Sendo assim, foi uma agradável surpresa para os brasileiros quando em 1956 o 1º modelo DKW foi fabricado no Brasil pela Vemag, passando a se chamar DKW - Vemag, na verdade o 2º automóvel a ser produzido no Brasil. O primeiro foi o Iso Isetta das Indústrias Romi, localizada em Santa Bárbara D´Oeste no interior paulista.

Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil - DKW - Vemag Belcar (1965)

Logo de início o DKW - Vemag ganhou fama de robusto e ao mesmo tempo de carro para a família, pois apesar de parecer pequeno externamente tinha um bom espaço interno. Nos primeiros anos de fabricação o DKW possuía algumas características curiosas. As duas portas dianteiras, por exemplo, abriam no sentido inverso. Com isso esse tipo de portas ganhou dois apelidos: "Suicidas" e "Deixa vê". O 1º apelido se refere ao fato de que em situações de colisões esse tipo de abertura de portas não impedia que os ocupantes do veículo fossem arremessados de seu interior, o que era um fato relevante se pensarmos que naquela época o uso do cinto de segurança era praticamente nulo. O 2º apelido se refere ao fato desse tipo de portas não acobertarem as pernas das mulheres que usavam saia e que queriam deixar o carro.

Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil - DKW - Vemag Belcar (1965)

Outra característica era a necessidade de se adicionar óleo ao tanque durante o abastecimento do veículo. Era necessário 1 parte de óleo para 40 de gasolina. O problema era que a gasolina às vezes consumia mais rápido que o óleo, de maneira que quando você quisesse abastecer novamente ficava difícil acertar a nova proporção. Tempos difíceis!! rs rs Essa desproporção entre óleo e gasolina, além de eventuais carburadores desregulados fazia com que o DKW - Vemag soltasse, às vezes, muita fumaça pelo escapamento, algumas vezes com cheiro de óleo. Todas essas dificuldades foram sendo dribladas pela brasileira Vemag S.A. que, em função de seu distanciamento progressivo com a alemã DKW, permitiu-lhe dar suas próprias soluções para tais inconvenientes.

Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil - DKW - Vemag Belcar (1965)

Bom... Foi assim que no ano 1965 o DKW - Vemag já estaria sendo produzido com portas com abertura no sentido tradicional e sem necessidade do motorista adicionar óleo no tanque de forma manual. Graças à um dispositivo que fazia automaticamente essa mistura (o Lubrimat) o DKW - Vemag passaria à um novo grau de funcionalidade. Nessa época a Vemag S.A. produzia o DKW - Vemag tipo perua (responsável por grande parte da produção) e o DKW - Vemag sedã (o carro que vemos nessas fotos). Porém, a partir de 1961 o sedã passaria a receber o nome de "Belcar", constituindo-se no carro apresentado nessa coleção.

Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil - DKW - Vemag Belcar (1965)

Além disso, a Vemag também produzia o DKW tipo jipe ou jeep, porém em função de problemas com o licenciamento do termo "jipe" e "jeep" de posse da fabricante Willys-Overland, o jipe da DKW passou a se chamar "Candango"! Referência ao apelido dado aos trabalhadores que construiram Brasília. Em 1965, época do modelo aqui mostrado, o DKW - Vemag Belcar era menor apenas que os maiores carros da época, o Aero-Willys, o Simca Chambord, o Alfa Romeo Brasileiro e o FNM 2000 JK.

Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil - DKW - Vemag Belcar (1965)

Em 1966 a Vemag S.A. seria comprada pela Volkswagen. Determinante ou não do fim do DKW, o fato é que 1 ano depois desta compra era encerrada a fabricação do querido DKW - Vemag. Um carro elegante em minha opinião, portador de soluções criativas e com uma mecânica próxima dos bons carros de seu tempo. Abaixo seguem algumas características do modelo!


Aproveito para noticiar que a Planeta DeAgostini, editora que lançou essa coleção aqui no Brasil está relançando-a. Caso alguém visite o site da "Planeta" perceberá que a coleção encontra-se em pré-lançamento. Além disso, observará que a ordem de lançamento dos carros foi alterada. Aqui no Blog eu manterei as postagens de cada modelo seguindo a ordem do 1º lançamento, que ocorreu em Maio de 2012. A coleção pode ser vista e assinada no site da Planeta, porém a coleção também possui um interessante Site Próprio.

Abraço à todos!

sexta-feira, 8 de março de 2013

Miniaturas Marvel - Novidades 2013!



Prezados amigos... Finalmente chegou às minhas mãos as tão aguardadas novidades sobre o futuro da Coleção de Miniaturas Marvel no Brasil, bem como informações sobre o lançamento da Coleção de Miniaturas DC. Em reportagem na Revista Mundo dos Super-Heróis Nº 40 (atualmente nas bancas) o colunista Eder Pegoraro (também editor do Site Sala de Justiça) nos conta as novidades a partir de uma entrevista exclusiva que fez junto ao Gerente de Projetos da Eaglemoss (fabricante européia da coleção) no Brasil, Marcelo Santos. Sem mais delongas vamos a elas!!


Em primeiro lugar temos a confirmação oficial daquilo que já vínhamos percebendo, ou seja, que a Coleção da Marvel foi um gande sucesso por aqui e superpreendeu a Eaglemoss. Marcelo Santos confirma oficialmente sua continuidade para além do Nº 27. Lançada em abril de 2012 pela PANINI aqui no Brasil, a Coleção estava programada para durar 01 ano, correspondendo às 27 primeiras figuras. Com aproximadamente 200 peças lançadas na Europa, nós aqui no Brasil realmente ficaríamos à "ver navios" caso os lançamentos parassem. A premissa que levantamos aqui anteriormente, de que a crise na europa fez com que a Eaglemoos buscasse novos parceiros (e o Brasil é um local extremamente promissor nesse ramo) se confirma também. Temos garantido o lançamento até o Nº 100 à princípio, com possibilidade de ampliar ainda mais a coleção, segundo Marcelo Santos. Essa continuidade, pelo que é possível entender da reportagem, se dará com a Eaglemoss encabeçando sozinha os lançamentos. Será que isso quer dizer que a PANINI será deixada de lado? À princípio parace que sim. Não fica claro, no entanto, se a Eaglemoos buscará novos parceiros como a Planeta DeAgostini ou alguma outra editora. Quanto à possíveis novos brindes à pessoas que renovarem suas assinaturas é possível que alguma figura seja diponibilizada nesse contexto ou então o "brinde" venha na forma de desontos àqueles que assinarem. Os projetos da Eaglemoss para o Brasil são arrojados, com a programação do lançamento de 04 ou 05 coleções novas e variadas a cada ano. Uma dessa coleções seria com figuras de O Hobbit.


Quanto às figuras pertencente às séries "Especial", "Mega-Especial" e "Double-Packs" há interesse da Eaglemoss em trazê-los, porém em lançamentos a cada dois ou três meses. A programação seria, à princípio, para algumas delas: Hulk, Homem de Ferro Mark 1 e Thanos. A polêmica do brinde (aos assinantes) do Homem-Aranha de metal com uniforme negro e que não foi enviado é colocada em pauta. Ao que aprece a grande procura fez com que o brinde se esgotasse rapidamente o que levou à entrega do Homem Aranha com uniforme tradicional e em plástico. Marcelo Santos salienta que, para quem não recebeu o brinde do Aranha com uniforme negro e tiver interesse, poderá solicitar o envio da figura, que será feito assim que o estoque estiver ok. O lançamento da coleção em outras praças (ex. Rio de Janeiro e outros estados) está na programação também. No RJ por exemplo a programação é para abril de 2013.



E a Coleção de Miniaturas da DC (The DC Super Hero Figurine Collection)?! Bem... Outra grande e boa notícia é que ela sairá mesmo sob a batuta da Eaglemoss aqui no Brasil com previsão de início para Agosto/2013. A decisão de seu lançamento sem dúvida nenhuma passou pelo sucesso da coleção correlata da Marvel, ou seja, esperemos que o mercado continue aquecido para que toda essa onda se perdure!! Não conheço de perto a coleção da DC, porém sei que ela foi lançada na europa depois da coleção da Marvel. Como veio depois, as figuras da DC são ainda mais detalhadas e contaram com 120 peças regulares e 19 modelos especiais. Essa sem dúvida nenhuma será "caixa" pra mim junto com a da Marvel.





 




Bom... Deu pra sentir o drama, não é!? Ficará difícil não colecionar. Realmente os detalhes são muito evidentes.

Algumas dúvidas mais periféricas permanecem, porém o mais importante é sabermos que chamamos atenção como potencial mercado para colecionáveis. E tudo isso ocorreu sobretudo pela participação de todos nós interessando-se e colecionando a coleção da marvel.

Um grande abraço a todos e parabéns ao Eder Pegoraro pela iniciativa e pelo bom trabalho na reportagem.
Quem quiser pode conferir mais algumas informações interessantes sobre esse assunto em um post do Eder no Sala de Justiça (clique aqui).
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